Um Amor Sem Limites
5 Sr. e Sra. Oliveira
Notas iniciais
Thiago sorriu. Eu sorri de volta.
— Pretende ir agora? – eu perguntei.
— Sim.
— Eu vou me trocar. – respondi.
Voltei a cozinha e puxei Larissa até o quarto. Por sorte temos uma porta da cozinha ao corredor, assim Thiago não veria Larissa.
Chegando ao quarto, abri o guarda-roupa e me olhei no espelho.
— Ok, o que vestir para ir a um almoço em família... – pensei alto.
— Um vestido? – Larissa sugeriu.
— Boa escolha. – respondi.
Tirei todos os meus vestidos do armário e joguei na cama. Larissa sentou-se e olhou um por um.
- Esse! – ela escolheu um vestido azul claro, tomara que caia, florido. – Combina com sua pele, seu cabelo, e com o dia de hoje.
- Tudo bem.
Depois de me vestir Larissa me ajudou com o cabelo. Prendemos de um jeito que eu não sentiria calor. Passei uma maquiagem de leve e coloquei uma sandália sem salto preta.
Pela primeira vez na minha vida pude enxergar tudo em meu quarto. Estava tão limpo e arrumado que parecia não ser meu. A janela do lado esquerdo soprava vento e uma luz forte e reluzente, o que dizia que o dia seria bom hoje.
Desci até a sala e Larissa foi para a cozinha.
- Você está linda. – Thiago me disse.
- Obrigada.
- Então vamos?
- Claro.
O restaurante era bonito e delicado. A cara de gente rica e fresca. Nunca fui a um lugar desses antes. Eu não conhecia muito bem Thiago, e muito menos a família dele, mas isso me dizia que não eram da mesma classe que eu.
Thiago saiu do carro e abriu a porta para mim. Fiquei impressionada com o rapaz que ele apresentava ser.
Antes que déssemos um único passo ele pegou em minha mão e piscou para mim. Naquele segundo percebi que não devia estar fazendo isso.
Quando entramos pela porta do restaurante, imaginei que sua família era a da mesa em que os três levantaram e acenaram. Eram um senhor e uma senhora, e uma menina pequena, que pelo o que parecia, devia ser sua irmã.
A mesa em que eles se encontravam estava bem no meio do salão do restaurante, o que me confortava por não gostar de sentar-me na janela.
As mesas do lugar eram bonitas e bem arrumadas. As pessoas que trabalhavam lá estavam de terno e gravata, era realmente um lugar muito chique. Algumas mesas estavam a luz de velas, e imaginei que estavam reservadas. Mesmo sendo um almoço o lugar dava um ar romântico e sensível, perfeito para um casal.
Tocava uma música bem suave, e se eu não estivesse enganada, era Mariah Carey.
Dirigimo-nos até a mesa que tinha imaginado.
- Oh, você deve ser Manuella. – a mãe dirigiu-se a mim. – Eu sou Maria Clara, esse é meu marido Rafael e essa nossa filha Melissa.
- É um prazer finalmente conhecer vocês, Thiago comenta muito da família. Não é? – olhei para ele.
Ele concordou com a cabeça.
- É, imagino, nosso Henrique é muito apegado à gente. – Maria Clara disse.
Olhei para ele com indignação. Ele deveria ter me dito mais sobre ele. Que namorada exemplar eu sou... Não sei nem o seu nome.
- Sente-se, — ela disse.
Thiago puxou uma cadeira e eu me sentei. Ele sentou ao meu lado e colocou a mão direita em minha perna. Quase bati nele.
- Então... – Rafael começou. – Conte-nos um pouco sobre vocês. A quanto tempo estão juntos?
Melissa parecia não querer estar aqui, ou estava com ciúmes do irmão. Bem, não sei.
- Não é, amor? –Thiago perguntou.
- Ãn, o que? – perguntei sem entender.
- Está distraída, querida. Está bem? – perguntou-me Maria
- Sim, sim, estou bem. Desculpe-me. – respondi morrendo de vergonha. – O que dizia meu bem? – perguntei a Thiago.
Peguei um copo d’água e tomei um gole.
- Bem, expliquei a eles como nos conhecemos, há um mês.
Cuspi água na mesa, assustando-me.
- Ah, me desculpe, por favor. – me desesperei.
Os pais dele estavam ficando assustados e acham que depois disso iriam preferir que o filho estivesse mesmo sozinho.
- Você está bem, amor? – Thiago perguntou.
- Sim, sim. Eu só engasguei, me desculpe. Eu já volto. Preciso ir ao banheiro.
Notas finais
Um beijo.
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