Notas iniciais
Olá Pessoal, Essa eu pensei que fosse fácil por causa do título mas, ao ver a tradução, acabou sendo difícil. Está um pouco dark no início mas, no fim melhora. Espero que gostem. Dia 9 e contando. Beijocas...

True Love (Coldplay)

(Amor Verdadeiro)

For a second, I was in control

I had it once, I lost it though

And all along the fire below would rise

Por um segundo, eu estava no controle

Eu tinha isso, embora eu tenha perdido

E o tempo todo, o fogo lá embaixo aumentava

And call it true

Call it true love

Call it true

Call it true love

E chame isso de verdadeiro

Chame isso de amor verdadeiro

Chame isso de verdadeiro

Chame isso de amor verdadeiro

CASTLE

Assim que se deu conta, Castle percebeu que estava em um lugar totalmente escuro, não conseguia enxergar um palmo a frente do nariz.

— Olá! Tem alguém aí? – ele perguntou várias vezes para o vazio, não obteve nenhuma resposta.

Ele não estava entendendo nada. Onde estava? O que estava acontecendo? Foi quando suas últimas lembranças o acertaram impiedosamente.

Lembrou-se do casamento. Estava indo para o ‘seu’ casamento quando, um carro o tirou da estrada. Lembrava da batida e.... seu carro estava em chamas.

Balançou a cabeça em negativa, ele sofreu um acidente e agora estava em um completo nada. Será que tinha morrido? Então era assim? Só um completo, nada?

— Ei!! – gritou. — É só isso? – não podia ser só isso. — Onde estão os anjinhos de bumbum de fora ou talvez, o cara com chifres e tridente? Devo ter direito a uma última ligação! – sentia-se derrotado. Não tinha se despedido de ninguém, queria ver uma última vez, as pessoas que amava. Alexis, sua mãe e principalmente, Kate.

Começou a chorar copiosamente, soluçava e, de repente, uma luz apareceu, parecia ser uma porta. Sem nem pensar, foi em direção a ela. Quando a luz se foi, estava em um lugar que parecia ser um pequeno apartamento.

— Ei, eu conheço esse lugar. – o apartamento estava decorado com pequenas luzes de natal e, na pequena sala, ele viu sua mãe adentrar vestida de soldado Quebra-Nozes.

— O que é isso, uma versão de Fantasmas de Scrooge? – ele observava uma das suas lembranças mais felizes da infância.

— Richard, querido. Venha abrir seus presentes. – então ele viu uma versão de si mesmo, devia ter uns oito anos, vir correndo em direção aos pacotes coloridos.

— Uau! Um boneco do Darth Vader. É exatamente o que eu pedi ao Papai Noel. – sorri ao ver a cena, ainda tenho (ou tinha) esse boneco em meu escritório.

— Papai Noel deve estar muito feliz que tenha gostado, meu querido. – ela abraçou o mini eu.

Enquanto observava a cena, veio novamente uma luz forte e, eu estava no parque e, sem nem pensar, olhei para os balanços e vi a menininha ruiva gargalhando.

Ver a Alexis com cinco anos novamente, fez meu coração pular. Que saudade dessa época.

— Mais uma vez, papai. Agora eu quero bem alto. – ela dizia para aquele outro eu.

— Desse jeito, você vai acabar voando, que nem um passarinho. – ele (eu), a empurrava cada vez mais alto.

— Se isso acontecer, não se preocupe papai, pois eu nunca voarei para longe de você. – minha menininha, queria que ficasse assim para sempre.

E a luz veio novamente. Já sabia o que viria a seguir e, a ansiedade me fez parar de respirar (se é que estava respirando). Assim que tudo ficou claro, ela estava ali, linda, sorridente. A minha Kate.

— Bom, neste caso, Richard Edgar Alexander Rodgers Castle, sim, sim. Eu aceito me casar com você. – ver a cena que me fez o homem mais feliz da face da Terra, me pegou de surpresa.

— Sério! Tinha que ser logo essa? – era sacanagem isso, agora que se foi, tinha que ver a cena que ela aceitou ser sua para sempre?

— Eu não quero ver isso, é algum tipo de tortura? – olhava para cima, como se falasse com alguém, tinha que ter um responsável por tudo isso.

Como se tivessem me ouvido, a cena mudou novamente.

— Você deve ir. – ela estava em cima daquela bomba. — Rick. Eu amo você. – era a primeira vez que ela me disse isso.

— Eu amo você também. – eu disse junto com o meu outro eu.

A cena foi mudando de novo mas, dessa vez, eu queria ficar mais um pouco, sentir aquele amor, aquela despedida. Tudo desapareceu e, eu estava no carro novamente, indo para os braços da minha amada.

E assim, aconteceu tudo de novo, o acidente, as chamas e, tudo ficou escuro.

Mas, agora eu senti o gosto metálico de sangue em minha boca, estava amarrado e amordaçado, o quarto em que eu estava, tinha uma fraca luminosidade e, uma voz desconhecida veio em minha direção.

— Olá, Senhor Castle. Bem-vindo ao mundo dos vivos. – espere aí, eu estava vivo? Sorri inconscientemente, se estava vivo, ainda tinha uma chance.

E foi então que comecei a escutar uma voz chamando de longe, mas, não qualquer voz, era a voz dela.

— Castle! Castle!

— Kate. Oh, Kate. Você está mesmo aqui? – disse tocando de leve o seu rosto.

— Rick, amor. Acho que você estava sonhando. Ainda é o mesmo pesadelo? – foi aí que percebi, estávamos no nosso quarto no Loft.

— Sabe quando você tem um sonho, dentro de outro sonho? Foi assustador, eu tinha perdido você e, ao mesmo tempo foi maravilhoso.

— Maravilhoso? Como assim? – ela estava deitada de lado, me olhando com aqueles olhos verdes, lindos.

— Foi maravilhoso, pois me fez ter a certeza que, o nosso amor é verdadeiro e, nada e nem ninguém, pode me fazer deixar de amar você. – olhei para a aliança em seu dedo e, sabia que a teria para sempre.

— É claro que nosso amor é verdadeiro, eu te amo mais que tudo. Principalmente agora. – e ela passou a mão sobre o ventre, ainda não estava muito aparente, por enquanto.

— Eu amo vocês... Sempre! – e com um sorriso, nos beijamos. Selando esse acordo de amor verdadeiro que tínhamos um pelo outro.

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Notas finais
Olá, Quando eu vi que a música era sobre um homem que morreu, eu pensei: "E agora?". Então acabei indo por um lado lúdico, os sonhos. Beijocas e até amanhã...