Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
12 Só Hoje
Notas iniciais
Só Hoje (Jota Quest)
Hoje eu preciso tomar um café
Ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje
CASTLE
Ele estava inquieto. Parecia que tudo tinha acontecido de uma vez, teria o lançamento do seu novo livro, Alexis estava de namorado novo, sua mãe estava em mais um dos seus retiros espirituais e já fazia uns três dias que não a via, por conta do trabalho.
Todos esses itens, livro, Alexis, mãe e saudades da Kate, não estavam ajudando em nada a se manter calmo. E, após pensar um pouco, resolveu passar na delegacia, ver o sorriso dela sempre o acalmava.
Mas, antes que pudesse se levantar da cadeira, o celular tocou. Era Paula, sua agente.
— Castle! – ele atende a ligação desanimado.
— Onde você está? Não importa e, sabe por quê? Porque, independentemente de onde está, o que importa é onde você deveria estar. Que é aqui, na reunião dos últimos preparativos do seu livro e, oh! Eu não te vejo aqui. – ela estava surtando e, com razão, eu me esqueci completamente desta reunião.
— Paula, tenha calma, eu já estou indo. Chego em vinte minutos. – desligou a ligação e viu seus planos de tomar um café com a Kate, irem por água abaixo. Sem alternativa, pegou suas chaves e saiu apressado.
A manhã foi extremamente chata, não entendia por que tinha que participar dessas reuniões. Tinha que escolher os folders, tipo de organização de mesa, cores de decoração de ambiente, deu carta branca para Paula mas, ela insistia que ele desse sua opinião pessoal.
— Richard! Richard! Está me ouvindo? – Paula falava sem parar, e eu, já prestava mais atenção nela fazia um bom tempo.
— Desculpe, Paula. Eu preciso resolver umas coisas, será que podemos conversar outra hora? – dei um sorriso amarelo e, ela saiu dizendo que ligaria depois.
Sua cabeça estava cheia então, decidiu ir ver Kate. Ao se levantar, o celular tocou. Era Alexis.
— Oi, Abóbora. Estava com saudades de você. – apesar de todos os problemas, sempre era bom ouvir a voz dela.
— Oi, pai. Será que o senhor pode vir almoçar comigo hoje? – sua voz transmitia preocupação.
— Claro que posso, Alexis. Algum problema? – desde o sequestro dela, nunca mais me senti seguro.
— Não, nenhum. Pelo menos eu acho que não. É que o Nathan quer te conhecer e, eu achei que você também quer conhece-lo. Então? – ela estava ansiosa do outro lado da linha.
— Claro, terei um prazer imenso em conhece-lo. Te vejo as 13:00 h? – esse dia está ficando cada vez melhor.
— Ok. E, pai! Por favor, se comporte. Nada de camisa com sangue ou, ameaças com armas de brinquedo. – por que ela nunca deixa eu me divertir.
— Por que eu faria isso? – será que eu consegui soar indignado o suficiente?
— Paaaai!
— Tudo bem, eu serei um perfeito cavalheiro. Não se preocupe, eu te amo filha.
— Também te amo, vejo você no almoço. Beijo e tchau. – ela desligou. Inspirei profundamente, agora mais do que nunca, eu precisava daquele café com a Kate.
Chegando na delegacia, logo vi, que a mesa dela estava vazia.
— Ei, Castle! O que faz aqui, Bro? – Esposito vinha com uma papelada nas mãos.
— Vim fazer uma visita rápida. Onde está a Beckett? – sentia saudades dele mas, sentia muito mais dela.
— Sabia que a visita não era para mim. – apontou para os dois copos de café. — Ela está com a Gates, já deve estar vindo.
— Não fique com ciúmes, senti sua falta também mas, ela é mais bonita.
— É porque você não está olhando meu melhor ângulo. Espo fez uma pose engraçada, bem na hora que a Kate apareceu.
— Ih, Bro. Ela está de mau humor, boa sorte. – deu um tapinha no meu ombro e saiu apressado.
— Oi, amor. Está tudo bem? – me sentei ao seu lado, lhe oferecendo o café. Ela aceitou, me recompensando com o que eu tinha esperado pela semana inteira, seu lindo sorriso.
— Está tudo bem, é só esse caso que está um pouco complicado mas, não precisa se preocupar com isso. E você? O que faz aqui? Achei que não te veria até depois de amanhã? – ela deixou o café de lado e, se ajeitou na cadeira, me dando total atenção.
— Está tudo bem, estava passando e decidi te trazer um café. – tentei parecer o mais natural possível.
— Castle! Eu te conheço. O que houve? – ela fazia aquela ruguinha adorável entre os olhos.
— Ok, eu estava enlouquecendo. Com o lançamento do livro, a Alexis me convidando para conhecer o novo namorado e ficar longe de você todo esse tempo e, não conseguir dormir direito. Eu precisava de você hoje, nem que fosse por alguns minutos. – estava carente, precisava dela.
— Também senti muito a sua falta, amor. Também não tenho conseguido dormir essa semana, acho que você me acostumou mal. E, com esse caso complicado, eu adoraria ter você aqui comigo mas, como não posso, alguns minutos já é o suficiente. – ela sorriu para mim, me fazendo amá-la ainda mais, se é que era possível.
— Eu te levaria para almoçar mas, eu já combinei com a Alexis, ela vai me apresentar o namorado: Nathan. E, antes que diga alguma coisa, já prometi a ela que vou me comportar. E tenho que confessar, já gostei do nome dele mas, me prometa que ela nunca saberá disso. – esse tempinho com a Kate, fez sentir-me mais revigorado.
— Do que depender de mim, ela nunca saberá. E, já que não podemos almoçar juntos, você poderia me acompanhar até a saída. – se levantou, pegando o casaco.
— Me deixaria imensamente feliz. – peguei o casaco de suas mãos e, me ofereci para vesti-la. Caminhamos lado a lado para o elevador.
Mal as portas se fecharam a nossa frente e, eu a segurei pela cintura, puxando-a para junto de mim, nossas bocas quase se tocando.
— Castle! Ainda estamos na delegacia. E, o elevador tem câmeras. – ela colocou as mãos em meu peito, tentando me afastar. Mas, sentir seu perfume de cerejas, me fez segurá-la com mais afinco.
— Não via a hora de ficarmos sozinhos, precisava sentir seu cheiro e, o sabor da sua boca. – meus lábios roçavam os dela.
— Castle! – sua voz estava trêmula.
— Só hoje, Kate. Sei que não a verei por dois dias ainda, tudo o que estou te pedindo, é um beijo. – sorrindo, ela passou as mãos em meu pescoço e, me puxou para um beijo languido e apaixonado. Isso era tudo o que eu precisava, pelo menos por hoje.
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