Um Amor Complicado.

22 Capítulo 22 - Satisfação.


Notas iniciais
OLÁÁÁÁÁ PESSOAS LINDAS DO MEU CORAÇÃO!! Tudo bem com vocês? *u* Sim, eu demorei para CACETE. Mas devo dizer que esse capítulo ficou um pouquinho mais intenso do que eu esperava, kkkkkkk. Bom, vamos aos agradecimentos! Anne Hyuuga, Carina de Oliveira Santos, PaumDoLaw, LuhHeartfilia, RingoTogehime, Gol D Bianca, Persephone Oleander, Foxxy Lady, Roronoa Aninha, Irial kun, nalissa e Roronoa Zoro, obrigada pelos comentários no capítulo anterior! Foram todos maravilhosos, adorei! *---* E A PAUMDOLAW, JAMES MARTIN CUMBERBATCH E NALISSA, OBRIGADA PELAS RECOMENDAÇÕES! EU A-M-E-I CADA UMA DELAS, ME SENTI TÃO AMADA T-T Sério, obrigada mesmo. Vocês são pessoas especiais para mim. Tenho que dar alguns avisos sobre o capítulo, como sempre! 1 - Capítulo para maiores de 18. A não ser que você não curta dois homens lindos e gostosos fazendo muitas saliências, não leia. 2 - O capítulo contém uma imagem muito pervertida. Era isso. Espero que gostem de ler este capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. Boa leitura!

Capítulo 22

Chego no prédio de Sanji são e salvo. Ao adentrar ao saguão, o porteiro sorri para mim.

– Olha! É o senhor de cabelo verde! – exclama ele, sorrindo. Sorrio de volta, indo em direção ao balcão.

– Zoro, eu... Vou subindo. Vou ver se preparo alguma coisa para você. – fala Sanji, tocando meu ombro de leve.

Eu assinto e vou em direção ao porteiro, que me recebe com um aperto de mão.

– Faz tanto tempo que eu não te vejo, rapaz. – observa, olhando para mim. – Geralmente você passava aqui quase todos os dias... Estranhei quando parou de repente.

– É, eu tive alguns problemas pessoais que ainda não se resolveram completamente, mas... Está no caminho. – respondo.

– Dê tempo ao tempo. – aconselha, arrumando o bigode. – Uma hora tudo dá certo. Minha esposa e filha sempre dizem isso. Enfim. O que aconteceu com você?

Olho para mim mesmo. Minha camiseta tem um decote V quase fechado, mas dá para ver um pedaço das minhas bandagens do ombro.

– Eu quebrei umas costelas, mas já estou bem. – tranquilizo-o. – Fui atropelado.

No mesmo instante, ele se lembra de algo.

– Ah, isso me lembra uma coisa! – fala. – Eu vi no jornal da televisão que uma carreta capotou numa avenida movimentada, perto daqui. Uma pessoa saiu ferida e o motorista morreu.

– Hm... Eu não sei a situação em que ficou o motorista, mas se ele morreu... Que pena. – respondo, lembrando-me somente da imagem da carreta vindo em minha direção rápido demais. – Eu nem sabia que ela tinha capotado.

– Você foi atropelado por um caminhão daquele porte e saiu só com algumas costelas quebradas. Deus sabe o que faz. – fala. Eu sorrio.

– É, dessa vez eu acho que foi Deus mesmo. – respondo-lhe, tirando um sorriso de seu rosto. – Bom, vou subir. Obrigado pela preocupação.

– De nada. Tenha uma boa noite. – fala. Eu assinto e vou em direção dos elevadores. Ele libera a catraca, que eu passo e aperto o botão na parede.

O elevador chega com um som de campainha. Entro e aperto o botão do último andar.

Ao chegar, bato na porta ao invés de entrar de primeira. Afinal, da última vez que estive aqui e fiz isso, não tive surpresas agradáveis.

Sanji abre a porta para mim, e eu quase engasgo com a visão. Ele está de calça e um avental que cobre seu tronco. Só. Nada de camiseta.

– Espero que ele não tenha feito muitas perguntas. – fala, sorrindo para mim.

– Hã... – resmungo, distraído.

– Zoro?

– Ah, sim. Não, foi tranquilo. – falo, entrando no apartamento e fechando a porta atrás de mim.

– Que bom. – responde, virando-se de costas para ficar de frente com a pia. Tenho a visão de suas costas nuas, e tenho que suspirar e virar o rosto para o outro lado para não fazer coisas bem instintivas.

– O que você está fazendo? – pergunto, sentando-me numa das cadeiras da mesa de jantar.

– Neste momento, Onigiri. – responde. – Na verdade, o arroz. Decidi esperar você para escolher o recheio deles.

– Acertou em cheio, Ero-Cook. – brinco. – É uma das minhas comidas preferidas.

– E quais são elas?

– Bom, onigiri é o terceiro na lista. – falo. – E o segundo é carne de Rei dos Mares.

– Você gosta? Eu acho meio dura. – responde, se movimentando na cozinha. Ele abre a geladeira ao meu lado, ficando a centímetros de meu ombro.

– Normalmente é. Mas você faz com que fique perfeita. – respondo. Vejo suas orelhas se avermelharem simultaneamente ao meu comentário.

– C-Certo. – gagueja, ainda de costas. – E o primeiro lugar na lista?

Viro-me em sua direção e coloco a mão por dentro de avental, deslizando-a até sua barriga. Sinto os gomos de seu abdômen bem definidos.

Puxo seu corpo para trás e beijo sua coluna.

– Você. – respondo.

– Zoro... – murmura, segurando minha mão por cima do avental. – Você...

Neste momento, meu celular toca. Eu suspiro, irritado.

– Merda. – sussurro.

Tiro minha mão dele para atender o celular, que está aceso com o nome “Ren” bem grande na tela.

– Ren. – murmuro, com o celular no ouvido.

– Zoro-san! – exclama. – Eu estou tão preocupado! O seu rosto apareceu na televisão! Você está bem!?

– Calma, Ren. Eu estou bem. – respondo, tentando tranquiliza-lo. – Não aconteceu nada comigo. Estou ótimo.

– Ah, que bom. – responde, aliviado. – Eu fiquei assustado quando o Sanji-san me ligou ontem desesperado, me pedindo desculpas... Disse que tinha deixado algo horrível acontecer com você.

Suas palavras me deixam confuso.

– O quê? – pergunto, tentando falar mais baixo. – Ele disse isso?

– Sim. Eu não entendi muito bem na hora, porque ele estava falando tudo misturado, mas... Disse que você tinha sido atropelado por culpa dele, que estava com medo de você morrer, que sentia muito por ter me feito sofrer... Enfim. Ele estava desesperado, sei lá. Parecia traumatizado.

Coço meus olhos na tentativa de clarear minha mente.

– Entendo. – respondo. – Bom, como eu já disse, estou bem. Não se preocupe comigo. E também não me procure em casa, porque eu não estarei lá. Estou na casa do Sanji a pedido do meu médico.

– Entendi. Depois eu peço o endereço para ele, vou te visitar. Tem problema? – pergunta. Eu sorrio.

– Não, problema nenhum. – asseguro. – O chefe já está sabendo?

– Sim, ele está atualizado. De alguma maneira, eu me encarreguei das suas clientes, mas não vai ser a mesma coisa sem você aqui. – fala.

– Você consegue. – falo, e ouço sua risada. – Até mais, Ren.

– Até. Fique bem.

Desligo o celular e suspiro, sentindo mais uma dor bem aguda. Eu tenho que parar de suspirar. Está começando a me machucar de verdade, essa merda.

– Eu vou tomar um banho. – aviso, me levantando. Sanji se vira para mim.

– Acha que consegue? – pergunta, preocupado.

– Sim. Vou demorar um pouco e gastar mais água que o necessário, mas consigo.

– Está bem. Eu vou deixar algumas roupas no quarto quando eu terminar aqui. – responde.

Eu assinto e vou em direção ao corredor, lembrando-me da última vez em que estive neste apartamento.

Não quero pensar nisso. Aquele dia foi uma bosta.

Quando termino o banho, me sinto relaxado e quase renovado. Eu demorei mais para cortar e retirar minhas bandagens do que no banho em si, e acabei tendo que me “aliviar”.

Amarro minha toalha na cintura e saio do banheiro para o corredor, indo em direção à suíte principal. Quando entro, percebo algo diferente. Sanji está arrumando algumas roupas minhas sobre a cama. Vejo uma camiseta, uma bermuda de moletom e uma cueca.

Por incrível que pareça, ele parece uma esposa.

– Como foi o banho? – pergunta. Eu sorrio.

– Foi ótimo. Fiz algumas coisas pensando em você.

– Por que você tem essa mania de ficar falando disso? – pergunta, envergonhado e irritado.

Ele tenta ignorar meu tom malicioso, mas não consegue.

– Sanji, é impressão minha ou você trocou de cama? – pergunto, segurando minha toalha com uma mão.

Ele me olha e cora.

– Eu... Troquei. – responde. – Pensei que você não perceberia.

– Bom, essa não é uma king size, e sim uma cama de casal normal. – observo, sorrindo. – É bem notável a diferença. Por que a mudança?

– Eu não sei como expressar isso direito sem ficar desconfortável, mas... – começa, hesitando. – Digamos que eu não me sentia bem dormindo naquela cama, depois de tudo o que aconteceu.

Surpreendo-me com sua revelação.

– Bom, você pode ir comer, está tudo pronto na mesa. – fala, mudando de assunto rapidamente. – Eu vou tomar banho também. Preciso colocar algumas roupas para lavar depois.

– Okay. Bom banho. – respondo. Decido não provoca-lo mais, por enquanto.

Ele passa por mim, deixando seu cheiro de perfume no ar.

Coloco minha cueca e minha bermuda, decidindo colocar a camiseta depois de refazer os curativos.

Chego na cozinha e encontro vários onigiris ainda fumegando à minha espera. Só de ver, me dá água na boca. Seguro um entre meus dedos e mordo, encontrando um recheio de carne.

– Ele colocou carne de Rei dos Mares dentro do onigiri. – sussurro, maravilhado. – Isso é a nona Maravilha do mundo.

Em poucos minutos, já comi todos e estou satisfeito. Deixo o prato na pia e volto para o quarto, sentando na cama.

Com cuidado, levo a mão até a cicatriz em minha costela, do lado esquerdo. É muito sensível, e se eu encostar com qualquer pressão, dói.

Acabo soltando um gemido.

– Que bosta. – resmungo, frustrado.

Sinto o interior do meu corpo arder como se tivesse uma chama acesa em minhas costelas.

Levanto-me da cama novamente e ando até o guarda-roupas, abrindo-o. Vejo minha mala no compartimento de cima, e com o objetivo de pegá-la, estico o braço esquerdo para cima, rudemente.

Quase grito com a pontada que se segue em meu tórax. Estremeço, assimilando a dor o máximo que consigo.

Segundos se passam e Sanji sai do banheiro do quarto, já vestido com uma cueca. Ele me flagra com a mão ainda apoiada na prateleira, pois a dor foi tanta que não me mexi desde então.

– O que você pensa que está fazendo, Marimo!? – exclama, irritado. Ele vem em minha direção. – Não podia me esperar?

Ele aperta meu tórax com um abraço apertado, aliviando boa parte de minha dor. Consigo tirar o braço da prateleira e respirar novamente.

– Nossa. Isso doeu. – murmuro, suando frio.

– Você quase me mata do coração! – diz Sanji, apoiando-me até a cama.

– Eu só queria pegar os curativos dentro da minha mala. – explico.

– Eu pego. – oferece.

Sanji me ajuda a deitar na cama, sendo tão cuidadoso quanto no hospital. Ele segura um lenço e seca minha testa e pescoço, já molhados pelo suor causado pela dor.

Vejo-o andar até o guarda-roupas e alcançar minha mala facilmente, trazendo-a para a ponta da cama.

– Eu vou fazer o curativo. – fala. Eu penso em contestá-lo e dizer que posso fazer isso sozinho, mas quando vejo a determinação em seus olhos, desisto.

Ele decide começar pela cicatriz das costas, passando uma boa quantidade de uma pomada.

– Dói? – pergunta, passando as pontas dos dedos sobre a cicatriz.

– Não. – respondo. – Mas aposto que se fosse fazer sozinho, eu sentiria muita dor.

Sanji coloca algumas gazes sobre a pomada e finaliza colando tudo com esparadrapo.

Viro-me de barriga para cima novamente, e ele repete o procedimento com a cicatriz do peito.

– Vou buscar uma compressa para você. Parece que esses hematomas só pioram. – fala, já saindo do quarto. Espero somente por alguns momentos olhando para o teto. – Voltei.

– Venha cá. – chamo, batendo do meu lado, no colchão. Ele cora violentamente, mas obedece meu pedido.

Ao se sentar ao meu lado, Sanji enrola a compressa fria numa toalha, para não queimar minha pele.

Com muito cuidado, ele a coloca sobre meu hematoma mais inchado do peito.

Levo minha mão até a região de sua lombar, acariciando-lhe ali.

– Ver você de cueca andando pela casa é bem interessante. – provoco, subindo minha mão por sua coluna. – Acho que vou esconder suas roupas normais.

– Se você fizer isso, não vai se curar nunca. – responde, sorrindo para si mesmo.

– Está me dizendo que aceitaria minhas investidas, Ero-Cook? – pergunto, malicioso. Ele me olha.

– Eu conseguiria te freiar? – pergunta de volta, já sabendo a resposta. Eu apenas nego com a cabeça.

Ele continua pressionando a compressa de leve em meu hematoma.

– Sabe... Quando eu vim aqui da última vez... – começo.

– Zoro, não fala. – pede. – Por favor.

– Quando eu vim aqui da última vez, antes de entrar no quarto... – continuo, desobedecendo-o. – Eu entendi mais ou menos o que estava rolando lá na entrada do corredor. Eu ouvi os seus gemidos misturados com os da Mika, então... Meio que deduzi.

Ele não me responde, nem ao menos mostra o rosto.

– E nesta hora, lembro de ter sentido uma dor muito ruim. Comparei a minha dor excruciante com costelas quebradas perfurando meu pulmão e coração esmagado.

Ele me olha, e percebo-o segurando seu constrangimento.

– E então? Qual a sua conclusão?

– Hm... Minhas costelas não doem. Elas queimam. Ao menos agora eu consigo respirar. – falo. – Naquele dia, não. Eu não me sentia queimar. Foi a pior dor da minha vida, e não foi nada físico. Eu não tenho como descrevê-la.

– Zoro...

– Naquele dia, você estava com tanta raiva de mim, tanto nojo do que nós tivemos... Você realmente pensou que eu havia te traído, e teve sua vingança concretizada. Eu fiquei com muita raiva na hora, soquei você, quase matei a Mika... E mesmo assim, não me sinto irritado pelo que houve.

Sanji parece extremamente confuso.

– Acho que o que houve serviu para nos amadurecer, talvez. – continuo. – Você limpou sua cabeça, não se envolveu com mais nenhuma mulher, mas parou de comer e voltou a fumar. Eu organizei minha mente, mas estou treinando feito um louco.

– Como sabe que eu não me envolvi com mais ninguém?

– As paredes têm ouvidos. – respondo. – E esses ouvidos se chamam Nami.

– Ah, está explicado.

– Esses três meses serviram para esclarecer três coisas em minha cabeça. – revelo. Recebo como resposta o seu silêncio. – A primeira, é que eu não dou a mínima para mim mesmo. A segunda, é que não importa o que aconteça, eu sempre vou pensar em seu sorriso. E a terceira é que, por mais que eu tente, não há meios possíveis de eu viver sem você na minha vida.

Quando retorno meus olhos para seu rosto, encontro uma feição mista de felicidade, arrependimento, dor e fraqueza.

Ele não me responde. Sanji tira a compressa do meu peito e, com um rolo de ataduras, começa a enrolar meu tórax com uma pressão suficiente para aliviar minha dor. Ao terminar, passa um esparadrapo.

Às minhas costas, ele solta a voz.

– Sabe, quando eu era criança, meu maior sonho era encontrar alguém que me amasse ao ponto de fazer loucuras a meu favor. – começa. – Eu não tinha pais, não conhecia o amor, não enxergava. Minha única alternativa era sonhar.

“Na adolescência eu ia aos cinemas com recursos para deficientes visuais, e assistia todos os filmes de romance que podia. Até que eu comecei a trabalhar no clube e, dentro de mim, criou-se um amor incondicional por mulheres. Eu não sei de onde veio, mas sei que sempre quis trata-las com carinho.

“Eu tive três namoradas antes de conhecer a Nami-san e a Robin-chan. Elas eram extremamente doces... Até descobrirem que eu era cego. Quando eu criei coragem e contei, elas desapareceram. Não me deram notícias. Foi aí que eu definitivamente desisti do amor.

“Depois de muito tempo só curtindo a vida do meu jeito, conheci você. O cara mais estranho de todos os tempos.”

– Ei, eu não sou estranho. – reclamo, rindo.

– Deixa eu terminar. – pede, e eu fico em silêncio.

– Vivia sério e sendo irônico, mas em seu tom de voz eu sentia algo diferente de todas as outras pessoas. Eu senti que, pela primeira vez na minha vida, alguém se importava comigo de verdade. Você me aceitou como eu era, o pacote todo. Nunca reclamou de nada, só me ajudou.

“Quando comecei a enxergar e vi seus olhos pela primeira vez, soube que tinha feito a escolha certa. Se antes a minha cabeça era ocupada por sensações que você me causava, passou a ser ocupada por seu rosto. Tudo me lembrava você. Até o dia em que eu vi o primeiro par de peitos da minha vida.”

– É por isso que eu prefiro bundas. – comento.

– E então, daí para frente, nós dois sabemos que tudo deu errado. – continua ele, ignorando meu comentário. – Eu via que estava fazendo merda, juro. Dentro do meu coração, eu sabia o que estava fazendo. Nada do que eu fiz foi pelo trabalho, como eu dizia ser. Eu jamais pensei no seu bem, em como você se sentiria.

Quando penso que vai continuar, ele dá a volta em meu corpo e senta na minha frente. Não posso ver seus olhos, porque seu cabelo cai sobre seu rosto.

– Eu... Me desculpa. – murmura. Sanji parece engasgado, e no mesmo momento, vejo suas lágrimas caindo sobre o lençol. – Eu não mereço você, jamais mereci. O seu coração é puro como o de um anjo, Zoro. Você não pode ser tratado como eu te tratei, não pode sofrer como sofreu. Nami-san estava correta quando disse que nós não fomos feitos um para o outro. Eu sou podre, sou nocivo.

Seguro-me com todas as forças para não consolá-lo.

– Como eu pude? Meu Deus, nem eu acredito. – murmura, irritado. – Como eu pude te chamar de mentiroso, de adúltero!? Morro de nojo de mim mesmo.

Sinto minha garganta se travar quando seguro meu choro.

– E mesmo assim, depois de tudo... Você me trata bem, como se nada tivesse acontecido. Mesmo depois de tudo o que fiz, você vem atrás de mim e quase morre. – fala, soluçando ao limpar as lágrimas, que são logo substituídas por outras. – Mesmo depois de tudo... Eu sou egoísta a ponto de querer sua atenção.

Ele levanta o rosto e olha em meus olhos.

– Depois de tudo, tenho a certeza absoluta de querer e me agarrar à única coisa imaterial que me é importante. – murmura, limpando o rosto mais uma vez. Solto o ar de meus pulmões e sinto o nó em minha garganta se dissolver quando libero minhas lágrimas, molhando meu rosto. – O amor que você sente por mim.

Sanji se arrasta até estar entre minhas pernas, com as coxas sobre as minhas, separas por meu tronco. Ele põe a mão em meu rosto.

– Me desculpa. – pede. Seguro seu rosto entre minhas mãos e beijo sua testa.

– Sanji, você não é nocivo. – murmuro. – Apenas... A pessoa perfeita para mim. Você não entende isso?

– Você me perdoa? – implora, voltando a soluçar com o choro. Sinto suas mãos apertarem meus antebraços, como se quisesse se segurar em mim.

– Eu jamais seria capaz de não te perdoar. – respondo, beijando seus lábios de leve. – Eu te perdoaria até se você me matasse. Não sei como, mas perdoaria.

– Eu nunca faria algo assim. Eu preciso de você comigo. – murmura, beijando minha boca novamente. Abraço seu corpo, para ter certeza de que não estou sonhando.

Sanji encosta os lábios em minha orelha e eu me preparo para ouvir algum comentário brincalhão, mas o que ouço é bem diferente do que esperava.

– Você é o centro de mim, Marimo. Deixe-me provar que mereço você. – sussurra. Meu corpo se paralisa. Seu sussurro é suplicante, como se entregasse sua alma em minhas mãos. Ele encosta sua testa em meu ombro. – Eu te amo. Droga. Eu amo você. Tanto que parece que meu coração vai explodir.

Eu não respondo, sem palavras.

– Zoro, você ouviu o que eu disse? – pergunta. Então ele levanta o rosto, dando-me a visão dos seus olhos. – Eu te amo.

Seus olhos não mentem. E a confirmação disso me atinge em cheio.

Do nada, estou chorando novamente.

– O que você pensa que está fazendo comigo, Ero-Cook? – pergunto, em meio às lágrimas. – Era para eu ter dito primeiro, sabia?

Sanji tenta limpar meu rosto das lágrimas.

– Eu te amo, Ero-Cook. Muito. – falo. Sinto como se meu coração estivesse inchado. – Não me importo mais com o que aconteceu. Eu te perdoo, porque não posso ficar longe de você por mais nenhum segundo.

– V-Você me ama? – pergunta, incrédulo e emocionado. – Mesmo com tudo o que fiz? Todos os meus defeitos?

– Sim. Amo quando você se irrita, quando diz coisas impróprias e como se arrepende depois. Amo sua capacidade de ser tão independente. Amo seu cheiro, seu gosto, seus olhos, seu cabelo, sua boca, sua pele. Amo fazer parte da sua vida... Amo tudo em você.

– Zoro...

– Ero-Cook, seja meu e de mais ninguém. – peço, segurando sua mão.

Merda. Eu o amo tanto que não consigo respirar direito.

Ele sorri e se ajoelha na cama.

– Eu sou seu. – afirma. – E você é meu.

– Sou? – pergunto, sorrindo de volta.

– Sim.

– Desde quando? – pergunto, provocando-o.

– Desde o dia em que você apareceu na minha vida.

Sorrindo, ele encosta a boca na minha e pressiona nossos lábios, lambendo-os levemente. Sinto o gosto salgado das lágrimas em sua boca, e aproveito para chupar seus lábios com o máximo de delicadeza possível.

Chego a estremecer de ansiedade. Envergonho-me por isso, mas então percebo que, para ele, não é diferente.

– Eu senti tanto a sua falta... – murmura, mordendo minha boca.

– Eu também. – respondo, passando as mãos por suas costas. – Estou com saudades.

Sanji toca a cicatriz em minha nuca com cuidado.

– Se eu pudesse curar isso...

– Não foi culpa sua, Ero-Cook. – falo, lembrando-me de minha conversa com Ren. – Se eu fosse culpar alguém, culparia a mim mesmo, já que não fui rápido o suficiente para correr do acidente.

– Culpe o motorista, então. Estava tão bêbado que dormiu ao volante, com o pé no acelerador e a cabeça na buzina. – responde, irritado.

– Não tem porque culpa-lo, então. Ele já pagou pelo seu deslize. – respondo, baixo. Seguro Sanji pela base das costas e levanto o rosto, mordendo a linha de seu maxilar.

– Zoro, eu acho melhor não...

– Eu adoro essa parte entre sua orelha e o pescoço. – murmuro, passando a ponta da língua na região. Ele se arrepia visivelmente. – Gosto da linha da sua clavícula. Amo todos os seus músculos. Principalmente a bunda.

– Ei! – reclama, tirando-me um sorriso. – Pare de me envergonhar!

– Desculpa. – peço, sorrindo. – Mas não. Eu gosto quando você está envergonhado, irritado.

– Hm... De certa forma, te irritar também é bem legal. – confessa, sorrindo com malícia.

– Então, se quiser me ver irritado, é só recusar o que estou prestes a fazer. Aí vai ficar tudo perfeito. – sugiro, sorrindo.

Seus olhos são preenchidos por uma preocupação simultânea.

– Zoro, é sério. Você está em recuperação, não podemos. – fala. – E se você se machucar?

– Me machucar com o quê? – pergunto. – Eu vou usar muito o quadril, não o tronco. Como eu sei que você não vai ficar por cima nem que eu peça, tenho que me arriscar. Se não o fizer, vou enlouquecer e te atacar.

Sanji suspira, de olhos fechados.

– Pare de bancar o forte. Você precisa de repouso, Marimo. – sussurra. Sua voz me transmite sentimento. – Realmente quero que você melhore. Não me obrigue...

Seguro sua cintura com força e giro nossos corpos, ficando por cima dele. Nossos quadris se tocam. Sua expressão é confusa.

– Se você falar mais alguma coisa com essa voz de culpa, eu juro que...

– Zoro, por favor...

Calo sua boca com um beijo, mordendo-a em seguida. Seguro sua perna esquerda e coloco-a enlaçada em meu corpo. Assim, nossos membros se tocam.

– O que está pensando? – pergunto, transferindo meus beijos para seu pescoço. – Será que... Só eu estou com saudades?

Sanji me olha.

– Tsk.

Sinto-o segurar meus cabelos novamente, beijando-me profundamente. Sua língua desliza com a minha, devagar. Sinto minha boca ser chupada algumas vezes.

– San... – começo, mas ele me beija novamente. – Mm...

Suas mãos deslizam por minhas costas, e sua outra perna se enlaça em minha cintura.

– Merda... – murmura, entre o beijo. – É claro que eu estou cm saudades. Quem eu quero enganar? Tanto tempo longe de você...

– Então, você me quer? – pergunto, provocando-o.

– Eu não preciso responder essa pergunta... – murmura, corado. Ele aponta apara baixo, onde meu quadril pressiona o seu. – Olha como eu estou.

Sua cueca parece sufoca-lo, tão apertada que posso ver seu pênis inteiro perfeitamente. Sanji está tão excitado que mal cabe na roupa.

– Uau, Ero-Cook. – murmuro. – Acho que nunca te vi desse jeito.

– Cale a boca. Não é como se você estivesse diferente. – responde, desviando os olhos dos meus. Sorrio.

– Eu amo quando você faz isso. – murmuro, beijando a linha da sua garganta.

– Haa... O quê? – pergunta.

– Me manda ficar quieto, irritado. Eu já disse. – respondo, descendo minha boca por seu peito.

Cubro um de seus mamilos com minha boca, lambendo com força. Sinto quando ele levanta o quadril para pressioná-lo ainda mais em mim, e eu praticamente fervilho de vontade de rasgar sua cueca em mil partes.

Levo minha mão até seu membro e o aperto por cima do tecido, ouvindo um gemido quase desesperado como resposta e a expressão mais erótica de Sanji.

– Ah, Zoro! Espera... – pede, tirando minha mão de sua cueca. Ele ofega, sem ar. – Uah... Foi quase...

– Você quase gozou só porque eu apertei aqui? – pergunto, lambendo seu mamilo de leve e passando a mão sobre sua cueca.

– É... Porque... – começa, mas eu infiltro minha mão por sua cueca, segurando seu membro. – Você está tão quente...

– Hm... – murmuro, descendo para sua barriga. Passo por seu umbigo até chegar à pélvis. Ele me olha cheio de expectativa, mas eu começo a beijar a parte de dentro de sua coxa. Chego à sua virilha e subo mais um pouco, lambendo da base de seu pênis até a ponta. Sanji se agarra nos lençóis e morde o lábio inferior.

– Aah... – geme, fechando os olhos e inclinando o rosto para trás.

E tudo isso com uma única lambida. COMO EU FAÇO PARA ME CONTROLAR!?

Beijo sua glande e lambo-o novamente. Sanji se estremece por inteiro e segura meus cabelos, empurrando minha cabeça para baixo delicadamente.

– Tão bom... – geme. Seu gemido é suplicante, extasiado. – Haa...

Começo a chupá-lo, observando suas reações. O rosto corado, lábios entreabertos, cenho franzido...

– Aah! Zoro, eu... Vou... – começa, e dá tempo apenas de tirá-lo da minha boca. Seu sêmen respinga um pouco em meu rosto, e eu limpo-o com o antebraço.

– Ero-Cook... – murmuro. Dou-lhe uma última chupada na glande, e ele geme.

– Zoro... – murmura, ainda de olhos fechados. Deito-me sobre ele, tomando cuidado para não pressionar minhas costelas.

Cubro sua boca com a minha, sentindo sua língua de leve. Aprofundo o beijo e, aproveitando a situação, coloco o dedo indicador dentro de sua boca. Sanji o chupa junto com minha língua.

– Sanji, quando nós estávamos separados... Você fez sozinho? – pergunto. Em resposta, ele morde meu pescoço.

– F-Fiz... – gagueja, desviando os olhos dos meus.

– Pensou em mim? – pergunto. Ele levanta a perna direita e pressiona a coxa contra meu membro, arrancando-me um gemido baixo.

– É claro que n...

– Porque está mentindo? – pergunto. Em seguida, dou-lhe um selinho. – Eu pensava em você. Todas as vezes.

– Eu também. – assume, bastante envergonhado.

– Então, me diz... Quando você se masturbava, experimentou colocar os dedos... Aqui atrás? – sussurro, pressionando seu ânus com o dedo.

Ele solta um arquejo de susto.

– Zoro! Não toque aí do nada! – repreende, quando já estou penetrando o dedo. – Droga...

– Responda. – peço, retirando o dedo e colocando novamente.

Com o rosto muito corado, Sanji segura meu pescoço.

– Você se lembra? – pergunta. Está tão envergonhado que seus olhos começam a lacrimejar. – Pela frente não é mais suficiente...

Meu pau pulsa dentro da cueca.

– Ah... – solto, sentindo uma leve dor.

– Marimo, troque de lugar comigo. – pede. Eu hesito, mas concordo e deito-me na cama. Sanji senta sobre minha bermuda, perfeitamente encaixado. Vejo seu pênis já duro novamente e seu corpo completamente sensual. Feito sob medida para o Zoro. Hehe.

Coloco um travesseiro sobre o outro e apoio-me neles, para não ficar completamente esticado na cama.

Sanji lambe meu pescoço, até o lóbulo de minha orelha esquerda.

– Te amo.- sussurra. Eu não respondo, mas meu coração se aperta.

Coloco minhas mãos sobre sua bunda quando ele abaixa ainda mais o tronco, inclinando-a um pouco para trás.

– Eu vou testar uma coisa. Dessa vez, sóbrio. – sussurra.

Ele tira minha bermuda com pressa, assim como minha cueca.

Minha impaciência quase me domina. Sinto meu pênis pulsar por sua causa. O desejo de sentir sua língua é gigante.

– Por minha causa... – sussurra, observando diretamente. – Nossa.

– Sanji, para de me olhar. – peço. Sinto meu rosto quente de excitação e vergonha. – Quer dizer, faz três meses. Se você olhar demais, vai achar nojento.

– Shh. – pede, colocando um dedo em minha boca. – Você não é nojento. Eu poderia olhar você sem roupa o dia inteiro, Zoro... Você é lindo.

Seus olhos azuis brilham enquanto olha para mim, sorrindo. Droga, eu sinto tanto amor por ele...

– Você não tem ideia de quanto tempo eu esperei para te ouvir dizendo isso. – falo, colocando a mão em seu pescoço. Trago seu rosto para o meu e beijo seus lábios. – Eu tomo banho todos os dias. Duas vezes.

Ele sorri e, pela primeira vez em muito tempo, vejo seu sorriso malicioso.

– Ótimo. – sussurra. Sanji morde meu pescoço, passa por minhas bandagens e lambe parte da minha cicatriz, descendo por minha barriga até o umbigo.

Seguro meu pênis pela base, encostando-o no queixo de Sanji. Ele olha para cima.

– Posso? – pergunta, provocando-me descaradamente.

– Deve. – respondo, colocando meus dedos entre seus cabelos.

Sanji sorri e lambe minha glande, tirando minha mão e colocando a sua no lugar. Fecho os olhos ao sentir sua língua me acariciar lentamente, da base ao topo.

Sinto quando ele abre a boca e engole meu pau até a metade. Travo a mandíbula e aperto seus cabelos quando um arrepio corre por meu corpo. Então, ele começa a me chupar com vontade, lambendo-me e roçando os dentes de vez em quando.

Ele para pra respirar, e eu solto minha respiração também.

– Ah, merda... – murmuro, arfando. – Por pouco.

– Está bom? – pergunta, inseguro.

– Bom? Você quase me fez enlouquecer com cada movimento da sua língua. – respondo, tocando seu lábio com o dedo.

Ao invés de parar, ele volta a me chupar. Sinto o orgasmo chegando, a sensação se expandindo por meu corpo até eu soltar um rosnado e sujar seu rosto com sêmen.

Sanji levanta o rosto ainda sujo e me beija.

– Estamos quites. – murmura.

– Meu Deus. Estou fraco, Ero-Cook. – respondo, respirando forte. Ele lambe meu lábio inferior, abraçando meu pescoço.

– Pensei que fosse agnóstico. – sussurra.

– Você entendeu. – murmuro.

Sanji senta sobre minhas pernas.

– Vou levar isso como um elogio. – fala. Sua mão segura meu pênis novamente.

– E é. – respondo, limpando seu rosto.

Levo minhas mãos até suas coxas, deslizando-as até sua cintura. Sanji se arrepia sob meu toque.

– Zoro...

– Ero-Cook, eu preciso de você. Agora. – sussurro. – Eu quero te sentir... Quero que você seja meu novamente.

Ele percebe minha vontade, meu desespero, e me abraça, tocando nossos corpos por inteiro.

– Eu te amo tanto... – sussurro, beijando seu pescoço. – Por favor... Eu não me importo se estou em repouso, nem nada. Só me deixe...

– Ah, Zoro. – sussurra. – Porra. Está bem. Mas tem que me prometer que vai fazer mais uma compressa depois...

Interrompo-o com um beijo, levando minha mão até sua bunda e tocando seu orifício novamente.

– Espera, espera.

– Hm? – resmungo, com a boca em sua clavícula. Deslizo meu dedo médio para dentro, sentindo-o quase ser esmagado.

– Ouch. – murmura, num fio de sua voz. – Serio, Zoro. Ouve.

Eu o olho.

– Faz muito tempo, e eu realmente não quero me machucar...

– E quando foi que eu te machuquei? – pergunto, provocando-o. Ele cora.

– Por favor. Seja gentil, senão amanhã vou acordar na cadeira de rodas. – responde, suspirando. Eu sorrio e lhe dou um selinho.

– Pode deixar comigo, Ero-Cook. Você vai amar a noite.

Envolvo seu pênis com a mão esquerda, deslizando-a lentamente. Sanji me abraça, gemendo em meu ouvido.

– Aah... – solta, quando começo a aumentar a velocidade.

Meu dedo é pressionado com mais força, até que ele começa a relaxar. Finalmente, começo a deslizar mais facilmente.

– Por que merda o seu dedo é tão grosso? – geme. – Droga.

– Relaxa, Ero-Cook. – peço, tentando meter outro dedo. – Lembre-se de como se sentiu da última vez, na frente do espelho. Você gostou tanto...

– Ngn... – geme. Inconscientemente, Sanji empina seu quadril na direção da minha mão, enquanto eu masturbo seu membro com mais rapidez. Meus dedos começam a entrar mais fundo.

Sinto-o morder minha orelha, meu pescoço, segurar meu cabelo...

Coloco o terceiro dedo, e ele geme mais alto e mais intensamente.

– Haa... Zoro... – geme, agarrando-se em meus ombros. – Eu já...

– Já? – pergunto, chupando seu mamilo.

Tiro meus dedos de dentro dele, sentindo-os molhados. Sanji está tão duro que posso ver todas as veias em seu pênis.

– Meu Deus. – murmura, arfando. Seu corpo estremece com o pré-orgasmo.

Seguro meu pênis pela base e encosto a glande em sua entrada.

– Posso? – pergunto, excitado ao ponto de sentir o sangue correndo nas veias de minhas mãos.

Sanji, corado e muito sexy, morde meu lábio inferior.

– Não está doendo. – murmura.

Coloca minhas mãos em suas nádegas e, enquanto Sanji segura meu pênis, forço seu quadril para baixo.

Deslizo para dentro de seu corpo com dificuldade.

– Tão apertado... – sussurro, apertando sua bunda com todo o desejo. – Relaxe mais um pouco.

– Estou tentando... – responde, apertando os olhos e a mandíbula. – Apenas... Dói...

– Desculpa. – peço. – Eu vou tirar.

– Não, não tira. – pede ele. – Deixa só eu me acostumar. Parece que eu sentei no mastro de um navio.

Sorrio com sua comparação tosca, e ele ri de sua própria frase.

– Eu vou dar um jeito para você. – falo.

Subo minhas mãos por seu tronco, tocando-o por inteiro, até o pescoço. Puxo seu rosto para baixo e capturo sua boca com meus lábios, voltando a masturba-lo.

Sanji geme em meio ao beijo e lentamente se levanta, para logo descer novamente com outro gemido.

Sinto-me envolvido por completo, tão quente que me sinto realmente enlouquecendo aos poucos.

Ele desliza para cima novamente e abaixa mais rápido e com mais força, chegando a inclinar o rosto para trás com o prazer.

– Aah... – geme, voltando a se levantar e sentar em mim. – Hm...

Sanji mantém os olhos apertados e os lábios entreabertos, soltando seus gemidos baixos.

– Zoro... Está doendo? – pergunta, tocando minhas bandagens gentilmente. Eu nego com a cabeça, concentrado em suas reações.

– Só preciso que você continue. – murmuro, segurando-o pelo quadril. Sanji se contrai tanto que preciso me segurar para não gozar antes da hora.

Seu corpo inteiro está suado, corado e sensível. Somente olhar para ele enquanto senta em meu pau é quase tão prazeroso quanto a sensação em si.

– Eu sou lindo? – pergunto para mim mesmo, apertando suas coxas. – Não fode. Olha você.

Aumentando a velocidade, Sanji começa a soltar meu nome em seus gemidos, acariciando meu abdômen, meu pescoço e segurando meus cabelos. Suas mãos não me deixam nem por um segundo.

– Zoro... – murmura, sentando com mais força. Seus olhos começam a soltar lágrimas, e ele puxa meu corpo para si, abraçando-me. Abraço sua cintura de volta. – Te amo...

Elevo meu rosto, recebendo seu beijo caloroso. Mais uma vez, sinto o gosto de suas lágrimas. O jeito amoroso que me trata faz meu peito se apertar. Parece que o amor está jorrando de meu coração.

– Ero-Cook... Mais... – peço. Ele aumenta mais um pouco a velocidade e se contrai com força, dando-me as primeiras sensações do clímax.

– Tão... Fundo... – sussurra, para si mesmo. – Zoro... Haa... Bom!

– Ngn... – gemo, apertando seu quadril com força. – Sanji, eu...

– Te... Amo... – geme, interrompendo meu aviso com outro beijo. Sinto sua língua deslizar na minha deliciosamente, quase desesperado. – Amo... Muito...

– Ero-Cook... – solto, sentindo meu orgasmo explodir e dominar meu corpo inteiro.

Sanji segura meu cabelo com força e arqueia o corpo para trás ao gozar, tendo espasmos musculares intensos.

Os dois arfamos, sem ar para falar qualquer coisa. Meu corpo ainda treme.

Apoio as costas de Sanji com os antebraços, para que não caia para trás.

– Deus... – suspira, estremecendo. – O que foi isso?

Sem uma resposta, apenas abraço-o e tento normalizar minha respiração. Sanji me acalma, passando a mão em meu cabelo vagarosamente. Depois de alguns segundos, ele se levanta e corre para o banheiro.

– Ero-Cook? – chamo, tentando me levantar. Falho ao flexionar meu abdômen outra vez. – Merda.

– Não se mexa, Zoro! – exclama, de dentro do banheiro.

Minutos depois ele volta usando outra cueca, segurando uma toalha. Cuidadosamente ele limpa seu sêmen de minha barriga, provavelmente com medo de me machucar.

– Obrigado. – agradeço, grato por sua gentileza. – Está dolorido?

– No momento, me sinto muito satisfeito. – responde, malicioso. – Mas amanhã de manhã não vou conseguir sair da cama. E o pior é que dessa vez a culpa foi minha, né?

Eu nego, mas ele ri.

– Eu que fiz tudo, afinal. – completa, terminando de me limpar. Se levanta e leva a toalha para o banheiro, voltando segundos depois.

– Sanji...

– Eu vou fazer um pouco de café. Você quer?- pergunta, já indo na direção da cozinha.

Estico meu braço em sua direção, flexionando fortemente os músculos da barriga. Com o impulso para frente, caio de cara no colchão, rangendo os dentes.

– Ai. — solto, sentindo a pontada de dor.

– Zoro, o que você...

Sanji anda até mim e segura meu braço, tentando puxar-me para trás. Sento novamente, e dessa vez seguro sua mão.

– Não quero café. – falo, acariciando os nós de seus dedos. – Só preciso que você deite aqui comigo.

Ele cora, mas assente e desvia o olhar para o chão, de onde pega minha bermuda e me entrega. Eu a coloco sem cueca mesmo e arrumo os travesseiros na cama, deitando-me direito.

Sanji sobe na cama devagar e, para minha surpresa, abraça minha cintura.

Abraço-o de volta, sentindo o cheiro de seus cabelos.

– Você está tão quente... – murmuro, fechando os olhos. – É o meu Sanji preferido: carinhoso, envergonhado e quentinho.

– Zoro, isso foi muito gay. – responde, rindo. Eu o abraço mais e encosto o nariz em seu pescoço.

– Foda-se. – respondo, beijando-lhe ali. – Eu te amo e você me ama. São as únicas coisas que importam.

– Hm... – resmunga. – Então, deixe-me fazer uma pergunta. Se você pudesse jogar fora todas as características da minha personalidade, fora carinho, vergonha e temperatura, você jogaria?

– É claro que não. – respondo. – Você é perfeito com todas elas. Já te disse.

Sanji não me responde, mas seu corpo começa a estremecer. Abro os olhos e encontro-o chorando.

– Ero-Cook? O que foi? Está doendo? – pergunto, preocupado. Ele nega, limpando as lágrimas. Seguro seu queixo com a ponta dos dedos. – Por que está chorando?

– Porque você é tão bom... – responde, soluçando. – Zoro... Perdão...

Meus olhos ardem, e eu luto para segurar meu choro outra vez.

– Por mais que eu tenha tentado te esquecer, por mais que eu tenha lutado contra meus sentimentos... Por mais que eu tenha tentado me conformar que você merece muito mais o Ren do que eu... – murmura, fungando. – Não dá. Eu te amo muito, quero que você seja só meu...

– Shh. – sussurro, beijando seus lábios. – Eu não amo o Ren. Eu não quero o Ren. Eu quero você. O tempo inteiro. E pare de pedir perdão toda hora.

Ele assente, e limpando suas lágrimas mais uma vez, me abraça e passa uma perna por cima de meu quadril, juntando nossos corpos por completo. Seguro sua bunda, e ele sorri.

– Nem pense nisso. – murmura.

– Não estou pensando em nada, Ero-Cook. – respondo, suspirando. – Só quero ficar com as mãos na sua bunda, mesmo.

– Cara de pau. – resmunga, rindo.

Fecho os olhos, sentindo meu corpo inteiro satisfeito. Minha mente está satisfeita.

Porém, o que mais me impressiona é outra coisa.

O meu coração é que nunca esteve tão satisfeito.

Notas finais
Viram como foi amor esse capítulo? Fala sério, cara. Esses dois são feitos para viver juntos, não é possível. kkkk Eu achei uma música na internet bem legal, e que combina com o Sanji. Se quiserem ouvir, aqui está o link: http://www.vagalume.com.br/jesse-mccartney/just-so-you-know-traducao.html Hm... Tem mais alguma coisa para eu falar? Acho que não. Comentem o que acharam do capítulo, gente! KKKK Página do facebook: https://www.facebook.com/TheBirdSpirit Beijos, até o próximo capítulo!