Um Amor Complicado.
10 Capítulo 10 - Reencontro.
Notas iniciais
Capítulo 10
POV Sanji
Viro-me na cama, estranhando o som vindo da porta. Certo. Tem gente batendo na minha porta.
– Chopper! – sussurro, balançando-o várias vezes. Ele nem dá sinal de vida.
Levanto-me da cama e ouço as batidas na porta outra vez.
– Quem é? – pergunto, coçando os olhos para espantar um pouco do meu sono. Mantenho-os fechados.
Vou até o frigobar e bebo um pouco d’água, amenizando minha sede.
– Serviço de quarto! – responde a pessoa do outro lado. Tem uma voz estridente. Parece que respirou gás Hélio.
– Mas eu não pedi nada... – resmungo, procurando as chaves. – Só um minuto!
Tateio por sobre as superfícies que toco e encontro a chave sobre a mesa de jantar.
Enfio-a na fechadura e viro, girando a maçaneta.
– Veio trocar as toalhas ou algo parecido? – pergunto, abrindo a porta. A pessoa do outro lado não responde. – Você está bem?
A pessoa respira forte, cansada. Ouço as batidas de seu coração, rápidos como as de um maratonista.
– Hm... Desculpe-me, eu estou com sono, então... – começo, encerrando a conversa. Qual é a desse ser humano?
Suspiro, tentando conter meu tédio. Porém, um cheiro estranhamente familiar invade meu nariz. Rapidamente busco em minha memória este cheiro... E me espanto. É o cheiro do Zoro, misturado com suor.
Maravilha. Estou a tanto tempo longe dele, que comecei a imaginar e sentir seu cheiro. Maluquice.
Coro com meus próprios pensamentos e um arrepio corre meu corpo. Balanço a cabeça para espantar as memórias.
– Sanji. – ouço, e viro minha cabeça na direção do som. – Você está vivo.
Sua voz expressa tanto alívio e desabafo, que eu não consigo ficar parado. Meu corpo começa a tremer involuntariamente.
– Z-Zoro? – sussurro, mordendo o lábio inferior para conter minha emoção.
Ele está aqui. Ele está aqui. Não pode ser. Ele está aqui. Zoro veio atrás de mim.
Abro os olhos e sinto o quente das lágrimas descerem por meu rosto, ainda mais quente por conta do rubor.
Estendo minhas mãos, procurando sentir seu rosto com a ponta dos dedos. Toco seu maxilar devagar e sinto sua barba por fazer. Deslizo meus dedos por seu rosto e sinto suas bochechas, o desenho de seu nariz e de seus olhos, a cicatriz que atravessa seu olho esquerdo, o contorno de seus lábios... Escaneio seu rosto com minhas mãos. Por fim, desço a mão direita até seu pescoço exageradamente quente e pouso-a em sua nuca.
– Você está aqui... – murmuro, ainda tremendo.
Engasgo com o choro e sinto seus braços ao meu redor, juntando nossos corpos completamente. Retribuo seu abraço, segurando as costas de sua camiseta. Enfio meu rosto em seu pescoço, beijando sua pele suada.
– Eu pensei que você ia morrer... – murmura, com uma voz trêmula. Seu corpo também treme com alguns espasmos de choro. Claro que não como eu, mas ele também chora. Em parte, estou chorando pela dor da culpa de ter somente deixado uma carta.
– Desculpe-me. – sussurro, abraçando-o mais forte. – Desculpe-me. Eu não...
– Shh. – silencia-me, colocando sua mão em meu cabelo. – Não se culpe.
– Mas eu...
– E não enterre seu rosto no meu pescoço. Eu estou fedendo e também estou sujo. – interrompe-me, e eu sorrio.
– Eu não me importo, idiota. – respondo. – E você não está fedendo. Só... Parece que não toma banho desde ontem.
– Bom, eu vim de Londres, então... – responde, e quando vou responder, ouço passos dentro do quarto. Por que, logo agora?
– Sanji? O que houve? Porque está com a porta aber... – começa, e então fica em silêncio. Coro mais ainda e solto Zoro, arrumando minhas roupas. – Zoro!
Chopper corre e pula nele, que quase cai de costas.
– Eu sabia que você viria! Desde o começo, eu sabia! – exclama a rena, e eu faço um movimento para eles entrarem, para não incomodar os vizinhos de quarto.
– Que bom, Chopper. – responde Zoro.
– E você acertou o endereço!
– Sim! Eu usei o GPS do celular. – conta Zoro, e minha mente dá um nó.
– Você deu o nosso endereço para ele? – pergunto.
– Sim.
– Quando, exatamente? – pergunto novamente.
– Estava naquele e-mail que eu mandei. Na verdade, ele me ligou pedindo. – explica, e meu queixo cai.
– E você não me contou?
– Bom... Era para ser uma surpresa... – murmura Zoro, envergonhado.
Bom... É, deu certo.
– Deixando isso de lado... Sanji, eu estou com fome. – fala, espantando-me. – E eu preciso de um banho.
– Fique a vontade! – responde Chopper, feliz. – Eu vou te dar uma toalha nova e um roupão. Vamos, vamos. O Sanji vai preparar algo delicioso para você.
– Ei, Chopper! – protesta Zoro. – Porque está me empurrando? Ei!
A porta do banheiro é fechada e Chopper vem em minha direção.
– Se eu não fizesse isso, ele ia dizer que quer conversar com você, e eu seria obrigado a sentir mais desse cheiro de suor e poluição desagradável! – confessa, coçando o próprio nariz. – Acho que é isso que se ganha por fazer uma viagem de metrô, né?
– Hã?
– Ele estava em Londres e pegou o metrô para cá. – responde.
– Ele veio de Londres para cá? De metrô? – pergunto, incrédulo.
Chopper ri e toca meu braço.
– Eu te disse que ele viria, não disse? – pergunta. Eu assinto, sorrindo.
– Você é muito esperto, Chopper.
– Não sou não, seu grande idiota! – responde, fazendo uma dancinha.
– Bom, vou pôr minhas mãos na massa. – aviso, arregaçando as mangas da camiseta. – E você?
– Desculpa, mas eu vou dormir. Fiquei trabalhando naquelas fórmulas de remédio até agora há pouco. – fala, bocejando. – Sanji, tem como você me acordar umas dez horas da manhã?
– Claro, claro. Boa noite! – desejo, e ele vai para a cama, deixando-me sozinho.
Pego o telefone fixo do hotel e aperto a primeira tecla.
– Hotel kitchen. Good Evening!*– ouço, numa voz alegre e feminina.
– Good Evening! – respondo. — I would ask for a meal.*
– Yes, what you want?* — pergunta ela. Eu penso por alguns segundos.
– A large portion of rice, roast beef and sake.*– respond. Ela parece anotar o que eu disse.
– Okay. Some dessert?* — pergunta.
– Yes. Chocolate.*– respondo, terminando o pedido. – Suite 901.
– Deliver in 10 minutes. Thanks for asking!* — agradece, e eu agradeço de volta, desligando.
Sento-me no sofá e espero pela comida, cansado. Estou cansado, mas perdi o sono.
Ouço o som do chuveiro e da água caindo no chão. Ele deve estar se esbaldando naquela água relaxante.
Cometo o erro de imaginar a água caindo sobre sua pele.
– Ah, merda. Sanji, seja homem! – sussurro sozinho, esfregando meu rosto quente.
Estico minhas pernas sobre o sofá e suspiro, relaxando. Com meus olhos fechados, tento descansar minha mente.
Mesmo agora, parece que tem um imã que me puxa para ele. Tenho que conter minha vontade de ir lá ao banheiro vê-lo, tocá-lo e ter certeza de que ele realmente está aqui.
Meu corpo está tremendo um pouco e minha pele formiga nas mãos e nos antebraços, dando-me uma sensação completamente estranha. Tentando espantar esta sensação, começo a flexionar os dedos.
Logo, batem na porta novamente. Atendo e o homem me ajuda a colocar a comida sobre a mesa de jantar. Agradeço-o e dou uma gorjeta, esperando-o sair.
– Certo. – murmuro. Vou até minha mala e pego alguns temperos que trouxe do Japão. Volto para a mesa e tempero a carne rapidamente, realçando seu sabor e maciez.
Quando começo a montar o prato, ouço a porta do banheiro. De longe, sinto o cheiro de shampoo e sabonete.
Alguns segundos depois, ele entra na cozinha.
– Uau. Isso é o que eu chamo de refeição. – elogia, fazendo-me sorrir. – É tudo para mim?
– Se você conseguir... – respondo. – Tem quantos bifes?
– Quatro.
– Aproveite. – ofereço, e vou para o banheiro para tirar o tempero dos dedos.
Quando volto, sento-me numa das cadeiras.
Merda. Eu queria tanto poder vê-lo agora...
– O Chopper já foi dormir? – pergunta, e eu assinto.
– Zoro, você está vestindo o quê?
– Hm... Uma calça que eu encontrei na cama. Acho que é sua. Itadakimasu.– responde, e ouço-o começar a comer.
– Gostou? – pergunto.
– Sim, está bom. Mas não foi você que fez, certo? – pergunta.
– Como sabe? – espanto-me.
– A sua carne fica mais macia e com o gosto mais forte. – comenta, e eu sorrio sem nem perceber.
– Você é observador. – murmuro, me esticando sobre a mesa. Ele abre a garrafa de bebida e derrama alguns goles.
– Sim. Você nem faz ideia do quanto. – responde, com uma voz suave. Coro involuntariamente e sinto sua mão sobre a minha, entrelaçando nossos dedos. – Você está bem?
– Estou. – respondo. – Na verdade, estou mais feliz do que gostaria.
Zoro ri baixo.
– Que bom.
Ele levanta a minha mão e leva-a até os lábios, depositando um beijo macio na parte de cima.
– Senti sua falta. – confessa, e meu rosto se torna mais quente.
– Não fique dizendo essas coisas do nada... – peço, envergonhado. – Não tem graça.
– Não é para ter graça. – responde. – Só quero que entenda o quanto eu quero você por perto.
– E-Eu j-já entendi! – exclamo, gaguejando pela vergonha. – Não precisa ficar repetindo...
– Sanji, você é muito fofo. – diz ele, irritando-me. – Posso te morder?
– Não. – respondo, soltando nossas mãos. – Morda a sua carne. Ela é bem mais gostosa do que eu.
– Ah, é? – pergunta. – Eu tenho sérias dúvidas quanto a isso. Quer dizer, você é muito mais...
Bato na mesa.
– Não ouse terminar esta frase, Roronoa Zoro. Eu te chuto. – ameaço, quase explodindo de vergonha. Meu rosto está tão quente que eu poderia fritar um ovo. – Eu juro que te chuto.
– Hm... Eu gosto deste lado seu, também. – fala, intrigando-me. Sento-me novamente.
– Que lado?
– O nervosinho. Você me diverte, Sanji. – confessa.
– Fique quieto e... Termine de comer. – mando, levantando-me.
– Claro. – responde, divertido.
Em cima da mesa, o celular do Chopper começa a tremer. Deslizo o dedo na tela e atendo-o.
– É o Sanji. – anuncio.
– Sanji-kun! Como vai? – ouço.
– Robin-chwan!? – pergunto, feliz. – Sua voz está cada vez mais linda!
– Sim, sou eu. Como você está? Tudo bem?
– Sim, melhor agora! – respondo. – Estou com tantas saudades de você! Quando eu voltar para o Japão, vou te preparar um bolo maravilhoso!
– Mal posso esperar, Sanji-kun. – responde, rindo. – Quando é a cirurgia? O pessoal aqui está preocupado, sabia?
– A minha cirurgia é amanhã. – informo. – Ou melhor, hoje.
– Já? – pergunta, mas nem espera eu responder. – Saiba que estamos todos aqui torcendo por você, viu? E volte logo!
– Robin-chan... – murmuro, completamente comovido. – Obrigado.
– Bom, aqui já é quase hora do almoço, e eu tenho trabalho para fazer. Cuide-se! – diz ela, despedindo-se.
– Sim. Bom trabalho, Robin-chwan! – respondo, desligando o celular em seguida.
Sorrindo, dou a volta na mesa para colocar o celular sobre a mesa de centro da sala, mas bato em um muro.
– Zoro? Porque está parado no meio do caminho? – pergunto, notando algo estranho. – Porque está sem camiseta?
– Não achei uma do meu tamanho. – responde, e então eu percebo outra coisa.
– Está usando cueca? – pergunto.
– Não. Estou totalmente livre. – responde, e eu tomo alguns centímetros de distância de seu corpo. – Mas deixando isso de lado... Obrigado pela comida.
Ele segura meu braço gentilmente, deslizando a mão até chegar à minha. Me puxa e, mais uma vez, me abraça.
Sinto a temperatura de seu corpo contra minha camiseta, mas não consigo resisti-lo. Tem um cheiro tão bom...
Correspondo seu abraço e, mais uma vez, procuro seu pescoço. Toco os músculos de suas costas com as mãos e seguro-o junto a mim, assim como ele faz comigo. Posso sentir seu coração.
– Você cheira tão bem... – murmura, inspirando atrás de minha orelha. Em seguida, me dá um beijo naquela área.
Um arrepio sai dali e passa por meu corpo, e eu inconscientemente inclino a cabeça para o lado, para que ele possa explorar mais meu pescoço.
Desfazendo o abraço, Zoro segura meu rosto com a mão direita e começa a descer beijos demorados por meu pescoço. Seguro seus ombros.
– Mm... – deixo escapar, e percebo minha atual situação. Merda. Porcaria. Eu já estou excitado.
Consigo me desvencilhar dele e ando até o outro lado da sala, respirando fundo.
– Certo. – falo, confuso. – Não, não está certo. Está errado. Eu não deveria me sentir desse jeito por você. Eu sou hetero.
– Vai começar com isso outra vez? – pergunta ele, baixo. – Eu também sou heterossexual, Sanji. E não estou nem ligando. Eu gosto de você, e não me importo com sexo. Você sabe, eu já disse. Não... Não dê as costas para mim outra vez.
Viro o rosto em sua direção, sentindo a dor de suas palavras.
– Zoro, me desculpa.
– Não precisa se desculp...
– Precisa, sim. – interrompo-o. – Você me ajudou muito, e eu não tive um pingo de gratidão suficiente para falar com você sobre minha viagem. Desculpe-me.
Ele suspira.
– Tudo bem. Eu fiquei com raiva, fiquei preocupado, fiquei triste e pensei que você ia morrer. Mas já passou. Esqueça. – continua, e dá uma pausa. – Ou melhor: eu quero algo em troca.
– Em troca do quê?
– Do meu valioso perdão. – responde, irônico. Coro, ao imaginar o que ele quer.
– O que você quer?
Sinto seu calor aumentando e sei que ele está andando na minha direção.
– Deixe-me tocar você. – pede, num sussurro perto do meu rosto. – Em todos os lugares que eu quiser.
– O quê? Zoro, o que você...
– Você sabe que vai gostar, Ero-Cook. – murmura. Suas mãos pousam em mim, uma no meu rosto e outra nas costas, quase no traseiro. – Você lembra da nossa última noite?
– Não... – murmuro, sentindo o rubor preencher meu rosto.
– Lembra de como eu te lambi? – pergunta. – Lembra de como você gozou? Sinceramente, foi o orgasmo mais bonito que eu já vi. Com todos os seus gemidos...
– Não fale! – peço, virando-me de costas para ele e tampando o rosto. – Eu vou morrer de vergonha...
– Não precisa ter vergonha de mim, Ero-Cook. – ouço. – Afinal, sou só eu.
Com minhas mãos ainda em meu rosto, sinto as suas subindo por dentro da minha camiseta, dando a volta por meu ventre e subindo pela minha barriga até o peito. Sua pele quente em contato com a minha deixa um rastro de calor, quase um formigamento. Minha camiseta acaba enrolada embaixo do meu pescoço.
Inclino meu corpo para trás e tampo minha boca ao senti-lo apertar meus mamilos.
– Isso é... Estranho. – murmuro.
– Não é. – responde. Com uma mão livre, ele segura meu pênis por baixo da cueca e dá uma mordida no meu pescoço, lambendo em seguida.
– Uh... – solto, no meio de uma respiração.
– Viu só? É bom. – afirma, e começa a movimentar a mão esquerda lentamente. – E você já está tão excitado... É quase inacreditável.
Outra sensação quente passa por minha pele e vai para orelha. Ele chupa meu lóbulo.
– Senti falta disso. – confessa, sussurrando roucamente. Eu acharia ser impossível, mas fico ainda mais duro.
– Zoro... – sussurro. Viro meu rosto em sua direção e me desvencilho de seu abraço, tirando a camiseta. – Você me quer por perto?
– Sim. Muito. – responde. – Quando estou longe de você, meu coração fica frio. E... Realmente, você não faz ideia do quanto eu senti saudades de você. Desse seu cheiro e seu cabelo louro, sua pele macia e seu sorriso contagiante, seu jeito fofo e envergonhado e até mesmo suas expressões mais nervosas. Eu preciso de você, Ero-Cook.
Meu peito parece inchar. É como se ele estivesse confessando que quer passar a vida inteira ao meu lado, junto comigo e me apoiando.
Sinto meus olhos arderem. Não chore. Seja forte. Seja forte.
– Zoro... – chamo, deixando sair uma voz embargada que eu não gostaria que tivesse aparecido. – Beije-me. Eu... Quero te beijar.
No mesmo momento, sou enlaçado pela cintura e abraçado. Minha boca é tomada sensualmente, e logo sinto sua língua, pedindo-me passagem. Seguro seus cabelos e entreabro os lábios, sentindo sua língua ávida conduzir nosso beijo, repleto de saudade e desejo. Nossos corpos entram em sintonia rapidamente, e eu seguro sua nuca.
– Ngn... – gemo, entre um movimento e outro. Zoro me segura e me leva para o sofá.
Ele se deita com as costas apoiadas no braço do sofá e me coloca por cima, com o quadril levantado acima de suas coxas.
– Posso te dar prazer? – pergunta ele, numa pausa.
Ele parece tão inseguro quanto eu.
– Prazer é sempre bem-vindo, Zoro. – respondo, sorrindo um pouco.
Neste momento, sinto seu toque descer por minhas costelas e cintura, até chegar ao quadril e, prendendo minha boca em mais um beijo, ele coloca as mãos dentro da minha cueca e aperta meu traseiro de um jeito extremamente possessivo.
Ciente de seus movimentos, encaixo minha mão entre sua orelha, pescoço e nuca.
– Nhn... Isso não estava nos meus planos... – murmuro, segurando um gemido.
– O que, exatamente? – pergunta, colocando força nas mãos. Por causa disso, nossos quadris se chocam e ele geme guturalmente.
– Não... Me faça responder... – falo.
Começo a roçar nossos corpos, consciente de que a única peça que me separa dele é sua calça de moletom.
– Haa... – gemo, sentindo um arrepio fervoroso até a nuca. A sensação do prazer se estende do meu pênis até suas mãos e para o resto do meu corpo, esquentando-me completamente. – Tão bom...
– Temos alguém gostando muito do que sente, aqui. – provoca.
– Tecnicamente, eu estou só me masturbando. – murmuro, apertando os olhos. – Você só está apertando a minha bunda.
– Você queria que eu fizesse mais? – pergunta, envergonhando-me novamente.
– Eu não disse isso.
– Para um bom entendedor, meia palavra basta. – responde, e de repente, um de seus dedos está na minha boca.
– O q... Como ass... – começo, confuso por não ter sentido sua mão abandonar uma de minhas nádegas. A mão que sobrou desce pela lateral do meu corpo e segura meu membro, masturbando-me continuamente. – Mnm!
Ele começa a fazer movimentos mais rápidos e com mais força, e meu quadril começa a se mexer sozinho, contra a sua mão. O prazer começa a ficar cada vez maior.
– Algum dia eu vou te comer na frente de um espelho. Quando você enxergar, vai poder ver essas expressões eróticas que faz. – sussurra. – Você me enlouquece.
– Hm! – gemo, urgente. Ele retira o dedo da minha boca e coloca a mão de volta na minha cueca. – Zoro, não... Eu vou gozar...
– Não vai. – responde, diminuindo os movimentos em meu pênis. Zoro mais uma vez aperta meu traseiro, só que, desta vez, seu dedo se infiltra em mim. – Desta vez, você vai enlouquecer junto comigo.
Sinto seu dedo entrando e saindo de mim, e junto com ele, um prazer indescritível. Na tentativa falha de prender um gemido, mordo minha língua.
– Itai...* — murmuro, sentindo minha língua latejar.
– Está doendo? – pergunta ele, interrompendo-se.
– Não... Eu mordi a língua. – sussurro, e juntando toda a minha coragem, beijo seus lábios. – Não... Pare...
– Sanji... – ouço, um murmúrio maravilhado. – Eu vou curá-la para você.
Zoro segura meu lábio inferior entre os dentes e me beija profundamente. Sinto-o até mesmo chupar a ponta da minha língua, capturando meus lábios em seguida.
– Vai curar. – sussurra. Sua mão em meu pênis se aperta e ele aumenta a velocidade do vai-e-vem de seu dedo.
– Haa... – solto, abrindo mais as pernas. – Isso é... Completamente estranho...
– Mas é bom, certo? – pergunta, dando um beijo em meu pescoço.
– Sim, é bom. – assumo.
– Sanji, vou pôr o terceiro dedo. – sussurra.
– Terceiro!? – exclamo, e ele tampa a minha boca com a sua.
– Não acorde o Chopper. – sussurra. – E sim, é o terceiro. Você não percebeu que eu já tinha colocado o segundo?
– N-Não...
– Isso é um ótimo sinal – fala. – E você está tão molhado... Como isso pode acontecer?
– Cale a boca... – sussurro. Lágrimas brotam em meus olhos.
– Tire a roupa. – pede, com sua voz rouca que me excita. – Ou melhor, deixa que eu tiro.
Repentinamente, Zoro se senta e me coloca na sofá com as costas no encosto. Ele se encaixa no meio das minhas pernas e segura meus joelhos dobrados.
– Ei, Zoro! – reclamo, incomodado. – Essa posição não está meio esquisita?
Ignorando-me, ele começa a me despir.
– Não. É uma bela visão.
– Eu vou te chutar. – ameaço, sentindo-o tirar minha cueca. Então, seus três dedos voltam para dentro de mim, fazendo-me arquear meu corpo de prazer. – Aah...
– Uau. – murmura, grudando a boca em um de meus mamilos. Sua língua me acaricia lentamente, enquanto sua mão esquerda me masturba e a direita me estoca com força.
Estou ofegante e muito sensível, tanto que meu corpo recomeça a rebolar sozinho em direção à sua mão.
– Você quer que eu use minha boca mais embaixo? – pergunta, provocando-me.
– Adoraria. Por favor, faça isso. – respondo, ansioso pela sensação da sua língua em meu pau.
Ele começa a descer beijos por meu pescoço, passando-os por meus ombros, peito e abdômen. Meu corpo quase clama por seu toque. Ponho a mão na boca quando sinto sua língua passar por todo o comprimento do meu pênis, até a ponta.
Zoro coloca minhas pernas apoiadas em seus ombros, e enquanto seguro seus cabelos, ele me chupa deliciosamente, sem muita força ou rapidez. É o jeito certo para eu aproveitar todas as sensações.
Meu corpo se arqueia, recebendo todo o prazer. Sinto sua mão subindo por meu quadril e costelas e descendo novamente, enquanto a outra ainda me estoca, no mesmo ritmo da boca.
– Isso... – murmuro, contraindo-me por inteiro. – Os dois de uma vez só... Aah!
– Você parece gostar bastante disso aqui. – responde, penetrando-me mais intensamente. – Está sugando meus dedos.
– Shh! – peço. – Não fale, ou então eu vou gozar... Mnn...
– Certo. – responde. Então, ele tira a boca do meu pênis e, com minhas pernas ainda em seus ombros, se impulsiona para frente, segurando meu lábio entre seus dentes.
– Oi! Zoro, meu corpo...
– Sanji, esqueça essa vergonha. – interrompe-me, passando a língua por minha boca. Amoleço o maxilar e começo a beija-lo, moldando nossos lábios e explorando sua boca. – Vamos nos divertir.
Zoro volta para onde estava antes e encosta seu membro em meus ânus, fazendo uma leve fricção. Minhas pernas são tiradas de seus ombros e eu travo sua cintura com elas.
– Então, faça com que eu não sinta dor. – desafio-o. – De dolorido já basta meu pau, de tão duro.
– Acho bom você calar essa boca, Ero-Cook. – fala, segurando-me pelas coxas.
– O que você pensa que está dizendo!? Por que está sendo tão... Haa! – gemo, alto demais. O prazer de ser invadido lentamente me inunda de uma vez, e eu sinto meus olhos até mesmo se revirarem com a sensação. Relaxo ainda mais, abrindo mais o espaço entre meus joelhos. – Zo...Ro... Hmm...
– Viu só? Se eu for devagar, assim... – começa, debruçando-se sobre mim. Sua língua percorre o caminho entre meu pescoço e orelha. – Você vai enlouquecer de prazer.
Sinto-me sendo preenchido, mas nenhuma dor me atinge. Nenhum resquício ou pontada. Nada.
Seu quadril encosta na parte de baixo da minha bunda.
– Está tudo dentro. – sussurra, mordendo meu pescoço. Solto gemidos sussurrados, só por causa de sua voz. – É gostoso, não é?
Eu não consigo falar. Se eu abrir a boca, vou gemer.
– Eu não... Mm... Sei... – minto, sentindo algumas lágrimas descendo por meu rosto.
Zoro tira tudo e me penetra outra vez, vagarosamente. Seguro seus cabelos, abraçando-o junto a mim. Mordo seu ombro na tentativa de segurar um gemido.
Então, ele começa a se movimentar mais forte e rápido, fazendo-me quase delirar. Posso ouvir o som de nossos corpos se chocando.
– Ahn... Haa... Hm... – solto, a cada estocada.
– Você é tão quente, Sanji... – murmura, gemendo guturalmente. – É tão bom dentro de você...
Por não estarmos usando preservativo, sinto tudo ainda mais quente e sensível.
O que eu faço? A voz dele me excita tanto... E porque ele é tão bom nisso? Por que eu estou gostando tanto?
Nossos corpos entram em sintonia, e ele acaricia meu rosto enquanto me penetra, cada vez mais sincronizado com minha respiração.
– Ainda bem... – murmura, no meio de uma respiração pesada. – Se eu tivesse chegado amanhã, você já teria passado pela cirurgia.
Assinto e devolvo a carícia, sentindo as linhas de seu rosto com meus dedos.
– Ainda bem. – murmuro, tomando seus lábios.
Eu nunca quis tanto poder ver. Nunca.
Seus movimentos se intensificam, fazendo-me realmente quase enlouquecer. Ele segura minha ereção, masturbando-me num ritmo rápido.
– Tão... Bom... – murmuro, deliciando-me. Chupo seu lábio com força, cravando minhas unhas curtas em suas costas. – Haa... Mais...
Zoro me obedece e minha mente e corpo são preenchidos pela sensação extasiante do orgasmo forte e intenso.
– Estou... Gozando! – aviso, num último suspiro antes de atingir o clímax. Meu corpo treme.
Zoro me dá mais algumas estocadas, que prolongam meu ápice, e quando está quase gozando, sai de dentro de mim. Seu sêmen cai sobre minha barriga, e ele se apoia nas mãos para não cair para frente, exausto.
Muito cansado, respiro ofegante. Sua situação não é diferente.
Sou abraçado gentilmente e ele põe o rosto em meu pescoço, inspirando meu cheiro.
– Senti falta disso. – assume ele, fazendo-me corar de vergonha.
– Zoro? – chamo, e ele tira o rosto do meu pescoço. – Obrigado.
– Hein? Pelo quê? – pergunta, confuso.
– Por ter vindo me procurar. – explico. Ele ri baixo.
– Você já me agradeceu com o seu corpo. – responde, envergonhando-me mais ainda. – Agora, vamos dormir?
– Precisamos tirar este suor do corpo. – falo, recebendo mais um afago.
– Vamos economizar água?
– Hã? Como assim? – pergunto.
– Tome banho comigo. – conclui, e eu suspiro.
– Não. Você vai querer fazer mais coisas indecentes, e eu já estou muito cansado. – nego, apesar de meu corpo escolher a outra resposta. – Pode ir primeiro.
– Sim, senhor. Daqui cinco minutos estou de volta! – fala, me dando um selinho e saindo de perto de mim. – E coloque a sua calça!
Visto-me e regularizo minha respiração, descansando um pouco. Minutos depois, Zoro está de volta e eu tomo banho. Quando saio, coloco uma cueca e uma camiseta de manga comprida.
– Conseguiu arranjar uma roupa? – pergunto, ao chegar à sala.
– Consegui. – responde. – Uma blusa larga, verde. E a calça de moletom de antes.
– Okay. Escovou os dentes?
– Sim. Com a escova do kit que estava no armário do banheiro. – responde novamente.
– Então está tudo certo. Eu durmo no sofá, você pode ficar com a cama...
– Não! – protesta. – Eu encontrei um futon de casal, dobrado dentro do guarda-roupa. Nós vamos dormir juntos.
– Por quê?
– Porque eu não vim da Inglaterra até aqui, de metrô, para ficar longe de você. – fala. Ouço-o estendendo o futon e forrando-o com lençol.
Certo. Não tenho resposta para isso.
Meu rosto fica quente.
– T-Tudo bem. Eu durmo com você. – falo, coçando a cabeça.
– Então, venha. – chama. Assinto e apago as luzes, deixando um abajur aceso.
– Antes que você me pergunte do abajur, o Chopper tem medo de escuro. – falo, deitando-me a sua frente. Zoro me abraça por trás, colocando o rosto em minha nuca. Então, ele nos cobre.
– Oyasumi. – sussurra, arrepiando-me.
– Oyasumi. — respondo.
Tento limpar minha mente, concentrando-me no relaxamento causado por sua presença. Começo a cochilar.
Porém, sinto sua mão subindo por minha barriga, até o peito. Abro os olhos.

– O que foi? – pergunto.
– Só estou me certificando de que, quando eu acordar, não vai ter sido um sonho. – murmura. – Estamos juntos nessa, Ero-Cook.
Assinto e, silenciosamente, viro-me para seu lado. Abraço-o de volta.
Sim, isso é muito gay. E eu não me importo. Porque é o Zoro.
– Obrigado. – agradeço, beijando seu queixo. – Agora, durma. Estou quase desmaiando.
– Certo. Até amanhã. Ou melhor, até hoje, mais tarde.
E então, caio no sono profundo, tendo uma noite confortável em muito, muito tempo.
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