Um Amor Quase Impossível
3 Sorte? Será que estou com ela?
Notas iniciais
Oiiiie
Que legal mais alguém está acompanhando haha Feliz com isso.
Vou parar de enrolar e postar logo ;)
No caminho de casa passei pela sorveteria, o tempo havia mudado e o calor estava de matar.
Pedi um sorvete de chocolate e enquanto pegava a carteira na bolsa com uma mão, segurava o sorvete com a outra. De repente senti algo me esbarrar fortemente, com o impulso todos os meus pertences caíram incluindo o sorvete.–Me desculpe! -Uma voz masculina, daquelas sedutoras soou me causando vertigem.–Não tem problema -Falei sorrindo. Como não sorrir com aquela visão -Pensei.–Vem, eu lhe pago outro -Ele disse me entregando minhas pastas.–Não! Não precisa–Claro que precisa, a culpa foi minha -Falou me puxando para o balcão.–Não, é sério. Pode deixar -Insisti.–Boa tarde, um sorvete de chocolate por favor -Ele pediu ignorando completamente a minha última fala.–Ei! Estou falando sério, não precisava -Falei terminando de guardar minhas coisas na bolsa.–Quer com calda?–Affs! Teimoso -Ri e ele sorriu.–Seu sorvete moça -O sorveteiro me entregou e eu o agradeci.–Bom! Já que está tudo resolvido vou indo, estou atrasado!–Vai lá, e obrigada pelo sorvete -Agradeci e sorri envergonhada.–De nada, não foi mais que minha obrigação -Ele sorriu e se foi. Fiquei ali, parada feito estátua, olhando fixamente aquele Deus grego se afastar. Por que eu estava tão boba lhe observando? -Me perguntei internamente. Talvez os olhos, ou talvez a boca pequena, o sorriso perfeito, ou talvez a voz. Ah! Aquela voz... Suspirei!–Ei Bruna! Pare com isso -Repreendi meus pensamentos e voltei a si. Fui para casa com um sorriso bobo no rosto, não queria admitir, mas não conseguia esquecer o ocorrido, prova disso foi o sorvete que joguei fora por ter derretido. Ao chegar em casa joguei minha bolsa no sofá e fui direto para a cozinha, estava varada de fome.–Ai que fome! -Reclamei abrindo a geladeira.–Tem bolo em cima da mesa -Lívia falou entrando no cômodo, o que me assustou.–Ai que susto garota! -Me virei em sua direção com a mão no peito- Pensei que você não estava em casa–Hoje não tinha muito o que fazer na agência, então voltei cedo para casa -Lívia falou se jogando no sofá.–Hum...–Vou ao cinema mais tarde com o Leandro, ta afim?–Não quero ficar de vela não amiga -Falei me sentando ao seu lado.–Ah! Poxa Bu, você nunca sai com a gente–Ah amiga! Me sinto mal, vocês ficam se beijando e eu igual tonta olhando. Não gosto! -Falei devorando a enorme fatia de bolo que havia cortado.–Ok né -Ela bufou e ligou a TV.–Hoje aconteceu uma coisa tão estranha–O que? -Perguntou desviando sua atenção toda para mim.–Bati de frente com um cara–Nossa! Isso é muito estranho, nunca vi ninguém fazer isso -Ela ironizou e voltou a olhar para a TV.–Deixa eu falar caramba–Ta, fala–O estranho é que desde quando aconteceu eu não consegui parar de pensar nele–Mas já gamou? -Ela riu.–Não, acho que estou assim por ele ser lindo -Sorri sem graça.–Como ele é? -Ela se empolgou e se ajeitou no sofá me encarando.–Ele é alto, tem os olhos castanhos bem escuro, o sorriso perfeito e a voz, ah aquela voz! -Suspirei. Não sai da minha cabeça–Ta, não precisa falar mais nada. Você está gamada -Ela riu e virou-se novamente para a TV.–Não estou não–Não discuta, OK–Chata -Reclamei e lhe mandei língua.–Vou me arrumar amiga, se não ficarei atrasada -Lívia disse se levantando e indo para o seu quarto.–Ok -Respondi.Permaneci jogada no sofá assistindo um programa qualquer até que Lívia apareceu, impecável como sempre.–Esta linda -Sorri.–Obrigada!–Mande beijos para o Le–Pode deixar, fui -Ela disse saindo do apartamento.–Ai que saco! Por que não paro de pensar nele? Nem vou vê-lo novamente -Falei pegando minha bolsa. Meu Deus! Minha agenda, cadê? -Falei revirando a bolsa. O que vou fazer agora? Preciso dela na revista, lá estão todos as minhas matérias, não acredito que perdi. Mas aonde? É claro, foi na hora que bati com aquele cara, só pode estar com ele, mas onde vou encontrá-lo novamente AHHHH como você é burra Bruna! Revoltada juntei minhas coisas que espalhei pelo sofá na hora do desespero e fui para o meu quarto.–É dona Bruna, você está ferrada -Falei me jogando na cama. Já conformada em ter que refazer todo o meu trabalho peguei meu pijama e fui tomar banho, eu precisava relaxar.Demorei uns vinte minutos mais ou menos e sai do banheiro, liguei a TV no quarto e fiquei assistindo enrolada nas cobertas. Não demorou muito e a campainha tocou e mesmo com preguiça me levantei para atender.–Quem será a essa hora? Não estou esperando ninguém -Me perguntei levantando e calçando minhas pantufas. Ao abrir a porta fiquei paralisada o encarando. Eu não acreditava no que estava vendo, ou melhor em quem estava ali. Mas como? Lesada, essa palavra me parece perfeita para me definir no momento.
Notas finais
Espero que estejam gostando. Amanhã posto mais ;)
Beijos
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