Notas iniciais
Lucy olhou para o homem a sua frente sem acreditar, como assim quem é você? Ele não sabe quem eu sou? Como assim? Ele se esqueceu de mim? Não o Natsu não iria me esquecer.
– Como assim Natsu, sou eu a Lucy — eu falei baixo para que apenas ele me ouvisse, o homem pareceu não compreender o que estava acontecendo.
– Você deve estar me confundindo com outra pessoa, meu nome é Haru — falou o rosado, Lucy não podia acreditar no que estava ouvindo, como assim ele não era o Natsu? Mas ele era igual ao seu amado, como assim ele não era o Natsu? Ele tem que estar brincando, só pode ser uma brincadeira.
– Não brinca com uma coisa dessas Natsu — eu falei com lagrimas escorrendo por meus olhos, quem ele pensava que era? Não podia fazer algo assim comigo — Você sabe o quanto eu chorei porque pensei que você estava morto?
– Você esta se confundindo garota, meu nome é Haru não Natsu, eu não conheço ninguém com esse nome aqui na cidade, é melhor você ir tomar um banho e refrescar a cabeça — o garoto falou friamente, ele parecia estar impaciente.
– Pelo visto já se conheceram — falou alguém atrás deles, ambos se viraram e se depararam com a mulher do bar, ela estava sorrindo, foi em direção do rosado e lhe roubou um beijo, mas logo este foi retribuído, ao ver a cena o chão de Lucy desabou, ela foi de encontro ao chão com as lagrimas caindo com maior intensidade que antes.
Sentiu os braços da garota que antes beijara o seu rosado em seus ombros, olhou com ódio para esta que recuou alguns passos, Lucy olhou para Happy que olhava boquiaberto para o rosado que não queria saber nada de Lucy e muito menos dele, a loira se levantou e olhou para o casal que estava de mãos dadas.
Sem se importar com o que eles iam pensar ela correu, seu destino era a hospedagem, queria desaparecer daquela cidade o mais rápido que podia ao seu lado Happy voava com as lagrimas caindo de seus olhos, não queria ter que deixar o rosado, mas no momento Lucy precisava dele mais do que o rosado.
Ao chegar à hospedagem Lucy arrumou as suas coisas, quando tudo estava pronto Happy entrou no quarto, ele ficou chocado ao ver a loira com as coisas prontas, afinal de contas ela não devia estar apenas chorando em um canto do quarto? Por que ela estava arrumando as coisas? Queria ir embora da cidade?
– Lucy, você vai embora? — perguntou o neko, a loira o olhou com um olhar terno, no fundo ela não queria ir embora da cidade sem antes falar com o rosado, mas ela não agüentava a dor em seu coração.
– Eu não agüento Happy, vou pagar a conta da hospedagem e você fica aqui por um mês, depois eu volto e te busco junto com eles — ela falou já pegando a mala, sai do quarto e foi em direção do balcão da hospedagem pagou tudo e saiu.
Na frente da hospedagem estavam nada mais nada menos que o rosado, ele olhou para Lucy quando esta saiu da hospedagem e logo se surpreendeu ao ver a mala.
– Minha namorada me disse que é você quem vai nos levar para a Fairy Tail, já está indo? — ele perguntou com uma voz fria, sem sentimentos, e apenas aquele ato já era suficiente para que o coração da loira se despedaçasse.
– Sim, mas eu volto daqui um mês, nunca quebro uma promessa minha, mas antes de fazer essa eu fiz outra que também deve ser comprida — falou a loira, ela começou a andar, mas foi impedida por um braço que segurou sua mão, ela sentiu uma onda de choque passar por seu corpo, mas a loira conhecia muito bem, era o que sempre acontecia quando ele a tocava, aquilo era apenas mais uma prova de que ele era o seu rosado.
O garoto na hora que sentiu o choque pelo seu corpo ao tocar a loira largou a mesma, olhou para sua mão, aquela era uma sensação tão aconchegante pra ele, quem era aquela garota?
– Você me chamou de Natsu, por quê? — perguntou o rosado com uma expressão calma, ele olhava a loira com curiosidade, afinal de contas ninguém tinha lhe despertado emoções tão estranhas quanto as que a garota tinha lhe causado.
– Porque você é o meu amigo de vários anos atrás — falou a loira — Eu pensei que estivesse morto há cinco anos, eu pensei que você se importasse comigo, mas pelo visto não é bem assim — a loira se virou e já estava saindo de visão, mas o rosado a chamou.
– Talvez isso seja culpa de eu não me lembrar de nada que aconteceu antes destes últimos cinco anos — ele falou, a loira o olhou chocada, isso queria dizer que ele tinha perdido a memória.
– Natsu — ela falou, voltou seu caminho e tocou o rosto do rosado, ele estava desejoso de recuar, mas se manteve firme, pois não queria ver a garota chorar mais uma vez, não sabia por que, mas quando a viu chorar ele ficou muito triste — Você não mudou nada — a loira falou sorrindo — Como eu queria ter estado com você nos últimos anos — ela falou — O que te aconteceu?
– Eu não sei — o rosado falou — Eu só me lembro de acordar na praia sem nenhuma memória, a mais de cinco anos — falou o rosado pensativo — E você, por que pensava que eu tinha morrido? — ele perguntou, falava de uma forma como se fosse normal ter uma conversa daquelas, mas para Natsu, ou melhor, para Haru aquilo não era nada, estava acostumado com loucuras.
– Eu vi você muito ferido, nenhum ser vivo poderia ter sobrevivido a ferimentos como aqueles — falou a loira — Natsu eu sinto muito, mas tenho que ir, nos vemos em um mês, cuide do Happy por mim — a loira falou enquanto corria.
O rosado olhou para a cena com um peso no coração, por que ver a loira partir era tão doloroso? Deixou de lado aqueles pensamentos e junto do gato foi embora, o azulado contava tudo para ele, seu passado e tudo mais, mas o rosado não conseguia tirar Lucy de sua cabeça.
Já a loira enquanto estava sentada em uma carroça se deixou chorar, era tão doloroso ter visto ele novamente e saber que ele não se lembrava dela era ainda mais doloroso, queria deixar tudo da forma que estava Lucy não pedira a ninguém para que a tirassem de seu manto escuro de solidão, não se importava com aquilo e não se importaria.
Com estes pensamentos a loira se deixou cair no sono com os olhos inchados de tanto chorar e com o pensamento de que o mundo estava dando mais uma chance para que ela redimisse os erros do passado.
Fale com o autor