Notas iniciais
Mil desculpas pela demora pois eu estava sem idéias rsrsrs mas elas já voltaram, espero que gostem beijos!

Então a carta de convocação estava lá e nela dizia que tínhamos que parti no dia seguinte, não tínhamos tempo, tínhamos que descaçar aproveitar nosso momento em casa e nos despedimos de Sasha.

Minhas coisas já estavam arrumadas e prontas, eu estava completamente livre e com o coração apertado se eu ficasse no quarto eu iria enlouquecer de tanta ansiedade e de medo, e também estava com uma dor de cabeça horrível e nesse citava de um copo d'água, me dirijo até a cozinha e me sirvo um copo d'água, bebo tudo de uma vez e sinto uma sensação refrescante descendo pela minha garganta, encho o copo mas uma vez e bebo tudo de uma só vez.

– Deste jeito nós ficaremos sem água — diz ela rindo sentada a mesa co a cabeça apoiada a mão direita.

– Estou com uma dor de cabeça terrível — digo me sentando a sua frente com a mão na cabeça e a outra segurando o copo — talvez um copo d'água melhore, tenho que está forte para a viagem amanhã.

– Então amanhã vocês dois vão embora — diz ela respirando fundo com um ar triste

– Sim — me estico um pouco para acariciar seu rosto — mas eu falei com a senhora Lisca ontem e ela disse que você pode ficar com ela, ou se não quiser ela vem aqui de vez em quando para ver se você está bem.

– Mas ela tem tantos filhos, por que iria se preocupar comigo? — ela abre um pequeno sorriso — e eu não sou mas uma criança Dmitri, eu sei me cuidar sozinha.

– Eu sei que sabe — sorrio — mas nestes tempo de guerra, é bom ter alguém para vigiar. E sabendo que ela vai está aqui cuidando de você — dou uma pausa — eu fico bem mas calmo.

Ela abre um sorriso amigável e eu retribuo, mas sinto uma pontada de dor forte na minha cabeça quem se exitar coloco minha cabeça sobre a mesa, a dor estava ficando cada vez mas forte.

– Você está bem? — pergunta Sasha preocupada com uma das mãos em minha cabeça.

– A dor ficou mas forte agora — respondo virando o rosto para ela mas ainda com a cabeça sobre a mesa.

– Sorte sua que colhi umas ervas hoje, irei fazer um chá — diz se levantando

Não respondo nada apenas sorrio em agradecimento, enquanto ela coloca a água para ferver.

– Vocês dois já sabem onde irão ficar alojados? — pergunta ela cu ando o chá

– Não — levanto um pouco a cabeça — acho que ficaremos em Stavka, onde eu justamente não queria estar.

– Por que não? — pergunta Sasha

– É onde o czar está liderando as tropas, e se eu esbarrar com ele eu juro que....

– Você não vai fazer nada, apenas seguir as ordens dele — diz ela em tom calmo colocando uma xícara em minha frente — e caso não saiba qualquer um que tentar ameaça a vida do czar estará condenado a morte — ela olha no fundo dos meus olhos — você tem que aprender a se controlar, ou não voltará vivo dessa guerra.

Eu abro a boca para falar alguma coisa, mas ela levanta a mão e me impede.

– Agora beba — continua ela — isso irá fazer sua dor de cabeça melhorá, e você vai está bem disposto para fazer a sua longa viagem até Stavka amanhã.

Ela me olha e sai da cozinha, eu fico a olhando sair e bebo o chá lentamente, tinha um gosto estranho mas conforme eu engolia eu sentia a dor diminuir.

De repente me vem uma coisa a cabeça e decido chamar Sasha para pergunta por que ela defendia tanto o czar.

– Sasha! — grito

– Sim? — diz ela aparecendo na porta

– Eu gostaria de saber o motivo para você defender tanto a família imperial? O que eles fizeram a você? — pergunto meio confuso

Ela abre um sorriso meigo, como que se lembrasse de algo que aconteceu a muito tempo atrás.

– Eu admiro muito as Grã-Duquesas — diz abrindo um sorriso — as quatro filhas do czar russo.

– Não me lembro os nomes — respondo

– Olga, Tatiana, Maria e Anastásia — sorrindo — eu não sei se você lembra de quando a família imperial passou por nosso vilarejo, eu tinha nove anos.

– Lembro mas eu não cheguei a ve-los

– Mas eu sim — ela sorri e senta na minha frente — lembro que eu sai correndo para vê-los passar, então eu deixei a minha boneca cair na lama, e a carruagem em que eles estavam passou por cima dela a rasgando toda — em seus olhos começaram a surgi lagrimas — então a carruagem parou e a Grã- duquesa Tatiana Nikolaevna desceu com sua boneca nas mãos, ela levantou meu rosto e secou minhas lágrimas e por fim me deu sua boneca — ela da uma pequena pausa olhando para mesa e continua — como eu estava diante de uma ungida de Deus eu pedi a sua benção e ela concedeu me abraçando e depois me dando um beijo amigável na face.

Ela levantou da mesa e puxou meu braço para levantar e me levou até o quarto dela, ela me soltou e se dirigiu até seu armário e tirou uma pequena boneca de porcelana com as faces rosadas vestido branco, cabelos castanho claro e pequenos olhos azuis.

– Foi está boneca que ela me deu — diz ela — eu nunca brinquei com ela, eu a guardei e nunca falei disso com ninguém até agora, e sempre que olho pra ela eu me lembro do momento em que uma ungida de Deus deu atenção a uma simples camponesa como eu — diz colocando a boneca de volta ao armário

– E na minha opinião — continua ela — ela se parece um pouco com a Grã — Duquesa — ela fecha a porta do armário e me olha.

– Agora que já lhe mostrei o que eu queria, poderia por favor se retirar — diz sorrindo — eu preciso me trocar

Assinto e me retiro do quarto, percebo que a dor de cabeça que me atormentava já tinha passado, dou uma pequena olhada pela janela e já estava quase anoitecendo vou para quarto e vejo Vlad dormindo em sua cama com a boca aberta dou uma pequena risada e deito em minha cama e fico sem sono deixando os pensamentos fluírem pela minha mente, pensando na historia que Sasha tinha me contado.

Fico pensando em cada palavra da historia e ela só mencionou o nome da princesa Tatiana mas mesmo assim ninguém fez nada para impedi-la, e por fim eu penso, talvez os Romanov não fosse tão ruins quanto eu pensava.

Notas finais
Espero que tenham gostado beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.