Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
5 Eu Preciso Dizer Que Te amo
Notas iniciais
Eu Preciso Dizer Que Te Amo (Cazuza)
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
BECKETT
O drink com o Colin tinha sido até divertido. Bebemos, conversamos e rimos, ele era bonito, atraente e com um sotaque charmoso mas, minha mente queria outro par de olhos azuis. Ele pegou o seu voo e, provavelmente, nunca mais irei vê-lo novamente. E, durante o caminho para casa, não conseguia tirar Castle do pensamento.
Chegando em casa, fui direto para o chuveiro, na tentativa da água quente aliviar minhas dúvidas mas, foi em vão. Coloquei uma roupa leve e, me sentei no sofá na tentativa de ler um pouco. Não consegui manter a concentração e quando bateram na porta, fiquei aliviada ao deixar o livro de lado mas, intrigada sobre quem poderia ser a essa hora.
Olhei pelo olho mágico e abri a porta imediatamente.
— Oi garota. Sei que eu não avisei que vinha mas, estava tão tristinha quando saiu do necrotério e, não terminamos nossa conversa no outro dia. – Lanie me abraçou.
— Você é um anjo na minha vida, Lanie. Eu estava aqui sozinha, pensando na vida e, até pensei em ligar para você mas, por estar tarde eu desisti. – ela se sentou no sofá novamente e, empurrando o livro de lado, deu espaço para a amiga.
— Logo vi que não conseguiu falar com ele. – ela me fez aquela cara de reprovação.
— Eu tentei mas, não consegui. Ele passou os últimos dias, para cima e para baixo, com aquela Jacinda. Talvez, ela seja o melhor para ele. – eu não acreditava realmente nisso.
— Kate, eu vou bater em você começar a acreditar nisso. Você quer desistir sem nem ao menos tentar? — pela cara dela, tive certeza que ia me bater de verdade.
— Eu não sei, Lanie. É complicado, alguma coisa mudou recentemente. É como se eu tivesse feito alguma coisa muito grave mas, eu não tenho ideia do que seja. – essa distância que ele impôs, estava me matando.
— E como chegou a essa conclusão? – ela cruzou os braços e olhava para mim com as sobrancelhas erguidas.
— Ele tem jogado indiretas, às vezes me olha diferente, como se estivesse magoado. Eu tenho medo de dizer alguma coisa e acabar com a nossa amizade.
— Amizade, Kate? Vai ficar batendo na mesma tecla? Você sabe que não quer ser apenas amiga dele e, pelo que eu vejo, ele também não. Garota, ele já está a quatro anos esperando por você, vendo você com outros caras e te apoiando sempre que precisa. Nunca vi um homem tão dedicado a uma mulher, a ponto de quase morrer por ela. – já perdi as contas de quantas vezes eu quase morri mas, Castle sempre esteve lá comigo. Para me salvar ou, para morrer junto comigo.
— Tem razão mas, eu tenho medo e, se eu disser o que sinto e ele não sentir mais o mesmo, não quero perde-lo. As conversas e teorias malucas, a confiança que temos um pelo outro. E se já for tarde demais? – era o que eu mais temia.
— Não saberá, se não contar. Kate, você precisa dizer a ele. – o que ela estava dizendo? Como se fosse fácil.
— Preciso dizer o quê? Que não consigo mais dormir direito pensando nele? Que não suporto vê-lo com outras mulheres? Que eu o amo? – eu o amo? Sim, eu o amo tanto.
— Exatamente isso. Assim já acaba com a dúvida e, se for para sofrer, seja pelo motivo certo e, não por suposições.
— Eu vou dizer a ele, só tenho que pensar em como farei isso.
— Isso mesmo, coragem. Essa é a Kate Beckett que eu conheço, você enfrenta bandidos perigosos todos os dias, não deve ser tão difícil assim se declarar ao homem que ama.
— Tomara que não, Lanie. Tomara que não. – nunca me senti tão assustada, nenhum bandido me causou esse tipo de medo. Agora, eu tenho que encontrar uma forma de chegar nele e simplesmente dizer... Eu te amo.
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