Um Amor Sem Limites

12 Saindo com "ele"


Notas iniciais
Espero que gostem...

Não podia acreditar no que acabara de escutar. Thiago tinha me chamado para sair, sem os pais.

— Manu...? ele disse ao telefone.

— Oi... Oi eu disse.

— Não vai responder? ele perguntou.

— Ãn, sim...? eu disse.

— Isso foi uma afirmação?

— Não! eu afirmei.

— Olhe, é sério. Sei que menti o bastante para que não acredite na maioria das coisas que eu disse, mas, eu realmente quero arrumar isso... Por favor?

Por que o por favor dele é tão fofo?!

— Ok! Dou-te uma chance... eu disse.

— Que bom! ele alegrou-se.

— UMA, chance!

Fomos ao mesmo restaurante que almoçamos com a família de Thiago. Ele foi educado, e pelo jantar inteiro não disse uma palavra sobre o que ele sentia por mim, ou sobre a mentira que falava para os pais. Foi como se aquele fosse o primeiro encontro que tivéssemos tido. Era como estar conhecendo ele agora, ali, naquele momento.

O restaurante, agora, à noite, era um tanto mais chique que à tarde. Era bem arrumado, com flores, músicas clássicas tocando em um volume aceitável. Algumas mesas estavam à luz de velas, e a nossa era uma dessas.

Thiago trabalhava em uma empresa automobilística, morava sozinho desde os 18 anos, e era incrivelmente delicado e romântico.

Eu nem sei o porquê, nem como poderia dizer aquilo, mas ali, com ele, àquele momento, eu sentia que gostava dele, e não queria que aquele momento acabasse. Queria ficar ali com ele por séculos e séculos, eu não me cansaria.

Fiquei impressionada em como um encontro de mentira poderia ter feito aquilo. Aos poucos comecei a perceber que quando estou com ele, o vazio em meu peito, por toda a mágoa que ainda resta em mim, desaparecia.

No dia seguinte acordei com o animo a flor da pele. Estava sorridente e elétrica. Queria vê-lo de novo.

Ao chegar ao serviço fiz tudo rapidamente sem reclamar de nada. Vi muitos cães, entrarem e saírem com seus donos pela manhã. Eram banhos e consultas o dia inteiro. Crianças entravam com seus pais para ver os filhotes que ainda restavam, e ficavam doidas com a gracinha deles.

Nesse dia, dois filhotes foram comprados, restando apenas quatro, três brancos e um amarelo.

Eu tentava tirar Thiago de meus pensamentos, mas nem o barulho dos cachorros conseguia isso.

Larissa foi me visitar três vezes, mas desconfio que a visita mesmo fosse para os cachorros. Mesmo sabendo que não iria levar nenhum deles, Larissa colocou nome no seu favorito. Tentei dizer a ela que isso era errado, porém quem é que a Larissa ouve?

Contei a ela sobre meu encontro ontem com Thiago, e também sobre a discussão com Miguel. Ela pareceu dar mais atenção para o encontro.

Enquanto não chegava ninguém para atender, ficamos as três, Larissa, Isabella e eu, conversando juntas.

Isabella contou sobre seu ex-namorado, e também como os pais ficaram furiosos por ter vindo para São Paulo. Isabella morava com os pais em Tremembé, mas como o namorado morava em São Paulo, ao completar os dezoito anos, veio para cá. Começou a faculdade e ficou com ele por um bom tempo. Até que terminaram e ela parou morando em um apartamento alugado.

Larissa e Isabella pensavam o mesmo sobre meu caso dos E.U.A x mentira para os pais.

— Sinceramente? Deveria esquecer esse Miguel... Isabella dizia.

Pareceu meio maluco esse dia. Não entendia como é que, eu, minha melhor amiga, e minha chefe, acabamos falando sobre relacionamentos.

No fim do dia, todas fomos para casa, e Larissa me acompanhou.

Notas finais
Gostou? Fico feliz.
Um beijo.