Notas iniciais
Yooo ~|~
ºuº Sei lah... Tipo assim... Boa leitura o/

–- Mello. Eu não quero assistir isso.

–- Mas nós vamos assistir.

–- Não... – fiz biquinho – Prefiro que a gente vá lá para última cadeira da esquerda e façamos amor.

–- Matt! – a claridade dos trailers iluminou seu rosto corado. – Não podemos fazer isso aqui...

–- Por que não? Nas orientações não disse nada sobre isso.

Mello se manteve calado, ainda processando as informações. Seu rosto de “aceito ou não” estava muito cômico.

–- Não vamos fazer isso aqui...

–- Lógico que não, Mello. Sou sem vergonha, mas não o suficiente para fazer amor em um local público. Mas eu continuo sem querer assistir esse filme. E a propósito você fica lindo de olhos 3D.

Sua cabeça virou para cima, suas mãos vieram para minha nuca e meus lábios foram levados até os dele.

–- Mello o filme já começou.

–- To ocupado agora... Não percebeu? -- beijava meu pescoço, dando leves mordidas.

–- Achei que você quisesse assistir ao filme.

–- To quase mudando de ideia. – olhou para mim através dos óculos.

Ele deu um sorriso e o acolhi em meus braços pelos meus lados.

–- Não continue a me beijar. Não vamos fazer isso aqui. – beijei o topo da sua cabeleira loira.

(...)

–- Nunca mais eu assisto a esse filme em minha vida, Mello! Droga!

–- Nossa, Matt. Você nem parece àquele cara que joga games de terror.

–- Games são diferentes, amor...

–- Mas por quê?

–- Não sei, mas são diferentes. – fiz um bico.

–- Ainda não me convenceu, mas vamos deixar para lá. Vamos passar na sorveteria?

–- Por mim tudo bem, mas você não acha que já tomou coisa gelada o suficiente não?

–- Tenho você para cuidar de mim caso eu fique doente, você mesmo disse isso.

–- E se nós dois ficarmos doentes? Quem cuida?

–- Ah sei lá, mas a gente se vira...

O Mello parecia uma criança, me puxava pela mão desesperadamente em direção à sorveteria. Quando chegamos à dita cuja, seus olhos brilhavam em excitação ao escolher cada sabor que iria compor sua taça. No fim disso tudo com certeza quem sobrará sou eu. Mas não me importo. Até fico feliz em ter que cuidar dele. Sorri enquanto seguíamos para a mesa.

–- Que foi que tá com esse sorriso?

–- Nada, nada. Só imaginando algumas coisas.

–- Que coisas?

–- Coisas envolvendo você e a dona gripe, Mello.

–- Ah, ok.

–- Sinceramente, Mello, você chama muito mais atenção que eu, não tem motivos para ter tantos ciúmes de mim.

–- Não, não, não, não, não! Você sempre atrai olhares alheios. Não tem nada a ver comigo. As garotas te sugam com os olhos! E você ainda diz que eu chamo mais atenção?!

–- Lógico, Mello. Se os olhos que te lançam fulminasse você já estaria morto há tempos.

–- Nisso eu reparo uma coisa, temos tanto ciúmes um do outro que não paramos para prestar atenção no efeito que nós causamos nas pessoas, isso por que estamos preocupados em proteger o outro... Poxa, não tinha pensado desse jeito, desculpa a superproteção ciumenta.

–- Que isso, amor. Acho fofo de sua parte todo esse ciúme e proteção... – segurei sua mão sobre a mesa. – É uma das coisas que me fazem amar você.

Por alguns minutos nós ficamos calados, somente nossos olhares conversavam. Já era o bastante para um entender o que o outro queria dizer.

–- E se quando eu me declarei você me revelasse ser hetero? – sussurrei, ainda olhando em seus olhos.

–- Eu virava gay por você.

–- E se eu fosse hetero?

–- Faria de qualquer maneira você me amar. Nem que fosse um terço do que eu amo.

Sorrimos. Eu ainda segurava sua mão. Acariciando de leve o dorso de seus dedos um pouco fios, ainda pelo ar condicionado do cinema e agora da sorveteria.

–- Você acha que o BB já foi para casa?

–- Provavelmente, e deve ter estuprado o Near de tanto sexo.

–- Que exagero.

–- Exagero? Que nada. To levando em consideração o que eu faria com você caso algo desse tipo acontecesse.

–- S-Seu pervertido... – Mello abaixou seu olhar para a tigela de sorvete.

–- Você ultimamente esta ficando envergonhado com qualquer coisa pervertida que eu digo...

–- É que quando você diz estas coisas estamos na rua... Em casa é diferente. Poxa.


~Mello~


–- Ok.

Só isso? Ok? Qual é... Ficou chateado? Não é qualquer lugar que podemos ser pervertidos não, Matt. Soltei um suspiro e o ruivo afastou sua mão da minha, levantou-se e seguiu para o banheiro, não dizendo nada.

Apenas o acompanhei com o olhar. O que ele está fazendo?

–- Oh droga!

Levantei e segui-o. Em momento algum ele olhou para trás. Entrando no banheiro, fui o próximo a entrar e finalmente ele me olhou.

–- Aconteceu alguma coisa? – perguntei baixo.

–- Não, nada.

–- Qual é, Matt... Conheço você e essa carinha de que as coisas não saíram do jeito que eu planejei. Foi algo que eu disse?

–- Não, Mello... Não foi nada... OK?!

Me aproximei dele que estava de frente para a pia. Apoiava as mãos sobre o mármore frio e encarava-me pelo reflexo no espelho.

–- Não, não tá ok. Diz logo o que foi. Você não é de ficar assim...

–- Realmente não foi nada.
Virou para mim e tomou meu corpo nos braços, acariciando minha cabeça.

–- Não foi nada. – sussurrou novamente.

Abracei suas costas. Levantei meu rosto e selei seus lábios. A porta do banheiro se abriu. Um foda-se para quem entrou.

–- Isso aqui é um banheiro, não um motel.

Ergui meu dedo do meio para a pessoa, sem nem ao menos olhar em seu rosto. Um muxoxo foi solto pelo homem. Quando me separei do Matt o rapaz estava ao nosso lado.

–- Que foi? Nunca amou ninguém? – lhe encarei.

Seus olhos se desviaram para Matt, e depois novamente para mim. Seu rosto era frio e ao mesmo tempo quente, parecia querer explodir e nos matar ali dentro. Puta merda, quem é esse cara e o que ele quer fazer conosco?! Sua língua deslizou por cima de seus lábios, enquanto as mãos se moviam para dentro do casaco aparentemente de pele sintética.

–- Vamos, Mello...

Matt pegou em minha mão e seguimos para fora do banheiro.

–- Não viu o olhar psicótico dele? Não fica provocando, amor.

–- Desculpa, mas é que ele não deveria ter dito aquilo.

–- Deixa ele falar. Apenas não dê bola... Certo? Vou pagar e nós vamos embora! Agora.

Sentei-me à mesa próxima da saída. O carinha do banheiro me olhava de uma distancia razoável. Não demorou a o ruivo e eu estar caminhando para o estacionamento.

Entramos no carro e seguimos para fora do shopping. Matt socou o volante e levou a mão em forma de punho a boca. Sua respiração era forte e seu rosto assustado.

–- Matt? – deslizei o dedo sobre sua bochecha. – Esta tudo bem, amor.

–- Mas poderia não estar, Mello, é sério, segura a língua. Por favor.

–- Desculpa. Eu sei que sou impulsivo, mas faço sem querer. Desculpa.

–- Não tudo bem, tudo bem.

–- Era ser um dia divertido, Matt.

–- Mas foi. Tirando esse pequeno episodio de poucos minutos. Vamos fingir que nunca aconteceu.

(...)

–- MELLO! – Matt chamava do quarto.

–- Oi?! – subi as escadas correndo para saber o que ele queria.

Estava deitado na cama, lia um livro, que fora fechado quando eu estava me aproximando.

–- Vem cá. Deita aqui comigo.

Me aconcheguei sobre seu peito.

–- Desculpe por ter ficado bravo mais cedo, mas é que eu realmente senti a maldade vindo dele.

–- Está tudo bem, não precisa ficar se remoendo e se culpando por causa disse. Sei que foi apenas um ato de proteção...

–- Isso é por eu te amar demais...

Notas finais
u3u mas eh muito amor *---*
'3' Kissus e ateh o proximo o/