Um Amor Para Recordar

8 07. Uma Grande Surpresa — Parte II


Notas iniciais
Heeey gente do meu coração! Como estão? Eu, particularmente, ando um bagaço esses dias, mas como sei que não querem ouvir os meus problemas, vou calar a boca :D Trouxe mais um cap pra vocês, com certeza vão gostar mais desse que do outro (eu acho). POR FAVOR, não me apedrejem no final, eu TINHA que fazer isso, se não a história ficaria toda doida :ss COMENTEM, FAVORITEM, RECOMENDEM (Sum, sá linda) *w* Ah, e me respondam: vocês acham que sou boa com romances? É que sei lá, como eu to me achando um bagaço esses dias, qualquer elogio me deixa feliz da life ^_^ Enfim, espero que gostem, fiz esse morrendo de amores *o* Xoxo, Lets

— Em quem se inspirou neste?

Jason voltou o olhar para o quadro que a garota indicava. Era o seu favorito. Uma mistura de cores e paixão, mostrando, no centro, um retrato magnífico de uma mulher sorrindo. Em volta, diversas cores a cercavam e seu sorriso poderia fazer qualquer um ter inveja.

— Neste? — Ele sorriu, lembrando-se do dia em que o pintara. — Na minha mãe. O pintei um dia antes de descobrirmos que ela estava com câncer... Sorte, eu acho.

Lily ainda sentia-se mal por tê-lo culpado pelo atrasado, quando o motivo era a doença de sua mãe. Ela já perdera alguém importante em sua vida, sabia como era esse tipo de dor, porém nunca ficara o tempo todo entre a vida e a morte, sabendo que uma simples — ou nem tanto — doença poderia tirar sua vida a qualquer momento. A garota tentou afastar aquele clima tenso com uma ideia que surgiu em sua cabeça.

— Jason! — Disse, o sorriso iluminando-se com a brilhante ideia. — Eu tive uma super ideia! Você tem bolas coloridas, tintas, um pano velho e fita adesiva?

— Acho que sim, espere.

Ele correu até um canto do galpão, onde tinha uma espécie de estante de materiais. Quando voltou, estava com tudo que Lily pedira. Ela mal podia esperar para colocar sua ideia em ação.

— Pronto. O que vamos fazer com tudo isso?

— Vou explicar: primeiro, coloque o pano velho na parede e prenda com a fita adesiva — ouvindo as instruções, ele fez isso. — Agora, coloque outro pano velho no chão, embaixo do que está na parede — novamente, ele o fez. — Traga as tintas e os balões e vamos começar.

— Começar com o quê?

Ela colocou uma tinta vermelha em um balão amarelo e tudo que ouviram foi um enorme “SPLASH”. Acontece que o balão fora jogado na parede (com o pano velho) e explodido tinta vermelha na parede toda. Sem dúvida, era uma grande aventura.

— Vamos, é divertido! — Ela disse rindo, puxando o garoto pelo braço e lhe dando um balão para se aventurar também. — Agora o jogue com toda força e animação, você vai adorar!

E assim Jason o fez e quando percebeu a parede estava toda cheia de tinta laranja. Porém, ao olhar para Lily, viu que ela também se sujara.

— Olhe a sua roupa! — Ele disse espantado, logo olhando para si próprio e vendo uma mistura louca de tinta em suas roupas. — O que vamos fazer?

— Ora, continuar! Quem liga pra roupas sujas? Vamos nos divertir!

Ele sorriu, amava o jeito dela levar a vida. Estava certa, “quem liga para roupas sujas?” para que servem as máquinas de lavar? Para limpar, ora! Com esses pensamentos, Jason continuou a brincadeira, logo sujando-se ainda mais e rindo feito louco.

— Lily, acho que já chega — ele disse parando de rir e observando o estado da roupa da garota, que não era nada bom. — Vamos parar por aqui.

— Tudo bem, tem razão — ela disse. — Mas foi divertido, não acha?

— Com toda certeza! Devíamos fazer isso outras vezes — ele sorriu, ela fez o mesmo.

— É, devíamos.

Mas ela sabia que não fariam. Aquele dia fora divertido, sim. Porém as coisas não eram tão fáceis como pareciam. Lily não queria se apegar demais à ele, não queria se magoar no fim. Mas tudo era diferente quando ela o via. Era como se quando seus olhares se cruzassem, o sol brilhasse mais forte, os pássaros cantassem mais alto e as flores ficassem mais bonitas. Porque mesmo que não quisesse admitir, ele tinha algo no olhar. Algo que Lily nunca vira antes. Algo mágico. Algo... Apaixonante.

— O que foi? — Ele disse, sorrindo e ficando um pouco corado.

— Como assim?

— Você está me olhando há 15 segundos. Eu fiz algo errado?

— Hã... Não. É só que... Tem... Tem uma coisa no seu cabelo — Lily disse, ficando nervosa.

Sem dúvida alguma, aquela era a desculpa mais esfarrapada do mundo, mas o que ela poderia dizer? Que o olhava porque estava apaixonada por ele? Que ele era lindo? Com certeza ele já sabia disso. Depois de responder, a garota desviou o olhar para algo distante.

— No meu cabelo? Onde? — Ele passou a mão pelos mesmos, procurando algum erro.

— Aqui...

Ela aproximou-se dele, passando os dedos gelados pelos cabelos sedosos e extremamente bonitos do garoto, o deixando nervoso. Quando percebeu, Lily já estava um tanto... Perto demais.

— Eu... — Ele tentara falar, mas já não tinha mais o controle de seus lábios.

E quando foram notar, estavam selados. Jason encostou seus lábios nos de Lily e um turbilhão de sensações percorreu seu corpo, especificamente em seu coração. Ela queria abraçá-lo, dizer que o amava, que queria estar o tempo todo com ele, mas não podia. Não podia porque aquilo tudo era um erro. Ao perceber o que estava fazendo, ela soltou-se imediatamente do garoto, que se assustou com o ato.

— Eu não posso fazer isso! Não posso amar, não posso me comprometer. M-Me desculpe... Eu não deveria... Não deveria...

Dizendo estas palavras, ela agarrou a bolsa e correu para fora do galpão. O sol quente doeu seus olhos, mas ela não parou. Continuou correndo, correndo e correndo. Seu rumo era o distante. Era um lugar onde ela pudesse se esconder e não voltar nunca mais.

Por que aquilo tudo acontecera? Por que ela tinha que sofrer sempre? Ah, esta é fácil: porque ela queria sofrer! Não que realmente quisesse passar por tudo isso, mas precisava. Precisava porque sempre que estava feliz, coisas ruins aconteciam. Sua felicidade nunca durava mais de dez minutos, ou menos. Desde que se mudara para Londres, há três anos, tudo em sua vida perdera o sentido. Tudo.

[▪▪▪]

— Mãe, cheguei! — Gritou da porta da sala, colocando a jaqueta que levara no cabideiro da parede e tirando os sapatos, os deixando no tapete de sala. Logo Dircy, a empregada, chegou e os tirou dali.

Lily foi até a cozinha, pegou um pote de sorvete de creme com chocolate e subiu as escadas, indo para o quarto. Assim que chegou lá, foi até a janela central — uma janela gigante de vidro — que ficava atrás de sua cama e a abriu, passando pela mesma e ficando na varanda do quarto. Sentou-se na rede* que lá se encontrava e começou a “devorar” o sorvete, afundando todas as suas mágoas nele.

— Eu me odeio! Odeio! Odeio! — Disse tomando mais sorvete e fazendo feições tristes.

Ela não queria ser assim. Não queria se odiar, não queria magoar as pessoas e não queria ser completamente desagradável. Naquele momento, Lily só queria ser alguém importante. Alguém que, caso fosse embora, fizesse falta no mundo. Alguém que deixasse as pessoas felizes, não tristes. Alguém que quando sorrisse, fizesse os outros sorrirem também, só por ela sorrir. Alguém que fosse divertida e que divertisse os outros. Alguém que fosse bonita, legal e inteligente. Alguém que, definitivamente, ela não era.

Notas finais
E então pessoal, o que acharam? Não se esqueçam de comentar muuito, favoritar e recomendar ~quem sabe Respondam a minha perguntar pliiis, eu preciso de motivações, HELP! Espero que tenham gostado, o próximo deve sair daqui há alguns dias ou semanas, sei lá... Mas quem sabe se comentarem, eu poste mais rápido, hein? COMENTEM SEUS GATOS ~falo mermu Ah, eu estava pensando em criar um aniversário de alguém pra fazer uma festa maneira, o que acham? ~tuts tuts quero ver Amo vocês, seus lindos *w* Xoxo, Lets