Notas iniciais
Hey meus lindos. Aí está, mais um capítulo ^_^ muito bom escrever essa fic

Levantei cedo da cama, queria por em ordem minhas tarefas e pensamentos. Marceline tinha me permitido muito pouco tempo para pensar na nossa relação, e isso estava me deixando louca. Eu nunca a tinha visto daquela forma, para mim, Marceline era apenas minha amiga, assim como a de Finn e Jake, nada mais. Tudo bem que eu sempre achei ela linda, e gostava do seu jeito rebelde e charmoso, e que eu ficava desnorteada com aqueles lindos cabelos de ébano e o corpo escultural da rainha dos vampiros, e... ESPERA! Que pensamentos são esses? Não sei, tudo está tão confuso... Sempre quis abraçá-la e poder cuidar de seu coração amargo. Descobri um pouco sobre ela, e soube que seu pai não se importava muito com ela, e ela tinha uma trágica história de infância, e só de ouvir suas músicas, eu já sabia que embora fosse forte e decidida por fora, ela era extremamente delicada por dentro. Eu simplesmente gostava de cuidar das pessoas, e tentava ser gentil ao máximo. É assim que eu sou. Marceline apenas tenta dar um jeito de suportar tudo e fica animada em pequenos momentos, com os amigos ou sozinha numa aventura. Simples, mas complexa, assim é Marceline.

Fiquei pensando enquanto trabalhava assinando papéis, enviando cartas e ajudando o povo doce.

No começo da tarde, ajudei um cidadão do Reino Doce a reunir suas ovelhas para a colheita do algodão-doce, e depois disso, voltei ao meu castelo para almoçar. Pouco depois disso, o Mordomo Menta me avisou de que tínhamos uma convidada a espera, e corri para o portão. Ali na minha frente se encontrava ela, a rainha dos vampiros, em suas habituais roupas simples e seus lindos cabelos negros quase tocando o chão. Assim que a olhei nos olhos, ela sorriu com malícia e piscou para mim, que ficou ruborizada logo em seguida. Então, ela começou a falar:

-Já se decidiu?

-Ma-Marceline, você mal me deu tempo pra pensar no assunto. Entre, vamos conversar no meu quarto, alguém pode nos ouvir aqui -Falei, nervosa.

-Ok.

Ela então entrou dentro do castelo. Começou a flutuar pouco acima do chão, e tirou seu enorme chapéu, suas luvas e suas botas, que estavam enlameadas. Perguntou então:

-Tem alguma coisa pra comer?

Revirei os olhos, e pedi a um servo doce pra fazer um prato de morangos, e pouco depois, Marceline já havia sugado sua cor. Após lamber os lábios, ela pegou minha mão e foi me puxando pelos corredores do castelo. Falei:

-É pelo outro lado, você vai parar no laboratório assim, Marceline!

-Ah, foi mal. Melhor eu te seguir então -Disse ela, estendendo sua mão para guiá-la. Tentei recusar, mas ela insistiu sem ao menos falar. Completamente vermelha, peguei sua mão e puxei-a até meu quarto. Finalmente, depois de muitos corredores e escadas, chegamos no meu quarto, e Marceline se deitou, ou melhor, foi flutuar em cima da cama. Sem reação, eu sentei num puff. Ela me olhou com curiosidade, e depois falou:

-E então?

-Bom... Não sei. Tenho uma porção de perguntas.

-Então comece pela mais fácil.

-Desde quando você, e eu...

-Desde quando eu gosto de você? Ah, já nem sei. Desde que te vi, eu te admirava em segredo, e... Lembra quando te dei a camisa, e só depois fiquei sabendo que você dormia toda a noite com ela? Não sei, eu simplesmente me apaixonei.

-É forte o suficiente pra você chamar de paixão? -Falei, quase num sussurro.

Ela assentiu, e tirou algumas folhas de dentro da blusa. Pegou elas, e me mostrou. Eram desenhos, e de mim. Cada detalhe meu estava ali desenhado, e eu olhava aquilo com fascinação e surpresa.

-Mas... Por que você fingia me odiar? -Falei

-Eu... nunca te odiei, só não sabia como reagir. Achei que guardar esse sentimento pra mim iria ser melhor, mas depois de alguns anos foi ficando insuportável. E agora que eu soube que o Finn partiu pra outra e você dispensou ele, eu achei que podia ter uma chance... -Falou ela, cabisbaixa.

-Achou que eu iria acabar com o Finn? -Falei, dando risada -Mesmo que ele seja um cavalheiro, e muito fofo, ele é novo demais, e não entende que eu preciso de alguém mais experiente e que entenda que eu tenho meu reino para cuidar. Quem sabe, você possa ser essa pessoa, Marcy.

Ela levantou o olhar para mim, e flutuou até meu puff. Me olhava como se tivesse esperança. Me levantei e envolvi meus braços em seu pescoço, abraçando-a, com todo o afeto que eu tinha.

-Não acredito... -Falou ela, tão baixo que pensei ter sido um pensamento — Isso é tão... bom.

Ela olhava perplexa para mim, enquanto eu apenas me aconchegava no seu abraço quente.

Não sei se passaram segundos, minutos ou horas que nós passamos ali juntas, mas um tempo depois, perto do pôr-do-sol, nos despedimos, e eu fui dormir, usando com todo carinho a camisa de Marceline.

Notas finais
Obrigada por ler, vou até pedir pra dona tromba te fazer uma torta de maçã >3