Um Amor Complicado.
25 Capítulo 24 - Parte II
Notas iniciais
Capítulo 24
Parte II
– Por que isso agora?
– Porque eu não quero que ninguém te veja pelado. Agora anda logo.
– Não é porque você sente tesão em mim que todos os caras do mundo sentem, Marimo. – responde.
– Duvido muito.
Tento tomar um bom banho o mais rápido possível, na intenção de apressá-lo também.
– Está bem, estou terminando! – diz ele, poucos minutos após eu começar a acelerar meu ritmo.
Quando termino, desligo o chuveiro e vou até minha toalha, começando a me secar.
Completamente seco, amarro a toalha na cintura e decido esperá-lo. Cruzo os braços na altura do peito e encosto-me à parede, ao lado de nossas mochilas.
Antes de me dar o deleite de observá-lo, ouço passos no vestiário.
– Sanji, tem gente vindo. Vai logo. – aviso. Ele suspira, irritado.
– Zoro, minha audição é pelo menos dez vezes melhor que a sua. Por favor, pare de ser tão paranoico. – fala, desligando o chuveiro. Sinto alívio por vê-lo terminar o banho. – Ao invés de me esperar, vai logo colocar uma roupa. Está esfriando e você não trouxe remédio.
Sem palavras para responde-lo, apenas sorrio.
– Certo, mamãe. – respondo, pegando minha mochila. – Não. É muito bizarro pensar que tenho desejos sexuais pela minha própria mãe.
– Pela graça do Senhor Jesus Cristo, Zoro... Pelo amor de Buda. Antes que eu divida seu corpo no meio com um chute... Cai fora daqui!
Opa, fodeu.
Sem pensar uma segunda vez, calço meus chinelos e volto para o vestiário.
Ufa. Quando ele está nervoso... Acho que é melhor fugir.
No vestiário, encontro o cara que antes estava fazendo barulho.
– Boa noite. – diz ele, desfazendo o nó de uma gravata borboleta.
– Boa noite. – respondo, colocando minha mochila sobre o banco de madeira.
– Vai começar seu turno agora? – pergunta. Eu desconfio de seu questionário, mas tento ser amigável.
– Não. Eu... Meio que sou convidado. – respondo. Meio que sou convidado? Que porra é essa?
– Hm... Estranho. Umi-chan te convidou? – pergunta. Certo, ele conhece a noiva.
– Não, foi a madrinha dela. A Nami. – respondo. O rosto do homem se ilumina e ele sorri.
– Ah, a Nami-san. Você é acompanhante dela, então?
– Sim. Eu e meu... – neste momento, meu cérebro decide me trollar. Afinal, eu e o Sanji somos o quê mesmo? — ...companheiro.
– Dois padrinhos para uma madrinha? – pergunta, rindo. – Uau, Nami-san é genial.
– É, tem razão.
– Bom, então espero você na cerimônia. – diz o homem, indo na direção do banheiro.
– Ah, espera! Você... É convidado também? – pergunto, curioso.
– Sim. Sou Saitou Kyouya, o noivo. – responde.
– Nossa. Foi mal. Parabéns pelo seu casamento. – falo, meio sem jeito. – Sou Roronoa Zoro.
– Não se preocupe, Roronoa-kun. Só aproveite a festa. A comida é ótima.
– Valeu. – agradeço-o, com um sorriso.
Bom, ele não é ruim.
Finalmente pronto, sento-me no banco e relaxo os ombros, sentindo-me confortável na medida do possível. A cinta presa em meu tronco não permite que minha coluna fique curvada, então não preciso me preocupar com postura.
– Pronto, voltei. – anuncia Sanji. Viro-me e vejo-o já de cueca e camisa. – Está arrumado?
– Falta a gravata. – respondo, mostrando o pedaço de pano em minha mão.
Ele assente e termina de colocar suas roupas sob meu olhar.
Por fim, para em frente ao espelho e começa a dar o nó na gravata borboleta padrão dos padrinhos.
– Aqui. – falo, dando-lhe a minha. Ele a passa por trás do meu pescoço e começa a enlaçar o tecido, terminando rapidamente. – Uau, Sanji.
– É, sou foda. – responde, completamente convencido.
– Eu ia dizer que você é um tanto quanto delicado, mas... Tudo bem. Serve. – falo, provocando-o. Antes de qualquer reação, sorrio. – Brincadeirinha.
– Idiota. Vamos logo. Estou com fome. – responde.
– Vamos deixar as mochilas dentro do carro? – pergunto, em dúvida.
Ele pensa por alguns segundos.
– É, melhor. – conclui.
Saímos do vestiário e somos surpreendidos pelo frio cortante do inverno japonês.
– Está vendo? Eu avisei que em Akita é frio demais! – falo, abraçando meu próprio tronco.
– Agora deve estar uns sete graus. Tecnicamente, ainda não está tão frio. – fala alguém atrás de mim. Não reconheço a voz trêmula, até olhar e ver Nami encostada na parede, nos esperando.
– O que diabos você está fazendo aqui fora, Nami!? – pergunto, irritado. – Você é maluca?
– Nami-san, você precisa voltar para o salão! – alerta Sanji, preocupado.
– Eu vim ver porque vocês estavam demorando tanto...
– E está aí há quanto tempo? Três dias? Parece que está ficando azul! – falo, jogando minha mochila no chão. – Está querendo o quê? Virar a Frozen?
– Não é Frozen, idiota. O nome dela é Elsa. – corrige ela.
– Pouco importa. Veste isso. – falo, tirando o blazer do meu terno.
Ela aceita no mesmo momento, se aconchegando dentro da minha roupa. Sanji repete meu gesto, mas coloca seu blazer apenas nos ombros dela, cobrindo suas costas.
– E vocês vão ficar com frio? – pergunta. Eu nego.
– Não, vamos só até o carro para deixar nossas mochilas. – respondo.
– Volte para o salão e nos espere lá, Nami-san. Bem quentinha. – diz Sanji, sorrindo como se estivéssemos no verão.
Ela sorri fracamente e sai andando. No mesmo instante, seguro Sanji pelos ombros.
Ele nem se dá o trabalho de contestar, apenas segurando-se em meu tronco. Pego minha mochila de volta.
– Caralho. Que frio. – murmura ele, esfregando minhas costelas por cima da roupa.
– Vamos, vamos. – solto.
Andamos o mais rápido possível até a porta que usamos para entrar na chácara e a abrimos.
Aperto o alarme do carro, que apita e abre as travas.
– Joga tudo no banco de trás. – falo, jogando minha mochila no banco. Sanji repete meu gesto, só que um pouco mais de cuidado.
Rapidamente fecho a porta do carro e tranco tudo, acionando o alarme.
Voltamos para dentro da chácara com mais frio ainda.
Andando pela grama, passamos em frente ao vestiário e avistamos o salão não muito longe, completamente iluminado e decorado, com mesas do lado de fora.
– Por que em casamentos as pessoas insistem em esconder os pés das mesas com essa toalha branca? – pergunto, tentando distrair-nos do frio.
– Ótima pergunta, Marimo. – responde, rindo em seguida. – Só sei que elas ficam todas sujas no final do dia.
Com mais alguns passos, finalmente entramos no salão. Avisto várias cadeiras também forradas com o pano branco, onde estão sentados os convidados. No meio do lugar, um tapete vermelho com pétalas de flores que eu não faço ideia de quais sejam.
– Zoro, Sanji-kun! – ouvimos. Simultaneamente avistamos Nami no altar, e nos soltamos para poder passar pelo pequeno espaço entre as fileiras de cadeiras e a parede.
Olho para a parede atrás dela, e vejo um grande quadro de uma mulher segurando uma criança. Uau. Isso não é comum no Japão.
Chegamos ao altar e Nami nos entrega nossas roupas. Então, ela enlaça seus braços em nós dois.
– Antes que vocês me perguntem, essas pessoas no quadro são Virgem Maria e Jesus Cristo. São símbolos do catolicismo. – explica. – A família inteira da noiva é romana.
– Hm... Bom, é bonito. – respondo, totalmente desinteressado.
– Vocês chegaram na hora. – sussurra ela, olhando para a entrada principal do salão.
Uma orquestra do lado direito do altar começa a tocar, quando as portas se abrem e o noivo entra com quem imagino ser sua mãe.
Muitos minutos depois, ainda ouço o padre falando com os fiéis, até que é anunciada a entrada da noiva.
A porta se abre novamente, e vejo a mulher vestida com seu vestido branco, com o braço enlaçado no do pai e um buquê na outra mão.
Ela parece brilhar.
É estranho. Nunca vi um casamento pela perspectiva de um padrinho, e mesmo que eu não conheça os noivos... É um momento especial para eles. Dá para ver no jeito que eles se olham. Parece que estão se declarando amorosamente em silêncio.
Os dois preparados para viverem juntos até que a morte os separe.
Sei qual é a sensação. É um amor muito grande para caber só no peito, Umi-san e Saitou-san.
Nami sorri quando me vê derramar algumas (pouquíssimas) lágrimas.
– Está suando pelos olhos, Zoro? – pergunta. Eu sorrio também.
– Só não chora quem está morto por dentro, Nami. – respondo. – E enquanto eu estiver vivo por dentro e por fora... Quero aproveitar para sentir tudo o que puder.
A cerimônia já acabou. Mas a festa... A festa não.
Parece uma balada, mas há mesas e cadeiras para nos sentarmos. O ambiente é mais escuro, e há luzes coloridas onde quer que eu olhe. Tem muitas pessoas dançando e se divertindo, levantando suas taças de champagne enquanto se esfregam umas nas outras.
Não me entenda mal. É óbvio que eu estou no meio disso tudo.
Sinto pessoas ao meu redor, mas não tiro os olhos de Sanji, que aproveita para tirar alguma casquinha das mulheres solteiras da festa. Ao contrário de qualquer outra ocasião que o vi mais alterado pela bebida, ele não as abraça ou as beija. Só está sendo ele mesmo, cavalheiro e galante.
Honestamente, isso me deixa feliz.
– Zoro! – grita Nami, perto do meu ouvido. Olho-a, e meus olhos são arrastados até seu enorme decote.
– Nami, seus peitos estão quase pulando da roupa. – aviso, rindo e bebendo mais um pouco. Ela ri junto a mim e puxa a roupa para cima. – Que foi?
– Eu consegui... – começa, mas sua voz some em meio ao som alto.
– O QUÊ? – grito, abaixando ainda mais o rosto para ouvi-la.
– Eu disse que consegui mais uma convidada! – grita. Olho-a novamente. Ela está meio alterada, mas não bêbada.
– Quem? – pergunto, desconfiado. – Não vai me dizer que trouxe a Violet.
Ela me olha e cai na gargalhada.
– Não gosta dela?
– Não é que eu não goste... Sabe como é. A primeira vez que eu vi o Sanji na minha vida, eles estavam se beijando bastante. – lembro-a.
– Hm, é verdade. Nossa, parece que faz tanto tempo... Enfim! – diz, segurando meu braço. – Ela provavelmente está lá fora, já. Venha comigo, senão vou cair.
Eu assinto e olho para Sanji. Vejo uma mulher de vestido vermelho quase sentando em seu colo. Sorrio para mim mesmo quando o vejo segurá-la pela cintura e segurar sua mão, levando-a até sua boca. Não sei como, mas por um instante, consigo ler seus lábios.
“Perdão, bela dama. Eu não posso.”
Um orgulho cresce em meu peito. Ao contrário do que eu pensaria, ele não diz isso como se fosse uma limitação. Diz “eu não posso” como se dissesse “eu amo outra pessoa”.
– Nami, me espera na porta do salão. Só preciso resolver uma coisa. – peço. Ela assente e eu começo a ir na direção dele, contornando a multidão de pessoas.
Chego a nossa mesa e deixo minha taça sobre ela, colocando as mãos nos bolsos em seguida. Dou a volta e paro na frente das “meigas” senhoritas.
– Com licença? – peço. Ao som da minha voz, as seis me olham e sorriem. Sanji também me olha, mas ao invés de sorrir, ele abaixa o rosto. – Boa noite, senhoritas. Eu gostaria de pegar ele emprestado só por um instante.
Todas concordam. Sanji se levanta e começa a me seguir.
Eu adoro salões de lugares luxuosos porque são literalmente cheios de pontos cegos.
Levo-o através da pista de dança e das mesas. Há uma escada escura que dá no segundo andar, algo parecido com um camarote completamente vazio.
Subo as escadas com ele atrás de mim, e ao chegar lá em cima, o som da festa fica abafado. Com todas as luzes apagadas, é impossível alguém ter nos visto subir.
– Zoro, se você me trouxe aqui para brigar, eu juro que não fiz...
– Shh. – corto-o, antes que ele comece a se explicar sem motivo.
Com as luzes vindas do andar de baixo, o camarote fica pouquíssimo iluminado, mas é completamente possível enxergar Sanji.
– Não precisa jurar nada, Ero-Cook. Eu sei o que você fez.
– Eu estou falando a verdade! Não fiz nada com...
– Eu disse para não falar nada, Sanji.
Seguro sua cintura com força e prendo suas mãos acima de sua cabeça, pressionando suas costas na parede.
Ele está completamente confuso.
– “Perdão, bela dama. Eu não posso.” – repito suas palavras. – Você não imagina o quão feliz eu fiquei quando vi você dizendo isso, Ero-Cook. Tão feliz que a única coisa que pensei é que eu tinha que te sentir de algum jeito.
– Ah... Isso... – murmura, completamente corado. – N-Não foi nada demais.
– É por isso que eu adoro quando você bebe um pouco. Não consegue mentir para mim, Ero-Cook.
– Quem disse!? – pergunta, tentando soltar as mãos da minha.
– Então, o que acha de me beijar? – pergunto, chegando cada vez mais perto de seu rosto. Encosto meu nariz e minha testa na sua, fechando meus olhos e sentindo seu cheiro.
– Eu acho...
– Bom, não importa. Vou beijar você de qualquer jeito.
Colo nossos lábios, segurando seu rosto com minha mão livre. No momento em que nossas bocas se encaixam, meu corpo acende totalmente e eu quase perco meu controle.
Solto suas mãos para abraça-lo junto a mim, sentindo-o quente e confortável. Sanji entreabre os lábios e puxa meu lábio inferior com os dentes, chupando-o em seguida. Sorrio diante de sua deliciosa atitude.
Sinto sua língua gentilmente com a minha, me forçando a não aprofundar ainda mais o beijo e me descontrolar. Porém, ele decide fazer o contrário do que eu estava pensando segurando minha nuca e roçando sua língua na minha, moldando nossos lábios. Aproveito para também mordê-lo e soltar seus lábios, descendo para seu maxilar.
Sanji geme ao sentir uma chupada em seu pescoço, seguido de um beijo.
Coloco minha perna no meio das suas e sinto-o completamente duro.
– Sanji, me encontre no carro daqui vinte minutos. – sussurro. Minha voz sai tão rouca e desejosa que nem eu a reconheço. – Se nós fizermos algo aqui, corremos o risco de alguém ver.
Ele suspira e sorri maliciosamente. Em seguida, mostra o pescoço, na parte em que eu chupei. Completamente convidativo... E arrepiado.
– Certo. Mas dê um jeito de esconder isso. – sugere, segurando meu pênis completamente duro sobre a roupa. Sentir sua mão quente, mesmo sobre a roupa, é como uma tortura.
– Cada vez que você me provoca, é uma motivação a mais para rasgar sua roupa e te comer aqui, em pé. Então, por favor, desça. Antes que eu perca o controle. – peço. Ele ri, mas antes de sair passa os braços ao redor do meu pescoço.
– Sorte sua que eu estou meio bêbado, Marimo. Você sabe como eu fico. – provoca, chupando o lóbulo da minha orelha. Meu corpo se arrepia por inteiro, e minha pele formiga de desejo.
Ele desce e eu quase soco a parede, mas respiro e me acalmo.
– Meu Deus, eu vou coloca-lo numa cadeira de rodas. – sussurro, esfregando os olhos. – Não posso machuca-lo.
Com mais alguns segundos me acalmando, desço para a pista e ando rapidamente até a porta do salão, encontrando Nami.
– Que demora! – reclama. – O que foi fazer?
– Só precisei ir ao banheiro. – minto. – Aqui, vista.
Ela veste meu blazer e abraça meu braço. Saímos do salão e andamos até a mesma entrada de antes, perto do vestiário dos funcionários.
Nami abre o portão de ferro e, quando saímos, vemos o meu carro e logo atrás um carro ainda mais alto.
– A sua tal convidada está naquele carro? – pergunto. Ela sorri e acena, já me puxando para ir junto. – É alguém que eu conheça?
– É claro que é! – afirma, como se fosse óbvio.
Chegando no carro, a porta do passageiro se abre, a vejo mais uma vez aquela bela mulher que já chorou comigo minhas tristezas, me consolou e me incentivou a correr atrás do amor.
– Nami-san! – exclama ela, feliz. As duas se abraçam.
– Eu te vi ontem, mas parece que faz tanto tempo! – exclama Nami, sorrindo.
Então, Tashigi me olha e quase pula de felicidade.
– Zoro-san! – exclama. No mesmo instante seus olhos se enchem de lágrimas. – Zoro-san!
– Tashigi, o que foi? – pergunto, confuso. Envergonhada mas tomada pela emoção, ela corre até mim e me abraça, puxando meus ombros para baixo. Sinto uma pequena pontada nas costelas, mas faz tanto tempo que eu não a vejo, que decido ignorar o incômodo.
Retribuo seu abraço.
– Tudo bem? – pergunto.
Ela assente.
– Sim, mas... E você? Eu queria ir te visitar desde o acidente, mas não tive tempo. – responde. – Está melhor?
– Sim, bem melhor que antes. Comecei a fisioterapia ontem. – informo. – Quebrei três costelas e tive uma lesão no esterno e outra na bacia, afinal.
– E... O coração? – pergunta, preocupada. Eu sorrio.
– Feliz como nunca antes, Capitã. – respondo.
– Tashigi-chan, você trouxe um convidado! – exclama Nami, surpresa. Do outro lado do carro, um homem fecha a porta e nos olha.
– Boa noite. – cumprimenta.
– Olha, se não é o Vice-Almirante fodão da Marinha! – exclamo, sorrindo. Ele entende minha brincadeira, dando um pequeno sorriso. – Mas, calma... Se você está com ela, quer dizer que...
Quando a olho, está completamente corada.
– Hm... Deu certo para você também? – sussurro. Ela assente timidamente. – Abriu os olhos, Vice-Almirante Smoker? Finalmente!
– Roronoa, acredite ou não, você tem parte nisso. – diz ele, andando até a calçada. – Por isso, agradeço por ter aconselhado a Tashigi.
Fico surpreso com suas palavras.
– Bom... Pode ter certeza que ela me ajudou muito mais. – respondo. – Eu que agradeço. Cuide bem dela, Vice-Almirante. Ela é excepcional.
– Eu sei bem. – responde. Para minha surpresa, ele cora um pouco. – Sempre soube.
– Essa conversa amigável está legal e tal, mas... Tem como a gente entrar? – pergunta Nami, aparentemente com frio. Eu solto um riso.
– Sim, vamos. – respondo.
Ela se apoia em meu ombro mais uma vez e eu seguro-a pela cintura quando pisamos na grama.
– Aê, Vice-Almirante. Fecha o portão. – falo, jogando-lhe a chave. Ele a apanha no ar e tranca o portão, para logo em seguida jogá-la de volta.
– Só Smoker. – diz ele, dando o braço para Tashigi se apoiar.
Eu sorrio.
– Okay, Smoker.
Já dentro do salão, procuro Sanji para apresenta-lo aos novos convidados.
Encontro-o mais uma vez rodeado de mulheres.
– Sanji-kun! – chama Nami. Parece quase impossível, mas ele ouve e vem até nós.
– Nami-san. – murmura.
– Eu trouxe mais dois convidados! – exclama ela, feliz. – Este é o Smoker-san, Vice-Almirante da Marinha. Smoker-san, esse é o Sanji-kun.
– Kuro Ashi no Sanji, muito prazer. – diz o Ero-Cook, educado. Sua alcunha é um tanto quanto respeitada.
Porém, antes da próxima apresentação, ele põe os olhos em Tashigi e seu rosto parece murchar. Seus olhos assumem um sentimento de dor e culpa.
– Você... É a moça do vídeo. – murmura. No mesmo instante percebo do que ele fala.
Ah, é isso.
– Vídeo? – pergunta ela, alheia.
– Tashigi-san... Perdão. – pede, segurando a mão dela. Os dois não entendem absolutamente nada. – Eu... Pensei coisas ruins a seu respeito. Desculpe-me.
– Nami... Coloque os dois em uma mesa e explique o que aconteceu.
– Para o Smoker também? – pergunta.
– Eles são um casal. Melhor prevenir do que remediar. – peço.
– Não, eu vou assumir minha culpa, Zoro. Como um homem deve fazer. – diz ele. – Tashigi-san, eu não gosto de entrar neste assunto, mas... É necessário. Você pode ouvir algumas palavras minhas?
Ela assente sem pensar duas vezes.
– Eu pensei coisas horríveis de você, quando você só praticou o bem para o Zoro. Eu pensei mal dele, disse coisas impossíveis, quando na verdade acontecia tudo ao contrário. Eu fui a fonte de todo o mal causado no coração dele, e você foi a pessoa que mais o ajudou, o acolheu e o consolou... E mesmo depois de tudo o que você o viu sofrer, ainda o aconselhou a tentar de novo.
“Por isso, eu peço perdão por ter te ofendido, mesmo que indiretamente. Só tenho a te agradecer. Muito obrigado, de verdade. Graças a você, eu estou muito, muito, muito feliz agora. Obrigado.”
Seu discurso quase me faz explodir de orgulho. Eu jamais imaginei vê-lo e ouvi-lo dizer tais palavras à Capitã.
– Kuro Ashi, né? – pergunta ela, sorrindo. – Honestamente, eu só tenho uma coisa para te dizer.
Ela se levanta na ponta dos pés e sussurra algo em seu ouvido. Sanji não levanta o rosto quando ela volta para a posição normal.
– Sim. – ouço, baixo. Ela sorri.
– Seja feliz, okay? – diz ela, segurando seu rosto entre as mãos.
Diante de tal cena, apenas cruzo os braços.
– Sanji, que horas são? – pergunto, curioso. Ele me olha, e vejo seus olhos vermelhos e cheios de água.
– Meia noite e meia. – informa Nami. Eu pigarreio.
– É que eu estou com dor, então estava me perguntando se tem algum hospital aqui perto... – minto, colocando a mão na altura das costelas.
– Nada mais natural depois de ter dançado, né? – pergunta ela, rindo. – Mas, de toda forma, eu te dou o endereço. Aproveite e vá para casa. Vocês dois já cumpriram suas missões hoje.
– Obrigado. – agradeço. – Capitã e Smoker, façam companhia para ela.
– Pode deixar!
– Sanji, vamos? – pergunto.
Ele assente e se despede de todos. Quando Nami tenta me devolver minha roupa, insisto para que fique com ela.
Ela me dá a chave do portão e me diz para fechá-lo e jogar a chave para dentro, para pegar mais tarde. Eu assinto e começo a caminhar do lado de Sanji.
– Você está bem? – pergunto. Ainda com o rosto baixo, ele assente. – Não parece.
– É que... Foi um choque para mim. – diz ele, quando já estamos abrindo o portão para sair.
– O que? – pergunto. – O que ela disse?
– Não se preocupe. Não foi nada ruim. Ela não seria capaz de me magoar.
Fecho o portão e arremesso a chave para dentro, ouvindo-a cair momentos depois.
Andamos até o carro e eu desativo seu alarme, para logo em seguida entrarmos e nos acomodarmos.
– Então? Nós vamos para casa? – pergunta ele. Eu sorrio.
– Sim... Vamos pegar a rodovia, mas vamos parar no primeiro restaurante que encontrarmos. Eu estou com fome.
– Certo. Eu também quero comer um pouco. Bebi muito. – diz ele. Eu assinto, ligando o carro. Com o GPS ligado, entramos na rodovia praticamente vazia e seguimos até encontrar o primeiro lugar, que na verdade é um supermercado enorme.
Esse lugar deve abastecer o Japão inteiro.
– Aqui está ótimo. – murmuro para mim mesmo.
Entro com o carro no estacionamento maior ainda, passando por alguns carros estacionados. À procura da vaga perfeita, encontro-a no meio de dois containers.
– Zoro, não dá para abrir as portas. Quer que a gente saia pelo porta-malas? – pergunta ele, avaliando a distância entre a porta e a parede do alto container.
– Não. – respondo, puxando a alavanca abaixo do meu banco.
– Zoro, eu estou cansado... Não consigo sair por aqui, não tem espaço.
– Quem falou em sair? – pergunto, empurrando o banco para trás até o limite.
Sem dizer nada, ele me observa afrouxar a gravata e jogá-la no banco de trás. Em seguida, desabotoo minha camisa e a tiro, ficando só com a cinta.
– Odeio gravatas.
Tiro a cinta e, finalmente, sinto minha pele “respirar”. Minha barriga está tão quente que parece que eu fiquei cozinhando o dia inteiro. Por baixo dos curativos, sinto minhas duas cicatrizes mais recentes ainda mais quentes.
– Está com calor? – pergunta Sanji. Ele tira seu paletó e a gravata e abre os dois primeiros botões da camisa.
Sem responde-lo, tiro o curativo frontal e fito minha pele, completamente estranha.
– Bom, pelo menos não tem pontos visíveis. – falo, tocando-a com a ponta dos dedos.
– Deixa eu tirar a de trás. Vem cá. – pede Sanji, tocando meu ombro. O toque de sua mão parece ainda mais quente.
– Não tem como. Você vai ter que vir aqui. – falo, mentindo desavergonhadamente. Sanji suspira e dá de ombros, passando por cima do câmbio e do freio de mão até estar curvado à minha frente.
Cara, ainda bem que eu comprei este carro enorme.
Devagar, ele apoia o joelho no banco e se inclina para frente, a fim de tirar as ataduras das minhas costas.
Com ele tão perto de mim, posso nitidamente sentir seu cheiro e seu calor corporal exagerado.
Levo minhas mãos até suas costelas e desço-as por sua cintura até as laterais do quadril, aproveitando para apertar sua bunda. Levanto um pouco o queixo e beijo a linha de sua clavícula.
– Uma fome que não é de comida, uma sede que não é de água... Preciso me alimentar com os seus sentimentos, Ero-Cook.
Ao invés de me barrar, Sanji senta no meu colo, com uma perna em cada lado do meu corpo.
Gentilmente, ele toca minha cicatriz mais recente e a minha transversal.
– Suas cicatrizes... Me excitam. – fala. Eu olho, surpreso, e vejo seu rosto corado por duas coisas: vergonha e bebida. – Meio... Viril?
– Ah, Sanji... Essa cara safada que você faz... – sussurro, praticamente hipnotizado. – Adoro quando você bebe.
– É sério. – responde. Sanji segura minha mão direita e a leva até sua calça. Sinto sua ereção forte. – Olha.
– Sério... O que você fazia quando eu estava longe? Durante meses... – murmuro, beijando a pele entre seu ombro e a orelha.
– Transava com mulheres... – fala, soltando um suspiro. – Mas era diferente.
– Em que sentido? – pergunto, provocando-o.
– Hm... Há várias diferenças, mas acho que a principal é calor que você exala. – diz ele, pegando-me de surpresa.
– Uau. – murmuro, sorrindo para mim mesmo. – Essa não é a primeira “diferença” que me vem a cabeça, se é que você me entende. Mas tudo bem.
Seguro seu queixo e beijo-o, sorrindo.
Aproveito para infiltrar minhas mãos em sua cueca, enchendo as mãos com sua bunda. Ele me abraça com mais força e pressiona sua ereção em minha barriga.
– Vou tirar sua calça. – aviso. Ele apenas assente, respirando forte.
Sanji se levanta e eu desabotoo sua calça, abaixando-a com pressa. Dentro da cueca, seu pênis parece estar se sufocando.
Puxo-o para mim novamente, sentindo uma necessidade extrema de beijar seu pescoço. Aperto sua cintura com força demais, e em resposta recebo seu apertão em minha nuca. Quase reclamo de dor, mas ignoro-a totalmente.
– Zoro, preciso tirar... A cueca... – murmura, entre um suspiro e outro.
Seguro o cós de sua cueca e arrebento-o, rasgando a peça em dois. Jogo-a no banco de trás.
– Pronto.
– Sorte sua que estou alterado demais para reclamar. – diz ele, sorrindo. Ofegante, ele monta em minhas coxas novamente. – Marimo.
Sorrindo em resposta, seguro seu membro com uma mão e sua bunda com a outra, sentindo seus lábios em meu pescoço. Em absoluto deleite, sinto Sanji rebolando sobre meu membro, ainda coberto pelas roupas.
– Preciso tirar minha roupa. – falo. Sanji solta meus ombros e eleva um pouco os quadris, só o suficiente para que eu possa abaixar minha calça e cueca até o joelho.
– Meu Deus, Zoro... Isso é... – começa, fitando meu membro ereto.
– O que? Não faço nada há uma semana. – explico — Espero que me satisfaça o suficiente para que ele caiba novamente dentro da cueca, Ero-Cook.
– Acho que quinze minutos dentro de um carro não são suficientes para isso. Nem para você e nem para mim. – responde, sorrindo ofegante. – Quando chegarmos ao hotel, talvez.
Sanji segura meu pênis e começa a direcioná-lo.
– Não, espera. – peço, interrompendo-o. – Tenho que te preparar, pelo menos um pouco. Vai doer.
Ele me olha e sorri carinhosamente, segurando meu rosto para um selinho. Ainda sinto o gosto da bebida em seus lábios.
– Tem lubrificante? – pergunta. Eu assinto e aponto o porta-luvas. Sanji se estica para alcançar, e eu tenho a visão de seu tronco sem a roupa, pois a camisa aberta escorregou por seus ombros.
Um arrepio sobe por minha espinha por minha ansiedade em tocá-lo.
– Aqui. Me dá. – peço, pegando a bisnaga do lubrificante. Coloco um “pouco” sobre a palma da mão e passo em meu membro. Quando termino, jogo a bisnaga no banco de trás.
Seguro sua cintura e, com a mão ainda escorregadia, seguro seu pênis. Sanji agarra meu ombro novamente, apertando-o com força.
– Zoro, eu não aguento mais. – murmura, com a cabeça baixa. – Preciso disso.
– Eu também preciso.
Com isso, Sanji olha no fundo dos meus olhos e, em seguida, leva seu olhar até a minha boca.
Sorrio diante de seu olhar safado.
– Ero-Cook, você vai me enlouquecer. – falo, puxando sua boca para a minha. Seguro seu corpo junto ao meu e aperto sua bunda, sentindo-o quente em minha glande. Começo a penetrá-lo lentamente.
Ele começa a abaixar devagar, puxando meus cabelos. Em seguida, morde o lábio para não gemer, jogando a cabeça para trás. Chupo seu pescoço com força.
– Zoro... Porra... – solta, ofegante.
– Está doendo, né? – pergunto. Ele assente.
– Sim, mas... Não importa. E se eu te conheço bem, você fará magia com o resto. – diz, sorrindo ao encostar a testa na minha. Sinto meu pênis entrar um pouco mais em seu interior. Quase sou possuído pelo desespero em gozar.
Algumas gotas de suor escorrem por meu tronco, tamanho o calor e nervosismo que sinto.
Não quero machucá-lo, mas se esperar muito vou perder o controle.
– Que resto? – pergunto, confuso.
Com um sorrisinho malicioso, Sanji tira minha mão de sua bunda e leva-a até seu rosto. Atrevido, ele morde e chupa a ponta do meu dedo médio.
– Suas mãos e... Sua boca. – murmura.
Quase solto um rosnado. Agarro sua coxa e escorrego um pouco no banco. Sanji fecha os olhos ao sentir meu movimento.
– Marimo...
– Shh. Se você falar, pessoas vão te ouvir. – lembro. Observando atentamente suas reações, levanto meu quadril e finalmente consigo deslizar tudo para dentro.
– Ah... Zoro... – geme, espalmando a mão no vidro do carro. – Mm...
– Sanji? Tudo bem? – pergunto, preocupado. Inesperadamente, Sanji perde a paciência.
– Se você me perguntar se estou bem mais uma vez eu juro que vou te bater. – fala, ofegante. – Cala a boca e se mexe, porra!
No mesmo instante, o animal selvagem dentro de mim se liberta. Meu corpo inteiro ferve de desejo em meter meu pênis em seu ânus até ele desmaiar de cansaço. Uma semana... Uma semana... Uma semana de sexo para pôr em dia...
– Como quiser. – rosno, forçando seu quadril para baixo. Sanji solta um gemido aliviado e longo.
Puxo seu corpo de volta para cima e decido fazer eu mesmo.
– Ero-Cook, apoie as costas no volante.
– Por quê? – pergunta.
– Por que eu quero. – respondo, apoiando as minhas costas no banco para poder levantar ainda mais o quadril. Seguro seu membro com a mão direita e sua cintura com a esquerda.
– Marimo, acho que...
– Shh. Você me pediu para eu me mexer, e é isso que vou fazer.
Quando Sanji toma ar para me responder, deslizo meu pênis inteiro para dentro dele novamente, chocando nossos corpos.
– Haa! — ele geme mais alto, inclinando a cabeça para trás.
Começo a me movimentar com frequência, mas sem aumentar muito a força.
– Zoro... Aah... – geme, segurando meus cabelos. – Você vai... Se machucar...
– Se você não calar a boca, vou fazer você engolir meu pau mais tarde. – falo, castigando seu quadril com as pancadas dos movimentos.
Começo a masturba-lo na mesma frequência do sexo, sentindo-o cada vez mais quente por dentro. Sanji está literalmente se contraindo mais a cada estocada. Cada toque seu em meu pescoço e tronco me tornam mais sensível.
Ele revira os olhos quando acaricio sua glande com mais atenção.
– Sanji, se você se contrair tanto eu vou gozar. – aviso, sentindo a sensação do orgasmo começar a se espalhar por meu ventre.
– Eu... Estou perto... – geme, abraçando-me. Aquieto meus quadris e ele começa a me cavalgar, pressionando seu pênis em minha barriga. Tomo seus lábios e beijo-o rapidamente, precisando de ar. – Zoro...
Ele desliza em mim, inebriando todos os meus sentidos com seu cheiro e a sensação de sua pele roçando na minha, seu calor passando para mim. Sinto-me no paraíso.
– Sanji...
Puxando meus cabelos com força, Sanji se contrai com mais força do que nunca, acarretando o meu orgasmo mais escandaloso e barulhento. Sinto seu sêmen jorrar entre nós dois.
Ofegante, encosto minha cabeça no banco e fecho os olhos, sentindo os leves espasmos do orgasmo. No mesmo estado que eu, Sanji desaba sobre mim.
Percebo que meus dedos estão cravados em sua pele com muito mais força que o necessário.
Depois de alguns instantes, começo a ter noção do espaço novamente.
– Sanji? – pergunto. Ele não responde. – Ero-Cook?
Levo minha mão até seu rosto e afasto-o de meu ombro.
Uau. Ele desmaiou.
Sorrindo, dou um beijo em sua testa suada.
Abotoo sua camisa e, com cuidado, tiro-o de cima de mim e liberto meu membro. Cansado, coloco minha cueca e subo a calça, abotoando-a.
Arrumo Sanji no banco do passageiro e o visto com suas calças, colocando seu cinto de segurança logo em seguida.
– Vamos dormir, Ero-Cook. – murmuro. Percebo meu corpo ainda extasiado de prazer, pronto para descansar várias horas.
Coloco meu sinto de segurança e ligo o carro, pronto para pegar a estrada.
Minutos depois...
Dou a volta no carro e abro a porta do passageiro, pegando Sanji em meus braços e chutando a porta para fechá-la novamente. Por fim, aciono o alarme.
Caminho até o saguão do hotel, onde há vários sofás e até algumas lojas de roupas, agora fechadas.
Na recepção, um homem espera os viajantes.
– Boa noite. Deseja reservar um quarto? – pergunta. Eu assinto.
– Boa noite. Sim, quero um quarto. – peço, exausto.
– Vou verificar qual o quarto vago. – avisa, entrando no sistema. – Senhor, desculpe-me. Só temos suítes vagas, com camas de casal.
– Tudo bem, pode ser. – falo. – Aqui, pega meus documentos.
Segurando Sanji com um braço só, enfio uma mão no bolso e coloco minha carteira sobre o balcão.
– Registra a reserva no meu nome.
Enquanto o homem faz minha reserva, Sanji se sente desconfortável em meus braços e decide abraçar meu pescoço e meu quadril, com as pernas. Parece um filhote de macaco. É bem melhor para mim, pois consigo liberar uma mão e ainda sentir seu cheiro perto do meu rosto.
– Pronto. Aqui, seus documentos e a chave do seu quarto. Tenha uma boa noite, Senhor.
– Igualmente.
Caminho até o elevador e, entre os papéis que ele me deu, encontro o andar da minha suíte. Em meu colo, Sanji me parece aconchegante e muito quentinho. É surpreendentemente aconchegante sentir seu coração batendo junto ao meu.
– Chegamos, Ero-Cook.
O elevador se abre no terceiro andar e eu saio, procurando minha suíte. Com meu senso de direção afetado pelo meu sono, me perco pelo corredor e demoro para encontrá-la.
Quando encontro, passo a chave e entro, acendendo as luzes. Sem prestar qualquer atenção na decoração ou nos detalhes do ambiente, apenas avisto uma enorme e muito convidativa cama de casal, depois de um jogo de sofás de couro.
Suspirando, ando até ela e solto minhas calças no meio do caminho.
No meu colo, Sanji está ressonando pacificamente. Coloco-o na cama com cuidado e tiro suas roupas, jogando-as no chão. Depois de carrega-lo todo este percurso, mereço uma recompensa.
Avisto um controle universal no criado mudo e pego-o, me enfiando sob os cobertores e cobrindo Sanji também. Com o controle, apago as luzes.
Abraço seu corpo nu, sentindo-o se aninhar em mim. Som a sensação de seu cabelo fazendo cócegas no meu nariz, caio no sono.
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