Notas iniciais
Eu espero que gostem!
Um beijo.

A música ecoava em meus ouvidos, e eu observava cada pessoa naquele salão. As lagrimas escorriam pelo meu rosto violentamente, e tudo o que eu precisava agora era um isqueiro.

Acabei o ultimo gole da bebida, enxuguei o rosto com as mãos e andei em direção à um grupo de garotos.

— Me empresta? – perguntei ao alto, de cabelos escuros.

— O isqueiro? – ele me perguntou com um olhar surpreso, e seus olhos pretos me encararam profundamente.

Coloquei o cigarro na boca e apontei para ele.

— Ok, você quer mesmo fumar?

— Pode acender ou não? – perguntei nervosa.

Ele acendeu o cigarro e me deu um sorriso.

— Obrigada.

Andei em direção a porta passando por todas aquelas pessoas apertadas, se esfregando em todos e dançando espremidos. Ele me puxou.

— Thiago. – ele estendeu a mão.

— Prazer. – estiquei de volta.

— Por que está chorando? – ele perguntou.

— Não interessa. – reclamei e dei de ombros.

— Ei, espera. Como se chama?

— Manuella. – sentei em uma cadeira. – Ei, garçom, traga uma vodka, por favor?

— Me conta. O que aconteceu, Manuella?

-Manu... – respirei fundo – Meus pais faleceram ontem, em um acidente de carro.

— Oh, me perdoe.

— Tudo bem.

— Aqui está, moça. – o garçom me entregou a bebida.

Tomei um gole enquanto observava o “grupo” de Thiago aproximar – se.

— Vamos cara, estamos atrasados. – um deles gritou.

— Seu celular? – Thiago me perguntou.

Hesitei por um instante, mas achei que não haveria problema. Escrevi rapidamente em um papel qualquer.

— Não me ligue. – entreguei e sorri.

Ele sorriu de volta e foi embora.

A música estourava em meus ouvidos e eu já não aguentava mais. As pessoas ali dentro estavam todas bêbadas e qualquer passo que eu dava era empurrada.

Deixei o dinheiro no balcão e fui em direção a porta.

A chuva estava forte e chegava a machucar. Fiquei sem escolhas.

— Se eu esperar, vou dormir aqui! – reclamei e comecei a andar.

A noite estava muito escura, e a única luz que podia-se ver era a lua cheia no céu. A chuva aumentava e eu comecei a correr. Em menos de um minuto eu já estava encharcada.

De repente ouvi uma buzina forte e olhei para trás. Naquela escuridão, não conseguia enxergar a cor do carro, o que eu conclui ser preto.

O vidro da frente foi abaixado e revelou Thiago.

— Entra! – ele gritou para mim.

— Tá! – eu gritei de volta e corri para a porta do passageiro.

Notas finais
Gostou? Acompanhe. Comente. Postarei um capitulo por dia.
Um beijo.