Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
29 Whole Lotta Love
Notas iniciais
Whole Lotta Love (Led Zeppelin)
(Um Bocado de Amor)
You've been coolin', baby, I've been droolin'
All the good times I've been misusin'
Way, way down inside, I'm gonna give you my love
I'm gonna give you every inch of my love
Gonna give you my love
Yeah! All right! Let's go!
Você está se refrescando, baby, eu estou babando
Todos aqueles bons momentos, eu estraguei
Bem lá no fundo Eu vou lhe dar meu amor
Eu vou lhe dar cada polegada do meu amor
Vou te dar meu amor
Sim! Certo! Vamos lá!
Wanna whole lotta love
Quero um bocado de amor
CASTLE
Ele estava em seu escritório, deveria estar escrevendo mas, ao invés disso, matava alguns zumbis e, estava irritado por estar perdendo.
— O quê? Isso não vai ficar assim, eu acabo com você, seu zumbi feioso. – estava tão distraído, que não viu quando Kate entrou e, cruzando os braços sobre o peito, aguardava ser notada.
— Richard Castle! – levou um susto tão grande que, por pouco não cai da cadeira.
— Kate, desculpe, não vi você entrar.
— Já vi que não está escrevendo, então, pode me explicar o que significa isso? – foi aí que vi a cópia do meu último livro em suas mãos.
— Isso? Do que você está falando? Não gostou? – ficava preocupado com a sua opinião, pois sabia que ela era uma fã, mesmo que não admitisse.
— “Nikki Heat chegou ao hospital, amparada pelo seu amado, James Rook, enquanto proferia impropérios de todos os tipos. Ele, apesar de estar apavorado, entendia que a dor era capaz de fazer, até mesmo os mais fortes, perderem a razão.” – ela parou a leitura e, me lançou ‘aquele’ olhar. Fazendo com que eu me encolhesse em minha cadeira. — Isso é, o que eu estou pensando que é?
— Não! ... Quer dizer, sim. Mas, não precisa ficar assim tão brava e.... – ela ergueu seu dedo indicador, e continuou. — “Ele até perdeu as contas, de quantas vezes ela ameaçou atirar nele. Como se a dor que sentia, fosse culpa exclusivamente dele”. Um capítulo inteiro, Castle.
— Meu amor, tivemos grandes emoções aquele dia e, ficou marcado na minha memória para sempre, cada detalhe, cada palavra e, eu precisava entregar um capítulo com urgência. Depois, ficamos tão ocupados que, eu me esqueci completamente que deveria editar. Por favor, não fique brava. – fiz a minha melhor cara de cachorro pidão, sabia que ela nunca resistia e, em poucos segundos, ela baixou a guarda e veio até mim, sentando-se em meu colo.
— Ok, me desculpe. Acho que exagerei um pouquinho. É que o capítulo está tão rico em detalhes e, acho que por egoísmo, queria ter esse momento só para nós. Agora todo mundo saberá como foi o nascimento do nosso filhote. – ela encostou a cabeça em meu ombro, me permitindo exalar o seu doce perfume de cerejas.
— Como é que eles saberão que é o nascimento do ‘nosso’ filho? Poderia ser qualquer nascimento, afinal, eu sou um escritor. – ela levantou a cabeça, com aquela expressão que dizia: “Sério?”
— Você quer que eu te mostre ‘aquela’ capa de revista? – tinha me esquecido disto, após o nascimento do Nicholas, Nick, eu estava tão eufórico que comprei muitas caixas de charuto e, distribuía para qualquer pessoa que encontrasse. Acabei nos tabloides, com uma legenda: “O Pai do Ano”.
— Tudo bem, você está certa. Era um momento só nosso e, eu acabei estragando tudo, vou ligar para a Paula e pedir para recolher todas as cópias do livro. – peguei o celular e, senti sua mão na minha, me impedindo de fazer a ligação.
— Não, Castle. Eu não quero agir como uma criança mimada, eu só perdi o controle por um momento. É o seu trabalho e, eu respeito isso, eu só fui pega de surpresa. Quem deve desculpas aqui, sou eu. – dei um selinho nela, acariciando seu rosto. — E, além disso, eu duvido muito que a Paula ou a Gina, fossem aprovar essa loucura.
— Definitivamente, não. Mas, tirando isso? O que achou? – então, ela sorriu. Não importava quantas pessoas lessem meu livro, a única opinião significativa para mim, era a dela.
— Está maravilhoso, desta vez, você se superou mas, ... – ela deu uma pausa, escolhendo as palavras com cuidado.
— O quê? – me empertiguei na cadeira, ansioso pelas suas palavras.
— Calma, não é nada grave mas, “Cosmo”? ... Você colocou o nome do filho deles de Cosmo, Cas? – soltei o ar preso nos pulmões, estava aliviado. Por um instante, pensei que tinha estragado mais alguma coisa.
— Você não me deixou batizar nosso filho então, dei um jeitinho. Eu não podia desperdiçar um nome tão bonito. – ela revirou os olhos para mim e, saiu do meu colo.
— É só você que acha esse nome bonito e, se bem me lembro, foi você que sugeriu uma votação e, todos, inclusive sua mãe e Alexis, votaram contra. – me levantei também, fiquei muito decepcionado aquele dia. Me senti traído...
— Não foi uma votação justa.
— Como não, amor? Votamos e, você perdeu. E, por unanimidade, escolhemos Nicholas. Então, me diga como não foi uma votação justa? – me aproximei, enlaçando sua cintura e, a puxando para junto de mim.
— Você tem uma arma. – ela fez aquela cara de desaprovação. — Certo, eu não sei perder mas, tente entender, eu sempre quis ter um filho chamado Cosmo, era meu sonho...
— Ora, Castle. Tenho certeza que você deve ter outros sonhos para realizar e, eu tenho um, que gostaria de realizar agora mesmo. – ela se aproximou de mim, cochichando em meu ouvido.
— Uau! Se tiver mais sonhos assim, Detetive. Eu ficarei honrado de realizar todos eles. – eu estava aceso, já fazia algum tempo que não fazíamos algo especial. Começamos a nos beijar e, quando comecei a puxá-la para o quarto, a babá eletrônica anunciou que nosso pequeno, estava com fome.
— Acho que vai ficar para outra vez. – ela estava com as bochechas rosadas, evidenciando o calor que sentia, tanto quanto o meu.
— Vou pedir para minha mãe ficar com ele um dia, prometo que não irá se arrepender. Você quer que eu vá? – segurei sua mão, quando ela já ia saindo.
— Pode deixar, eu cuido dele. Vou aproveitar para curtir meu filhote. Logo, logo eu terei que voltar a trabalhar e, quero ficar o máximo de tempo possível, colada nele. Mordendo aqueles pezinhos fofos e sentindo seu cheirinho. – seus olhos brilhavam, ser mãe, deixou a Kate mais linda ainda do que já era, se é que isso era possível.
— Hum! Vejo que mudou de opinião quanto a compulsão de morder pezinhos de bebê e, você fica linda assim, de mamãe. – ela deu um sorriso tímido.
— Você mudou muita coisa em mim, meu amor. Antes eu era uma pessoa preenchida pela dor e, agora, tenho um bocado de amor em meu coração. Eu te amo. – ela me deu um selinho. — Agora eu tenho que ir, ou nosso filho vai vir até aqui sozinho.
— Vai lá. Eu também de amo muito, Detetive. Sempre...
Fiquei algum tempo ali, olhando o amor da minha vida, indo dar atenção ao único homem que eu não tinha ciúmes. Meu orgulho, meu presente, meu pequeno Nicholas Beckett Castle.
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