Notas iniciais
Yooo ~|~
A pedido da Izumi-chan esse capitulo eh do BB e do Near :3
~tia, desculpa mas eu nao fiz lemon :x sei lah, nao consigo pensar me nada realmente bom para fazer entre eles, entao fico te devendo :3
'3' Boa leitura o/

Faz três dias desde que o Beyond teve alta. Estamos em abstinência desde então, o médico recomendou que ele não fizesse esforço algum. Estou puto com isso, mas temos que acatar a ordem.

-- Near...? – BB adentrou o quarto.

-- Oi? Algum problema?

-- O L acabou de sair, vai encontrar com o Raito no shopping. – estava parado na porta, somente a me olhar.

-- Vem, senta aqui. – dei leves tapas sobre a cama o convidando.

Caminhando lentamente sentou ao meu lado. Apoiei minha cabeça sobre seu peito, recebendo um leve cafuné sobre meus fios brancos. Meus dedos faziam varias linhas imaginarias sobre sua blusa preta, brincando com os pequenos detalhes em relevo.

-- Medico puto aquele viu.

-- Hahaha, mas é o trabalho dele, amor.

-- Mas Nate! Ele poderia me deixar sem qualquer coisa, mas sem sexo?! Poxa, ele quer foder com a minha vida desse jeito.

Senti os músculos de seu tórax se enrijecendo, seus batimentos cardíacos tinham saído um pouco de controle, mas ele não pode se enfurecer.

-- Se acalma... Logo, logo poderemos...

-- Logo, logo? Se não me engano ele nos deu duas semanas, certo?!

-- Sim, mas antes você terá que fazer exames, para confirmar que pode.

-- Grande sorte eu tenho. – a ironia em sua voz era nítida até para quem não estivesse na conversa. – Estamos a sós em casa e eu não posso ter você...

Seus braços se apertaram ao meu redor, trazendo meu corpo um pouco mais para cima. Meu rosto estava próximo ao seu, deslizei meus dedos finos por sua bochecha, encarando seus olhos, cacheando uma mecha de seus fios extremamente negros.

-- Beijo não é sexo.

Sussurrou enquanto roçava seus lábios aos meus. Seu halito de geleia de morango se fez sentir, tão doce e enjoado. Mas que eu amo. Seus lábios se moviam lentamente sobre os meus, sua mão deslizava por minha espinha coberta, a outra acariciava de leve meus curtos fios da nuca.

Seu toque faz com que um crescente calor surja em meu corpo. Não podemos ir adiante.

-- Não podemos extrapolar... Lembre-se disso.

-- Eu sei... – beijava meu pescoço, mordendo de leve, me fazendo soltar um baixo ofego. – São duas semanas sem te usar, Near. Sem poder ouvir você gemer loucamente o meu nome... Entenda como me sinto.

-- Eu sei, meu bem. Mas é para seu próprio bem. Por isso não reclame. – o repreendi, não de forma dura e grossa.

-- Tá de complô com o medico, amor?

-- Não, eu jamais faria isso, tenho tanta necessidade quanto você.

-- Mas temos tantas outras coisas para fazer alem de sexo, BB...

-- Tipo?

-- Jogar vídeo game, assistir algum filme, podemos sair, visitar o Mello e o Matt quem sabe...

-- Visitar aqueles dois? Isso esta fora da lista de coisas para se fazer.

-- Mas por quê?

-- Por quê? Você ainda pergunta? Não to a fim de ficar perto de você e você começar ter aquelas suas recaídas pelo Mello “gostoso”.

-- Então você admite que ele seja gostoso?

-- Sim, sim, ele é. Eu pegaria fácil. Mas não siga o meu exemplo. – disse a ultima frase em um tom mais divertido. – O Mello parece ser uma pessoa amável, compreendo a sua feição por ele, mas também não gosto dela, me faz parecer que eu sou apenas uma distração para seus sentimentos com ele.

-- Posso confessar que talvez no inicio do nosso relacionamento realmente fosse assim... Mas agora, apesar de ainda ter um pouco daquele sentimento que sempre tive pelo Mello, sinto coisa maior por você, não por ele.

-- Fico feliz que estou ajudando você a fechar a porta do sentimento para o Mello em seu coração, -- suspirou antes de prosseguir – Ele esta sendo bem cuidado, o Matt parece ser alguém bastante protetor.

-- E ele é... Até demais eu diria...

-- Near, como era seu relacionamento com o Mello quando ele ficou um ano com você?

-- Eu e o Mello? Bem podemos dizer que eu tecnicamente era a prostituta do Mello... Só servia para alivio, por que ele ama o Matt, não queria dar o braço a torcer e voltar para ele. Então eu apenas servia como instrumento de foda, vamos pôr assim.

-- Instrumento de foda?

-- É... Mas eu até que gostei, apesar de não rolar sentimentos por parte dele, eu pelo menos fiquei próximo... Dele, como não tive chance alguma de ficar no orfanato. Mas vamos parar de falar disso, não posso pensar demais no Mello, ainda estou em terapia.

-- Ok, ok, se você tivesse uma recaída eu iria me culpar, afinal foi eu quem puxou o assunto a mesa.

-- Pois é, mas vamos de algo que seja de interesse mutuo.

-- Quer saber de algo?

-- Quero saber como que você e o L começaram aquele seus envolvimentos com incesto.

-- Simples, eu amava o L e o L a mim, quer dizer eu ainda amo. Somos gêmeos, né, Near. É uma ligação que quem não tem irmão não compreende. – sorriu, voltando a acariciar meus cabelos.

-- Mas como começou? Quem tomou a iniciativa?

-- Eu, numa noite de chuva, eu disse a ele que eu iria esquenta-lo, ele não questionou... E depois daquela noite até no verão ele me pedia para deixa-lo quente.

Aproveitando a proximidade em seu pescoço, aspirei seu perfume. Ele calou-se. Prendia a respiração e parecia tenso. Deslizei minha mão por seu peito, indo a seu pescoço, acariciando a sua nuca e cabelos. Forcei brevemente sua cabeça de encontro a minha e seus lábios em consequência eram meus.

-- Chega de conversa...

Ele concordou em silencio, continuando a me beijar calmamente. Sua mão apertava minha nuca, com força desnecessária –típico dele- a outra apertava igualmente a minha nuca, minha cintura.

-- Lembre-se que não podemos extrapolar.

-- Eu sei, eu sei... Lembre-se que você disse, sem conversa...

Um selinho foi depositado em meu nariz, enquanto mirava seus enormes orbes vermelhos. Tão intensos e tão cheios de amor. Deslizei meus dedos por sua bochecha.

Do jeito que estamos até os mínimos beijos podem excitar, mas ele parece não estar ligando. Mas eu estou!

-- Para, BB! – meu corpo já estava para ser imprensado contra o colchão, com o viciado em geleia sobre mim. – Não podemos, lembra?!

-- AAAH! Isso vai me enlouquecer! – passou a mão pelos cabelos e sentou sobre os calcanhares.

-- São só duas semanas... Mas em compensação nós realmente não temos nada para fazer. Estamos sozinhos e poderíamos estar aproveitando...

-- Viu, eu disse a você, estamos sem opção, mas você, como um insistente que é, disse que nós teríamos algo. – fez um bico do qual roubei um selinho.

Eu estava na mesma posição que ele, sentado sobre meus joelhos e somente o encarando. Ele estava uma graça irritado por estar em abstinência.

-- Ah... – suspirou soltando o ar de vez pela boca entre aberta. – Vem aqui, vem.

Me abriu os braços e me acolheu entre eles.

-- Eu te amo, pequeno Nate...

-- Eu te amo, BB...

Notas finais
~Espero que tenha gostado~
Fico te devendo um lemon :3
Ateh o proximo o/