Um Amor Muda Tudo

6 Quem é a sua avó Nathalie?


O time estava todo reunido no laboratório , não sabiam o que iriam fazer, estavam esperando Tasha acordar, provavelmente irritada por ter sido dopada.

— Já pensaram o que vamos fazer com a mine Zapata? — Questionou Rich.

— Um problema por vez Rich! — Pediu Patterson. — A Tasha está descansando, e Reade você me autoriza realizar um exame de DNA na Nathalie? — Perguntou Patterson.

— Sim claro! Mas não acha que ela está nervosa demais para já chegarmos tirando amostra de sangue dela? Porque não tentamos algo mais suave? —?Sugeriu Reade.

— E quem é a pessoa mais indicada com phd em filho adolescente aqui na sala? — Disse Patterson.

Todos olharam para Jane, ela tinha conseguido com muita dificuldade contornar a situação com a Avery, e hoje se davam super bem.

— Porque vocês estão olhando pra mim assim? — Se questionou a mulher tatuada. — Tudo bem, eu vou conversar com ela, se ela for igual a mãe, me desejem sorte. — Falou Jane respirando fundo.

— Você consegue meu amor, você já fez isso antes. — Se derreteu Kurt passando total confiança para ela.

Nathalie estava totalmente sem paciência esperando Tasha voltar para lhe levar em bora, quanto a porta se abriu a garota revirou os olhos em protesto por não ser quem ela esperava.

— Oi Nathalie eu sou a Jane, está tudo bem? — Jane começou timidamente.

— Defina bem pra mim. Porque já fazem horas infinitas que estamos aqui, discutindo e nada vai pra frente. — Explicou a garota. — Diga que você vai me levar embora pra casa e eu serei eternamente grata. — Falou Nathalie.

— Queria muito te levar embora para sua casa. Eu sei como é se sentir com medo, eu já estive desse lado da mesa. — Se recordou Jane.

— Ainda bem que você me entende, eu espero muito que seja verdade, ultimamente eu só estou ouvindo mentiras. — Confessou ela. —E essas suas tatuagens são maneiras, doeu a do pescoço? — Nathalie perguntou.

— Eu não senti dor nenhuma. — Disse Jane com um sorriso sem jeito.

— Estava bêbada ou drogada? — Nathalie perguntou surpresa. — Porque só assim para você não ter sentido nada. — A risada entre as duas foi inevitável.

Elas conversaram um pouco, Nathalie contou um pouco da história dela e a Jane também contou um pouco da sua, pareciam terem se dado muito bem.

— Nathalie estamos precisando de uma amostra de sangue sua para análise. — Jane tentou ser cuidadosa.

— Ah claro! — Lorna recuou. — Claro que não Jane! A Natasha não quis vim pedir, não acreditou no que eu falei não é? — Perguntou Nathalie irritada.

— A sua mãe não estava muito bem, ela foi sedada, ela está num nível de stress muito alto, ela precisa se acalmar. Então decidimos médica-lá. — Falou Jane vendo as expressões da garota mudarem. — A amostra de sengue faz parte de um procedimento padrão nosso.

— Como assim? Mas ela tá bem? Eu posso ajudar em algo? — Nathalie ficou bem preocupada.

Impossível a Nathalie esconder os sentimentos pela mãe, agora que estava tão perto não podia perdê-la.

— Você quer vê-la eu te levo lá. Ela está dormindo. — Perguntou Jane vendo o estado da garota.

— Não, não quero. — Ela deu uma de durona. — Só quero ir embora daqui. Você quer a amostra de sangue não é? Então vamos e depois eu quero ir embora.

— Vou ajudar você, eu prometo! — Disse Jane.

No laboratório estavam preparando a veia para retirada do sangue, e a Jane lembrou de tudo que ela passou quando chegou ao FBI, a Nathalie estava do mesmo jeito assustada, confusa.

— Ei você está tremendo? — Perguntou Jane.

— Não gosto de vê o sangue saindo. — Confessou a garota fechando os olhos.

— Vêm, me dá sua mão, eu vou ficar aqui com você. — Disse segurando a mão dela.

— Olha eu não sou nenhum bebê tá? Não estou com medo de uma furada. — A garota era durona igual a mãe, isso era nítido.

— Eu estou vendo que você está tremendo e sua veia esta sumindo, se acalma. — Disse Jane.

— É tem razão, eu quero sim que você fique. — Falou segurando a mão da agente.

No caminho de volta ela pediu a Jane para vê a Zapata. Ela estava lá dormindo, a Nathalie fez um carinho no cabelo de Tasha com os dedos mais logo tirou a mão. Não queria baixar a guarda assim tão rápido.

— Olha não é errado demonstrar sentimentos, ela é sua mãe, vocês vão descobrir a verdade juntas. — Jane viu o quanto a garota estava triste. — Esse jeito durona dela é só pra se defender, ela é uma amiga maravilhosa.

— Sem sentimentos, sem frustrações! — Respondeu a garota.

Reade apareceu na sala, queria saber como a Tasha estava, ao chegar ele deu de cara com Jane e Nathalie, ele ficou encantado com a semelhança das duas.

— Me desculpa eu não me apresentei, sou o vice diretor, me chamo Edgar Reade. — Falou ele estendendo a mão para a garota.

— Ah, então é você que manda aqui sr R? — Disse ela apertando a mão dele. — Ótimo saber, acho que você vai poder me ajudar.

— E você é a Nathalie, é a cópia da Zapata não é Jane? — Disse ele sorrindo.

— O temperamento também é o mesmo. — Respondeu Jane batendo no ombro dele lhe desejando boa sorte.

— Você quer conversar Nathalie? — Questionou Reade.

— Se a sua conversa, me fizer ir para a minha casa em algumas horas eu quero. — Disse a garota lhe acompanhando.
Foram até a sala do Reade, lá ele pegou bolinhos e chocolate quente.

— Você está com fome? Me disseram que você não comeu o dia todo. — Reade ofereceu comida a menina.

— É assim que o FBI trata os prisioneiros? Dando comida? Então os filmes estão mentido. — Ela falou bem humorada

— Quem disse que você é prisioneira? — Ele sorriu. — Você está aqui porque veio procurar a sua mãe.

— Sim e encontrei e já conversamos.

A garota e o Reade conversaram um pouco e quando ela falou sobre a avó que conheceu no México Reade ficou preocupado, sabia que a Tasha tinha perdido os pais num acidente, com as características que ela deu, ele mostrou algumas fotos pra ela.

— Reconhece essa mulher? — Questionou o agente mostrando as fotos no celular.

— Sim, é a minha vó, foi ela que me encontrou. — Afirmou Nathalie vendo a foto da suposta mãe da Tasha.

Reade saiu da sala, ainda atordoado, algo ali nos se encaixava. Ele foi pro laboratório muito irritado pedir para que Patterson investigasse mais a fundo essa história.