Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
23 Imbranato
Notas iniciais
Imbranato– (Tiziano Ferro)
(Atrapalhado)
Ciao..come stai? Domanda inutile!
Ma a me l'amore mi rende prevedibile
Parlo poco, lo so..è strano, guido piano
Sarà il vento, sarà il tempo, sarà...fuoco!
Oi. Como vai? Pergunta inútil!
Mas o amor me torna previsível.
Falo pouco, fico estranho, desatento
Será o vento, será o tempo, será......fogo!
E scusa se ti amo e se ci conosciamo
Da due mesi o poco più
E scusa se non parlo piano
Ma se non urlo muoio
Non so se sai che ti amo..
E scusami se rido, dall'imbarazzo cedo
Ti guardo fisso e tremo
All'idea di averti accanto
E sentirmi tuo soltanto
E sono qui che parlo emozionato
...e sono un imbranato!
E desculpa se te amo e se nos conhecemos
Há dois meses ou pouco mais
Desculpa se não falo baixo
Mas se não grito morro
Não sei se sabes que te amo...
E desculpe se rio, me entrego ao embaraço.
Olho pra ti fixamente e tremo.
À ideia de te ter do meu lado.
E me sentir somente teu.
E estou aqui e falo emocionado.
E sou um atrapalhado! E sou um atrapalhado!
CASTLE
Me aproximei devagar da cama, queria observá-la dormir um pouco mais, era tão linda! Não conseguia acreditar que a tinha, finalmente, inteira para mim.
— Oi. – ela me disse ainda sem abrir os olhos.
— Oi. Pensei que estava dormindo? – me sentei ao lado dela, observando o brilho dos seus olhos, ao abri-los lentamente.
— Eu estava mas, senti o cheiro do café. – apontou as xícaras nas minhas mãos.
— É para não perder o costume, já faz parte da minha rotina te trazer o café todas as manhãs e, é bônus a mais, se for na cama. – me aproximei, dando um selinho e, oferecendo a xícara para ela.
— Devo confessar que, meu dia sempre ficava melhor, quando me trazia o café. – ela levou a xícara fumegante aos seus deliciosos lábios e, após dar o primeiro gole... fez uma careta. – Argh! Castle! Desculpe mas, isto está horrível!
— O quê!! Não, isso é impossível! – dei um gole da minha própria xícara e.... Céus!! Estava mesmo horrível. Estava pior do que o café que eu bebia na delegacia nos meus primeiros dias. — Kate, eu não sei o que aconteceu. Parece até que o meu gêmeo malvado tomou conta do meu corpo.
— Gêmeo malvado é pouco. – ela começou a gargalhar. — Acho que esse é o pior café que já tomei em toda a minha vida!!!
— Obrigado, me sinto bem melhor agora... – ela se levantou, ainda gargalhando.
— Vem, vamos descer e ver o que tem na minha cozinha para fazer o café da manhã. – ainda olhava para a minha xícara, não conseguia acreditar naquilo.
— Aham, já estou indo. Vi uns ingredientes para fazer minha panqueca sorridente. – estava distraído, pensando no que eu tinha errado e, quando entrei na cozinha dela, me deparei com a Kate linda, usando minha camisa.
— Eu vou fazer outro café, enquanto você faz as panquecas. – ela me beijou os lábios, me tirando do eu pequeno transe.
— Se você estiver nua, debaixo dessa camisa, não sei se conseguirei me concentrar. – olhava suas longas pernas perfeitas, já imaginando o que faria com elas.
— Pervertido! Vê, estou apresentável. – levantou a barra da camisa e, pude ver que usava um short surrado mas, muito curto.
— Isso não ajuda muito mas, vamos as panquecas. – peguei todos os ingredientes e, comecei a fazer minhas panquecas, enquanto ela fazia o café mas, ela ficar desfilando na minha frente, com aquelas pernas de fora, estava me distraindo muito.
— Castle. Castle! CASTLE! – ela gritou como se a casa estivesse pegando fogo.
— Oi! O quê! Hã! – acho que estava mais distraído do que pensei.
— Tem alguma coisa queimando. – a casa estava intacta mas, nosso café da manhã...
— Droga! Minhas panquecas! – minhas adoráveis panquecas felizes, agora pareciam círculos de carvão.
— Acho que hoje não é o seu dia, Castle. – ela estava se divertindo e, eu, não sabia o que estava acontecendo.
— Isso não é engraçado, primeiro foi o café e, agora isso? – estava me sentindo uma criança desamparada, isso nunca tinha me acontecido antes.
— Não se preocupe com isso, Castle. Isso acontece, sempre existe aquele dia em que tudo dá errado mas, não desanime, vamos sair e tomar nosso café e, quem sabe eu não me esforce para alegrar o seu dia, hein? – ela enlaçou meu pescoço e me deu um beijo apaixonado.
— É uma boa ideia. Mas, antes, você vai colocar uma calça. Não quero ninguém, além de mim, admirando essa beleza natural. – ela sorriu e, eu sempre me derretia com o seu sorriso, que agora me parecia mais lindo ainda.
— Tudo bem mas, não pense que é porque você pediu, eu só não me sinto confortável saindo assim. – se desvencilhou dos meus braços e subiu a escada, me deixando ali, observando cada um dos seus movimentos.
Depois de um momento, eu entendi o que tinha acontecido. Sonhei em tê-la em meus braços por quatro anos e, agora que estamos juntos, viver este amor, me deixou completamente atrapalhado.
— Você não vem, Castle. – ela já estava na porta me esperando, esta mulher me deixa flutuando nas nuvens.
~ ¤ ~
Fale com o autor