Um Amor Complicado!
10 Tudo descoberto!
Notas iniciais
Nos capítulos anteriores de Um Amor Complicado...
– Isabella eu não estou namorando. — explicou, calmo.
– Sim, você está. — ela insistia.
– Com quem então? — perguntou rolando os olhos.
– Com a Seline!
Phineas ficou paralisado ao ouvir o nome de sua ex-namorada. Porque ela diria que estão namorando se...Foi aí que as peças se encaixaram no quebra cabeças perfeito!
– Q-quem te disse isso? — falou Phineas, após se recuperar do choque.
– Ora, a Seline. Ela mesma veio aqui à uns dias, e... — ela parou um pouco, respirou fundo, não podia chorar agora.
– Isabella, olha. Eu sei que isso deve estar meio confuso pra você, para mim também, mas acredita em mim eu...
– Acreditar em você? — riu sarcástica. — É bem difícil depois de tudo que o Jason falou de você.
– O Jason...? — ele estava num dos piores furacões de emoções possíveis, raiva, decepção, amor, medo, tudo isso rodava na cabeça de Phineas. Mas de uma coisa tinha certez: iria socar a cara de um francês.
– É, ele me contou. — ela falou, magoada. — Ei onde você vai? — ela perguntou vendo-o começar a andar para fora do jardim da garota.
– Preciso confirmar algo antes. — disse serio. Ela o seguiu.
O caminho inteiro foram sem dizer uma palavra sequer. Phineas estava explodindo por dentro, relembrando principalmente, quando viu Seline conversando com Jason. Obviamente ficou desconfiado, mas, se seu raciocínio estiver certo, o que normalmente está, aquilo estaria pior que o imaginado.
– Phineas, dá pra você parar? Pra onde está indo? — perguntou atrás dele. Mas o ruivo não respondeu, não queria descontar a raiva guardada de Jason em Isabella.
Eles chegaram na entrada do parque.
Ela vai estar lá. Pensou Phineas, lembrando-se da desculpa que Seline havia dado mais cedo: " Desculpe, mas vou ajudar minha prima no parque". Sem pensar duas vezes, ele entrou no lugar, olhava ao redor, ele apenas queria uma explicação, não queria estar certo, pela primeira vez.
– Ei, Phineas o que houve? — a morena atrás, chegou mais perto ofegante. Vendo o ruivo parado no lugar, correu mais um pouco. — Mas o que tanto vê? — seguiu o olhar do garoto e ficou estática. — Não... — sua voz saiu baixa, como um sussurro.
Ela não podia acreditar no que via...
No Prédio do Dr. Doofensmirtz...
– Oh Heinz! Que bom que formamos nossa pequena sociedade. — comemorou Humpert com um sorriso, e seu sotaque, provavelmente sueco, adentrando a sala.
– Concordo meu bom amigo! Veja só Vanessa, Ranny e... Paty? — interrompeu-se vendo o animal parado na sala, sem estar tentando destruir Ranny. E vice-versa.
Era realmente assustador.
– Oh, vocês tem um... Que animal é esse? — perguntou o Dr. Humpert, olhando fixamente Paty.
– Um Ornitorrinco. — respondeu-lhe Heinz gesticulando com um pouco de indiferença.
– Entendo.
– Ah, como ia dizendo, Vanessa, Ranny, Paty! Finalmente fiz um ótimo negocio! — anunciou o cientista feliz. — E nós...
– Um bom negocio? — Ranny interrompeu, rindo irônica. — Por favor Heinz, eu sabia que tinha alguma coisa errada nesse tal de Humpert quando o vi.
– O que está insinuando Ranny? — Heinz estava curioso.
– Veja por si mesmo. — jogou a pasta vermelha, com todos os papeis numa mesa, e Heinz o pegou. Humpert ficou tenso, nervoso, furioso.
– Mas... O que é isso? — ele olhava abismado os papéis, as imagens dos seus Inators estavam por todo lado.
– Isso, é o que descobrimos. — explicou Vanessa.
– Ele só quer te usar Heinz, ou melhor, usar seus projetos. Depois disso, te jogar fora, assim como fez com os outros 46 inventores, não é, Dr. Humpert Schovenus? — Ranny finalizou com seu melhor sorriso de: "eu venci."
– Seu sobrenome é Schovenus? — Doofensmirtz perguntou, mas logo se deu conta do que tinha acabado de escutar. — Ei! Você quer roubar meus Inators! Quer saber? Acabou nossa pequena sociedade do mal. Estou magoado com você Schovenus.– frisou o sobrenome do homem.
– Isso não acaba, querido Heiz, até eu vencer. — ele sorriu maleficamente, e acionou um botão vermelho.
Cordas, e correntes de metal prenderam todos os quatro, enquanto gaiolas de metal eram abaixadas.
– Seu imbecil velho, me tira daqui! — ralhou Ranny furiosa, tanto que seu rosto ficou vermelho.
– Ah jovenzinha, você sabe demais. Vocês sabem demais. E se me derem licença, tenho um mundo para governar. — saiu da sala, dando uma risada maléfica.
– Nossa, ele tem uma boa risada do mal. — comentou Heinz, e os outros concordaram. Porque era verdade.
– Mas e agora? Como vamos sair daqui? — Vanessa perguntou aflita.
Paty, que também estava na gaiola, pegou sua chave, que sempre escondia no chapéu, e livrou-se das correntes. Repetiu o mesmo processo com Vanessa, Heiz, mas hesitou na hora de libertar a loira.
– Anda logo monstrinho! Não tenho a vida toda!
A contra-gosto, desacorrentou Ranny também.
– Isso é tudo culpa minha. — Heinz falou triste.
– É verdade. — Ranny concordou, e todos olharam feio pra ela. — Que é? Não é mesmo?
– Ah pai, vamos dar um jeito. — Vanessa tentou o confortar.
A loira sentou-se do outro lado da grande gaiola, sentia-se um bicho preso lá dentro, Paty foi na mesma direção e ficou um pouco longe. Ambas se olharam por uns segundos.
– Trégua? Digo, por um tempo, até sair daqui, apenas. — perguntou a garota, Paty pensou por dois segundos e concordou.
– Agora, precisamos bolar um bom plano. — anunciou Vanessa indo para uma cadeira giratória, que tinha ficado presa também, assim como boa parte da sala de estar.
– Ok, então bolem um bom plano, eu vou dormir. — a loira comunicou deitando-se no chão.
– Ah não! Precisamos de você! — Vanessa insistiu puxando-a pelo pé.
– Ai te odeio Vanessa! — resmungou e todos chegaram mais perto da morena, e começaram a bolar os mais loucos planos de fuga, mas todos péssimos.
É, aquilo iria demorar.
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