Um Amor Para A Vida Inteira?!
41 Partindo
Notas iniciais
:3 nyah, inspiração passou longe~~~
Por isso, nada a declaração :x gomen ne.
Boa leitura o/
O despertador toca e eu praticamente o soco para desligar. Tateando a cama não acho o ruivo, abrindo os olhos o procuro pelo quarto, não vendo nem a luz do banheiro ligada resmungo.
Sento na cama, bocejo e coço os olhos, penso em chama-lo, mas decido por fim levantar. Desço as escadas, procurando ele lá por baixo, e nada. Onde ele se meteu? Sento no sofá, apoiando minha cabeça em seu encosto torço pelo sono não chegar novamente e ouço a maçaneta. O perfume do ruivo é a primeira coisa que a adentra a casa.
-- Onde você estava? – não me movo e mantenho os olhos fechados.
-- Já acordou? Fui comprar seu café da manhã. – passou por trás do sofá e selou minha testa.
-- Poderia ter desligado aquele maldito despertador.
-- Eu achei que tinha feito isso, se não fiz desculpe-me. Não vem comer?
-- Já vou.
-- Não tomou banhou? – me olhava.
-- Matt eu nem escovei os dentes. – dei de ombros sentando.
-- Deveria, daqui a pouco estamos partindo, o avião sai às 10h.
-- Não me disse que íamos de avião.
-- Uma hora e meia de voo, sete horas de carro, não vou dirigir esse tempo todo, e, além disso, alguém aqui não gosta de dirigir o que não colabora.
Fiz cara feia para ele.
-- Não tá com frio seminu desse jeito? A brisa ainda tá fria.
-- A cama ainda estava quente por sua causa. Estou bem assim. E estou com fome, põe logo isso em um prato. – choraminguei.
-- Vou manter a cama sempre aquecida para ver você sempre assim.
-- Irei ignorar sua perversão. – sorri.
-- Certo, certo, vou conferir as passagens e o cartão de check-in, volto logo.
-- Não fez isso ainda?
-- Não. – ouvi sua voz abafada por estar longe.
A torta comprada é de baunilha e chocolate, não é a minha preferida, ele sabe, mas para ter sido comprada era a única opção. Mas de contra gosto não é tão ruim.
Imagino se eu arranjaria outro alguém que faz tanto a minha vontade em chocolate. Near?! Afrodite me livre, abano o pensamento para longe.
-- Mello! Vem aqui! – ele grita.
Levo comigo até o quarto o pires da torta.
-- Que foi? Você parece desesperado.
-- Sério? Não é nada, só que não acho as passagens.
-- Lógico, eu as guardei, tão dentro da gaveta.
-- Por que não me avisou? Achei que tivesse perdido. – suspira aliviado.
-- Se tivesse me perguntado pouparia o quase infarto.
-- Se tivesse me contado eu não quase morreria.
-- Um beijinho que sara. – selei seus lábios de leve.
Me agarrando com um braço pela cintura me impedindo de ir para cama. Passando de leve a língua pelo canto de minha boca.
-- Sujo de cobertura. Você parece uma criança comendo.
-- É bom demais para eu me preocupar com os bons modos ao comer. – ando em direção à cama o trazendo comigo. – Abre a boca. – seguro o garfo como avião.
-- Não brinca. – ele riu.
-- Abre amor.
Ele sorri e faz o que eu peço. Nós rimos enquanto ele olha para mim e fecha a boca sobre o garfo.
-- Gostoso, né? – eu pergunto.
-- Não mais que você. E se me lembro bem, eu disse que você é a criança.
-- Shii Matt, não estraga o mimo.
-- Ok, desculpe. – levantou as mãos. – Sabe, tive a impressão de ver aquele cara da sorveteria perto daqui quando saí para comprar.
-- Sério? Acha que ele mora para cá?
-- Não sei, mas tome cuidado a partir de agora quando sair.
-- Sim, agora abre a boca.
-- Achei que já tinha acabado. – fez bico.
-- Abre logo e não reclama!
O bolo acabou, conferimos as nossas malas, e só estamos esperando o taxi chegar.
(...)
-- Quando comprou as passagens e fez as reservas?
-- Não posso contar minhas estratégias né?!
-- Que horas são?
-- Nove. Da tempo de comer alguma coisa antes de embarcar.
-- Milk Shake?
-- A essa hora da manhã? Sabe que eu não vou deixar.
-- Certo, certo, então não quero nada.
Olhei ao redor do aeroporto. Vendo pessoas de todos os rostos, e...
-- Matt. – voltei meus olhos para o ruivo.
-- Hum?
-- Não é aquele carinha do banheiro?
-- Onde?
-- Ali. – mostrei com o rosto.
-- Acho que não, impressão sua.
-- É, também acho. Vou ao banheiro. Volto logo.
Levantei seguindo para o banheiro, olhando para os lados e admito um pouco apreensivo. Apenas entro para lavar o rosto, respirando fundo de frente para o espelho grande.
-- “Talvez tenha sido apenas impressão...” – sorriu para mim encarando a mármore.
Viro-me ainda de cabeça baixa, mas quando a levanto dou um salto para trás pelo susto que a figura ruiva me deu. Mesmo sem ser a intenção.
-- Que susto amor. – apoio minha cabeça em seu peito.
-- Que foi? – abraçou minhas costas.
-- Nada. – sorri, olhando em seus olhos e lhe segurando o rosto nas mãos.
-- Vamos, o primeiro chamado já foi dado.
-- Claro. – segurei em sua mão, caminhando ao seu lado para fora do banheiro.
Apertei seus dedos nos meus, enquanto passávamos pelo portão de embarque. Acomodados em nossas poltronas, inclino minha cabeça para o ombro do ruivo e durmo.
(...)
A viagem como não durou muito tempo logo sou acordado de meu cochilo, coço meus olhos, bocejo, e encaro Matt, sorrindo de forma linda. Puxo sua cabeça pelo seu pescoço para selar nossos lábios, sorriu para ele enquanto olho em seus verdes olhos.
-- Vamos?
-- Sim.
Levanto seguindo ele, por entre as pessoas que descem as escadas e recebemos os agradecimentos da aeromoça. Uma brisa quente bate contra mim e percebo que aqui faz bastante calor. Na frente do aeroporto após pegar as malas tomamos outro taxi. Mas o caminho percorrido é menor e logo chegamos ao hotel Paradise.
Matt faz o check-in conferindo os dados e a reserva. Tomamos o elevador, por mais incrível que pareça, sozinhos.
-- Sabe que eu gosto dessa sua calça? – sussurra em meu ouvido.
-- Não... Por quê?
-- É que ela te deixa ainda mais sexy. – mordeu minha orelha.
-- Que pessoa pervertida você é viu amor. – sorri abraçando seu pescoço e beijando seus lábios.
-- O elevador é publico, ainda não chegamos ao nosso quarto. -- tenho minha cintura apertada.
-- Ah claro, eu espero até lá.
Notas finais
'3' Kissus
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