O dia estava calmo de mais comparado aos dias anteriores, estranhamente ninguém tinha armado uma bomba num parque ou numa escola, ninguém tinha sido sequestrado, nenhuma ameaça a vida de alguns autoridade.
Por incrível que pareça ela não tinha sujado a calça com o café da manhã como sempre acontecia, estava na sua mesa com uma imensa papelada e vários e-mails para responder, todos tinham obrigações a fazer no sioc. Tasha tinha chegado cedo, treinado com Patterson na academia, Reade trouxe o seu café favorito, Jane e Kurt estavam no escritório resolvendo alguns problemas internos, mas mesmo assim algo lhe deixava incomodada, algo estava perturbando sua cabeça.
Depois de algumas horas em frente ao computador Tasha decidiu lavar o rosto, sua visão estava ficando pesada, ao se encarar no espelho notou que estava muito pálida, mas não tinha motivos para preocupação, sua filha estava em casa com todos os seguranças bem treinados do FBI, tudo estava sobre controle. Tasha já estava voltando para a sua estação de trabalho quando o seu celular alertou uma mensagem:

“Está notando alguma diferença? Veja se falta algo?”

Seu coração quase que saia pela boca, suas mãos tremiam pelo nervosismo ao ver a foto da sua sala de estar, estava bagunçada, as cadeiras reviradas e o notebook jogado no chão. Mas onde estava Nathalie? Onde sua filha estava?

Imediatamente ela ligou para o celular de Nathalie, mas caia direto na caixa postal, o telefone fixo estava fora do gancho, ela não conseguia nenhum contato com os seguranças, foi aí que ela correu até o laboratório gritando:

— Patterson, Patterson algo aconteceu com a Nathalie! — Ela falava ofegante, estava desesperada a essa altura.

— O que aconteceu Tasha? Porque você está tão nervosa? — Patterson tentou acalmar a amiga.

— Eu recebi essa foto há alguns minutos atrás, perguntando se estou sentido falta de algo, e agora minha filha não atende o telefone Patterson, me ajuda por favor! — Ela implorou.

— Me dá o seu celular aqui, Rich tentar rastrear a mensagem. — Pediu a loira.

Reade foi até o laboratório assim que recebeu a mensagem do Rich, Tasha estava desolada, mas o que tinha acontecido? O que tinham feito com Nathalie?

— Reade a gente precisa ir para o meu apartamento, preciso ver o que aconteceu lá. — Pediu Tasha nervosa.

— Claro Tash, nós vamos, mas por favor tenta se acalmar meu amor. — Pediu Reade tentando fazer ela se acalmar um pouco.

— Eu não vou me acalmar enquanto minha filha não estiver comigo.

— O que aconteceu Patterson? Recebemos a sua mensagem, alguma notícia da Nathalie? — Pergunta Kurt entrando na sala nervoso.

— Não sabemos nada até agora! Vão para o apartamento, eu vou pedir reforços, se eu descobrir algo eu aviso. — Disse a loira.

Chegaram ao apartamento e encontram os seguranças mortos, um garoto que brincava no hall disse que uma senhora aparentando uns 70 anos foi vista entrando no prédio com uma cesta de bolinhos, e logo após uma van saiu a toda velocidade. Ele se dirigiram com pressa até o décimo segundo andar, onde acharam os seguranças ao lado de uma cesta que foi mandada para perícia, a sala estava toda revirada, sinais de luta estavam por toda a casa, coisas reviradas estavam, objetos quebrados, a bagunça fazia caminho até o quarto de Tasha, ou Nathalie procurava algo para se defender nas coisas da mãe, ou alguém procurava algo.
Mandaram as fotos para Patterson, Jane e Kurt deram uma olhada no local, e não acharam nada suspeito, não tinha sinal de sangue, e a porta não estava arrombada, provavelmente Nathalie tinha aberto para conversar com seus sequestradores, mesmo assim a forense foi chamada no local.

— Tasha eu vou trazer a Nathalie de volta, essa vai ser a minha prioridade, eu não vou sossegar até achá-la. — Reade disse abraçando-a.

— E se não conseguirmos Reade? Se algo muito ruim acontecer com minha filha? — Ela disse chorando nos braços dele.

— Tasha nada vai acontecer! Nós vamos encontrar a Nathalie e vamos trazer ela de volta. — Disse Jane consolando a amiga.

Voltaram para o sioc torcendo por novas pistas. Tasha estava aflita, conforme as horas se passavam o seu desespero por falta de informações só aumentava.


— Patterson achou algo? — Perguntou Reade impaciente.

— Não muito, você estava certo em relação aos bolinhos, eles estavam envenenados. Conseguimos pela câmera de segurança do prédio a hora em que a van passa, e alguém entra com a Nathalie nos braços.

— Olha ali é a minha filha. — Tasha gritou ao ver a imagem da Nathalie sendo levada.

— Patterson consegue localizar a placa? — Pergunta Jane

— Não, mas uma van foi abandonada há alguns metros do prédio, nós estamos trabalhando nisso, toda a minha equipe está focada em refazer os passos dos sequestradores e trazer a Nathalie. Vamos conseguir. — Disse Patterson tentando tranquilizar os outros.

— E o computador? Você conseguiu algo Rich? — Perguntou Patterson.

— E quase lá! Consegui. — Disse ele mostrando algumas coisas nas telas do laboratório. — Venham aqui ver isso! Nathalie recebeu e-mails essa manhã: Promoção de maquiagem, descontos de passagem aérea, esperem... uma notificação da University of Oxford, ela passou em Economia, você sabia Tasha? — Questionou ele.

— Ela comentou algo assim comigo, que estava esperando resposta. — Falou ela. — Era pra mim tá comemorando isso com minha filha. — A morena se lamentou sendo consolada por Reade.

De repente o celular dela notifica uma nova mensagem:

Quer de volta? Me devolva o que é meu?”

— Outra mensagem? — Patterson perguntou.

— Sim, olhem. — Ela mostra a mensagem.

— Você tem algo e alguém quer de volta Tasha.

— Ela já entendeu isso Rich. — Disse Patterson.

— Acredito que está na hora de contarmos aquele nosso segredo. — Disse Rich para Patterson.

— Que segredo? — Tasha ficou intrigada.

— Não Rich, agora não! Eu não acredito que você falou isso em voz alta.— Disse a cientista um pouco irritada.

Os segredos não ficam em oculto por muito tempo!

— Do que ele está falando Patterson? Que segredo? — Perguntou Tasha encarando a loira.

— É... ahnn... — Patterson gaguejava nervosa. — Aí Rich porque você não cortou essa sua língua? — Esbravejou Patterson. — Ok ok, tudo bem! — Ela tentava achar a melhor forma de falar.

— Porque quando você começa a gaguejar eu sinto que vem algo ruim? — Perguntou Tasha.

— Descobrimos quem é a avó da Nathalie e desconfiamos que ela tenha sequestrado a Nathalie dessa vez. — Falou ela diretamente.

— Que avó? Mas de quem diabos vocês estão falando? — Tasha suspirou. — Minha mãe morreu ainda quando eu era criança...

— A mulher que encontrou sua filha no México. — Interrompeu Reade.

— Ah então você também já sabe? — Tasha se virou para Reade intrigada. — Há quanto tempo vocês sabem disso? — Ela pergunta nervosa.

— Tasha deixa eu te falar, eusei que você vai ficar com muita raiva... — Disse Patterson.

— Então me fala logo, para de enrolar, você está me deixando mais nervosa.

— Madeline, a Madeline foi a mulher que encontrou a Nathalie e orquestrou tudo isso. — Disse Kurt sem muita cerimônia.

Nesse momento Tasha sentiu que o chão sumiu do seu alcance, tudo ficou em silêncio e ela só imagina o que Madeline poderia fazer com a sua filha, onde ela poderia estar adora.

— Eu não acredito que vocês foram capazes de esconder isso de mim, porra! — Falou ela se afastando. — Vocês não tinham o direito, eu poderia ter protegido ela, ela poderia estar comigo agora.
Se algo acontecer com a minha filha eu não me perdoaria, eu também não perdoaria a vocês. Droga, vocês são a minha família, nós já passamos por momentos horríveis juntos. — Disse Tasha bastante irritada.

— Tasha foi ideia minha, eu pensava que estava fazendo o certo protegendo vocês, protegendo a Nathalie. — Disse Reade se aproximando.

— Você mais do que ninguém com seu discurso moralista que eu escondi algo de você, e agora? — Ela falava gesticulando bastante. — Eu jurei pra você que eu não traria esse assunto de volta, e eu vou fazer isso, eu não vou jogar o mesmo jogo que você, Reade eu sempre confiei em você, eu não consigo acreditar nisso.

— Tasha calma! Vamos conversar. — Disse Kurt.

— Não Weller, não tem essa de se acalmar, não vem com essa! — Ela falou recuando. — Porque quando a filha da Jane sumiu você moveu o que fosse possível para encontrá-la.
Eu não quero vocês nisso entenderam? Eu vou encontrar minha filha sozinha sem vocês.

— Tasha onde você vai? Me deixa conversar. — Reade falou indo atrás dela.

— Não Reade, não quero conversar, e também não quero sua ajuda. Sai da minha frente agora ou eu juro por Deus que faço uma besteira. — Ela gritou irritada, já não estava mais em si.

Ela saiu com raiva, foi até o armário pegar suas coisas quando recebeu outra mensagem.

“Venha me encontrar, tenho algo que você quer: 3 W 18th St, New York, NY 10011.”

Ela tomou coragem e respondeu a mensagem sem esperança de retorno.

“O que tem nesse endereço, o que eu devo procurar?”

O contato então respondeu:

“The City Bakery- Diga que é a reserva para a agente especial Zapata.”

Ela saiu correndo do sioc, em direção a padaria que não ficavam muito longe do seu trabalho.

Enquanto isso no laboratório da Patterson e sua equipe faziam de tudo para trazer a Nathalie de volta.

— Continuem as pesquisas, eu quero todos os detalhes possíveis daquela van, quero rasteado todos os possíveis caminhos e a quem pertence esses veículos. — Ordenou a loira.

Logo o celular do Kurt toca, ele não acreditou no que os seus olhos estavam vendo no visor, ele saiu para atender ao telefone após alguns minutos ele voltou preocupado.

— Era a Nas ao telefone, Madeline fugiu da prisão secreta da Cia. — Ele respondeu.

— Como se foge de uma prisão secreta da Cia? — Perguntou Reade.

— Pergunte a nossa agente Doe. — Rich fala de uma forma sarcástica.

— Agora não Rich, vamos continuar, Weller você disse a Nas o que estava acontecendo? — Perguntou Patterson.

— Não! Só agradeci pela informação e que qualquer coisa manteríamos contato.

— Ok ok, eu tenho uma pista, vamos ver o que descobrimos sobre o dono do carro, ele está nesse endereço. Eu vou continuar por aqui com as investigações. — Disse ela.
Kurt, Jane e Reade foram atrás do suspeito, e Patterson e Rich continuaram no laboratório.

Minutos depois The City Bakery

— Olá... Vim pegar algo reservado para a Agente Especial Zapata. — Disse ela com dificuldades.

— Olá, bom dia, sim vou buscar senhora. — Disse a atendente com simpatia, ela não demorou muito, logo voltou com as embalagens.

— Aqui essa caixa de donuts está reservado para a senhora e também pediram para entregar isso. — Ela entregou mais uma embalagem.

— Obrigada! — Falou Tasha saindo rapidamente do local.

— Por nada, e tenha um ótimo dia! — Desejou ela.

Na caixa havia um bilhete: Donouts é um de seus doces favoritos não é? Então divirta-se.
E na outra embalagem tinha um celular descartável, com um único número salvo na agenda, ela comparou com o outro número, e não era o mesmo, decidiu então discar e fazer assim uma ligação , do outro lado da linha uma voz robotizada atende.

— Olá agente Zapata, sentiu saudades? Não quero seus amigos do FBI nisso, se não eu mato sua filha, quero todas as provas que a CIA tem contra mim, e um jatinho e passaporte e passagem para um país onde eu possa me exilar. — Ordenou seja lá quem tivesse do outro lado.

— Madeline? Como saber se minha filha está bem? Eu não confio em você! — Disse ela.

— Você não é obrigada a confiar, mas acredite quando eu digo que posso matá-la. — Respondeu Madeline calmamente no outro lado da linha.

Assim que terminou de falar, Tasha recebeu uma mensagem com uma foto da Nathalie desacordada, amarrada a uma cadeira.

— Não faça nada com a minha filha, eu vou conseguir tudo! — Respondeu Tasha apreensiva.

— Sabia que poderia contar com você Natasha. — Ela riu sarcasticamente e desligou o telefone.

Tasha ficou desesperada, não sabia mais a quem recorrer, quando instantaneamente seu celular discou um número de sua agenda telefônica.

— Vai atende, por favor me atende! — Falou ela.

— Alô? — Uma voz masculina atende do outro lado da linha.

— Ah que bom que você me atendeu! Eu preciso muito de você! — Disse Tasha.