Notas iniciais
Heey gente! Quanto tempo, hein? Bem, primeiramente eu queria pedir sinceras desculpas pela demora, é que quinta o meu pc ficou todo doido e depois a internet saiu, ai só sábado consertaram mais só voltou hoje! Então, aqui está o capítulo! Espero que gostem e não me matem no final U.U Kisses, Lets

No dia seguinte, Lily levantou cedo. Arrumou-se como sempre fazia, colocando uma calça jeans escuro, uma blusa branca e um casaco sem abertura da marca “GAP”. Calçou seu tênis All Star vermelho cano-longo e escovou rapidamente os cabelos lisos castanhos, enquanto colocava seu cordão precioso, que tinha o nome “Lizzie” gravado. Aquele cordão significava muita coisa na vida de Lily, mais do que ela podia imaginar.

Elizabeth Jackson, ou Lizzie, como Lily costumava chamá-la, era a irmã mais velha de Lily. Tinha 16 anos de idade, enquanto Lily tinha apenas 11. Mesmo sendo mais velha que Lily, sua irmã parecia ter a mesma idade que ela. As duas costumavam brincar de bonecas e apostar corrida no quintal. Lily a amava muito, ela era sua melhor amiga. Lizzie era praticamente “odiada” pelos pais. Ela nascera em um momento ruim na vida dos dois, e causara muitos problemas e prejuízos nesse tempo.

Aos 16 anos, Lizzie era ainda mais detestada pelos pais, por conta de estar na adolescência, a fase considerada mais complicada. Lily nunca entendera o porque de seus pais acharem Lizzie um incomodo tão grande. Mas, ao longos dos anos, ela foi compreendendo. Lizzie sempre metia-se em confusão. Quase toda semana ela fugia de casa para ir em alguma festa, e quase todos os dias chegava tarde em casa por ter pego detenção.

Então, em uma noite em que estava de castigo, Lizzie pediu ajuda à Lily para fugir. A garotinha não poderia rejeitar o pedido da irmã, por isso foi ao quarto dos pais, fingindo estar doente, e enquanto eles cuidavam dela, Lizzie fugia. Quando ela já saíra, Lily voltou ao seu quarto, mas antes passou no quarto da irmã e colocou um bolo de roupa embaixo da coberta, para fingir que Lizzie ainda estava lá, dormindo. Os pais das meninas visitaram o quarto da filha mais velha, para certificar-se que ela estava ali, mas descobriram da fuga.

“— Mamãe, por favor, a culpa é minha! Eu mandei Lizzie fugir! Castiguem a mim! — Lily implorara, os olhinhos cheios de lágrimas.

— Lily, querida, eu já disse que você não tem culpa de nada. Sua irmã é uma delinquente, ela sim é a culpada! Elizabeth merece uma verdadeira lição para aprender a não mentir mais!”

Os pais de Lily trocaram-se e foram atrás da filha, enquanto a mesma pulava de alegria em uma festa. Eles ligaram para a mãe de Juliet, uma amiga íntima de Lizzie, e ela disse à eles o endereço da festa. Assim que os pais da menina chegaram no local, a puxaram com toda sua raiva e a colocaram no carro. Na mala, ela viu três malas e uma bolsa. Não entendia o que estava acontecendo.

“— Mãe... E-eu sinto muito mesmo. Não queria fazer isso — tentou dizer.

— Cale-se, Elizabeth! — gritou a mãe. — O que você fez não tem desculpa! Eu já não aguento mais ter que ficar correndo atrás de você! É o fim.

— O que a senhora quer dizer com isso? — perguntou, com medo.

— Que você irá para uma escola interna para jovens problemáticos.”

Daquele dia em diante, as coisas foram horríveis. Na estrada, enquanto iam deixar Lizzie na escola, um caminhão de carga passou violentamente e totalmente desgovernado na estrada. O que pode-se contar daquela noite, é que os pais de Lizzie sobreviveram. Mas ela não.

♥♥♥

Lily desligou-se desses pensamentos. Aquelas memórias eram totalmente devastadoras. Lembrar-se de sua irmã a fazia ter vontade chorar, coisa que ela detestava fazer. Chorar mostrava que ela era fraca, e ela odiava ser fraca. Tentava, em todos os momentos, ser forte. Por isso, lavou o rosto com água e respirou fundo, esquecendo-se daquela noite.

Pegou a mochila e desceu as escadas, vendo sua mãe levantar da mesa apressada e seu pai fechando a porta da sala. Ela apenas lançou um sorriso torto à mãe e disse, mexendo a boca “Bom dia” e a mãe o retribuiu.

— Nós já estamos indo, querida. Quando terminar tranque a casa, por favor — disse ela, e Lily assentiu, sentando-se à mesa.

Pegou duas torradas e passou manteiga nas mesmas, logo as levando à boca. Colocou o suco de laranja no copo e o bebeu. Em seguida, pegou as panquecas com mel que estavam na mesa, e as comeu. Terminou o copo de suco de laranja e levantou-se da mesa. Foi até o banheiro, escovou os dentes e olhou-se no espelho.

“Mesmo que eu passe a melhor maquiagem do mundo, ou use a roupa mais cara que existe, nunca me acharei bonita o suficiente. Mas eu não me importo, prefiro ser apenas eu mesma. Assim é melhor.” — pensou.

Saiu do banheiro às pressas e correu até a garagem. Montou sua bicicleta e pedalou com força, os cabelos voando com o vento, e o som do cantar dos pássaros alegrando seus ouvidos.

♥ ♥ ♥

Assim que chegou à escola, colocou a bicicleta no estacionamento da mesma e correu até o interior do grande centro de ensino. Os corredores estavam vazios, e ela logo avistou sua sala. Olhou pela pequena janela de vidro na porta e soube que seu professor estava fora de sala. Aproveitou a deixa e entrou correndo, colocando a mochila em sua carteira e jogando vários cadernos e um livro nela, para parecer que já estava lá a tempo. Como sentava bem no fundo, essa tática era fácil de funcionar.

O professor de geografia adentrou a sala, com um café em mãos e uma cara de mau humor. Parou em frente ao quadro, passando os olhos por toda sala. Seus olhos se posicionaram em Lily, fazendo seu coração acelerar rapidamente.

— Srta. Jackson, creio que não estava aqui antes da minha saída.

Lily começou a suar e ficar nervosa. Fora pega. Mesmo assim, tinha que tentar se livrar de uma detenção.

— Hã... Eu... Eu só estava abaixada, sr. Florence. O senhor não deve ter me visto por isso — ela deu um sorrisinho convincente, mas ele não parecia estar convencido.

— Ah, sei... — neste momento, Lily pensara estar salva. — Então por que a senhora não se abaixa quando estiver na carteira da sala de detenção? — ele praticamente cuspiu as palavras, e Lily encheu-se de raiva.

— Vou fazer isso — disse, com a cabeça abaixada e a respiração descontrolada.

— Acho bom mesmo, sra. Jackson.

O resto das aulas foi um pesadelo. Duas provas marcadas, um trabalho individual de sete páginas e uma palestra no dia seguinte, sobre leis estudantis. Ninguém merecia isso!

♥ ♥ ♥

No fim das aulas, Lily encaminhou-se, relutante, até a sala de detenção. Chegou lá e viu apenas dois irmãos gêmeos, vestidos de cowboys, um garoto, que parecia irritado, e uma garota vestida de um estilo punk. Eles estavam com expressões do tipo “eu poderia estar matando alguém ao invés de estar aqui”. Lily andou, com medo, e sentou-se bem no fundo, o mais longe possível de todos.

Acontece que a detenção da escola era você chegar, sentar em qualquer lugar e ficar mofando ali durante 2 horas. É, muito legal.

Lily pegou seu exemplar de A Culpa É Das Estrelas, de John Green, e começou a lê-lo. Já estava na página 122 e logo iria terminá-lo. Ela amava ler. Preferia muito mais passar uma tarde em casa, lendo e tomando um chocolate quente, do que curtindo uma festa e ficando louca até o dia seguinte.

Enquanto lia, Lily ouviu um barulho de alguma coisa caindo. Parecia ter vindo do armário no canto da sala de detenção. Lily andou até lá e bateu na porta. Os outros 4 detentos a olharam, mas nem se mexeram.

— Tem alguém aí? — disse alto o suficiente para quem quer que estivesse do outro lado, ouvisse. — Abra a porta!

Então, de repente, a porta se abriu. Lily não podia estar mais surpresa, embora ela não soubesse se estava mais surpresa, ou enraivada. Ela tentou não mostrar o que pensava, e apenas disse:

— Jason?

Notas finais
E então? Mereço reviews? Espero que sim! Comentem, favoritem, recomendem... Isso me faz muito feliz, sabiam? =D espero que tenham gostado, o próximo sai na quinta que vem (caso não haja nenhum imprevisto). Adoro vocês *-* Kisses, Lets