Um Amor Shinobi
13 Em Busca Do Falso Uchiha
Notas iniciais
Tsunade estava sentada numa mesa com formato de U, ladeada pelos outros quatro Kages. Á sua frente estava sentado Mifune, o líder do País do Ferro.
Essa era a segunda Reunião dos Kages em tão pouco tempo.
Tsunade não estava presente, mas os outros kages lembravam-se claramente que, tão pouco tempo atrás, o suposto Madara havia declarado a Quarta Grande Guerra Ninja. Os ânimos deles não estavam tão bons quanto naquele dia.
– Hokage, Mizukage, o que estão afirmando é muito sério. Deveriam ter nos contatado sobre isso antes. — Gaara, o Kazekage, disse.
– Sei disso. Mas no começo, não passava de um problema civil entre nossas vilas. Seria imprudente contatar todos os kages por um motivo tão pequeno. — a Mizukage Mei disse.
– Mas agora não é mais um problema pequeno! — o Raikage disse, e como sempre, ele era o mais exaltado de todos. — Meu país e minha vila foram devastados por um terremoto desastroso! O povo da vila entrou em caos da noite para o dia! Vocês deveriam ter nos contatado anteriormente, então as coisas não estariam chegando a esse ponto!
O que o Raikage disse era verdade. As mudanças climáticas estavam extremas demais. Inclusive no País do Ferro, que tem sempre o clima ártico, começou a subir a temperaturas ridiculamente altas.
– Raikage, vamos manter a compostura. — Mifune disse, com tom calmo, porém autoritário. — Vamos manter tudo na diplomacia. — ele voltou-se para Tsunade. — Hokage-sama, Mizukage-sama, conte-nos mais sobre o sequestro da Hyuuga e o por quê isso aconteceu.
As kages explicaram o acontecido, desde Katsuo até a parte do Akuma.
– Akuma? — Oonoki exclamou quando elas chegaram a esse ponto da conversa. — Já ouvi centenas de lendas sobre esse demônio, mas nunca pensei que fosse real.
– Vocês estão dizendo que todos os acontecimentos recentes baseiam-se em uma lenda pra fazer criança ficar com medo? Como podemos confiar? — o Raikage falou, inquisitivo.
– Eu não poderia ter fonte melhor. A própria Kyuubi disse a mim e alguns outros shinobis. Eu tenho testemunhas ali atrás, se você quiser ter certeza se estou mentindo ou não. — A Hokage disse, referindo-se á Kakashi e Gai que vieram acompanhá-la para essa reunião.
As duas terminaram de contar a história e um clima tenso pairou sobre a sala.
– Pelo que eu entendi, se esse Katsuo conseguir fazer da Hyuuga uma "Jinchuuriki" do Akuma, teremos problemas parecidos com os problemas recentes. — Oonoki disse. — Precisamos agir rápido.
– Mas, como? Não faz nem um mês que saímos de uma guerra devastadora. O número de shinobis diminuiu muito, e os que estão vivos ainda estão em fase de recuperação. Não há possibilidade de criarmos um tipo de esquadrão para cuidar de uma missão tão séria. — Gaara disse.
– Vamos ter que nos arranjar de alguma maneira. — Oonoki falou.
– Quanto á isso, já mandamos muitos shinobis para as Ilhas do Leste onde supostamente é o esconderijo de Katsuo. Se conseguirmos resgatar Hinata e localizar Katsuo, metade dos problemas são resolvidos. — Tsunade falou.
– Isso se vocês conseguirem. — o Raikage agora estava mais calmo. — Mas mesmo assim, não podemos ficar parados diante de um caso tão sério.
– Nesse ponto, o Raikage-sama tem razão. — Mifune disse. — Já escutei muitas lendas envolvendo Akuma. Se esse criminoso conseguir o que quer... talvez ele se torne um problema ainda maior do que Madara foi.
E aquilo era verdade. Apenas uma pequena porção do poder de Akuma sobre a Terra já estava causando um caos enorme. Se Katsuo conseguisse o poder total do demônio... estaria tudo acabado.
– O mínimo que podemos fazer no momento é levar o máximo de shinobis para vasculhar as ilhas do leste também. São muitas ilhas, o número de ninjas para averiguar tudo tem que ser grande. — Gaara concluiu.
– A ideia proposta pelo Kazekage-sama é aceitável. Todos de acordo? — Mifune disse, e todos os kages concordaram. — Em quanto tempo conseguem organizar os esquadrões?
– Em pelo menos um dia. — o Raikage disse.
– Tudo bem. Tsuchikage, Raikage e Kazekage tem um dia para preparar os esquadrões e mandá-los para as ilhas. Eu me responsabilizarei por contatar as autoridades das ilhas. Alguma objeção? — Mifune disse, todos concordaram de novo, então, levantou-se: — Que assim seja. A reunião está dispensada.
***
Naruto estava sentado na copa de uma árvore bem alta, sentado de pernas cruzadas e já no Modo Sennin. Estava chovendo e ele corria o risco de ser atingido por um raio, mas isso não tinha importância. O Uzumaki estava tentando detectar o chakra de Hinata.
Mas era em vão. Ele não conseguia sentir em lugar nenhum — nem o chakra de Hinata, nem o de Katsuo. Os únicos chakras que ele sentia era de seus companheiros lá em baixo e do resto das pessoas da ilha.
Isso era terrivelmente frustrante.
– Narutooo! Daqui á pouco vai dar meio-dia! Temos que ir pra cidade! — ele ouviu Sakura chamar e desceu da árvore num pulo só. Os companheiros de equipe usavam as capas para proteger-se da chuva.
– Conseguiu alguma coisa? — Sasuke perguntou, e Naruto balançou a cabeça negativamente, frustrado.
– Os pássaros também não perceberam nada incomum. Talvez essa não seja a ilha certa. — Juugo disse.
– Pera aí — Naruto disse e todos acharam que ele ia falar algo importante. Ele olhou para Juugo incrédulo e disse: — Você fala com pássaros?!
– Não sei por quê achei que você ia falar algo importante. — Sakura disse, já acostumada com as asneiras que o amigo costumava falar. — Mas enfim, vamos logo. Temos que nos encontrar com esse tal de Hayato.
Sasuke tomou uma expressão estranha. Ele ainda estava com raiva de descobrir que alguém estava usando o nome do seu clã.
Os quatro agradeceram e despediram-se de Hiro e o bebê e foram em direção á cidade. Ainda nem era meio-dia, mas por causa das nuvens de tempestade parecia ser seis da tarde. Quando os quatro começaram a se aproximar do centro, Sakura disse:
– Temos que parecer pessoas normais. Tirem as bandanas. — os três shinobis retiraram os protetores e testa e esconderam por dentro das capas. Juugo não tinha que se preocupar com isso, obviamente.
Aquela ilha era um ponto turístico, por isso era cheia de hotéis, lojas e muitos, muitos bares e restaurantes — e mesmo com aquele tempo ruim, estavam todos lotados de gente.
– Hiro-san nos disse que o homem estaria dentro de um desses bares ao meio dia. — Sakura lembrou. — Mas tem muitos bares aqui, como vamos saber?
– Eu acho que é aquele ali. — Naruto apontou para um bar logo á frente.
O bar chamava-se Deusas da Ilha e não tinha uma cara muito agradável. Logo ao lado de fora, um homem podre e completamente bêbado estava andando cambaleante com uma garrafa na mão e falando coma algum tipo de amigo imaginário. Lá de dentro podiam-se ouvir músicas e vozes predominantemente masculinas.
Sakura fez uma cara de nojo.
– Eu não vou entrar aí de jeito nenhum. Por que você acha que esse é o bar certo?
– Bem, a Hiro disse que é o tipo de bar que homem frequenta. E ali do lado de fora tem um cartaz dizendo "belas moças á seu serviço". Se tem mulher, com certeza é o tipo de bar que homem frequenta. — Naruto disse.
– Como pode ter certeza? — Sakura perguntou.
– Anos de convivência com o Ero-sennin me ensinaram esse tipo de coisa. Enfim, vamos entrar...
– Espera. — Juugo disse. — Não podemos entrar todos juntos. Não sei se vocês se lembram, mas vocês três se tornaram bastante conhecidos. Se todos entrarem, vai ficar muito na cara.
– Então vai só um de nós. — Sasuke propôs. — Alguém que se misture facilmente.
Os três homens olharam para Sakura.
– Quê?! Mas de jeito nenhum! — ela exclamou, ficando corada. — Esse não é o tipo de lugar que uma dama pode entrar!
– Qual é, Sakura-chan! Vai ser bem rápido! É só você fingir ser uma das garotas que trabalha lá dentro, nem precisa fazer nada. — Naruto disse.
– Sem chance! Eu não vou entrar lá. — ela disse decidida.
– Mas você prometeu que faria tudo que estivesse no seu alcance pra me ajudar, lembra? Ou você mentiu? Eu achava que você era uma mulher de palavra, Sakura-chan. — Naruto falou, fazendo um drama exagerado.
A garota lançou-lhe um olhar furioso, mas enfim disse:
– Tá bom! Vocês venceram! Mas se eu ser obrigada a passar por algum tipo de situação desagradável, eu vou matar vocês!
Aquela com certeza era uma situação desagradável.
Sakura entrou pelos fundos até o camarim das garotas, escondida. Haviam algumas mulheres ali, retocando a maquiagem e usando um "uniforme". Depois que elas saíram, Sakura rapidamente procurou aquele uniforme e vestiu o mais depressa que podia, enfiou um par de saltos e colocou uma peruca com cabelos longos ondulados e marrons. Colocou um colar com a intenção de esconder o comunicador que ela iria usar quando encontrasse o tal Hayato.
O "uniforme" das mulheres consistia em um vestido vergonhosamente curto e muito apertado preto, com um decote nada pequeno e luvas que iam até a altura do cotovelo. Antes mesmo de sair em público ela já estava com vergonha, quando saiu do camarim então ela quase se enfiou num buraco.
O bar era bastante grande e cheio de homens sebosos e bêbados. Alguns dançavam ao som da música, outros estavam tão embriagados que estavam jogados nos cantos. Sakura deu alguns passos pra dentro do bar, mas voltou pro camarim correndo de tanta vergonha.
Uma das garçonetes entrou no camarim, porque viu Sakura. Ela era alta, loira e muito bonita.
– O que foi, fofinha? — ela perguntou, enquanto retocava o batom vermelho em frente ao espelho. — É o seu primeiro dia?
– Eh... é sim... eu não sei muito bem o que fazer... — ela disse, tentando enrolar a mulher.
A loira riu.
– O primeiro dia sempre é difícil, mas depois você se acostuma. Você só tem que sorrir e rebolar bastante. — ela olhou para Sakura, parecendo ter notado algo de errado. — Cadê sua maquiagem?
Sakura lembrou-se de que não havia passado maquiagem — na verdade a garota sequer sabia como usar.
– Eu esqueci de passar...
– Como assim, esqueceu? — a mulher suspirou. — Ainda bem que eu estou aqui. Vem, senta, eu vou te "montar".
Sakura tentou recusar, mas tinha que zelar pelo disfarce. Depois de alguns minutos a maquiagem estava pronta — os olhos bem pretos e os lábios vermelhos. A maquiagem era muito chamativa, mas Sakura tinha que usar.
– Agora você está pronta. — a mulher entregou-lhe uma bandeja redonda de garçonete. — Ah, e vê se consegue "agradar" bastante... você sabe do que eu estou falando. Os clientes são bastante generosos quando sabemos fazer direito.
Depois que a loira disse isso e saiu, Sakura ainda ficou um tempo respirando fundo e tomando coragem.
– Vamos Sakura, você consegue. Prometi ao Naruto. Isso não é nada. — ela disse, suspirou e saiu do camarim.
E a garota realmente entrou no espírito da coisa. Estava sorrindo e tentando jogar charme nos homens. A garota discretamente começou a procurar alguém suspeito, e quando olhou no relógio, ainda faltavam dez minutos para o meio-dia. Enquanto isso, ela teve que ficar servindo bebida para os caras nojentos — e eram realmente nojentos. Ficavam passando a mão nas garçonetes, falando coisas obscenas. Sakura fazia de tudo para desviar deles.
Enquanto ela entrava no bar e desajeitadamente despejava sakê num copo, olhou para o relógio. Acabava de dar meio-dia e, exatamente nesse momento, um homem entrou no bar.
O cara era alto e tinha uma barba mal feita, usava óculos escuros e um casaco marrom velho. Ele tinha um cigarro na boca.
– Eeeeh, é o Uchiha-sama! — uma das garçonetes disse.
– Uchiha-sama? — Sakura perguntou.
A garota tinha os olhos brilhantes.
– Ele é o cliente mais famoso daqui, vem todos os dias. Ele paga muito bem... e é muito bom de cama. Experiência própria. — a garota piscou pra Sakura.
Não tinha dúvidas, era ele.
Sakura foi até lá, desesperada para acabar logo com aquela situação constrangedora. O homem estava sentado em um dos sofás que ficavam no canto do bar, já com duas mulheres ao seu lado. Sakura parou na frente dele e delicadamente serviu sakê.
Ela enviou um olhar assustador para as duas outras, que saíram de perto dele, depois sorriu.
– Você é o famoso Uchiha Hayato? — ela disse, tentando colocar todo o seu poder sedutor na voz.
E pareceu funcionar.
– Nem tão famoso assim... — ele fez sinal para que ela se sentasse ao lado dele, e Sakura foi relutante até lá. — Eu nunca te vi por aqui, por acaso é nova? Qual seu nome?
– Sou nova sim, meu nome é Fuu Mikasa. — ela disse, falando o primeiro nome que lhe veio á cabeça.
– Mikasa-chan, né... — ele disse e pegou no "cabelo" de Sakura. — O que acha de irmos pra um lugar mais reservado?
Consegui!, ela pensou.
– Vamos sim.
A garota se levantou e pegou Hayato pela mão, puxando-o para o lado do camarim das garotas. Ela pôs a mão no comunicador e disse:
– Estou indo pra fora com ele. Estejam preparados.
O homem não percebeu ela dizer isso. Sakura estava arrastando ele com um pouco de violência.
– E-ei, que força você tem pra ser só uma mocinha. — ele disse. Os dois chegaram no camarim. O homem então parou bruscamente e pegou Sakura por trás, pondo a boca na nuca dela e colocando a mão no seu seio. — Então, você quer fazer aqui dentro mesmo?
Sakura pegou-o pela orelha e o jogou pra fora do camarim, jogando-o na lama da chuva com um golpe só. A vontade dela era de matá-lo por ter encostado um dedo nela, mas ele tinha que ser interrogado.
Sasuke, Naruto e Juugo já estavam do lado de fora do camarim e cercaram Hayato no momento em que ele foi jogado pra fora. Sakura apareceu na porta.
– É esse aí. — os três rapazes não disseram nada, foi quando ela percebeu que eles estavam olhando pra ela, que corou, depois gritou: — Querem andar logo com isso?!
Eles voltaram a si, e Sasuke abaixou-se e pegou Hayato pela gola do casaco.
– Então, você é o filho da puta que está usando o nome do meu clã.
– E-ei, peraí pessoal, vamos conversar... espera, do seu clã? — o homem engoliu em seco. — V-você é Uchiha Sasuke de Konoha?!
O olhar frio e mortal de Sasuke respondeu a pergunta.
– Eu queria poder te matar agora por estar usando o nome do meu clã e por ter encostado no que não devia, mas tenho umas perguntas pra fazer.
"Ter encostado no que não devia? Ele está com raiva porque o cara encostou em mim?!" Sakura pensou.
– Pra quem essa gangue que comanda a ilha trabalha? — Naruto disse, dessa vez.
– Escuta aqui, cara, se eu contar isso pra vocês posso acabar me dando muito mal... — dessa vez, Naruto perdeu a paciência e deu um soco na cara de Hayato, fazendo sangue vazar da boca dele. Sasuke soltou-o e o homem caiu no chão.
– Eu não vou perguntar outra vez! É melhor você responder! — Naruto falou, ameaçadoramente.
– Não adianta perder tempo com ele, Naruto. Eu resolvo isso. — Sasuke disse.
O Uchiha ativou seu Sharingan e fez Hayato olhá-lo no fundo dos olhos. O homem caiu em hipnose.
– Pra quem a gangue trabalha? E por que fazem isso? — Sasuke perguntou.
– Para Takahashi Katsuo. — o homem disse, com a voz débil. — A gangue tira dinheiro dos moradores e entrega para Katsuo-sama realizar experiências.
Eles se entreolharam.
– E onde ele está agora?
– Na segunda ilha do sul.
Sasuke fez o homem desmaiar.
– Vamos pra lá agora! — Naruto disse.
– Espera, pelo menos me deixa tirar essa roupa. — Sakura disse.
Mas, antes mesmo que ela pudesse entrar de volta no camarim, eles viram um grupo de pelo menos quinze homens se aproximarem pelo beco onde a porta do camarim ficava.
– Ei, vocês! — um deles gritou.
O grupo não podia se expor nem deixar que descobrissem quem eles eram, por isso tinham que evitar conflitos.
– Aqueles caras tem chakra. — Naruto disse. — São ninjas.
– Temos que sair daqui agora! — Juugo falou, e eles dispararam pra fora dali.
Sakura tirou os saltos e a peruca castanha saiu voando. Os outros começaram a pular pelos prédios, mas ela sequer conseguia correr direito com aquele vestido tão curto e apertado. Ela não ia conseguir alcançá-los...
Foi quando, num piscar de olhos, Sasuke voltou e pegou-a no colo, logo depois seguindo os companheiros. Foi tudo tão rápido que a garota sequer percebeu o que havia acontecido. O rosto do Uchiha não tinha nenhuma emoção, mas o coração de Sakura agora batia numa frequência absurdamente rápida.
Sasuke logo alcançou os outros dois, que continuaram a pular por sobre as construções. Os homens lá atrás eram bem mais lentos, mas continuavam a persegui-los. Quando o grupo estava quase chegando no mar, um estranho campo de força bloqueou a passagem e eles foram obrigados a parar.
O grupo de homens chegou neles.
– Não vamos permitir que cheguem em Katsuo-sama. — um deles disse, parecendo ser o líder.
Naruto estava claramente furioso — o Uzumaki agora estava tão perto de encontrar Hinata e esses caras o impediram logo agora.
– E quem é que vai me impedir?! — Naruto gritou.
Os olhos dos quinze homens começaram a brilhar numa cor estranhamente vermelha. Então, algo muito estranho começou a acontecer. Os corpos deles começaram a se fundir, a crescer e a tomar uma forma estranhamente familiar. Logo, uma Quimera com o triplo do tamanho da que eles viram no ataque á Konoha estava diante do grupo.
– Nós.– a Quimera disse.
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