Um Amor Infinito

2 Dores e magoas..


Notas iniciais
Em meio a tantas tristezas e dores..

Sim, era ele. Meu pai, o cara que eu só conhecia por fotos e nunca pude tocar, abraçar e/ou sentir seu cheiro lembro-me que no dia dos pais é para minha mãe que fazia os textos e não para aquele cara, eu pensei rapidamente nisso, um flash passou pela minha mente e mais eu chorava lembrando os momentos com a minha mãe, naquele momento nada mais me importava, nada e nem ninguém conseguiria tirar aquela dor horrível de mim, meu pai chorava também e me abraçou.. Eu precisava tanto daquele abraço..

– Filha temos muito o que conversar, me perdoa meu amor o papai sempre te amou e a sua mãe..

Interrompi e pedi para que ele não falasse nada e apenas me abraçasse e foi o que ele fez, estávamos indo para o cemitério lagrimas e mais lagrimas escorriam dos meus olhos e eu não acreditava ainda.

– Pai me diz que é mentira, isso não pode estar acontecendo, diga que é mentira e que a mamãe está bem papai, por favor.

– Sinto muito meu amor, se eu pudesse traria ela de volta e estou muito triste também, temos que ser fortes.

Mari narrando: No momento que meu pai falou aquilo veio tudo a tona, lembrei que ele tinha me abandonado e não era o momento certo para falar mas eu não consegui me conter em meio a tanta tristeza e magoas..

– TEMOS ? O senhor não tá é sentindo nada, nos abandonou quando mais precisávamos de você, sumiu e nos deixou e você sabe quanta falta você fez ? Não me diga que temos que ser forte porque é EU que tenho que ser forte, você não se preocupou nunca, por que se preocuparia agora?

Vi quando ele abaixou a cabeça e uma lagrima escorreu de seus olhos, eu não deveria ter falado aquilo mas eu não aguentei e precisava desabafar tudo que eu sentia naquele momento, chegando ao cemitério vi minha mãe fria feita uma pedra, com algodões no nariz e ouvidos e não entendia o porque daquilo, só sentia as lagrimas descendo de meus olhos a todo instante e na hora do enterro eu realmente me dei conta do que aconteceu, quando foram coloca-lá dentro do tumulo eu me atirei em cima do caixão e chorava, chorava muito e pedia perdão por todas as vezes que magoei ela e por todas as vezes que quando estava aborrecida dizia que a odiava, naquele momento eu só queria seu abraço e seu calor perto de mim. No momento que me fizeram soltar o caixão e me agarraram eu senti uma leve brisa no rosto, como se minha mãe estivesse ali, aquilo me acalmou um pouco e abracei meu pai, não percebi nem quem estava ou não no velório e no enterro. Depois que tudo acabou fui para o hotel que meu pai estava, ele havia pedido para um de seus empregados que viera do RJ com ele ir buscar minhas coisas na minha antiga casa porque de agora em diante ele me cuidaria e eu moraria com ele, eu não queria saber de nada, só queria tomar um banho e dormir pro resto da vida, disse pro meu pai que iria subir e tomar um banho e ele falou que tudo bem, assim que subi peguei um pijama e entrei no banho e a unica coisa que eu pensava era minha mãe, até que eu vi uma lamina de gilete e comecei a cortar-me aquilo ao mesmo tempo que doía aliviava muito, sangue e mais sangue fiquei bastante tempo me cortando, sai do banheiro enrolada em uma toalha pois precisava pegar uma blusa de pijama de manga e que tapasse meus braços para não perceberem os meus cortes, principalmente meu pai, até que ouvi a porta do quarto se abrir [...]

Notas finais
Comentem gente, não gosto de leitores fantasmas :/