Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
25 Way Back Into Love
Notas iniciais
Way Back Into Love (Filme: Letra e Música)
(Caminho de Volta ao Amor)
There are moments when I don't know if it's real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration
Not just another negotiation
Há momentos que eu não sei se é real
Ou se alguém se sente do jeito que me sinto
Eu preciso de inspiração
Não outra negociação
All I wanna do is find a way back into love
I can't make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I'm hoping you'll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I'll be there for you in the end
Tudo que eu quero fazer é achar um caminho de volta para o amor
Eu não posso conseguir sem um caminho de volta para o amor
E se eu abrir meu coração para você
Eu espero que você me mostre o que fazer
E se você me ajudar a começar de novo
Você sabe que eu estarei lá por você no fim
CASTLE
Estava jogado no sofá, de pijamas e jogando vídeo games. Fazia isso todos os dias, desde que matou seu personagem principal e perdeu a inspiração.
— Richard, querido. Vai perder mais um dia maravilhoso aí, esparramado no sofá? Já estamos na hora do almoço e você ainda está de pijamas. – do jeito que ela falou com ele, se sentiu uma criança.
— O que adianta ser um autor de best-seller, se eu não posso aproveitar um pouco a vida? – tentava convencer a mãe que estava bem mas, ele mesmo sabia que não era verdade.
— Isso que está fazendo, não é aproveitar a vida, isso se chama procrastinação. Desde que terminou seu livro, não escreveu uma só palavra, sabe como isso se chama? – deu pausa no jogo e olhou rapidamente para ela. — Bloqueio!
— Não, eu não estou com bloqueio. Eu só... preciso de uma nova fonte de inspiração, Derrick Storm já não me divertia mais, escrever sobre ele se tornou um trabalho chato e tedioso. O que eu preciso é de algo completamente apaixonante. Como um novo amor.... Ao personagem, eu quero dizer. – bloqueio... humpf! Eu não estou com bloqueio...
— Se é o que diz... Vou fingir que acredito. Agora levante daí, sei que deve ter coisas para fazer. O lançamento do livro é hoje e deve se preparar para hoje à noite. – ela pegou uma das almofadas e jogou em mim.
— Eu não preciso me preparar, olhe para mim. Eu já nasci pronto! – ela fez cara de desaprovação mas, isso não a impediu de pegar meu cartão de crédito.
— Vou comprar um vestido novo para essa noite, nunca se sabe que tipo de peixe eu posso encontrar hoje à noite. Tchau, tchau, te vejo mais tarde. – se despediu de forma dramática, antes de sair do apartamento.
— Bah! Se dependesse só de mim, ficaria aqui. Não vejo mais graça nenhuma nessas noites de autógrafos. Mas, se eu não comparecer, sei que a Gina me mataria. – já sabia que ela iria importuná-lo por ter colocado uma bala na cabeça do seu personagem mas, fazer o quê? Era melhor começar a se aprontar.
– x -
Como era de se esperar, a noite foi exatamente como previ, muitas fotos, muitos autógrafos, uma Gina furiosa... Em uma palavra? Chato. Avistei minha mãe e Alexis no bar, fazendo o que sempre faziam, minha mãe bebendo e flertando e, Alexis, estudando. Após algumas poucas palavras, Dona Martha saiu a caça e, senti a necessidade de desabafar com minha filhota.
— Quer saber porque matei Derrick? Não havia mais surpresas, sabia o que acontecia a cada momento das cenas. Como essas festas, se tornou muito previsível. “Sou sua maior fã. De onde tira as suas ideias?” – poderia ser loucura mas, esperava que minha filha de quatorze anos, me iluminasse o pensamento.
— E a mais popular: “Autografe meu peito?” – Alexis não gostava dessa parte, era super-protetora.
— Isso não me importa muito. – fazia parte do trabalho e, eu não podia reclamar.
— Bem, só para constar, eu me importo.
— Só uma vez, gostaria que alguém viesse a mim e dissesse algo novo. – precisava de um pouco mais emoção.
— Senhor Castle? – uma voz me chamou e, era hora de voltar ao trabalho.
— Onde quer que eu autografe? – me virei, já com a caneta na mão e, dei de cara com um distintivo.
— Detetive Kate Beckett, polícia de Nova York. Precisamos fazer perguntas sobre um homicídio que houve no início dessa noite. – demorei um pouco para compreender o que aquela mulher, com cara de brava e olhos lindos, queria dizer.
— Isso, é novidade. – Alexis falou em meu ouvido, tirando a caneta da minha mão.
A partir desse momento, tudo era novidade, um assassino estava copiando as mortes dos meus livros e, eu estava achando o máximo. Dei o meu jeitinho para me aproximar do caso e, claro, da Detetive Beckett. Após o caso ter sido encerrado, com uma grande ajuda minha, fiquei intrigado com os mistérios que envolviam aquela mulher incrível. Ao chegar em casa, me senti vivo, como não me sentia em muito tempo. E, sem nenhum esforço, escrevi um capítulo espetacular. Logo pela manhã, precisei fazer uma ligação importante.
— Alô. – ouvir a voz de Bobby me deixou estimulado.
— Ei, Big Cheese! Tenho um pedido especial para você...
Estava aberto a novas possibilidades e, se a Detetive Beckett me permitir, estarei disposto a segui-la até o fim.
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