Um Amor Na Terra De Ooo
2 Capítulo 2 - Explicações de Finn
Notas iniciais
Acordei cedo, como sempre, e pelo que sei, o mordomo menta me levou para a cama. Levantei da cama, vesti um vestido cor-de-rosa, e fui para a sala de jantar comer um pudim de café da manhã. Durante a manhã, fiquei horas tentando criar poções para meus experimentos químicos, e enfim cheguei ao que eu queria: uma poção de voo.
Mais tarde, quando eu estava com o Canelinha e outros seres doces, formando uma orquestra com pirulitos, Finn e Jake apareceram. Surpresa, acenei até eles virem na minha direção. Jake disse:
-Fala aí Jujuba, algum monstro pra gente detonar?
-É, eu to amarradão -falou Finn.
-Deixa eu me lembrar... Ah é, tem um ciclope comendo todo o algodão-doce das ovelhas na parte leste do reino. Podem dar um jeito nele, meninos? -falei.
-Já é! -disse Jake, já indo para o leste do reino.
Finn me olhou por um momento e depois foi correndo ao encontro de Jake. Confusa, continuei a me divertir com o povo doce.
Mais tarde, um pouco depois da hora do almoço, Finn e Jake chegaram, e eu estava no castelo doce, na enfermaria, cuidando de um biscoito vivo que estava doente. Jake segurava a cabeça do ciclope, e foi logo falando:
-Foi melzinho na chupeta, mas agora eu tô faminto. Tem alguma coisa pra comer, Princesa?
-Fiz espaguete para vocês dois, está na cozinha -falei, tirando o termômetro da boca do sr. Biscoito.
-ESPAGUETEEEEEEEE! -gritou Jake, soltando a cabeça do ciclope no chão e correndo para a cozinha.
Finn pegou a cabeça caída no chão, olhou com lamento para mim e falou:
-Olha Princesa Jujuba, desculpa por ontem. Mas sabe que eu sentia muitas coisas antes, e isso me magoava muito.
-Tudo bem, Finn. Sinto muito se eu te fiz mal, não era minha intenção, mas sabe... Eu tenho 18 e você 13, e eu preciso cuidar do meu reino. Desculpe por tudo o que eu fiz você passar -falei cabisbaixa.
-Valeu Princesa, até mais. JAKE, ME ESPERA! -disse ele e então foi correndo para a cozinha.
Dei um pouco de leite mágico para o sr. Biscoito, e ele ficou melhor. Me despedi dele e dos meninos, e sentei na sala da lareira para ler um livro. Não conseguia me concentrar, pensava no que tinha acontecido entre eu e Marceline. Desde quando ela queria contato físico comigo? Ela me odiava! Ou será que isso tudo era pra mascarar algum sentimento a mais? Argh, eu estava confusa demais. Eu sempre tentei ser gentil com todos, e com ela não foi diferente. Sempre admirei seus longos cabelos negros como a noite, e o jeito bagunçado e fofo dela e... Não, espera um momento. De onde vieram esses pensamentos? Eu tenho o meu reino e... Preciso cuidar dele, e é minha responsabilidade, não posso me relacionar, nem com ela, nem com Finn, nem com ninguém, e assim é melhor para todo mundo.
Fui para o banheiro tomar meu banho. Enchi a banheira de água quente, e enquanto a fumaça subia ao teto do banheiro, fui tirando minha roupa. Deitei devagar na grande banheira, e amarrei meu longo cabelo grudento num coque simples. Enfim relaxei e me deixei levar pela água quente. Senti um leve movimento na água. Achei que era impressão minha, mas vi novamente um sutil movimento na água. Saltei pra fora da banheira rapidamente, com um grito. Vi algo cinza sair da água, e me apavorei. Me enrolei na toalha, e estava correndo para a porta, avisar os guardas, quando senti algo pegar meus ombros e me pressionar contra a porta. Vi Marceline, os cabelos encharcados, juntamente com as roupas, e surpresa, fiquei apenas parada. Ela sussurrou:
-Shhh, calma princesa rosada, sou eu.
-Marceline, qual é a sua? — falei.
-Ué, vim ver você
-Disso eu sei né bobona, quero saber por que você está fazendo isso... expressando tanto... afeto por mim -falei, ruborizando de imediato.
-Não é óbvio? Sempre tive uma quedinha por você, chiclete.
-É jujuba. Mas explique isso melhor. Você me odiava!
-Era mentira.
E assim, ela caminhou até mim, nossas respirações ofegantes no banheiro quente sendo o único som ali presente. Séria, ela pegou minha mão, e colocou no meio do seu peito. Nada pude ouvir, pois ela era meio-morta, é óbvio. Mas entendi a intenção.
-Se aqui tivesse um coração, ele estaria pulsando por você, Princesa -disse ela.
-Mas... mas... isso tudo é tão vago. Como as coisas acabaram assim? Estou confusa.
-Então te darei um tempinho pra pensar. Até amanhã está bom?
-Amanhã? mas é cedo dema...
Nem completei a frase quando ela saiu pela janela. Perplexa por ela ser tão inflexível, esvaziei a banheira e enchi novamente. Não queria cabelos da Marceline ali. Acabei meu banho, tentando pensar numa maneira de isso acabar em algo bom. Concluí que ao menos tentaria, com Finn não deu certo tentar esquecer, mas quem sabe Marceline... Quem sabe as coisas pudessem funcionar. E ninguém saíriam machucado dessa vez. Até que éramos parecidas, quer dizer, éramos de certo modo da realeza, gostávamos de aventuras, música... Talvez até uma da outra.
Vesti minha camisola, ainda me perguntando se aquilo daria certo, e fui para a cama.
Fale com o autor