Um Amor Inesperado
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Gomen a demora, esse capitulo ficou curto e eu acabei não relendo ele então pode ter vários erros, eu meio que escrevi na pressa por que estou indo viajar e não sei quando volto, mais apesar disso eu realmente gostei desse cap espero que gostem. :3
Acordei com o barulho incomodo do despertador, Natsu não estava mais ao meu lado, provavelmente já havia acordado.
Levantei-me e fui em direção ao banheiro, a porta estava levemente encostada, logo a abri, ato que me arrependi eternamente, ou não, Natsu estava apenas vestindo uma toalha na cintura e escovava seus dentes.
–Ohayo Luce — ele disse após acabar o que estava fazendo.
–Poderia ter trancado a porta – e se aquela toalha caísse? Corei ao pensar.
–Nunca tranco o banheiro, é um hábito.
–Saia logo, eu quero me trocar – falei irritada.
–hai hai – ele saiu.
Peguei o tal maiô que o Natsu havia comprado e fui colocar o mesmo. Com dificuldade entrou pelo meu corpo, era um número menor que o meu, ficou um pouco apertado em meu peito mais nada de mais. Saí do banheiro e fui até Natsu para ver se ele me deixaria vestir o outro.
–Nee Natsu, isso está me apertando, me deixe vestir o outro.
Ele me olhou e deu uma pequena risada.
–Do que está rindo? – falei nervosa.
–Seu peito não é um tanto quanto anormal?! – ele riu novamente.
–Me desculpe por isso! – falei nervosa.
–Ei, não fique com raiva, mesmo nesse maiô brega, você ficou um tanto quanto sexy — ele olhou para o lado e sussurrou irônico — ou não.
-Natsu — ele só me deixava mais e mais irritada.
Após isso nossa conversa acabou, Natsu decidiu colocar uma bermuda qualquer e ambos descemos para as piscinas.
Depois de uma hora de natação e brincadeiras decidimos pegar algo para beber. Saímos das piscinas e fomos em direção ao restaurante.
–Espere aqui, vou pegar algo para bebermos – Natsu falou apontando para uma mesa.
–Ok – eu sorri e sentei em uma das mesas a espera de Natsu.
Eu sentei na mesa que Natsu havia apontado, que por acaso era ao lado de uma mesa de garotos de mais ou menos nossa idade. Após eu me sentar um deles levantou-se e após vir em minha direção se sentou em uma das cadeiras ao meu lado.
–Olá senhorita — ele sorriu — qual seu nome? – ele me perguntou diretamente.
Eu o olhei, era um belo garoto de seus mais ou menos 17 anos, moreno de olhos verdes, com o físico parecido com o do Natsu.
– Lucy – respondi tentando ser amigável.
–Ela está acompanhada — Me virei para ver quem havia dito aquilo — você já pode sair. – era o Natsu.
Natsu se sentou na outra cadeira que estava ao meu lado colocando as bebidas em cima da mesa redonda.
–Sério? Eu só vejo uma pequena lagartixa aqui, é impossível ela estar acompanhada de um réptil – eu olhei para Natsu e pra variar ele estava com um olhar irônico no rosto.
Eu previa que o Natsu não iria deixar aquilo barato, e eu realmente sabia onde daria então tentando evitar esse possível futuro o interrompi.
–Por favor, não quero confusão aqui — sorri amigavelmente para o garoto — vá embora, por favor — juntei minhas mãos ao pedir por favor.
Ele me encarou e colocou uma de suas mãos em meu queixo.
–Ei, ei, não acha que está sendo autoritária de mais? Eu não quero ir embora.
–Não me toque – lhe dei um leve empurrão.
Ele se levantou e ia reagir pra cima de mim quando Natsu o segurou pelo pulso.
–Eu acho que ela falou para você não a tocar.
Natsu foi até a frente do garoto ainda segurando seu pulso e lhe deu um soco.O garoto também já estava de sangue quente e lhe revidou com um soco que não chegou a atingir Natsu pois o mesmo se abaixou fazendo o garoto socar o ar, aproveitando-se de sua posição Natsu rapidamente levantou sua perna na altura do estomago do rapaz o chutando, o que fez com que o garoto “voasse” até a mesa mais próxima e caindo sobre a mesma. Natsu tirou os olhos do rapaz por alguns segundos para ver se eu estava bem, o que fez com que o rapaz pegasse uma das facas que estavam sobre a mesa que ele havia caído e corresse em direção de Natsu. Sem pensar corri em direção ao Natsu o empurrando.
“ O que eu faria se Natsu se machucasse? E se atingisse um ponto vital? Eu já não poderia viver sem ele, o que está dizendo Lucy, isso é loucura. Se ele morresse em uma briga que foi causada por mim, como eu viveria com a sensação de culpa? Como eu encararia o Sr. Igneel?” Esses pensamentos vinham a minha cabeça me fazendo reagir como reagi.
Assim que atingi o Natsu o fazendo cair a faca que ia em direção ao Natsu foi ao encontro de minha cintura. Fechei os olhos por um leve segundo para sentir minha pele sendo rasgada.
Após um pequeno instante ouvi a voz de Natsu gritando ao meu lado.
–Lucy, ei Lucy, você está me ouvindo? Lucy, Lucy -Aparentemente ele me segurava e me chocalhava.
Coloquei minha mão sobre o corte e levei até onde eu pudesse vê-la, ela pingava sangue, o corte estava ardendo.
–Lucy, ei me responde Lucyy – Natsu ainda gritava.
Levemente olhei para ele, seus olhos estavam vermelhos, depois daquele momento não me lembro de nada, apenas da escuridão que se perseguiu em minha visão.
– X X –
–Ela teve apenas um corte superficial, por sorte não atingiu nenhum órgão vital, ela desmanho pela rápida falta de sangue, ela precisa apenas descansar e tomar um pouco de soro, ainda hoje ela será liberada. – eu ouvia uma voz desconhecida.
–Obrigado doutor — logo ouvi alguns passos e o barulho de uma porta se fechar.
–Natsu — sussurrei e abri os olhos lentamente.
–Lucy? Você acordou? – ele veio até o meu lado – volte a dormir, você precisa descansar – ele pegou minha mão e deu um leve beijo sobre ela.
–Você se feriu Natsu? Está bem?- falei ainda fraca.
–Baka, olha quem fala – ele deu uma pequena risada – Não faça isso nunca mais ok? Mas obrigado por ter se preocupado comigo, você me deu um grande susto – ele olhou para o lado pensativo – Por ter sido uma má garota não poderei te mostrar a surpresa que eu havia preparado.
–E qual era a surpresa? — perguntei um pouco triste.
–Hoje tem um evento de fogos de artificio, é um dos eventos de fogos mais belo de todo o mundo, eu tinha preparado um lugar perfeito para nós assistirmos, mais não dará tempo de chegarmos.
Vi sua cara de decepcionado. E me senti culpada.
–Nee Natsu, eu já estou boa, se sairmos agora daqui podemos chegar lá – me sentei na cama rapidamente e senti uma leve tontura.
–Podemos fazer isso o ano que vem, não se preocupe — ele riu,
–Ano que vem?
–Sim, eu te trarei o ano que vem – ele segurou minhas mãos – eu prometo, tudo bem? Agora volte a dormir.
Ele não sabia, mas embora ele dissesse aquilo apenas no momento, eu me apaixonava cada vez mais por ele, ele continuava me dando mais e mais esperança. Eu estava levemente corada, eu o olhei nos olhos e dei um leve puxão em suas mãos que seguravam as minhas, indicando que ele deveria se aproximar de mim. Ele entendeu minha intenção e me deu um leve selinho.
–Você não deveria se esforçar tanto.
Ele encostou-me na cama novamente, me deu um beijo na testa e sentou-se na poltrona que havia ao lado da cama ainda segurando minha mão, e assim eu adormeci novamente.
– // -
Eu já havia sido liberada do hospital, estava apenas terminando de acertar os detalhes, pegando as informações de como eu deveria limpar o corte e os remédios que eu deveria tomar. O médico havia me proibido de fazer movimentos bruscos e muito esforço. Meu corte não doía muito, às vezes ele dava uma pequena pontada, mais nada de mais.
–Vamos voltar Lucy?
–Vamos – sorri de canto.
Ainda estava me sentindo culpada pela briga, não pudemos ir assistir os fogos por minha culpa eu não conseguia encará-lo. Ele deve ter percebido isso, pois não parava de me encarar.
Ele pegou minha mão, entrelaçou nossos dedos e se dirigiu á frente do hospital onde um carro nos esperava. Eu entrei no carro seguido por ele, desta vez Natsu nem precisou pedir, o vidro negro que separava-nos do motorista já estava erguido. Assim que a porta foi fechada Natsu me encarou.
–Lucy, olhe para mim.
Eu o olhei de canto. Ele se irritou com meu movimento e segurou meu rosto e puxou-me para perto dele selando nossos lábios, eu realmente achei que iria parar ali como todas as vezes que ele havia feito aquilo, mais não o fez. Ele entreabriu seus lábios e passou sua língua levemente pelos meus lábios, eu entendi o que ele queria e um pouco assustada com o ato abri meus lábios, sua língua brincava passeava pela minha boca e ambas brincavam, estávamos em perfeita sintonia, era um beijo quente. Por ser meu primeiro beijos eu estava um pouco nervosa mais logo meu nervosismo foi passando, ele me ensinara rapidamente como fazer, o que havia me deixado mais tranquila. Meu coração batia freneticamente, os poucos minutos que passamos naquela situação me pareceram horas. Ambos estávamos já com falta de ar quando decidimos nos separar.
Eu encarei o chão com vergonha.
– Para sua primeira vez você foi muito bem – ele quebrou o clima.
Eu o olhei e algumas lágrimas caíram de meus olhos.
–Nee Lucy, o que foi? – ele dizia nervoso achando que havia feito algo de errado – eu quis dizer que você foi bem.
–Não, é, isso – falei pausadamente e o abracei – Eu achei que estava com raiva de mim por causa da briga não pudemos ir ver o fogos que você queria.
Ele deu uma leve risada.
–Então é só isso? – ele colocou seus braços em volta de mim – Eu não estou bravo com você, só não entre em frente a uma briga de homens de novo ok? — assenti com a cabeça.
Ainda sim minhas lagrimas não haviam parado, ficamos naquela posição até chegarmos ao hotel, ele acariciava meus cabelos enquanto eu estava encostada em seu peito, aquela posição era realmente confortável.
E cada vez mais eu o amava.
“Natsu quando você irá ser meu? Quando deixará eu ser apenas sua?”
Notas finais
Obrigado a quem está acompanhando a história, eu amo vocês :33
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