Um Amor Shinobi

23 A Ameaça


Notas iniciais
Oeeeee Poucos reviews no último capítulo, o que aconteceu gente? Ficou ruim? ;-; podem falar, críticas são bem vindas, ok? Boa Leitura :3

[...]

– Sakura-chan é muito importante pra mim, e ela já sofreu muito por sua causa. Não a faça sofrer mais, Sasuke. Você pode ser meu amigo, mas se você fazê-la chorar mais... eu vou te matar.

Disse isso e afastou-se, deixando o moreno sozinho. Sasuke não respondeu ao aviso. Viu quando Sakura saiu do hospital, lá em baixo, acompanhada da Yamanaka.

"Foda-se o que ele disse. Ninguém vai me impedir agora"

Sakura, Ino e Mebuki estavam organizando as coisas no novo apartamento da rosada.

O apartamento não era muito grande, continha uma cozinha americana ao lado da sala, um banheiro e o quarto com uma sacada, nada muito extravagante, já que era um apartamento para uma pessoa só.

– Sakura, agora que você vai morar sozinha, vai poder fazer várias festas aqui! — Ino disse, enquanto desempacotava algumas coisas de dentro de uma caixa.

– Mas de jeito nenhum! — Mebuki disse. — Sei muito bem o que vocês duas pensam ao dizer "festa"! Nada disso!

Sakura revirou os olhos.

– Qual é, Okaa-san. Isso é super normal, todo mundo faz...

– Você não é todo mundo! — Mebuki disse, indo para outro cômodo.

Ino deu uma risada.

– Mãe é tudo igual, né?

Sakura sentou-se no sofá que acabava de ajeitar.

– Ela só está assim porque está preocupada comigo... Mas logo vai se acostumar.

A Haruno tinha os cabelos presos, e usava sua roupa habitual, tirando os "acessórios ninja" e as cotoveleiras. Já estava bem cansada, o sol já se punha, deixando o céu num tom alaranjado. Ela queria dormir, mas tinha que terminar a mudança.

Sentou-se no chão e começou a retirar algumas tralhas de dentro de uma caixa de papelão, enquanto Ino não calava a boca:

– Sakura, eu acho que você deveria colocar o sofá daquele lado, ficaria mais legal... e deveria pintar aquela parede de outra cor, colocar um vasinho ali, e talvez uma foto daquele lado... talvez uma flor simples ao lado da janela...

Sakura sequer estava escutando o que a amiga falava, estava cansada demais para processar todas as "dicas de decoração" de Ino. Continuou a retirar todas aquelas coisas da caixa quando sentiu que havia pegado num pedaço de pano. Retirou-o de lá; era a capa preta de Sasuke.

A capa ainda continha o cheiro dele, por isso foi como se ela sentisse que Sasuke estava ali. Sakura ficou corada sem nenhum motivo, apenas pela lembrança do momento em que Sasuke disse aquilo: "Não quero que olhem pra você." Até agora ela não havia entendido o por quê de ter dito isso, não havia entendido o por quê de ele estar olhando-a de um jeito diferente.

Irracionalmente, Sakura aproximou a capa para perto do rosto e começou a inalar aquele cheiro... um cheiro tão familiar...

Sakura! — Ino havia ido até a amiga e dado um tapa em sua cabeça. — Pirou de vez, é? Você tava me escutando?

A Haruno soltou a capa quase que imediatamente.

– Ehh... sim, eu estava...

Ino revirou os olhos.

– Pare de viajar, criatura! Vamos, me ajude com isso aqui!

Sakura levantou-se, afastando aqueles pensamentos da cabeça. "Não posso mais agir como a menininha imatura de antigamente. Não sei o que o Sasuke pretende, mas não vou simplesmente amolecer com ele assim tão fácil."

***

Já era noite e Hinata acabava de sair do hospital, acompanhada por Neji e mais dois Hyuuga. Eles não haviam percebido, mas Naruto acompanhava-os de longe, sem querer que percebessem sua presença, já que os dois ainda não haviam "assumido" o namoro.

– Hinata-sama, tem certeza que sente-se bem? — Neji perguntou, enquanto os quatro caminhavam pelas ruas. — Você parece mais pálida que o normal.

– Sakura-san me disse que isso é normal... eu só preciso voltar a me alimentar direito. — Hinata respondeu, sem querer preocupá-los.

Hinata olhava para os lados continuamente, porém disfarçando, na direção em que Naruto seguia-os. O loiro ia pulando pela cobertura dos prédios silenciosamente, fitando o pequeno grupo que seguia até a mansão da Hyuuga. Eles conversavam acaloradamente, mas na verdade Hinata não estava muito interessada. Ela só tivera um momento com Naruto naquele dia, queria poder passar mais tempo com ele — e o Uzumaki também desejava o mesmo.

Os três Hyuugas continuavam caminhando quando Hinata de repente parou, pondo a mão na cabeça. Ela tinha uma expressão de dor.

– Hinata-sama, está tudo bem? — um deles disse, aproximando-se.

– Uh... Minha cabeça... Dói... — foi quanto Hinata desabou, mas foi amparada antes que pudesse ir ao chão.

Hinata! Naruto alarmou-se e correu na direção deles.

– O quê aconteceu?! — O loiro disse ao chegar lá.

Neji franziu o cenho.

– Ela desmaiou de repente... mas, o quê está fazendo aqui, Naruto?

– Isso não é importante! Devemos levá-la de volta ao hospital! — Naruto disse, pegando-a no colo e correndo na direção do hospital, sendo seguido pelos outros Hyuuga.

***

Hinata abriu os olhos e percebeu que estava caída no chão.

Mas, espere... aquilo não era exatamente o chão... era água. O lugar onde estava era completamente escuro e vazio. Hinata logo percebeu que estava dentro de sua mente.

Haviam grades enormes a sua frente, de cor vermelha. Era ali que o demônio deveria estar aprisionado. Da última vez que ela vira Akuma, estava em uma forma de serpente gigante... mas agora o demônio estava diferente. Atrás daquelas grades estava algo idêntico á Hinata, porém com olhos escarlate. A pele da coisa era branca até demais, o que fazia um contraste bizarro com os cabelos escuros; a roupa estava toda resgada e manchada de sangue. A escuridão atrás do demônio parecia se mover.

A garota levantou-se num pulo. Akuma lançava um olhar assassino para Hinata.

– Akuma. — Ela disse. — Ficar parecido comigo não vai me fazer ter medo de você.

Ora, ora, menina Hyuuga... Eu só estava tentando ter uma aparência melhor. O que tem de ruim nisso? — Akuma respondeu com uma voz parecida com a de Hinata, porém pior... era como se por trás daquela voz fosse possível escutar gritos de socorro. Ouvir aquela voz era simplesmente perturbador.

– Não importa. Por que me trouxe até aqui? — Hinata perguntou, sem fraquejar.

Akuma deu uma risadinha. O demônio pendeu a cabeça para o lado bem lentamente, com um sorriso macabro no rosto, como se quisesse olhar Hinata de outro ângulo.

Mas quem disse que eu te chamei aqui? Não, minha querida... prefiro a solidão à ter que olhar para uma pessoa fraca como você. Você veio até aqui porque a minha presença dentro do seu corpo te atraiu... Talvez isso comece a acontecer com bastante frequência. Ter um demônio como eu não é muito vantajoso.

Hinata engoliu em seco. "Mas o que isso significa?"

– Não vou cair tão fácil assim nas suas mentiras. Fale logo o que você quer comigo!

Akuma gargalhou, se aproximou mais da grade e segurou-a, pondo metade do rosto para fora.

O quê eu quero com você...? Bom, primeiramente, eu quero te matar mais do que qualquer um nesse planeta desprezível... Mas como estou impossibilitado, sou obrigado a pedir para que realizem isso por mim.

Hinata estava começando a ficar realmente preocupada com essa conversa.

– Não use de blefe comigo. Você não pode conseguir se comunicar com qualquer outra coisa já que está dentro de mim...

Querida, eu não sou uma simples Bijuu... eu sou um DEMÔNIO. O mais poderoso que existe, por sinal. Não é um simples Fuuinjutsu que vai me impedir de me comunicar com meus vassalos. Passei muito tempo trancafiado em uma prisão bem pior que esta, criada pelo próprio Rikudou... não vou continuar preso dentro de um corpo insignificante como o seu!

Hinata franziu o cenho.

– "Vassalos"?

Akuma fez um barulho estranho com a garganta, como o de um cachorro irritado.

Eu sou a encarnação do mal... espírito do caos soberano... não esperava que eu não tivesse vassalos, esperava? Francamente... — Akuma gargalhou novamente. — Não vai demorar muito para você acabar sucumbindo...

– Isso é um aviso? — Hinata perguntou.

Não, não é um aviso... é uma ameaça. Uma hora você vai acabar sendo levada pela escuridão... e eu vou ter o prazer de presenciar a tua morte. Preste atenção no que vou dizer, Hinata... meus vassalos não são humanos. Eles logo vão começar a agir e perturbar tudo o que você mais ama. É decisão sua acreditar em mim ou não, mas estou lhe avisando. Se contar para alguém sobre a nossa conversa, as coisas vão ser ainda piores... por isso, fique bem quieta. Eu vou saber saber se contar para alguém. Há um meio mais simples de acabar com tudo, Hinata... você só deverá se entregar. Só deverá entrar em contato comigo e se entregar.

Eu jamais faria isso! — Hinata gritou. — Nunca vou me entregar para algo como você!

Akuma riu.

– Veremos, Hyuuga... veremos...

De repente, Akuma sumiu e tudo ficou escuro.

***

Hinata estava novamente deitada em uma cama de hospital. A luz estava apagada, por isso a única iluminação vinha da janela. Quando sua visão entrou em foco, percebeu que um par de olhos azuis sonolentos e preocupados fitavam-a.

Naruto encontrava-se sentado em um banco ao lado da cama de Hinata. O rapaz estava quase dormindo, mas quando percebeu que Hinata havia acordado, levantou-se num pulo.

– Hinata! Você está bem?

O loiro ajudou-a a se sentar na cama. Ela passou a mão na cabeça.

– Não sei... o quê aconteceu?

– Você estava andando e de repente desmaiou, e te trouxemos pro hospital... Já faz umas horas. Ninguém sabe que eu estou aqui.

Então, Hinata se lembrou da conversa com Akuma, e ficou cheia de dúvidas. "Devo contar para ele ou não?" De repente, Hinata não sabia mais se deveria acreditar no que Akuma disse ou simplesmente ignorar. "De qualquer forma, não acho que o Akuma estava blefando... eu devo contar para ele."

Mas a sua determinação para contar sobre a ameaça foi destruída quando Hinata viu a expressão de alívio no rosto de Naruto. O rapaz aproximou-se e envolveu Hinata num abraço.

– Droga... eu fiquei tão preocupado... mas agora você está bem, né? Ainda se sente mal? — Afastou-se e analisou o rosto da garota.

Hinata engoliu em seco. "Ele parece tão aliviado... não posso simplesmente jogar essa bomba. Não vou contar, pelo menos, não agora." Hinata deu um falso sorriso e disse:

– Sim, eu me sinto melhor... mas é você que não parece muito bem. Naruto-kun, já são três da manhã, você precisa dormir.

– Não tô com sono. — Ele disse, mas logo depois bocejou, o que a fez rir.

Naruto envolveu o pescoço de Hinata com o braço e beijou-a. A garota ainda não estava acostumada com essas aproximações dele, mas é óbvio que não ia reclamar. Depois, o loiro afastou-se e segurou o rosto de Hinata com ambas as mãos, olhando em seus olhos.

– Tudo bem, você venceu... eu vou dormir. — Ele suspirou. — Só estou ficando um pouco preocupado... Sabe, o Akuma continua aí dentro de você. Eu não quero que ele te perturbe. Se acontecer qualquer coisa, Hinata, não hesite em me falar. Você pode confiar em mim.

Aquilo meio que cortou o coração de Hinata; ver Naruto assim tão preocupado, mesmo não sabendo de nada. "Se eu contar ele vai ficar ainda mais preocupado... mas se eu não contar, talvez seja ainda pior..." A garota suspirou. "Já chega... eu vou contar pra ele. No Naruto eu sei que posso confiar."

O Uzumaki fitava o rosto de Hinata como se soubesse que ela queria dizer algo.

– Na verdade... — Ela começou, insegura. — Na verdade, tem algo que eu preciso contar sim, Naruto-kun. Aconteceu uma coisa meio...

Hinata não conseguiu terminar de falar.

Um clarão enorme iluminou o céu; o impacto como de uma bomba estilhaçou os vidros da janela, mas Naruto conseguiu pular no chão e levar Hinata junto antes que os cacos de vidro a atingissem. Imediatamente toda Konoha acordou, saindo para fora de suas casas e procurando ver o que fora aquele impacto.

Naruto e Hinata aproximaram-se com cuidado para perto da janela.

– Mas que merda...? — Naruto disse quando viu.

Uma criatura gigantesca estava de pé sobre Konoha, acima da montanha dos Kages.

Eu sou o vassalo de Akuma-sama– Eles escutaram uma voz dizer. -, e vim em busca de meu mestre.

Notas finais
Que comecem as paradinhas tensas! o/o/