Um Amor Inesperado
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Diferente da manhã passada, desta vez eu estava completamente confortável, eu sentia um pequeno peso sobre minha barriga, e ele estava quente, era um calor diferente do cobertor, era calor humano.
Abri meus olhos lentamente ouvindo um barulho incomodo em meu ouvido esquerdo, me virei lentamente para ver do que se tratava, e encontrei Natsu roncando, vi pela pequena parte de seu corpo que estava fora do cobertor que ele estava sem camisa e com um de seus braços apoiado sobre minha cintura. Como havia me virado, estava cara-a-cara com ele, seu ronco era um pouco incomodo, mas mesmo assim ele continuava fofo DORMINDO.
Suspirei.
Levantei uma de minhas mãos até seu rosto e tirei-lhe os fios de cabelo que cobria seu rosto. No mesmo momento, ele parou de roncar, tirei rapidamente minha mão de seu rosto com medo de que o mesmo acordasse, seria constrangedor, ainda mais na posição que nos encontrávamos, o encarei aflita.
Natsu abre os olhos e me encara, totalmente serio. Meu coração parou de bater por um instante e logo foi a mil.
Ele rapidamente me olha e da um sorriso de orelha-a-orelha.
–Ohayo Lucy
–Oha..hayo — gaguejei
Provavelmente eu estava muito vermelha naquele momento.
–Dormiu bem? — ele deu um beijo levemente em minha testa e se levantou.
Assim que se levantou o cobertor que cobria seu corpo foi retirado, deixando-se visualizar seu corpo, só assim eu notei seu físico, era realmente atraente, corei ao pensar.
–Sim, dormi bem — falei levantando e um pouco envergonhada.
Ele deu a volta em sua cama, pegou uma camiseta, vestiu-a e veio até mim, ele me encarou por alguns instantes pensativo, levantou uma de suas mãos até meu rosto, e arrumou alguns fios de cabelo que estavam desarrumados.
–Vá pentear o cabelo, eles estão engraçados — ele riu
Eu corei e desviei o olhar, caminhei até a porta e me virei para ele.
–Me desculpe por dormir aqui de novo — me curvei e abri a porta para sair.
Assim que abri a porta, encontro o Sr. Igneel em frente a mesma. Ele colocou uma de suas mãos em sua boca e deu uma leve risadinha.
–Fico feliz que estão se dando bem — ele sorriu — O Natsu ainda está ai? — corei ao me tocar do que ele havia se referido.
–Não é nada disso que o Sr. está pensando — olhei para baixo envergonhada — ele está sim, com sua licença — me curvei ainda envergonhada e fui rapidamente para o meu quarto
Assim que entrei em meu quarto lembrei-me da noite passada, o que me fez lembrar o jogo, ele faria o que eu quisesse por 1 semana. Omoshiroi¹.
Fui até a varanda e olhei para a bela vista que eu tinha daquele cômodo, o céu estava totalmente limpo, e o Sol iluminada cada canto do jardim daquela mansão, ele estava radiante.
–Luce — já sabendo que quem se tratava, me virei para a varanda ao lado.
–Natsu — acenei — Ou devo dizer Escravo-kun — sorri irônica.
–Ah, você se lembra, tsk — ele passou as mãos sobre os seus cabelos bagunçando-os — A próxima vez te darei alguma bebida pra não se lembrar — o encarei furiosa — brincadeira my lady — ele riu — My lady, que tal irmos dar uma volta pelo jardim? A varias flores que combinam com sua beleza — ele riu irônico.
–Ok, me dê 30 minutos e venha me chamar ok? — eu queria conhecer mais um pouco a propriedade, e com o belo dia que estava lá fora, seria um desperdício ficar dentro de casa.
–Ok — ele sorriu de orelha a orelha.
Tomei um banho rápido e me arrumei. 30 minutos depois Natsu estava batendo em minha porta.
–Já vou — eu o olhei da cabeça aos pés, ele estava no mesmo estilo de sempre, pouco se importando com o que vestia.
–Para que se arrumar tanto só para dar uma volta pelo jardim? — ele riu — Ou você queria ficar mais bela para mim? — ele aproximou seu rosto do meu me encarando sedutoramente.
– HáHá, não brinque, diferente de você eu tenho uma moral a manter — sorri irônica para ele o empurrando levemente para se afastar de mim.
–Hai hai – ele disse indiferente – ele pegou minha mão – Vamos, eu quero voltar antes do almoço – ele saiu me puxando até o jardim.
–Natsu, mais devagar — falei ofegante.
–Tudo bem, já chegamos – ele sorriu.
Mesmo que ele tivesse diminuído o passo e parado de me puxar, ele não havia soltado minha mão, sua mão estava quente, e ambos estávamos suando, mesmo assim em nenhum momento ele soltou minha mão.
Olhei em volta de onde estava, era incrivelmente lindo, era um jardim separado apenas por uma trilha que separava as rosas brancas das vermelhas, parecia àquela maldita cena romântica de um filme ou de um pensamento de alguém.
–Sugoi² – sorri encantada, nem mesmo a minha mansão tinha esse tipo de coisas, nem mesmo quando minha mãe era viva.
–Lindo não é? Minha mãe que criou e cuidou dessas flores, ela amava flores, principalmente rosas.
–É, ela tinha um ótimo gosto – sorri
–Sim, ela tinha – ele sorriu desanimado.
O olhei, em momentos como esse ele parecia absurdamente frágil, ele era alguém carente de carinho, assim como eu, ele tinha vontade de ser mimado pela mãe novamente, assim como eu, coisa que ambos sabíamos que jamais poderia acontecer novamente, como forma de consolo coloquei minha mão esquerda sobre seu rosto e o acariciei.
–Natsu – sussurrei carinhosamente como consolo.
Ele fechou seus olhos delicadamente para sentir meu toque, e assim que achei que já havia feito o bastante, comecei a retirar minha mão carinhosamente de seu rosto o que fora impedido por ele.
Ele levemente colocou sua mão sobre a minha, a prendendo em seu rosto, eu o olhei confusa, ele colocou sua outra mão em minha cintura e me puxou para perto dele lentamente. Meu coração estava acelerado, mais eu estava calma, e sabia o que iria acontecer, e eu estava aceitando aquilo, embora fosse minha primeira vez. Ele se aproximou de meu ouvido e sussurrou no mesmo:
–Arigatô³ Lucy.
E voltou a me olhar, e eu o olhava também, ele queria aquilo, e eu também.
O momento seguinte aconteceu, um leve tocar de lábios, um leve selinho. Seus lábios eram quentes, eu realmente achei que ele iria aprofundar um pouco mais aquela pequena ação, mas ele simplesmente segurou meus ombros e se afastou rapidamente de mim e falou nervoso:
–Me desculpe, eu não deveria ter feito isso.
Após isso ele me deu as costas e voltou para a mansão, eu não entendi o porquê daquilo, toquei levemente meus lábios, e dei um pequeno sorriso para mim mesma, poderia ser que pela primeira vez, eu estaria apaixonada? Eu tentava afastar esses pensamentos de mim, eu estava preocupada em como o Natsu havia reagido.
Voltei para a mansão e fui até meu quarto, sentei em minha cama e abracei o urso que eu havia ganhado de minha mãe, o abracei e encostei-me à cabeceira da cama peguei um papel na escrivaninha e escrevi no papel:
“Mãe, eu não entendo o Natsu, ele gosta ou não de mim? Eu falei para parar de brincar com meus sentimentos, mais mesmo assim, droga, mãe o que devo fazer? Eu acho que estou começando a me apaixonar, e eu não quero ser a única apaixonada, eu não quero sofrer por ele, eu quero que ele me ame também.”
– xx –
Já era horário do almoço, desci e fui até a mesa de jantar. Sentei-me e notei que o Natsu não havia decido ainda para almoçar. Wendy também não estava lá, então resolvi perguntar ao Sr. Igneel.
–Igneel-san, onde está a Wendy?
–Ah, ela foi a um acampamento.
–Hm – respondi pensativa – Igneel-san, me desculpe mais posso fazer uma pergunta indevida?
–Claro – ele respondeu com um sorriso.
–Quantas noivas o Natsu já teve?
–ah sim, você já deve ter ouvido alguém falar das noivas antigas dele, ele teve por volta de 6 noivas, mais ele rejeitou todas elas, ele nem mesmo falava ou olhava para elas, por isso eu acho que você é especial, você é a primeira noiva que ele fala ou cuida – ele deu uma pequena pausa encarando a mesa – Sabe, o Natsu, embora n aparente, ele é muito carente, então por favor cuide bem dele – ele sorriu mais uma vez para mim.
–Sim Sr. irei cuidar dele como puder – fiz uma leve curvatura.
Logo após isso, Natsu chega para almoçar.
–Que bom que estamos os 3 reunidos aqui, eu tenho uma noticia para vocês – eu e Natsu nos viramos para ele – Para melhorar a convivência de vocês dois eu aluguei um quarto para os dois em um resort, vocês passarão 2 dias e 2 noites lá.
Eu arregalei os olhos, eu estava confiante que o Natsu iria reclamar e não iriamos, eu acho que não seria uma boa ideia nós dois em um resort sozinhos, ainda mais no clima em que estávamos. E quando eu menos esperava Natsu disse:
–Ok, que dia iremos?
WHAT? TIPO ASSIM WHAT? Eu o encarei incrédula, eu não estava acreditando naquilo e me preparando para ele dizer a qualquer momentos que aquilo era brincadeira.
–Amanhã de manhã o carro estará aqui para buscar vocês.
–Ok, irei arrumar minhas coisas – ele disse indiferente e saiu da mesa e foi em direção a escada.
Eu o olhava de boca aberta enquanto ele saía.
–Cuide bem dele Lucy-chan – Igneel sorriu de orelha a orelha para mim.
–Irei cuidar – falei sorrindo falsamente – com sua licença – me curvei e saí da mesa em direção ao quarto de Natsu, ele me devia uma explicação.
Não bati na porta, e esqueci-me da educação que havia recebido. Entrei “arrombando” a porta e gritando:
–Natsu, o que significa isso?
–Isso o que? – ele respondeu inocente enquanto colocava suas roupas dentro de uma mala.
–Por que você concordou em ir para um resort passar 2 noites? Vocês sabe que ele vai nos colocar em um quarto de casal não é?
Ele se virou para mim e veio em minha direção e me empurrou até a parede.
–Ei pirralha, você realmente acha que eu quero algo com você? – ele me olhou sedutor – Eu não tenho a menor intenção com você, eu planejo ir apenas para sair de casa, vou dar um jeito de sair daquele maldito resort, eu preciso sair dessa prisão entendeu? E qual o problema? Nós já dormimos juntos em uma cama, não é como se fosse fazer alguma diferença, não fique no meu caminho.
Eu o olhei abismada, quem era aquele monstro? Onde estava o Natsu “carente” que o Sr. Igneel havia falado?
–Faça como quiser, pelo menos eu tirarei umas férias – dei-lhe um leve empurrão e sai daquele quarto.
Fui em direção ao meu quarto, e as lagrimas caíram sobre meu rosto, como ele podia ser assim? Fiz minhas malas e passei o resto do dia escrevendo meus romances, que por causa do acontecimento mais cedo meus romances estavam um tanto quanto dramáticos. Já era tarde quando decidi ir dormir, assim que coloquei meu rosto sobre o travesseiro adormeci, totalmente em duvida de como os dias seguintes seriam.
“Mamãe, eu não entendia, que era apenas uma faixada para ele se manter forte, eu não sabia quase nada dele, e mesmo assim, eu já o amava, mesmo que sem consciência eu o amava.”
Notas finais
até a próxima *-*
Omoshiroi¹(面白い) : interessante
Sugoi²(すごい): incrível/ surpreendente
Arigatô³(ありがとう): Obrigado
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