Um Amor Para A Vida Inteira?!

57 Enquanto eu viver, você não o machucará


Notas iniciais
Yoo o/ Nossa, fiquei um tempo sem postar, né verdade? Mas é que eu estava trabalhando no final de duas fics, e isso me consome. Mas acabou uma e agora só me resta a outra, fica mais fácil. x3 desculpa!

–- Que pena que você já, Mello. -- Near agarrava-se ao corpo do loiro ao meu lado.

Raito e L já havia indo embora, e sinceramente não pude deixar de perceber o olhar malicioso que os dois tinham em seus olhos, posso até opinar sobre o porquê da ida embora tão cedo...!

–- Pois é, passamos a tarde aqui. Acho que já está em nossa hora. -- Mello sutilmente se separou do outro.

–- Ei, Matt, chega mais. -- BB me chamou novamente para dentro de casa, Mello e Near permaneceram conversando na porta, porém o loiro me seguiu com os olhos.

–- Sim?

–- O Nate anda indo muito bem com a questão reabilitação sobre o amor pelo seu homem, mas nem pelas recaídas que de vez enquando ele tem comigo, ele deixou de te ajudar nos preparativos do seu casamento. -- o outro tinha um olhar acusador na última parte da frase.

–- Eu sinto muito por pedir ajuda a ele, mas é que eu realmente não tinha ninguém que pudesse fazer isso.

–- Te entendo, não se preocupe, a questão é: quanto mais longe do Mello ele ficar será melhor para ele.

–- Olha só BB, eu entendo, o Mello entende, -- me remexi de uma perna para outra. -- mas os dois são amigos, apesar de todo esse rolo. Não acho certo privá-los desse sentimento.

–- Você está tentando dizer então que não se importa com o fato do Near mesmo que pouco ainda sofra com esse sentimento?

–- “É, eu realmente não me importo nenhum pouco, já não foi suficiente o ano que eles dois passaram juntos?!” Não é isso, pelo menos não completamente. O Mello também sente saudades do Near às vezes, não no segundo sentido, mas de sua amizade, foi por isso que ele veio aqui hoje, e por mais que o Near o ame, eles ainda são amigos, de tempos. Isso não é uma coisa que se pode tirar de uma hora para a outra das pessoas.

–- Matt... -- apontou para mim. -- Só eu sei o que ele passa aqui dentro dessa casa, ok? Já peguei o Near chorando em todos os pontos desse lugar. Ele é a minha criança, e eu não quero vê-lo sofrer mais. Por isso, faça o favor de manter o seu loiro longe dele.

–- Não farei isso.

Ele passou a mão nos cabelos, estava furioso.

–- Já disse dos meus motivos, continuo com o mesmo pensamento perante a isso, a frequência das visitas já diminuíram, tudo foi reduzido de 100% para 10%, e acho que isso é o máximo que podemos fazer. Sinto muito, mas o resto é com você e ele. -- falei tudo na mais calma que pude.

–- Olha aqui, -- segurou as abas de minha jaqueta. -- se o Nate tiver outra recaída porque viu o Mello, eu juro que faço você pagar pelo sofrimento dele, não só você como o outro. -- seu hálito roçava em meu rosto, o olhar vermelho me fuzilava.

–- Toca no Mello e aí nós vamos ver quem sairá machucado. -- cerrei os dentes, ele não é louco de tocar um dedo nele.

–- EI! Ei! -- Near se aproximou. -- O que está acontecendo aqui, BB?

Estapeei a mão do outro de forma que ele largou minha jaqueta, a ajeitei, tirando um cigarro do bolso da calça e acendendo com um isqueiro.

–- Nos vemos depois, Near. -- olhei para o albino, mandando um olhar de soslaio para Beyond. -- Vamos, amor. -- fechei a porta quando saí por ela.

–- O que foi aquilo? -- perguntou praticamente imediatamente.

–- Nada que necessite atenção ou preocupação. -- joguei a fumaça fora.

–- Quer mesmo que eu acredite nisso? Vocês estavam quase se estapeando no meio da sala. -- parou em minha frente, me impedindo de abrir a porta do carro.

–- Em casa a gente conversa. Entra no carro.

Ele fechou a cara e saiu batendo os pés e eu ri de sua birra. Joguei o cigarro no chão, pisando na ponta, abri a porta do automóvel e entrei.

–- Não fica com essa cara, -- segurei seu queixo, fazendo-o olhar para mim. -- eu disse que quando chegarmos a casa conversamos, não foi?

–- Foi.

–- Aqui não é o lugar para esse tipo de conversa.

–- Está bem, está bem. -- revirou os olhos.

Não pude deixar de rir com o quão infantil ele estava sendo.

–- Eu realmente, realmente, preciso parar de mimar você. -- dei partida.

–- Ora, e o que isso tem a ver com o que aconteceu agora?

–- Você não vê? Se você não fosse uma pessoa mimada, com certeza iria aceitar o fato ‘conversamos em casa’.

–- Eu não sou mimado. -- cruzou os braços, o bico enorme nos lábios.

–- Sim, você é, e sabe disso. -- coloquei a mão sobre sua coxa.

–- Se sou a culpa é sua.

–- Sei disso. Não nego. -- acabei rindo disso.

O caminho até em casa eu poderia dizer que foi feito mais rápido do que o normal. Não que nossa casa fosse longe, mas tudo poderia ter sido um pouco mais adiado. Mello foi o primeiro a sair, entrando em casa batendo os pés e com os braços cruzados na frente do corpo.

–- Ah, Mello, tira essa cara. -- coloquei as chaves sobre a estante.

–- Vamos, vai contar ou não vai?

–- Você é bastante insistente. -- passei as mãos pelos cabelos. -- O BB estava falando que não era mais para você ir visitar o Near, por que ele está se dando bem com a tal ‘recuperação’ e que te ver poderia causar um efeito contrário. -- permanecia na porta, olhando diretamente para o rosto dele. -- Ele disse que caso ele tivesse uma recaída eu pagaria para ver o que aconteceria comigo... E com você. -- tirei minha jaqueta. -- Mas você sabe que eu simplesmente não vou fazer nada do que ele disse, apesar de tudo você e o branquelo lá são amigos. Ele não vai tocar um dedo em você. -- passei a mão pelos cabelos do outro.

–- O BB disse isso? -- tinha os olhos levemente arregalados.

–- O Beyond não é santo, Mello. Ele é tão possessivo com o Near quanto eu sou com você e você comigo.

–- O Near está diferente, não vejo motivos para o Beyond estar nessa insegurança toda...

–- Realmente ele está bem diferente. Admito que até eu estranhei as atitudes dele hoje. -- sorri de leve.

–- Matt... E seus pais...

–- O que tem? -- franzi o cenho, ele nunca tocava nesse assunto.

–- Quero dizer, eles ainda estão vivos, você sabe disso, tanto que eles põem dinheiro em sua conta de vez enquando, mas como eles reagiriam... S-Se descobrisse que o filho dele vai casar com outro homem?

–- Eu realmente não acredito que VOCÊ está me dizendo isso. -- apertei os olhos. -- Eles não participaram nem da metade de minha vida, quem são eles para dizer com que eu devo ou não casar? Não estou nem me importando com o que o Roger pensa, imagine os velhos. A questão do dinheiro é por causa do orfanato, não tem nada a ver comigo.

–- Está bem, eu não toco mais nesse assunto. -- virou o rosto para o lado.

–- Faz bem. -- peguei a sacola dos doces da mão dele e segui para a cozinha.

Tirando os de dentro da sacola de papel, e pondo dentro da geladeira.

–- Vou subir, estarei tomando banho. -- fala subindo as escadas.

–- “Meus pais... Grandes coisas”.

Eu nunca havia pensado neles desde esses tempos todos para cá. Essa foi a primeira vez que eles me passaram pela cabeça, e definitivamente eu não me importo nem um pouco com o que eles acham ou deixam de achar como estou. Tudo que se eu estivesse de bem com eles Mello e eu poderíamos viver em condições bem melhores. Mas não acho que isso seja importante, não é para mim, e creio que para ele também não.

Subi as escadas devagar, sentando na ponta da cama, a espera da porta do banheiro se abrir. O barulho do chuveiro cessou, e logo a porta rangeu enquanto se abria, revelando um loiro molhado, enrolado em uma toalha preta. O acompanhei com os olhos, seguindo-o para frente do guarda roupa e enquanto ele se vestia.

–- Mello.

–- Eu? -- me olhou.

–- Vem, deixa que eu seque seu cabelo.

Caminhando até mim, sentou na ponta da cama, me levantei, ficando de frente para seu corpo com as mãos em seus cabelos.

Esticando a mão pegou a barra de chocolate que descansava em cima do criado mudo.

–- Está tarde, por que os molhou? Vai acabar pegando um resfriado...

–- O coque se desfez, não foi exatamente minha culpa.

–- Mais cuidado na próxima. Põe um casaco, está começando a nevar, a noite vai ser fria. -- abaixei em sua frente, seus olhos azuis se desviaram da barra em sua mão para meu rosto.

–- Certo. Você deveria ir logo para o banho, já que está esfriando mais.

–- Não se preocupe comigo, agora vista algo. -- beijei sua testa.

A demora não foi muita e logo eu estava na cama, o PSP em minha mão, e ele deitado sobre a minha barriga com um livro apoiado nela. Um bocejo dado pelo outro e fui me certificar que horas eram. Quase doze da noite.

–- Está com sono, não é? -- acariciei seus cabelos.

–- Um pouco, ainda consigo aguentar.

–- Seus olhos estão avermelhados, você não aguenta. -- sorri para ele.

–- Deixe de brincadeira, eu não sou criança, Matt. -- fez bico.

Esperei o jogo terminar de salvar e desliguei, tirando o livro da mão do outro o deitei na cama.

–- Ei... Eu estava lendo... -- olhou para o lado.

–- Eu sei, você estava lendo, falou muito bem. -- esfreguei nossos narizes.

–- Se sabia por que tirou o livro das minhas mãos? -- seus braços cruzaram-se atrás de meu pescoço.

–- Bom, eu gosto de sua atenção. -- selei de leve seus lábios.

–- Você a tem. -- sorriu de leve. -- Sempre que quiser. -- beijou minha bochecha. -- E quando casarmos? Será ainda como é agora?

–- Estamos bem o suficiente para dizermos que já somos meio casados... -- cocei minha nuca. -- Então, creio que só vamos oficializar as coisas em um papel.

Não é?

–- Haha, você deve estar certo. -- segurou minhas bochechas, beijando meus lábios de forma doce.

Ao abrir meus olhos, os dele ainda permaneciam fechados, enquanto sua língua deslizava por cima do desenho de sua boca. Ele sorriu, ainda mantendo os orbes escondidos. Segurei seu corpo, o abraçando por completo, notei seu espanto pelo ofego assustado que ele soltou, mas logo seus braços passaram por minhas costas, apertando entre os dedos o pano do moletom.

–- Enquanto eu estiver aqui... Ele não vai tocar um dedo em você!

Notas finais
~~ BB querendo abrir as asasinhas. ~~ Digo nada u.u Até o proximo o/