Um Amor Para A Vida Inteira?!
37 Promessas que não dão para se cumprir
Notas iniciais
x_x Pois bem, nada a declarar.
U3U a sei lah, eu realmente não tenho nada para fazer....
Pois então boa leitura o/
Toques quentes de dedos levemente frios. As pontas de seus dedos correm sobre a linha de minha coluna. Seu peito sobre e desce ritmicamente, posso ouvir o tamborilar de seu coração.
Minha mão esquerda esta em sua cabeça, acariciando lentamente seus agora bagunçados fios vermelhos.
Meu corpo esta fisicamente cansado, mas me sinto tão bem. Tão leve. Mas como não se sentir? Ele faz amor tão bem, do jeito que só ele sabe fazer... Intenso, provocante, gostoso, carinhoso... Oh, Matt. Tenho orgasmos internos só de lembrar suas caricias e palavras.
Sua mão alcançou o topo de minha coluna, seus dedos se emaranharam em meus fios loiros e soltos. Tão delicado...
A um silêncio no quarto testemunha. Não me importa que ele continue, convém ao momento.
Subi minha mão direita livre por seu peito. Acariciando sua bochecha, desenhando seus lábios com o polegar. Tão pequenos, rosados, macios e meus...
Eu não faço ideia de a quem ou ao que eu devo agradecer por tê-lo perto de mim, para mim. Chega a ser surreal. Estou sonhando. E quando eu abrir os olhos... Irei acordar em um quarto vazio e escuro.
Mello, Mello, Mello para de pensar besteira.
-- Vamos, Matt, diga algo.
-- Exemplo?
-- Não tenho.
-- Então continuaremos em silêncio. – sua fala foi seguida de um riso.
-- Esta pensando em algo?
-- Sim.
-- Em quê?
-- Em você. E você, pensando?
-- Sim, e apenas repito seu ato.
-- Pensa em você?
-- Não, idiota. Não sou egoísta a tal ponto...
Seus braços se apertaram um pouco ao meu redor. Levantei a cabeça e mirei seu rosto. Um sorriso cheio de dentes tomava sua face. Meu queixo foi segurado e meus lábios tomados. Sua mão em meu queixo foi a meus cabelos. Seus lábios se moviam devagar, aproveitando os gostos espalhados pelas bocas. Minhas mãos em seus fios vermelhos. Até o ar perder a compaixão por nós e ir embora.
Sua testa na minha, olhos cerrados, o ar de sua respiração pela boca se espalhava em todo o meu rosto. Abaixei um pouco a cabeça, brincando com seus lábios. Mordendo o superior, para depois com o outro. Nada de bruto, ou selvagem, apenas toques singelos. Matt sussurrava algumas coisas entre uma caricia e outra, a maioria delas me fazia sorrir, outras me fazia sério par ouvir...
-- Nós temos coisas para fazer...
-- Eu sei, mas prefiro ficar aqui, com você...
-- Mas eu to com fome, Mello. – riu ao final da frase.
-- Não precisa ser tão direto. – o acompanhei na risada.
-- O que você queria que eu dissesse?
-- Sei lá, poderia inventar uma desculpa melhor.
-- A verdade é sempre bem vinda.
-- E você sempre tem razão.
-- Tenho razão sobre você me amar?
-- Toda.
(...)
-- O Near nunca mais veio nos visitar...
-- Nem faço questão.
-- Qual é, Matt. Ainda naquela nóia? É isso?
-- Não, não, é que eu realmente não faço questão da presença dele.
-- Ai, ai, vocês são demais viu. Vai querer mais torta?
-- Não.
-- Mas você não comeu quase nada.
-- Diferente de você eu não sou fã de chocolate, sabe disso.
-- Nunca vi uma pessoa para reclamar tanto de chocolate como você...
-- Não reclamo, só não gosto. É diferente.
Continuei a devorar o pedaço de torta a minha frente. Matt não tirava os olhos de mim, que incomodo. Não tanto, mas comer e ser observado? Ninguém merece né?!
Me sinto desconfortável e me remexo na cadeira, noto seu sorriso, ele sabe que é por culpa dele. Continuo a comer tentando ignorar o seu olhar devorador, mas cara é impossível.
-- Tem algo de errado em meu rosto?
-- Não, nada, está tudo na mais que perfeita ordem.
-- Então por que continua a me olhar assim?
-- Gosto de admirar você, não posso?!
-- De poder pode, mas enquanto eu como é meio desconfortável...
-- Ok, então eu paro. – levantou ambas as mãos em movimento de rendição.
-- Matt, imagina só se nem eu e nem você fossemos para o orfanato, como estaria nossa vida agora?
-- Não sei... Realmente eu não consigo me imaginar distante de você. Mas e se só você ou somente eu não fosse? Acho que hoje você estaria com o Near, e eu sei lá onde eu estaria, mas não acredito que estaria tão feliz como com você.
-- Com o Near, Matt?
-- É... Provavelmente.
-- É, provavelmente... – repeti suas palavras.
-- Será que nos conheceríamos fora daquele ambiente? Ou nunca nos veríamos?
-- É difícil dizer, varias situações poderia nos levar a nos conhecermos.
-- E eu adoraria que essas situações realmente acontecessem...
-- Não só você. Mas caramba eu não me imagino namorando ou ficando ou noivando ou casando com o Near... Tudo bem, fiquei com ele, mas isso a parte.
-- Eu quero manter essas imagens longe da minha mente, por favor.
Matt levantou, tirou os pratos da mesa pondo dentro da pia e se pondo a limpar.
O ajudei a limpar, e estamos na sala, abraçados e assistindo Titanic. Único filme de romance que eu gosto, pelo motivo de não ter um final clichê e feliz. É uma tragédia, uma ótima tragédia.
-- Eu não sei se como ela manteria a promessa. Seria algo muito difícil, -- me apertei mais ao peito dele.
-- Também penso assim, mas acho que não tão difícil quanto ver quem você ama morrer, deve ser realmente doloroso.
-- O que faria, Matt?
-- Não sei se posso dizer, mas faria de tudo para te salvar. Disso eu tenho certeza. Te empurraria para o primeiro bote que estivesse levando homens... Depois que eu visse você partir, eu me virava, ou apenas esperaria o navio afundar, com o coração apertado, mas sabendo que você estaria vivo, pelo menos isso.
-- Eu não iria partir sem você. Se fosse assim iríamos morrer juntos... – enlacei nossos dedos sobre meu peito.
-- Mas-
-- Nada de “mas”, se você não fosse, eu também não iria, fim de papo.
-- Mas você teria que sobreviver, Mello.
-- Que graça teria? Eu iria viver, mas não teria quem eu amo comigo, como pode isso? Não da, Matt. Eu sei disso, não tem como...
-- Nós dois sabemos como é difícil... Mas assim como ela você iria me prometer que iria ficar vivo.
-- Sinto muito, amor, mas isso eu não iria fazer.
-- Que menino teimoso. – ouvi um riso vindo dele.
-- Não daria para ficar sem você...
Notas finais
Ateh o proximo o/
Fale com o autor