Notas iniciais
Yoo ~|~
ashauhsua eu sei, sou uma pessoa muito cara de pau. '-'
Perdao por nao ter postado na semana que vem, mas eh que ultimamente eu tenho corrido igual ao Flash '-'
E me perdoem adiantadamente se semana que vem eu nao postar, mas eh que alem de eu ser pessima em finais de fic, no sabado sera a gravação do trabalho do meu grupo, entao temos essa semana toda de ensaio a tarde, fora a escola pela manha, entao ces jah devem imaginar que a noite eu nao presto para nada, mas eu vou fazer oq eu puder para nao falhar no domingo em postar. o/
Agora, boa leitura o/

Quem ele pensa que é?

E o que o Matt está pensando que não despacha logo esse cara?

Matt levantou para pegar mais chocolate para mim, por isso estou a sós com esse ser humano.

–- Mello. – chamou baixo meu nome.

–- Hum?

–- Como consegue suportar o Matt? Já que ele gosta de jogos, e você não, e ele não gosta de chocolates, contrario a você. – tinha um sorriso nada bonito nos lábios, eu diria que é até predatório.

–- E o que isso tem a ver? Duas pessoas com gostos diferentes não podem se amar? E aprendemos a tolerar essas diferenças. Não podemos somente impor os nossos gostos. Posso saber o motivo de sua pergunta? – apertei os olhos, inclinando o corpo para frente, de modo que apoiei meus cotovelos em meus joelhos.

–- Nada em especifico. – continuava a sorrir. Um sorriso quase perverso.

Estou prestes a voar em seu pescoço, Matt parece que foi fabricar chocolate, ou quer apenas ver o circo pegar fogo entre nós. A cara que você faz para meu ruivo pode até enganá-lo, mas a mim?! Há, seus olhos não negam o seu desejo por ele.

Finalmente Matt voltou, com uma pequena taça cheia de brigadeiro. Ok, eu pedi chocolate, mas ele trouxe isso... Como não amar esse homem?!

–- Toma, amor. – me estendeu o braço, entregando-me a taça.

–- Obrigado. – sorri e por um momento esqueci que o Matsuda estava ali.

–- Não se suje. – falava em falso tom de repreensão, limpando o canto de minha boca que já ficara suja na primeira colherada. – Parece uma criança. – levou o dedo com brigadeiro à boca.

–- Achei que não gostasse de chocolate. – o moreno fez questão de ressaltar.

–- E não gosto, quero dizer, não para comer de livre e espontânea vontade, mas agora, o Mello come com tanto gosto que é meio impossível não sentir vontade. Mesmo assim continuo não gostando, a não ser que seja da boca dele. – deu uma risadinha boba, segurou meu queixo e selou meus lábios.

Por um momento quando ele se afastou me perdi no verde de seus olhos. O sorriso simples em seus lábios e o cabelo mal penteado, o estava deixando com uma cara tão sexy e ao mesmo tempo tão largado.

Matt voltou a conversar com Matsuda. Conversavam sobre jogos, e eu tenho a pequena impressão de que o moreno colocou esse assunto a tona somente para mostrar que o ruivo precisava de alguém que conversasse sobre isso com ele. E quem disse a ele que eu não conversava? Tenho tanto tempo com ele que simplesmente aprendi as coisas, tanto que de vez enquanto eu até jogo.

–- Como se sente sobre o Mello não gostar de jogos? – epa, ele me colocou no assunto? Para quê? Por quê?

–- Ah, o Mello passou a tolerar essas coisas, só não gosta que eu deixe ele de lado para jogar. Fiquei até surpreso que de uns meses para cá ele tem jogado comigo. – acariciou minha nuca.

–- O Mello joga? Você não me disse isso. – pareceu surpreso e eu gostei disso.

–- Acha que ele precisa te contar de todos os detalhes da vida dele? – me interferi antes que o ruivo respondesse.

–- Não, não, é só qu-

–- Não é só porque você ficou duas semanas confinado com ele que sabe tudo, não fique achando que nos conhece, você não sabe absolutamente nada sobre a gente, nada do que passamos! Nem sobre mim, e nem sobre ele. E se depender da minha pessoa, não ficará sabendo nunca. Não tente interferir no NÓS daqui dessa casa.

–- Oê, calma. – levantou as mãos como se pedisse paz. – Não estou dizendo que conheço vocês.

–- E nem se atreva!

–- Amor, -- Matt virou meu rosto para ele. – calma. Ok?

Baixei meus olhos para o sofá.

–- Desculpe. – sussurrei para ele.

–- Só não se exalte. – beijou minha testa.

–- Com ele aqui é meio impossível. – tentei apertar a calça de couro entre as unhas.

–- Eu acho que deveria ir embora. – Matsuda se levantava do sofá.

Matt o acompanhou.

Matt

Ah, eu imaginava que as coisas iriam acabar de um jeito parecido com o que houve.

–- Eu te levo até a porta.

Caminhei com o Matsuda ao meu lado, Mello já se preparava para subir as escadas quando o moreno a meu lado se pronunciou.

–- Foi um prazer conhecê-lo, Mello.

–- Pena que não posso dizer o mesmo. – e subiu, agarrado a taça de brigadeiro.

–- Eu imaginei que ele iria dizer algo assim. – suspirei.

–- Matt, não demore!! – gritou lá de cima.

–- Certo, amor...! – respondi.

–- Desculpe o transtorno. – Matsuda parecia envergonhado.

–- Não, eu acho que eu deveria pedir. O Mello é estourado... Quando cisma com algo ou quando começa a defender uma coisa ele não quer parar mais... – abri a porta.

–- Tudo bem, ele só é protetor... Porque te ama. – sorria, e acho que pude ver um resquício de tristeza em seus olhos e voz.

–- De qualquer forma desculpe, eu tinha que parar ele de alguma forma, ou o clima não ia ficar legal. – realmente não iria, o Mello não iria calar a boca até deixar a cara do Matsuda no chão.

–- Olha tudo bem, mesmo. Foi um prazer enorme conhecer você, e ele também, apesar de tudo. Você não mentiu quando me descreveu ele. Posso ver algumas marcas de unha em sua nuca, e marcas em seu pescoço, posso deduzir que a noite foi boa. – cobri a nuca com a mão. Ele tinha razão. – Eu vou indo. Talvez possamos nos encontrar por aí.

–- Sim, claro. – tentei sorrir. – Até mais. E boa viagem de volta. – lhe abracei brevemente.

–- Obrigado, e boa sorte com seu furação loiro que usa couro. – acenava enquanto seguia pela rua.

Virei meus calcanhares para dentro de casa, Mello deve estar pilha. Me disse tanta coisa sobre Matsuda ontem e hoje ele estava aqui, ele não teve nem tempo de colocar os neurônios no lugar e pensar a respeito. Chegando ao quarto ele terminava a taça de brigadeiro, nem ao menos levantou os olhos para mim quando cheguei.

–- Então, por que se estressou daquele jeito? – sentei em sua frente.

–- Ele tava dando em cima de você para mim na maior cara de pau... – sua voz era fraca, praticamente um sussurro.

–- Mihael. – comecei, seus olhos se arregalaram e ele sabia que eu estava bravo. – Olha para mim.

–- Vai brigar comigo por causa dele? – colocou a taça sobre o criado mudo.

–- Não por causa dele, por causa de você. Quantas vezes eu vou ter que dizer que te amo? Eu uso um cabresto, Mello... Meus olhos são somente voltados para você, não há nenhuma necessidade de você ficar se estressado com uns e com outros que dão em cima de mim.

–- Mas é que você parece não ligar que eles façam isso.

–- E não ligo, tendo você comigo eu não ligo... Eu não to realmente bravo, ok? Eu acho que também fui ingênuo ao achar que o Matsuda não queria nada...

–- Você é sempre assim. E por isso eu tenho que tomar conta do que é meu por direito. – abraçou meu pescoço por trás. Selando de leve minha bochecha. – O mundo lá fora é perigoso, sempre vai ter um ou outro querendo te roubar de mim... Tenho que ter um olho aberto e o outro também.

–- Você fala como se com você não fosse à mesma coisa. – eu sorri. Puxando seu braço para que ele deitasse em meu colo. – Achei que você fosse voar no Matsuda.

–- Eu queria. – ele suspirou. – Obrigado por me parar, de verdade... Acho que nunca agi com ninguém assim até hoje...

–- E por quê?

–- Porque ele foi cara de pau o suficiente para me dizer que você não era compatível comigo, porque você precisava de alguém como ele, que goste das mesmas coisas que você. – Mello empurrava o esmalte do polegar, de nervoso.

–- Como se eu ligasse para isso. Por tanto que você me ame, Mello, eu to aqui com você. E no dia que você disser que não me ama mais, eu farei o possível para te reconquistar...

Notas finais
'-' eu queria fazer barraco, mas sei lah, nao eh da personalidade do Matsuda fazer esse tipo de coisa. '-' se fosse o Near, aí sim aushauhsuhaushua
De qualquer forma, até o/