Ultimo Romance- Brutinha
12 Capítulo 11
Notas iniciais
"É uma noite longa pra uma vida curta
Mas já não me importa basta poder te ajudar." Paralamas do Sucesso- Lanterna dos afogados.
Sair correndo em direção á minha casa peguei um táxi é claro, e nem avisei aos meus pais que tinha saído da festa então resolvi ligar.
* * *
Em ligação Pais.
– Alô?- Atendeu papai.
– OI, pai é a Maria, tô ligando pra dizer que estou indo pra casa passei mal. Desculpe não informar! – Disse a ele.
– Maria, você esta bem? Está indo pra casa como? Já estamos indo também- Disse com uma voz de desespero.
– Estou bem pai! Foi apenas um mal estar, estou em um táxi e está tudo bem. Não precisa vocês virem, estou bem de verdade. Avisem a Ju e se possível Lia tá? Um beijo. Já estou na frente de casa.
– então vamos ficar para festejar por você, logo, logo chegamos, irei avisar a sua mãe para não a deixar preocupada. Disse papai desligando.
O táxi parou e eu desci, depois de pegar a corrida entrei em casa e sentei no sofá, precisava colocar tudo em ordem, estava uma confusão minha mente. O que tinha sido aquele ataque de Bruno? Decidi subir, banhar e descansar. Justo hoje no dia da Lia tive que voltar pra casa.
* * *
Enquanto isso Bruno viu Fatinha ir embora sem saber como provaria o que sentia por ela, era algo que nem ele mesmo soubesse explicar. Então se sentou perto de uma árvore do outro lado da rua do salão de festa resolveu ligar pra Ana para explicar tudo.
Em ligação Ana
– Alô?- Atendeu Ana
– Ana, é o Bruno.- Disse ele.
– oi Bruno, o que houve?- Perguntou Ana.
– desculpe ter te deixado sozinha na festa!- Respondeu Bruno.
– ah desculpa, mas vá a merda sua ceninha de ciúme quase acabou com a festa! E agora não posso falar estou me divertindo com o Rasta, vá à luta Bruno, seja feliz- Disse Ana desligando.
Tenho que ser sincero- Pensou Bruno, até Ana que fiz de tudo para não saber o que eu sentia notou que fiquei com ciúme de Fatinha hoje. E enfim... Ele se deu conta de que tinha que tomar uma atitude! Pegou o carro no estacionamento e decidiu ir atrás da sua amada.
* * *
Casa de Fatinha.
Ela estava em seu quarto e achou melhor dormir. Decidiu que precisava disso... Depois de tomar um banho gelado e colocar um pijama de bolinha.
Quando adormeceu começou a ouvir que pedrinhas estavam sendo jogadas em sua janela e não tinha ouvido o barulho do carro de seus pais, sinal que eles não estavam em casa.
Levantou- se foi até a Janela abriu as cortinas e se deparou com Bruno do lado de fora relutante ela decidiu abrir sua janela.
– o que você tá fazendo aqui? – perguntou não acreditando que ele estava ali.
– nossa conversa não acabou! – Disse ele
– Bruno, está tarde vá embora. – Disse Fatinha
– Não irei antes de conversar direito, me deixe subir!- Disse Bruno.
– Tá, vamos conversar, mas vais ter que subir pela janela. – Disse ela travessa.
– por que se seus pais nem estão aí?- Perguntou ironicamente Bruno
– acabas com todo romantismo Bruno. – disse Fatinha sorrindo, só de vê-lo toda raiva passava. Já estava mais calma.
– ta bem, vou subir me ajuda- Concordou Bruno.
Quando ele estava subindo ela pegou seu braço para tentar ajuda-lo e quando ele conseguiu subir ela não aguentou seu peso e ao entrar ele acabou caindo sobre ela.
Os dois no chão, se olhando. Ela desviou o olhar, não podia ser tão fácil.
Ela se levantou e ele fez o mesmo. E assim ele começou a falar enquanto os dois se olhavam.
– Desculpe Fatinha, desculpa por ter tanto medo, por ter te tirado de uma festa importante, desculpa por ter sido tão covarde.- Explixou Bruno
– Bruno, eu não deveria, mas eu te desculpo- Disse olhando pra ele com olhar de ternura.
– Estamos bem? – perguntou Bruno.
– estamos Bru. – Disse Fatinha sorrindo.
– Então pra provar isso me abraça? Perguntou Bruno
– claro- respondeu ela
E ele veio em sua direção. E a abraçou, um abraço de urso misturado com ternura, saudade, paixão. E ambos sentiram seus cheiros, suas peles e ao tentarem tirar o rosto do ombro de ambos acabaram se olhando e o desejo foi mais forte um beijo rolou.
Ao se separarem Fatinha sorriu. – Que saudade de você — ela falou.
– eu gosto tanto de você- Disse Bruno sorrindo fazendo carinho em seu rosto.
– e eu de você, seu bobo. – disse se derretendo com seus carinhos.
– fica comigo hoje Fatinha?- Perguntou Bruno.
– como assim Bruno? – perguntou
– dorme comigo, eu quero você- Disse ele.
– Você tem noção do que está me pedindo?- Perguntou ela
– Eu tenho! Você é a garota mais especial do mundo.- Respondeu Bruno.
Ela pensou em cada palavra e em tudo que sentia por Bruno, sabia que se fosse com ele a sua primeira vez se sentiria a mulher mais realizada do mundo, mas não conseguiria, ainda não era seu tempo. E um dia se sentiria completa e pronta para aquele momento tão especial.
– Eu não posso! – disse Fatinha
– o que foi? Tá insegura? – perguntou Bruno.
– não insegura, é que quero que minha primeira vez seja especial.
– Primeira vez?
– Sim, Eu e o Rafa nunca. – disse um pouco corada
– Você será só minha, te darei todo carinho do mundo- Disse ele prometendo.
– Bruno, não, mas dorme aqui comigo, dorme na mesma cama que eu preciso acordar ao seu lado.- Disse Fatinha.
Bruno por fim entendeu e decidiu concordar
– Tudo bem, tudo há seu tempo princesa. Vou esperar. Vem vamos dormir.- Disse Bruno.
E assim deitaram na cama e Fatinha adormeceu, Bruno ficou olhando aquela garota e pensou em como alguém poderia mexer tanto assim com ele e admirando sua beleza a abraçou e Fatinha se sentiu completamente feliz e assim dormiram agarradinhos. Ainda não era o tempo de Fatinha se entregar, ela queria uma prova do amor de Bruno.
Bem mais tarde naquela noite os pais de Fatinha chegaram, ela os ouviu subindo, mas não se importou.
Eles a apoiariam tinha certeza, e ela lembrou que sentia que algo bom iria acontecer e aconteceu, Bruno estava agora ao seu lado literalmente. E ela se sentia grata a Deus por ter tanta fé nas pequenas coisas.
Nesse intervalo de tempo que ela acordou ficou olhando o seu Bruno, como ele era lindo e nem acreditava que ele havia pedido desculpas, e ido atrás dela. Como estava feliz decidiu deitar-se novamente e de vez adormeceu.
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