Um Amor Na Terra De Ooo
1 Capítulo 1 - Aflição
Notas iniciais
Lá estava eu, descendo as escadas do meu palácio doce, enquanto ouvia o barulho de alguém batendo na porta, além da chuva. Ajustei minha camisola, e mandei o mordomo menta abrir a porta para mim. Lá estava meu fiel amigo e protetor Finn, o humano. Embora ensopado pela chuva, ele parecia decisivo em algo. Olhou para mim e falou:
-Princesa, precisamos conversar.
-Claro Finn, mas por que não esperou até amanhã?- Disse eu
-É que, sabe o que que é... eu não aguentava ficar com o mesmo pensamento na cabeça.
Assenti com a cabeça e convidei-o para a sala da lareira para sentar-se e tomar um chá. Então prossegui:
-Então... o que é assim tão importante pra você vir me dizer logo agora no meio da noite?
-Princesa... eu estou apaixonado. Mas pela Princesa de Fogo. E você sabe o que eu sentia por você antes, e eu quero que saiba que se eu me distanciar, é por que as coisas estão ficando difíceis. Então não se meta na minha vida, ok, Princesa?
-Mas Finn...
-NÃO SE META! -ele disse de repente, e saiu correndo.
Não entendendo direito o jeito brusco, fui terminar meu chá, mas acabei derramando na minha camisola. Arquejei com a queimadura, fiz cara feia e pedi aos meus servos doces para cuidarem da bagunça enquanto eu trocava de roupa. Corri ao meu quarto, tirei a camisola cor-de-rosa manchada do corpo, e joguei-a no cesto de roupa suja. Quando me virei para o armário, caí no chão com o susto. Marceline estava em sua forma de morcego, voando na minha frente, molhada da chuva. Transformou-se em sua forma natural, riu e disse:
-Que foi Princesa? Não esperava que eu passasse tão facilmente pera sua segurança?
-Marceline, o que faz aqui? -Falei em tom de repreensão.
-O que mais eu faria? Vim me abrigar da chuva é claro. E comer um pouco das suas tortas de morango -Disse ela rindo e sugando a cor vermelha de um morango que estava em sua mão.
Me levantei, bufei e peguei sem perceber a blusa que Marceline havia me dado, de uma banda que ela gostava. Ela, ao ver a camisa, pegou da minha mão e saiu flutuando para o canto do teto do quarto. Eu gritei:
-DEVOLVE ISSO, MARCELINE!
-Por que? Fui eu quem dei. Eu ia pegar pra mim de volta, mas fica bem em você. Aliás, você fica uma gracinha usando minha blusa de pijama -Disse ela e assim, ela colocou a blusa em mim e continuou perto de mim, e eu comecei a andar para trás inconscientemente, até ficar entre Marceline e a parede. Ela deu um sorrisinho de sarcasmo, me prendeu com os braços e desceu até seus pés tocarem o chão, e após isso, ela chegou ainda mais perto de mim, e segurou minha cintura com a mão esquerda e a outra segurou meu queixo, enquanto eu ficava imobilizada e sem reação. Ela pôs a língua bifurcada para fora da boca, e lambeu de leve minha bochecha. Achei estranho, mas depois ela me fez ruborizar enquanto traçava uma linha de beijos da minha bochecha até minha clavícula. E eu, em um momento de confusão, fiquei imóvel, me deixando levar pelo momento. Nunca me dei conta de que Marceline poderia querer algo comigo, ainda mais no sentido físico. Por que agora? será coincidência? Mil perguntas me viam à mente, e nem sequer percebi quando ela foi embora. Fiquei apenas ali, sentada e imóvel, pensando sobre o que tinha acabado de acontecer.
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