Um Amor Para A Vida Inteira?!
64 Love with me
Notas iniciais
–- Me deixa ir. -- levantei rindo, correndo em direção a porta do quarto. Meu pulso foi segurado e minhas costas bateram em seu peito.
–- Onde... Pensa... Quê... Vai? -- sussurrou cada uma das palavras. Um ofego escorreu de meus lábios pelo tom de sua voz. Suas mãos abrangiam-me a cintura, levantando devagar a blusa que a cobria e o resto do tronco, as pontas dos dedos frios pela brisa tocavam minha barriga.
–- E-Eu?
–- Isso. Você.
–- Eu ia à cozinha...
–- Conjunção do verbo perfeita... -- desceu a alça fina de algodão até meu cotovelo, beijando toda a extensão de meu ombro à bochecha. -- sabe que não irei deixar mais... Você ficará aqui... E fará amor comigo... Daquele jeito. -- sua voz ainda mantinha-se em um fino fio quase inaudível. -- Me deixei sussurrar para você o quanto que te amo... Que te quero comigo.
Eu tinha noção do tipo de palavras que sairiam em sua fala, por isso o calei em um beijo calmo. Meu corpo permanecia virado, minha mão em sua nuca, impedindo-o que se afastasse, mesmo que ele não demonstrasse querer.
–- Ei, ei, ei! Pare, -- caminhamos para trás e o empurrei contra o colchão, sua cara era de incredulidade. -- você ultimamente tem feito tudo. -- sentei em sua cintura. Rebolando sutil contra sua masculinidade. -- Deixe-me fazer algo também. -- abaixei tomando seus lábios mais uma vez. -- Hoje... Agora, eu mando, você obedece. -- sussurrei contra seu pescoço.
–- Hum...? E o que te levou a tal decisão?
–- Necessidade de você. -- sentou, tomando minha cintura nas mãos. -- Quieto. Não tire as mãos daí. -- mordi seu lábio inferior. Sua boca já solta brincava com meu pescoço, meus dedos emaranhados em seus fios vermelhos.
Matt
Não é a primeira vez que ele decide ser ativo nas preliminares, mas essa com certeza me pegou de surpresa. Se não fosse a situação que minhas partes baixas já estão eu teria tido uma crise de risos do modo como ele reagiu a tudo.
Apertei com força seu bumbum quando um chupão em igual força fora depositado na curva de meu pescoço. Um gemido ainda correu para fora de meus lábios. Mello não é delicado... Não como eu. Seu carinho vem de outro jeito. E é interessante essa contradição com o meu jeito de fazer as coisas.
–- Nee, Matt... -- começou a falar. -- Eu já sinto você... -- riu de leve, passando o capote desabotoado por meus ombros e logo a blusa. Empurrou-me novamente, subi mais um pouco para poder apoiar os calcanhares na cama, e mantê-lo apoiado contra minhas coxas.
Levando dois dos próprios dedos à boca, gemeu arrastado, rebolando lento. A outra mão o tocava no próprio baixo ventre, por cima do fino pano que o cobria. A mão livre de saliva se projetou para as barras de sua blusa levantando-a devagar, revelando o abdômen aos poucos. Seus olhos estavam semicerrados, os dedos sendo sugados depravadamente.
–- Tira os dedos dessa boca... -- pisquei algumas vezes, o comentário fora mais para mim que para ele.
–- Não. -- riu. Levando o dedo do meio a ela. Fechando os olhos, rebolando pouco mais forte e rápido que antes. -- Você irá sentir um pouco do que faz comigo... Quando me provoca.
–- Seu jeito de provocar é diferente, e covarde, você pega pesado. Vai me fazer gozar antes de tirar a roupa. -- franzi a testa.
–- Mesmo? Então você irá se melar e melar a mim muitas vezes. -- apoiei meus cotovelos no colchão ao lado de seu rosto, meus cabelos caindo ao lado de minhas bochechas, alguns fios alcançando a face do outro. -- Você fica com uma cara ótima, quando visto de cima. -- selou meu nariz, esfregando o dele ao meu logo depois. Erguendo novamente a postura retirou a camisa.
Ficando de pé, com cada perna ao lado de meu corpo, abriu o pequeno botão do short curto e apertado. Saindo de pés paralelos e os juntando ficou de costas. Descendo o pano pelas longas pernas. Seu traseiro coberto pela boxer arroxeada empinado na minha direção e não resisti a estapeá-lo. Ele se limitou a rir. Vindo de quatro a mim, ficou entre minhas pernas.
Seus beijos começaram em minha barriga, seus olhos me comiam; apaixonados e desejosos.
–- Sua pele é ótima de marcar... Sabia? Tão branquinha... -- começou a abrir o botão, e descer a bermuda. -- Nem brincamos, e você já está assim? -- abriu um ‘o’.
–- Não menti quando disse o que disse.
–- Tudo bem, a minha situação não está tão diferente.
Minha cueca era o único empecilho direto entre sua boca e o contato direto. Suspirei fundo quando sua mão deslizou por cima, provocando-me. Mordi meu lábio inferior, resistindo a sua língua molhando o pano.
–- Ah, Matt... Vamos ver por quanto tempo você tentará ficar calado. -- sorriu malicioso, puxando de uma vez o que restava de minhas roupas.
Sua mão estava levemente fria, e o choque térmico me causou um pequeno espasmo e um gemido curto. Ele novamente se limitou a rir de minha reação. Sua cavidade se abriu e não resisti a chamar seu nome quando fui envolvido com maestria.
–- Puta que pariu... -- não só esses como vários palavrões deixavam seguidamente minha garganta.
Minhas pálpebras estavam apertadas, o ar entrava com dificuldade mesmo com narinas e boca o puxando ao mesmo tempo. Do meu ângulo, eu tinha um Mello deliciando-se com um brinquedo em mãos, a coluna curvada como em uma ladeira, com os quadris apoiados sobre os joelhos, fazendo suas nádegas subirem. Minha visão era divina. Suja. Pecaminosa. E incrivelmente excitante.
–- Você não existe...! -- passeei a mão nos meus cabelos em movimentos desesperados para controlar a ânsia que crescia em mim.
Os sentimentos da luxúria estavam em um simples arranque avassalador, com tudo aquilo que o ser a minha frente estava me submetendo. Estou vendo a hora de lhe puxar pelos cabelos e enterrar-me em você como sempre faço. Eu devo te deixar louco, como você está me deixando.
Os espasmos em minhas pernas começaram a ficar mais constantes. Um aperto no meu baixo ventre se forma, enquanto que os gemidos de meus lábios aumentavam seu decibel e frequência com que saíam. Abrindo a boca me liberou, deixando um fio fino de saliva ainda nos ligando. Um pouco do líquido pré-gozo já continuava a escorrer.
–- Não, não, amor... -- engatinhou acima de mim. -- Não vou deixar fazer isso... -- sentando mais para cima, tomou meu membro nas mãos, estimulando-o enquanto me olhava perverso.
–- Não continue, droga.
–- Segure-se. -- lambeu os dedos da outra mão, retirando um pouco do líquido que havia escorrido.
–- Se fosse outra pessoa o fazendo, eu poderia tentar, mas nem que eu estoure os vasos dele eu conseguirei segurar.
–- Diga-me, -- inclinou-se, felizmente, ou não, deixando o membro abandonado pela primeira vez desde que ele era seu centro de atenção. -- quer acabar logo com isso? -- selou nossos lábios de leve, mas segurei sua nuca para impedi-lo de se afastar antes de incitar um beijo mais profundo.
–- Você está pervertido hoje. -- encarei seus olhos dilatados. -- Demais. -- deslizei minha mão por seu tórax, encontrando o membro ainda coberto do mais novo. Seus olhos se cerraram perante o toque leve. Observei suas feições. Tocando sua bochecha com os nós dos dedos que antes prendia sua nuca. -- Não vai fazer nada por ele? -- sussurrei.
–- Se você tirasse a sua mão daí, eu poderia. -- mordeu o lábio, dificultando até um pouco da compreensão da frase.
–- Minha vez...?
–- Não, Matt. -- suspirou. -- Não é... Sua vez. -- minha mão se infiltrou por sua virilha, tocando diretamente seu falo. Suas leves caretas de prazer eram simplesmente adoráveis.
–- Não vai me deixar fazer nada por você? -- eu ainda sussurrava próximo o seu ouvido.
–- Você fará. Vai me foder do jeitinho que você sabe.
Levantou, tirando finalmente a última e tão incomoda peça de roupa. Sentando sobre mim, suas nadegas tocaram as minhas coxas quando me encaixei completamente dentro dele. Ofegos saíram em uníssono quando sua movimentação lenta começou.
Sentei, abraçando suas costas, beijando seu peito com suas mãos deslizando em meus cabelos em uma caricia doce. Encontrei seu beijo em meio a seu lento sobe e desce.
–- É assim? Que você faz? -- segurou meu queixo, forçando-me a encará-lo.
Franzi a testa. Então a liberdade estava dada? Abracei sua cintura e o girei na cama, começando a estocar praticamente antes que estivéssemos novamente no colchão. Suas unhas encontraram minhas costas, seu ronronar meus ouvidos. Encontrávamo-nos violentamente, balando junto a nós toda a cama. Seus olhos ainda estavam nos meus, seus azuis profundos buscando o infinito na floresta de minha íris. E seu olhar devasso era a coisa mais erótica que existia dentro daquele ambiente.
Apesar de nem ter sido quase tocado, não demorou em ele sujar meu ventre com sua essência. E depois de tanto estímulo, os apertos de seu interior favoreceram para que eu também não fosse muito longe.
–- R-Recomponha-se. -- ofegou, as falanges acariciando meu pescoço. -- Dei-me mais de você. -- sorriu ao final da frase.
Deitei sobre seu peito.
–- O que farei com você? -- meu desabafo era baixo e em tom de piada.
–- Me saciará. -- abraçou minhas costas, cruzando as pernas em meu quadril, se insinuando sutilmente.
–- Mello... Não me pensa o impossível, ainda. -- procurei seus lábios, e ainda não totalmente excitado voltei a investir contra ele.
–- Devagar... -- pediu. -- Do seu modo... Como você gosta... -- sua testa se apoiava a minha, suas mãos segurando meu rosto para quando quisesse poder beijar-me novamente.
–- O que há com você? Por que faz esse tipo de coisa comigo? -- uma funda e forte estocada lhe arrancou um suspirou piado. -- Cadê o Mello mandão e pervertido?
Ele não respondeu em palavras, apenas gemidos desconexos. A adrenalina em meu sangue já estava em alta devido ao primeiro orgasmo, e nem tempo de recuperação eu tive, diga-se de passagem.
E assim, a mesma coisa aconteceu, não demoramos a nos desfazer. Tive me abdômen sujo novamente, enquanto eu reenchia o interior do loiro.
–- Hahaha. -- ele riu, sendo abraçado por mim. -- Coisa boa... -- selou meus lábios. -- Você fala muito palavrão naquelas horas.
–- O que quer que eu faça? Reze?
–- Você parece desesperado, na verdade.
–- E eu estava. Mello. Sério, olha para mim quando me retirei e joguei-me para o lado. -- desapoiou o rosto de meu corpo. -- Se masturba olhando pro espelho. -- ri com meu comentário. -- Não vai precisar nem você tirar a roupa. Suas caras e bocas enquanto provoca... Não são normais. -- suspirei. -- Só assim você entenderá do que eu falo.
–- Okay, não faço mais.
–- Ei! Eu não disse isso. É só que ajude o coração do Matt aqui a sobreviver até a velhice.
–- Ah, Matt... -- fez biquinho, circulando com o indicador de esmalte descascado sobre meu peito levemente arranhado. -- Eu gosto quando você é selvagem. Você fica mais sexy assim. Quando toma a iniciativa de não fazer do seu jeito. Mas eu gosto do seu tradicional... É gostoso, e não tão carnal. Não tem muito... -- parou para pensar. -- Somente a questão do prazer para ambos. Você faz parecer que só existe você e o amor que fazemos.
–- Independente de como fizermos... Eu nunca vou transar com você, okay? Faremos amor, sempre... -- o abracei, beijando seus cabelos espalhados em mim.
–- Desculpa por você não ter sido meu único, durante todos esses anos...
–- Não ligo para isso, você está comigo e é o que importa e sempre importou para mim, esqueça o resto. Durma, ao meu lado, durante o tempo em que respirar... Seja meu, e só meu... Sempre.
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