Notas iniciais
Nhac, eu tive um pequeno surto e não conseguia pensar no que escrever ><
Ontem de madrugada quando estava sem nada pra fazer tive algumas ideias espero que gostem >

Como pode alguém ser tão mal educado? Eu não me conformei com ele, de fato eu não queria me casar com ele também, e se pelo menos ele falar que não quer, posso voltar para casa com a consciência limpa.

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Eu estava completamente cansada e ele só me deixou pior. Assim que terminei de organizar minhas coisas, coloquei o porta-retratos da minha mãe sobre a pequena cômoda que havia perto da cama. Admirei aquela foto por alguns segundos e fui dormir, por mais que ainda não fosse noite, eu estava exausta. Por sorte, só acordei na manhã seguinte.

–Srta. Lucy – Alguém bateu na porta – A Srta. Já está acordada?

–Acabei de acordar, pode entrar – Falei em quanto terminava de pentear meus cabelos.

O mordomo que gentilmente havia me mostrado a casa na noite passada estava ali.

–O Sr. Igneel lhe aguarda para tomar café da manhã.

–Ó sim, já irei.

Logo após isso, ele saiu do quarto e eu fui me trocar. Fiquei indecisa se colocava algo mais formal ou algo um pouco mais simples, optei pelo mais simples. Assim que terminei de me arrumar fui até a sala de jantar onde se encontrava o pai de Natsu, uma pequena garota com os cabelos azuis e os empregados ao redor da mesa, fui até a cadeira em frente a da garota e me sentei.

–Bom dia Lucy-chan – Igneel falou com um sorriso no rosto.

–Bom dia Sr. Igneel – sorri igualmente.

–Vamos não precisa me chamar tão formalmente – ele falava descontraído – Ah! – ele exclamou – Essa é minha filha Wendy, irmã de Natsu.

–Muito prazer Wendy – Eu sorri para ela

Ela parecia envergonhada e olhando para os cantos da mesa ela falou:

–Prazer, Srta. Lucy.

Ela falou pausadamente e ela era incrivelmente fofa.

Conversamos sobre algumas coisas banais até todos comerem.

Após o café da manhã eu decidi ir ver a Wendy já que o Natsu não ia querer me ver de qualquer jeito. Perguntei a uma das empregadas onde ficava o quarto dela e fui até lá.

–Wendy? – perguntei por ela batendo na porta que estava aberta.

Ela olhou pra mim e fez um sinal para que eu entrasse. Ela estava olhando um álbum de fotos. Fui e me sentei ao lado dela, estava observando as fotos, e uma coisa que eu notei era o Natsu, ele parecia outra pessoa, ele sorria de um jeito muito fofo como se realmente estivesse feliz e, ele sempre estava ao lado de uma mulher alta e muito bela.

–Minha mãe — ela apontou para a mulher

–Ela é muito bela- eu sorri para ela e ela para mim.

–Ela morreu faz dois meses em um acidente de carro – ela falou olhando para baixo.

Eu não sabia o que falar para ela no momento, eu fiquei sem palavras, eu estava impressionada como uma criança daquela idade falava da mãe morta com tanta facilidade, eu mesma quando minha mãe faleceu não conseguia falar nem lembrar dela sem chorar.

–O Natsu era muito apegado à mamãe — ela falou.

Eu a abracei e dei um beijo na testa. Eu percebi que ela precisava ficar sozinha.

–Eu irei pro meu quarto, tenho algumas coisas para fazer.

Me levantei e sai do quarto. Eu realmente tinha alguns documentos que meu pai haviamandado estudar.

Quando chego a meu quarto vejo o Natsu de pé olhando a foto da minha mãe.

–Natsu?

Ele me olhou, e foi se sentar na cadeira da escrivaninha enquanto eu fechava a porta atrás de mim e sentava na cama.

–Eu realmente não quero me casar- ele falou olhando para mim seriamente.

Eu o encarei e fui até ele, puxei as bochechas dele até ficarem bastante doloridas.

–Você acha realmente que eu vou querer me casar com alguém como você? – apontei paraseu rosto — Estou aqui por obrigação, mais eu JAMAIS vou me casar com você, pedirei para um carro vir me buscar em uma semana não se preocupe.

Ele não estava com uma expressão muito boa no rosto, ele me encarava com raiva... Muita raiva. Eu me afastei um pouco dele, mais não o suficiente. Ele me puxou pelo braço e me prendeu na parede.

–Está tentando dizer que eu não sirvo para alguém do seu “nível” – ele falou ironicamente
Nossos rostos estavam próximos, muito próximos.

–Exatamente isso – falei o encarando totalmente séria, embora estivesse completamente nervosa por estar tão próxima de um homem.

Ele ficou só mais nervoso, sua respiração estava completamente quente em meu rosto e embora os cabelos fossem completamente exóticos, seu rosto era muito belo olhado de perto.

Ele se aproximou cada vez mais de mim, quando nossas bocas estavam quase se tocando eu fechei meu olhos, por mais que fosse algo do momento eu sentia que queria aquilo, assim que fechei meus olhos eu estranhei que não havia acontecido nada então ele começou a rir, eu abri meus olhos rapidamente e o encarei confusa.

–Eu não sirvo para alguém do seu nível mais estava quase te beijando e você ia deixar não é?

Eu estava completamente envergonhada e corada, mas nervosa ao mesmo tempo. Não perdi meu tempo, comecei a correr atrás dele com um sapato na mão, estava totalmente cômico, até que ele saiu pela porta do quarto, e eu rapidamente fechei a mesma e tranquei, não queria ver a cara dele por um tempo.

Passei o resto da tarde estudando os documentos que meu pai havia me passado, mesmo não conseguindo me concentrar muito. Assim que terminei de estudar já era horário da janta, desci para comer e estavam Natsu, Igneel e Wendy na mesa e como de costume os empregado a volta da mesma. Me sentei no mesmo lugar, em frente a Wendy que estava ao lado do Natsu, que ficava me olhando e rindo, aquilo me dava vontade de matar ele. Eu não conseguia olha-lo nos olhos, até por que eu sabia que aqueles olhos estavam rindo de mim naquele momento.

–Natsu – Chamou Igneel cotando o clima que estava entre a gente.

–Hm? – ele respondeu resmungando seco.

–Como futuro marido da Srta. Lucy, você deve fazê-la se sentir em casa e não deixa-ladesconfortável — Ele olhava para Natsu serio.

–Como se eu ligasse para ela – ele respondeu ignorando totalmente seu pai.

–O que disse? – Igneel estava realmente nervoso.

–Eu já falei que não irei me casar, desista – Ele bateu as mãos sobre a mesa levantando com o movimente e se retirando.

Igneel suspirou.

–Mil desculpas Lucy-chan, finja que isso não aconteceu, por favor, ele não era assim – Ele pedia desculpa agora totalmente calmo.

–Tudo bem, eu o entendo, ele está sendo forçado a casar com alguém que nunca viu na vida, ele não deve gostar muito da ideia – eu sorri de canto.

–E você Lucy-chan, está tudo bem se casar com alguém que não ame? – Ele me olhou um pouco preocupado.

–Bom, não posso dizer que está tudo bem, eu realmente queria me casar com alguém que eu ame, mas eu estou ciente da minha posição, eu sei que quando meu pai coloca algo em sua cabeça, é impossível tira-la,mas não é como se eu estivesse infeliz, eu realmente gostei da sua família Igneel-san, me sinto bem aqui, então tentarei me adaptar ao máximo – eu olhei de canto com um pequeno sorriso – Igneel-san – tentei disfarçar o que havia acabado de dizer – O Sr. Não parece o tipo de homem que casaria o próprio filho pela sua empresa, diferente de meu pai- falei a ultima frase em um tom baixo o suficiente para que nenhum dos presente ouvisse.

–Não, eu não estou fazendo isso pelas ações da empresa, eu realmente quero que ele seja feliz, e como ele não tem muitos amigos, achei que alguém da idade dele poderia entende-lo — Ele explicava sério.

–Bom, eu tentarei fazer o que puder- eu sorri para ele – Eu irei para meu quarto terminar de organizar alguns documentos e dormir, Oyasuminasai Wendy-chan e Igneel-san.

–Oyasumi – eles responderam em uníssono.

Eu realmente me sentia bem perto deles, eu sentia como pela primeira vez em muito tempo, eu tinha uma família. O que eu não entendia, era como alguém que recebe tanto carinho pode ser tão mesquinho como o Natsu. Pelo Igneel-san, eu decidi que iria fazer o Natsu se casar comigo, mesmo que eu fosse infeliz, eu não ligaria de viver infeliz ali naquela família. Antes de ir para o meu quarto decidi passar no quarto de Natsu para vê-lo.

–Natsu? – perguntei batendo na porta.

Ninguém respondeu. Bati mais uma vez e nada. Por sorte a porta não estava trancada, eu entrei, a luz estava acesa mais não via nenhum sinal dele, procurei pelo quarto com os olhos até acha-lo deitado sobre um sofá que tinha ao lado de seu armário. Cheguei perto do mesmo e me abaixei até a altura do seu rosto, estava com algumas marcas de lágrimas no rosto e seus olhos estavam um pouco inchados, delicadamente limpei a ultima lágrima que ainda caía, ele deu um pequeno resmungo, sua pele era macia. Ele dormindo parecia outra pessoa, ele parecia delicado e inocente daquele modo, seu rosto tinha uma temperatura quente, mais agradável, fui até sua cama e puxei o cobertor que estava sobre a mesma e cobri-o, sentei ao lado de sua cabeça que estava deitada sobre o sofá e delicadamente levantei a mesma na altura de meu colo, e me ajeitei naquele espaço o fazendo deitar sobre minha perna, ele reclamou no primeiro momento em forma de resmungo, ameaçando acordar,ele parecia realmente ter um sono muito pesado, eu comecei a fazer carinho sobre as mechas de cabelo dele, eu não estava me importando em como iria sair dali depois, ou se ele acordasse, eu estava decidida a ficar ali no momento, encostei minha cabeça no sofá ainda na mesma posição e fechei os olhos ainda brincando com o cabelo de Natsu, não me toquei quando peguei no sono e dormi naquela posição, eu realmente tinha perdido o senso.

Notas finais
não ficou nem muito grande nem muito pequena, espero que tenham gostado, em breve postarei a continuação *o*
E muito obrigada pelos Reviews ♥'