Um Amor Quase Impossível

10 Nem sempre o que planejamos, é o que acontece


Notas iniciais
Nossa demorei demais para postar dessa vez, desculpem-me. Estou um pouco enrolada com faculdade e minha mãe doente. Mas vou postar agora ;)

Cheguei na praça e a Débora ainda não estava, me sentei no banco de sempre e fiquei pensando em como falaria, ainda não havia escolhido as melhores palavras.
–Oi amor -Ela falou dando-me um selinho que me despertou
–Oi -Falei nervoso.
–Me ligou por que? Parecia estranho no telefone. Aconteceu algo?
–É que...
–Licença. Será que você não gostaria de comprar uma flor para sua namorada? -Um senhor de olhos profundos, cabelos grisalhos e sorriso cativante chegou com uma cesta pendurada em seu braço, nela haviam flores artesanais de várias cores e formatos.
Olhei para a Débora que encarava encantada a cesta e acabei comprando.
–Quanto é?
–2 reais cada uma
–Me dê uma por favor -Pedi lhe entregando uma nota.
Sorrindo ele me entregou a flor, agradeceu e se foi.
–Para você -Sorri. Pela nossa amizade!
Ela sorriu e pegou.
–Obrigada
Ficamos em silêncio enquanto ela observava o objeto e com o intuito de acabar com aquilo de uma vez, tomei coragem e a chamei.
–Débora
Ela desviou seu olhar para mim e respirei fundo.
–Te chamei aqui porque...
–Espera amor, tenho que contar uma novidade para você antes
–Que novidade?
–Você vai assumir a revista do meu pai
–O que? -Perguntei assustado.
–Isso mesmo. Eu não sirvo para aquilo e me irrita ficar trancada naquele escritório. Fora que será uma ótima oportunidade para você
–Eu não posso
–Por que não?
–Por que eu... Eu .. Não sou o melhor para você Dé
–É sim, e vai assumir a presidência da revista
–Mas eu...
–Mas nada João. Agora deixa eu ir, que enquanto você não fica com a revista eu tenho que continuar indo. -Ela me deu um beijo e saiu, sem ao menos me deixar falar.
Fiquei ali com cara de bobo, sem saber o que fazer, ela não me deixou falar e ainda me coloca num cargo desse porte. Depois de uns quinze minutos ali, parado, olhando para o nada, fui para casa. Não consegui o que queria, mas tenho que ir ver a Bruna.

Bruna narrando...

Às 20 horas em ponto a campainha tocou, me levantei correndo e abri a porta. Como o esperado era o João.
–Oi -Ele disse sorrindo-
–Oi amor. Entra -Falei lhe dando espaço para que entrasse.
Ele entrou, fechei a porta e me sentei ao seu lado no sofá. Não sei porque, mas estava nervosa, ele sempre me deixava nervosa. Droga!
–Bem?
–Uhum, mas acho que agora estou melhor -Ele disse me encarando com um sorriso de lado.
–Filho da puta! Sabe me seduzir -Pensei.
–Digo o mesmo -Falei firme tentando não demostrar o efeito que aquela cara de safado havia me causado.
Sem eu esperar ele puxou meu corpo e colou nossos lábios me dando um beijo longo e maravilhoso.
Como ele consegue me fazer ficar tão idiota meu Deus? -Me perguntei internamente.
–Vamos jantar? -Perguntei recuperando o folego.
–Vamos. O que a minha chefe preferida fez? -Ele perguntou me fazendo gargalhar.
–Strogonofe. Gosta? -Perguntei com medo da resposta.
Se ele não gostasse juro que me jogava da janela de tanta vergonha. Ok, parei de drama.
–Amo
–Uffa! -Exclamei aliviada-
Juro que o meu eu interno estava comemorando.
Enquanto jantávamos conversamos bastante, era incrível como nos dávamos bem. Ele era o primeiro cara que me fazia feliz com apenas um olhar, um sorriso e até mesmo um oi. Ao terminamos ele me ajudou a lavar e guardar a louça, claro que ele mais atrapalhou do que ajudou, mas foi divertido.
–Bru -Ele sussurrou-
– Oi -Falei lhe encarando-
–Não sei se estou sendo precipitado, mas eu não aguento mais
–Não aguenta o que? -Perguntei confusa-
–Quer ser namorada desse cara chato aqui? -Perguntou apontando para ele mesmo-
–Sério? -Perguntei surpresa-
–Se não quiser tudo bem, eu...
–É claro que eu aceito, você pode ser chato, mas é o MEU chato -Ele riu e me abraçou-
–Você não imagina o quanto me faz feliz Bruna
Sorri e me aconcheguei em seus braços.

[…]

Acordei com o barulho da porta, esfreguei meus olhos e levantei minha cabeça olhando para a mesma, João fez o mesmo, o que me fez constatar que também estava dormindo.
–Boa noite pessoas -Lívia falou fechando a porta.
–Boa noite Li -Respondi bocejando.
–Boa noite -João falou voltando a fechar os olhos.
–Dormiram no sofá? -Lívia perguntou colocando sua bolsa no outro sofá e indo a cozinha.
–É -Respondi sem graça e ela riu.
–Tanta coisa pra fazer e dormem no sofá, affs -Ela comentou e senti meu rosto ruborizar-
–Lívia -A repreendi e ela riu.
–Hoje já é sexta -Ela disse voltando e ficando parada encostada na pilastra com seu copo de água na mão.
–Eu sei, mas o que tem isso?
–Amanhã é sábado, sábado igual a desfile. Lembra?
–Ah! É mesmo.Tinha esquecido
–Novidade -Falou rindo- Eu trouxe o convite de vocês -Ela falou colocando o copo sobre a mesinha e foi até sua bolsa, tirou dois convites e nos entregou.
–Espero que apareçam para me ver
–É claro que eu vou né
–Acho bom -Rimos-
–Pode deixar que eu vou -João falou abrindo os olhos, pegando o convite de sua mão e guardando-os no bolso de sua calça.
–Então tá, vou espera-los -Sorriu- Deixa eu ir dormir que preciso descansar, não posso estar cansada e muito menos com olheiras amanhã, Ed me mata! -Ela riu e foi em direção ao corredor-
–Boa noite amiga! -Falei e me ajeitei no sofá-
–Juízo vocês dois ai em -Ela gritou lá de dentro e bateu a porta-
–Ela ainda me mata de vergonha -Pensei-
Envergonhada olhei para o João e ele estava rindo. Balancei minha cabeça em sinal negativo e acabei rindo também.
–Acho melhor eu ir, já esta tarde -João disse se levantando-
–Dorme aqui -Falei sem pensar-
Será que ele vai me interpretar mal? Droga!
–Posso mesmo?
–Po... Pode. Claro -Gaguejei-
–Então tá, eu durmo -Ele disse sorrindo-
–Eba! -Exclamei e pulei em seu pescoço o enchendo de beijos-
Na hora o celular dele tocou e ele pegou o aparelho sobre a rack.
–É rapidinho amor -Falou se levantando e indo para a janela-
Concordei e continuei ali sentada. Não prestei atenção em sua ligação mesmo morrendo de vontade, apenas fiquei mexendo nos pelinhos que tinham na almofada, até que ele voltou e se sentou novamente ao meu lado.
–Esta tão pensativa, posso saber quais são esses pensamentos? -Ele perguntou passando a mão em meu cabelo-
–Você -Falei mordendo os lábios inocentemente-
–Fofa! -Ele falou e me puxou para os seus braços-
–Vamos dormir agora, estou morrendo de sono
Ele concordou e nos levantamos. Fomos para o quarto, peguei meu pijama, fui ao banheiro e me troquei. Ao voltar ele estava sentado na mesa mexendo no meu notebook.
–Que coisa feia! Mexendo nas coisas dos outros -Falei fingindo estar brava-
–Desculpa amor, pensei que não fosse.. -O interrompi-
–Estou brincando meu bem -Falei rindo e depositei um beijo em sua testa.-
–Idiota! -Exclamou rindo-
–Que você ama -Retruquei-
–Convencida, mas esperta
Ri e fui até ele me sentando em seu colo. Nos beijamos, um beijo terno e calmo que ao poucos foi ficando mais quente, mas eu não queria aquilo então o interrompi.
–Vamos dormir né -me levantei desnorteada, quase me arrependendo por ter parado-
–Vamos -Ele concordou engolindo a seco-
Ele estava nervoso se é que me entendem. Sem falar mais nada me deitei na cama e ele por trás de mim, me abraçando e assim dormimos.

Notas finais
Já já irei postar outro capítulo ;)