Um Amor Psicopata
5 Selinho...
Notas iniciais
Agora com mais certeza do que nunca, eu irei fazer o possível e o impossível para ajudar esse garoto. Ele precisa de ajuda e ele quer ajuda, e eu o ajudarei.
(...)
Havia se passado meia hora que León estava dormindo. Aproveitei para observar seus atos em quanto dormia.
Nada demais aconteceu, ele apenas respirava pesado e profundamente e ás vezes virava de um lado para o outro, mais tudo normal.
–Doutora... –Escutei alguém falar.
–Oi?! –Olhei e vi que era o León.
Estava tão perdida em pensamentos que nem percebi que León havia acordado. Quando o olhei vi o mesmo bocejando e coçando os olhos, ele estava tão fofo com aquela carinha de sono.
–Você acordou! –Falei sorrindo.
–É... parece que sim... –Falou se sentando na cama e encarando o chão.
–Como está? –Perguntei me ajeitando na cadeira.
–Sei lá... –Falou dando de ombros.
–Como não sabe como está? O que esta sentindo? –Perguntei estranhando sua atitude.
–Não sabendo. –Continuou olhando para o chão. –Psicopata não tem sentimentos. –Completou só que desta me olhando.
Seus olhos estavam com uma textura diferente, seus olhos esverdeados estavam escuros, sem vida, não esbanjavam sentimento algum. Algo que eu ainda não havia presenciado. Não sabia o que fazer (estava sendo nada profissional).
Eu o olhei e o mesmo me olhava de volta. Talvez esperando a resposta que eu não tinha.
Como assim resposta que eu não tenho?
–Ahn... Ér... –Não sabia o que dizer.
–Não precisa dizer nada. Eu sei. –Falou se levantando e se sentando em um canto mais isolado do quarto.
–Por que acha isso? –Perguntei e ele ficou calado. –Me diz?! –Nada respondeu. –Esta bem, mais tarde eu volto. –Falei e me retirei dali.
(...)
2 Semanas Depois
Essas semanas foram as mais difíceis. León pegou a mania de não responder minhas perguntas e fica atirado no mesmo canto da sala sempre e só me chama de doutora com uma certa arrogância. A camisa de força, virou a camisa oficial dele (esta sempre com ela). Estou meio sem saber o que fazer, está complicado fazer com que ele fale algo. As vezes ele até fala mas nada que ajude muito. Preciso fazer com que ele converse comigo, mas sem se sentir forçado.
–Bom Dia! –Falei entrando na sala de Pablo.
–Olá! –Respondeu, organizando umas papeladas.
–Gostaria de falar com o senhor. –Falei.
–Sim, sente-se. –Falou largando a papelada de mão.
–Bem, é sobre o León. –Falei e ele me olhava concentrado em minhas palavras.
–Sim, claro. O León não apresentou nenhum desenvolvimento esses dias né? –Apenas afirmei com a cabeça. –Isso me assusta... –Sussurrou baixinho, falando mais para ele mesmos do que para mim. –Tem algo mente do que fazer com ele?
–Eu não sei... Nunca aconteceu nada parecido. Apenas tratava de crianças em meu outro consultório. E o caso do León... Eu não sei se sou capaz de conseguir o ajudar. –Falei abaixando minha cabeça.
–Mas você quer o ajudar? –Perguntou calmamente.
–Quero. –Falei ainda olhando minhas mãos em cima das minhas pernas.
–Então tente. –Falou como se fosse óbvio.
–Mas como? O que eu devi fazer? Ele nem se quer fala comigo... –Falei a ultima frase num sussurro.
–Descubra algo em que ele goste de falar. Pense em perguntas divertidas, como: o que ele gostava de fazer quando pequeno, que time ele torcia, quantas namoradas já teve... Perguntas que não envolva sua doença. –Explicou Pablo.
–Boa idéia! –Falei empolgada. –Tive uma idéia. Obrigada...
–De nada. E antes de ir embora venha aqui e me diga como foi. –Falou sorrindo.
–Pode deixar. –Falei e me retirei dali.
(...)
–Bom dia!! –Falei animada ao entrar no quarto de León. –Esta dormindo? –Perguntei ao ver ele deitado na cama. –León...?! –Chamei, mesmo sabendo que ele estava acordado.
–O que é? –Ouvi sua voz grossa e abafada pela a primeira vez em 2 semanas.
–Hora de conversarmos. –Falei empolgada.
–Não quero conversar com você. –Falou arrogante.
–Mas eu quero conversar com você. Então se levante dai e vamos se arrumar para ir ao jardim.
–O que eu ganho com isso? –Perguntei sem animo.
–O que você quer ganhar? –Ele me olhou.
–Chocolate... –Falou serio e me encarando esperando minha resposta.
–Sério? –Perguntei o achando fofo.
–Claro, sabe quanto tempo eu estou sem comer um pedacinho de chocolate?! –Falou fazendo uma careta engraçada.
–Então está bem. Se colaborar comigo hoje, ganha até duas barras se quiser. Mas vai ter que conversar comigo. –Falei sorrindo e o mesmo ficou um tempo me encarando.
–Esta bem... –Se rendeu. –Irei ser um menino bonzinho hoje. –Falou se levantando. –Mas você vai ter que tirar minha camisa de força para eu poder tomar banho.
Sentei ao seu lado na cama e encostei minhas mãos em seus braços ainda amarrados e senti ele se arrepiar com o meu toque ainda por cima da camisa. Ele virou a cabeça em direção a minha e nossas rostos ficaram muito próximos ele olhava fixamente para minha boca e eu para seus olhos esverdeados. Me separei sem jeito dele após perceber o que estava preste a acontecer, ele continuou e me olhar e eu voltei e desamarrar sua camisa, logo já livrando os seus braços fortes delas. León se levantou sem nada a dizer e foi em direção ao banheiro, que ficava ali no quarto mesmo.
–Não vai ficar me vigiando no banho igual as enfermeiras? –Perguntou ao notar que eu não o seguia.
–Não vejo o por que. Confio em você. –Falei meio corada, de pensar em o olhar tomar banho.
–Não devia. –Após sua frase, resolvi o seguir. Vá que tenha algo cortante lá dentro.
–Sabia que não iria resistir... –Falou ele convencido ao me ver na porta do banheiro.
–Nada disso. Apenas achei melhor ficar de olho em você. Tu mesmo disse que não deveria confiar em ti. –Falei cruzando os braços.
–Vou fingir que não é para me olhar nu. –Falou e eu senti minhas bochechas pinicarem.
Ele tirou a camisa, e eu tive a visão perfeita de seu tronco, barriga definida, braços fortes e bem marcados, peitoral forte e másculo , ombros largos. Fiquei babando em seu corpo que quando dei por mim ele já estava nu. Senti meio sangue se localizarem em minhas bochechas, estava totalmente envergonhada. Tentava não olhar para ele mas era impossível, ele era lindo. Pernas fortes e definidas, cintura larga e bem marcada. O legitimo Deus Grego, Zeus estava em minha frente. Meu Deus, que membro era aquele, o tamanho da cria, se um pênis como aquele me penetrasse ficaria dias sem caminhar.
O que eu estou falando? Meu Deus, que vergonha...
Alguém me tira daqui, antes que eu o ataque...
Quando dei por mim León estava na minha frente com a toalha envolvendo sua cintura e um sorriso cafajeste no rosto. Corei mais ainda. Devo estar mais vermelha que a própria cor.
–L-léon... –Gaguejei ao percebe quanto estávamos próximos.
Ele me deu um selinho e foi se vestir. Fiquei sem reação totalmente boba, um sorriso mini apareceu no canto de meus lábios. Levei minha mão á minha boca e lembrei do rápido ato dos lábios macios de León junto aos meus.
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