— Senhores passageiros estamos aterrissando, por favor coloquem os assentos na posição vertical. — As duas seguiram a orientação da aeromoça.


— Ei Nathalie, chegamos, acorda! — Patterson lhe acordou calmamente.


— Nossa, eu dormi bastante. — A garota se espreguiçava da cadeira. — Desculpa por não ter te dado atenção durante o voo, eu não tenho dormido muito bem.


— Sem problemas! — A loira disse arrumando uma mecha do cabelo dela. — Ainda acho que você deve procurar um psicólogo, seu sono é muito agitado e você tem pesadelos todas às noite. Eu entendo, você passou por um inferno nos últimos anos e eu estou aqui com você.


— Obrigada por se importar comigo.


— Sempre!


Ao desembarcarem em NY Nathalie foi correndo para sua casa, ela estava morta de saudades, e passar duas semanas longe da sua família era algo ainda difícil pra ela.


— Olha quem chegou Ryan, sua irmã! — Disse Reade a abraçando e passando a criança para Nathalie que pulava para os seus braços.


— Own meu amor, sua irmã sentiu muitas saudades sabia? — Nathalie pegou a criança no colo, lhe enchendo de carinho. — Olha como você cresceu nessas semanas que estive fora. Reade como você está?


— Estou bem! E vocês se divertiram na viagem? Onde está a Patterson?


— Ela precisou ir até um banco, mas já está vindo para cá. Como vão as coisas aqui?


— Nunca é muito fácil, o Ryan é pequeno e precisa de bastante atenção, ter uma criança em casa é mais difícil do que pensei. — Reade direcionou seu olhar para a porta. — Hey Patterson, vocês estão bem bronzeadas hein?


— Paris é incrível Reade você deveria ir também. — Ela falou cumprimentando o amigo. — Ei pequeno olha o que a sua madrinha trouxe. — Patterson lhe entregou um dos brinquedos que ela trouxe de presente.


— Reade como você está? — A loira perguntou preocupada.


— Estamos bem, não é pequeno Ryan?


— E os preparativos para o aniversário do nosso menino? O que está faltando? — Perguntou Nathalie.


— Está tudo sob controle, a sua função é cuidar do Ryan, a Patterson vai pegar o bolo e eu vou ver como está a decoração do salão. — Explicou ele conferindo se estava tudo bem.


— Ok! — Elas responderam em uníssono.


Patterson e Reade saíram de casa, deixando Nathalie com o pequeno Ryan. Além de parecidos eles tinham uma ligação muito forte, sem falar que Nathalie era louca pelo pequeno irmão, capaz de qualquer coisa para vê-lo feliz e seguro.

Os dois assistiram a um filme infantil, o garoto olhava atento às fotos que estavam na sala, tentando balbuciar algumas palavras.


— Mamã... mamã... — O garoto falava olhando algumas fotos.


— Você está vendo as fotos da mamãe príncipe? — Nathalie falava emocionada. — É a mamãe sim Ryan.


Aquilo deixava a irmã mais velha toda derretida, ela jamais se imaginou ter tudo aquilo na sua vida, e aquilo tudo ser a razão da sua felicidade.

Nathalie estava tão concentrada no garoto que não percebeu a porta se abrindo uma pequena presença se aproximando.


— Quando o Reade me ligou dizendo que você já estava em casa com o Ryan eu quis vim correndo para abraçar você. — A morena falou apressadamente entrando na casa.


— Mãe, estava morrendo de saudades! — Ela falou abraçando Tasha que acabara de chegar em casa, por um longo tempo ficaram abraçadas.


— Pensei que só iriam chegar à noite.


— Decidimos vir para ajudar. Olha Ryan, a mamãe chegou, será que ela quer brincar conosco de trenzinho?


— Claro que a mamãe vai brincar meus amores. — Tasha falou pegando o filho no colo. — Nossa, nunca foi tão longe ir ao outro lado da cidade, mas eu encontrei tudo para o aniversário do pequeno. E você? Como foi a viagem?


— Foi linda, amamos Paris! É tudo mágico lá, obrigada pelo presente, nós amamos.


— Não tem o que agradecer, vocês duas precisavam de uma pausa depois de tudo o que aconteceu.


— Ah mãe... eu pensei que tinha te perdido naquele dia. — A garota falou com os olhos marejados. — Você me disse uma vez que algo te fez acordar do sonho, mas nunca me contou o que de fato aconteceu.


— Eu nunca pensei que as pessoas sonhavam perto da morte, mas eu conseguia ouvir você e o Reade me pedindo para voltar. Eu estava tão distante de vocês, era um lugar lindo, porém eu não queria ficar lá sem vocês, na verdade eu não consigo me imaginar sem os três na minha vida. — Tasha falou com os olhos cheio de lágrimas.


— Foi terrível aquela sensação, uma das piores que já senti! — Nathalie falava tentando disfarçar as lágrimas que brotavam involuntariamente.


— Mas já passou, e eu estou aqui com vocês. — Ela disse segurando a mão da filha. — E mais tarde vamos comemorar o aniversário do nosso príncipe, não é filho?


Nathalie e Tasha recordavam do dia do parto de urgência, o dia em que Tasha quase morreu devido as complicações no parto. Quando os médicos contaram que ela teve algumas paradas respiratórias durante o trabalho de parto, Reade viu seu mundo desabar, ele não se via sem a mulher da sua vida, ao entrar na sala de parto ele a fez prometer que voltaria bem e que traria o fruto do amor deles ao mundo e que depois eles iriam se casar, e que comemorariam bastante a vida de casados.

Nathalie por sua vez, entrou em choque sem conseguir falar, até ver com seus próprios olhos que a mãe estava bem, o pequeno Ryan precisou ficar internado por quase dois meses no hospital, foi uma época difícil para todos, mas também de aprendizado, a cada evolução no quadro do bebê era uma vitória para eles, Reade emocionou-se bastante ao ver Tasha amamentando pela primeira vez, e foi impossível controlar as lágrimas quando ele pôde segurar o filho no colo, Ryan era tão pequeno e indefeso e ao mesmo tempo foi tão forte.


Os seis primeiros meses foram de aprendizado para ambos, eles não sabiam como era incrível ter uma criança em casa; tanto Nathalie quanto Patterson que eram as madrinhas da criança, faziam questão de estarem por perto para ajudar. Jane sempre que podia ligava ou visitava a amiga, e era ótimo essas tardes de visitas, onde as duas compartilhavam as experiências da maternidade.

Muita coisa mudou, Tasha descobriu que ela era uma mãe ainda mais protetora, mais do que já era com Nathalie, os seus filhos eram tudo de precioso que ela jamais sonhou em merecer, e o pequeno Ryan era o fruto do amor mais puro e sincero que ela já imaginou, muitas vezes ela fechava os olhos e pensava que estava num sonho, mas não, tudo aquilo era real, tudo lhe pertencia e ela era merecedora de toda essa felicidade.


Um ano se passou e agora eles contavam as horas para a tão esperada noite, iriam comemorar o primeiro aninho do Ryan, e estava tudo impecável, do jeito que ela tinha planejado com Nathalie, a temática do “Gran Circus” encantou a todos naquela noite, a família estava realizada por estarem juntos com os amigos comemorando, o pequeno Ryan e a pequena Lys eram a diversão da noite, eles eram as crianças mais fofas e iluminadas, verdadeiros anjos. Todos estavam se divertindo com as brincadeiras, com o show de mágica que foram preparados e todas as comidinhas de aniversário.


— Ah Reade estou exausta. — Disse Tasha ao se deitar na cama após o banho, se acomodando nos braços do seu amado. — Mais estou muito feliz por tudo, foi uma noite realmente mágica.


—Eu também estou muito feliz, obrigada pela família que temos, não teria sentido ter uma família se não fosse com você, eu te amo Tash. — Reade se derreteu, acariciando o rosto dela.


— Também amo você! Olha só, a Nathalie está com o Ryan hoje, então teremos uma noite só nossa.


— Vamos ter uma noite só nossa? Assim, você só para mim? — Ele sorriu maliciosamente a puxando para cima dele.


— Sim, só para você amor.


Passaram uma noite maravilhosa juntos, não que as anteriores não tenham sido maravilhosas, porém algumas vezes eles precisavam parar para Tasha dá atenção filho deles, no início foi difícil, eles sempre reversavam nas muitas vezes que a criança acordava durante a madrugada, seja para amamentar a criança ou para trocar fraldas, eles eram país incríveis.


Dois meses desde o aniversário haviam se passado, a criança crescia tão saudável, o tempo passava muito rápido.


— Bom dia filha está tudo bem? — Tasha cumprimentou a filha com um beijo. — De pijamas ainda?


— Crise de enxaqueca mãe, estou com muito dor. Só vou trabalhar após o almoço. Onde estão os meninos da casa?


— Foram ate a padaria, mais temos panquecas podemos ir comendo.


— Só quero um café, parece que a minha cabeça vai explodir. — Reclamou a garota.


— Tem certeza que está tudo bem? Aconteceu algo?


— Porque está perguntando isso? Sabe de algo? — A garota devolveu a pergunta.


— Tem algo que eu precise saber, que você ainda não me disse? — Tasha estava suspeitando de algo.


— Nada com o que se preocupar. — Ela viu o olhar de preocupação da mãe. — Realmente, estou bem.
— Reade e Ryan chegaram da padaria, Nathalie ainda mordiscou um pão, mas não tinha fome.


— Deem folga a babá pela manhã, vou ficar com o Ryan, ela só precisa está aqui antes do almoço.


— Você está bem? — Questionou Reade.


— Estou sim, muito bem. É só uma enxaqueca, logo vai passar.


— Nath se você não estiver se sentindo bem, eu posso ficar para cuidar de você. — Tasha detestava não saber o que acontecia com a filha.


— Mãe não precisa, não é Ryan? Você vai cuidar da sua irmã? — Parecia até que o garoto entendia, ele a abraçou aconchegando a cabeça no seu ombro. — Pronto, já achei um anjo para cuidar de mim.


Tasha e Reade seguiram para o sioc, enquanto seus filhos ficaram em casa assistindo um desenho animado.

— Ei amor, a Nathalie está bem! É só uma enxaqueca. — Disse Reade segurando a mão de Tasha.


— Não é só isso Reade, Nathalie tá estranha, ela nem tem saído nos finais de semana, chega do trabalho e vai para o quarto. Ela não está bem, eu conheço a minha filha.


— Já conversou com a Patterson? Ela deve saber de algo.


— Vou falar com ela mais tarde, tenha um bom dia amor. — Tasha se despediu de Reade ao saírem.


Ela começou a analisar um caso com Patterson, enquanto Kurt e Jane investigavam um caso em campo, mas Tasha estava com o pensamento longe.


— Ei, tudo bem? — Perguntou Patterson percebendo como ela estava.


— Não sei, estou preocupada com Nathalie, deve ser coisa de mãe.


— O que ela tem?


— Pensei que você poderia me dizer! — Tasha disse com um olhar sugestivo.


— Não sei o que se passa na cabeça dela. — Ela passou por muitas coisas recentemente.


— Posso fazer uma pergunta? — Patterson assentiu com a cabeça para que Tasha prosseguisse. — Seja lá o grau de envolvimento de vocês duas, algo foi real?


— Eu não sei o que você estava esperando como resposta. — Patterson falou com uma voz triste.


— Não quero mais me intrometer, seja o que for, se resolvam.


Elas continuaram a trabalhar em silêncio, quando foram interrompidas por Reade.


— Ei, as duas venham aqui na sala de conferência.


— Reade o que aconteceu? — Perguntou Tasha, mas ele não respondeu e elas apenas o seguiram até a sala de conferências. — Nas? — Ela se surpreendeu ao ver a ex colega de trabalho ali. — Algo bom não aconteceu.


— É um prazer lhe ver também agente Zapata.


— Estamos todos aqui Nas, o que houve? — Perguntou Jane.


— É sobre a sua filha Tasha. — Nas falou sem cerimônia.


— O que tem a Nathalie? — Tasha tentava imaginar o que poderia está acontecendo,


— O Weitz está montando um caso contra vocês que envolve a Nathalie, o assassinato da Madeline, ele tem provas que o crime tenha sido premeditado, que a Nathalie recebeu ordens de um de vocês para atirar. — Explicou uma das agentes da NSA.


— Claro que não, foi legítima defesa. — Gritou Reade. — A Nathalie só atirou porque ela atirou em mim e iria atirar na Tasha.


— Eu vim aqui para tentar ajudá-los, até porque eu e Keaton estávamos ajudando vocêsx


Aquilo foi um baque para todos, Tasha não iria deixar sua filha pagar por isso, Reade sabia do que Tasha era capaz pelos filhos e também não iria deixar com que ela assumisse a culpa. Isso deixou todos apreensivos, Tasha saiu ao telefone, passou alguns minutos numa ligação e logo voltou.


— Encontrei alguém que pode nos ajudar. — Disse a morena ao entrar na sala, sendo observada por todos, que aguardavam uma resposta.