Ultimate Power
4 Jewel Edwen
Notas iniciais
POV'S Adrien
— Ah, IRRITANTE! — Eu estava muito zangado, passo a vida sozinho nesta casa!!
— Menino Adrien e-eu — eu interrompi-a.
— Você o quê? Pelo amor de Deus, Júlia! Eu terei 18 anos daqui a um mês, eu nunca fiz uma festa de anos! Sempre tive aulas privadas e mesmo estando na melhor escola, não posso ir às aulas como os outros vão! Eu quero ir, os meus amigos faltam e estão comigo e como sou filho de quem sou, os professores me perdoam. SERÁ QUE ALGUÉM ME VAI ENTENDER ALGUM DIA?! — Quase berrei na última frase. Eu nunca tive oportunidade de fazer algo nesta vida... só me apaixonar e me lixar... mas não quero falar sobre isso, povo pobre, é todo igual. Só quer amar alguém rico para ter o que quiser.
— Imensas desculpas, menino Adrien. — Ela me fez uma vénia. Conseguem ver? É disto que estou a falar, é necessário tanto medo ao ponto de fazer uma vénia para um menino com 17 anos?
— Vou para o meu quarto, não me apetece estudar mais hoje. — saí da enorme e vazia sala de jantar, onde estava a ter estudos privados, já que a escola está a ser examinada. Ainda irei perceber o motivo de ter uma mesa tão grande com tantas cadeiras, se quem apenas ali janta sou eu, janto e sou observado por um chefe de cozinha que passa a vida a perguntar "Está bom?, Quer que deite fora? Quer comer outro tipo de comida?, Quer sobremesa?, Isto basta ou quer mais?..." O meu pai raramente me acompanha, ele passa a vida a pensar na sua empresa... Ainda bem que não está cá, vocês nem imaginam o esforço que tive de fazer para estar na escola onde estou.
Entrei no meu enorme quarto, tinha lá matraquilhos, playstation 4, 3 televisões, um enorme computador, bilhar e tudo mais. Tudo para uma pessoa, que apesar de ter tanto, sente-se com nada.
Sentei no sofá, que devia ser feito apenas para uma pessoa (para mim), mas quiseram gastar dinheiro à toa e comprar de 6... Até a sentar-me sinto-me sem ninguém, que aborrecimento.
Em cima da mesa, estava uma caixa e uma chave pequena de diário. A caixa era preta e com detalhes vermelhos.
— Hm — peguei a caixa com a mão esquerda e a chave com a mão direita — mais um suposto presente do meu pai comprado por Júlia? — disse numa voz cínica. Dei de ombros, aquilo era habitual, quem faz aquele tipo de ações no aniversário do filho, faz igual no resto do ano e por aí diante — uma luz branca saiu de relance e com isso, saiu um bicho muito estranho.
— És muito lento, rapaz! Pensava que iria ter um sono mais profundo do que a bela adormecida... Tens algo que se coma? — Ele fala e voa! Mas que tipo de robô o meu pai decidiu arranjar para mim?
— Hm, deves ser algum robô que o meu pai mandou construir para não me sentir sozinho. Anda cá — tentei-o apanhar mas ele estava a ir para tudo o que era canto naquele quarto.
— Qual robô, qual quê! — disse meio reclamando enquanto tentava encontrar algo — Sou um jewel por isso, cuidado! — o seu tom de voz era ameaçador.
— Ui, seu little! — comecei a correr atrás dele, ninguém ameaça o poderoso Adrien, muito menos aquela maldita e pequena criatura. Depois de muitas voltas, consegui agarrá-lo com as minhas duas mãos e sentei-me na cama — Agora vais parar um pouco e vais-me explicar tudinho, tudinho mesmo!
Ele semi fechou os seus olhos e falou como se fosse algo que já estava farto de dizer.
— O meu nome é Edwen, sou um jewel e tu foste o escolhido para salvar o mundo. Fim!
— O quê? — perguntei sem entender nada.
— Ai, rapaz, tu és mente lenta!! — começou a reclamar — É bom que no final me dês algo para comer, se eu tiver fome não te dou os meus poderes!
— E se deixasses de reclamar e explicasses como deve ser? Seria bem mais produtivo! — comecei a reclamar também.
— Ei, calma! Nossa, estás de tpm? — eu fiquei com um olhar zangado e, ao que parece, ele ficou com medo ... até se rir — Ahahah, ficas com muitas rugas na cabeça, é melhor não fazeres isso!! — disse entre risos.
— Parece que alguém vai morrer à fome...
— N-Não! Prontos, vences-te! A caixa tem tudo o que precisas.
Fui buscar a caixa enquanto Edwen ficou sentado na cama. Realmente, tem uma pulseira estranha lá dentro.
— O que é isto? — questionei pegando na pulseira.
— É o teu amuleto de transformação. Tens de ter cuidado porque Dark Blood a procura.
— Dark Blood? — prestei atenção ao pequeno gato flutuante.
— Sim, ele suga uma parte da alma que possuí tristeza e ódio de uma pessoa e coloca-a numa pérola negra. Depois, as pérolas negras se transformam em vultos, aquilo que apareceu na televisão. Dá-se nome de Black Pearls praticamente. É a tradução de pérolas negras. Tens um poder, o poder da destruição, o que tocas à tua volta destrói-se se utilizares o teu poder chamado " En Destruction ative" e o poder da cura, " En Vibration ative". Só podes utilizar um por transformação porque se utilizares os dois, voltas logo ao normal e isso não pode acontecer visto que não te podes revelar. Ah, tens 5 pontos na pulseira, quando o último ponto piscar tens de sair de lá, quer a luta tenha terminado ou não, não podes esperar que voltes ao normal. Depois, podes retornar passado meia-hora que é mais ou menos o tempo eu demoro a recuperar. Agora dá-me algo para comer. — começou a olhar em volta, procurando comida.
— Wow, serei um super herói! — disse me levantando e fechei o meu punho direito entusiasmado — E não só, vou puder mostrar quem realmente sou! — olhei em volta e procurei Edwen — Edwen? — coloquei a pulseira no meu pulso e guardei a caixa. Fui à procura de Edwen.
— Edwen!? Estás aí?! — andei pelos imensos corredores e vi Edwen dirigir-se à cozinha — Oh não, os cozinheiros! — Corri rapidamente até ele e cheguei a tempo de o colocar dentro da minha camisa.
— Menino Adrien, tem fome? — Júlia perguntou.
— A-Ahm... sim, leve algo para eu comer, por favor. — Disse desviando o meu olhar para outros sítios sem encarar a Júlia.
— Daqui a 15 minutos terá tudo pronto. — voltou a fazer a vénia.
— Obrigado. — fui até ao quarto e, quando não havia sinais de ninguém por perto, libertei Edwen.
— Estás parvo, estives-te a uma unha de eles te descobrirem! — disse fechando a porta.
— Lamento imenso, o meu olfacto cheirava um bom queijinho que era irresistível.
— Tá bom, tá... — suspirei e liguei a TV.
Jornalista: Aviso a toda a gente para ficar em casa, a equipa profissional encontrou 3 vultos e não os consegue retirar, eles dizem que só falam em "Jewels" e que não há nada a fazer, visto que não sentem espírito algum. A escola irá continuar fechada por mais algumas semanas.
A jornalista começou a falar da meteorologia.
— Naquela escola eu sinto muita tristeza. — Edwen afirmou tranquilo — Alguém deve andar a fazer muito mal às pessoas. — olhou de canto de olho para mim, desconfiado ou já sabia do que se passava.
— Ei! Eu não tenho culpa! Os pobres são todos iguais!- disse colocando a mão na minha cara. Estávamos sentados no sofá e ele estava no meu colo.
— Hmm..? — Edwen continuava a olhar de canto de olho para mim.
— Aff... Eu uma vez, apaixonei-me por uma rapariga e ela descobriu que o "rapaz mais rico da escola" (fiz aspas com os dedos) gostava dela. Ela aproveitou-se e pediu-me várias coisas, coisas caras como jóias só para mostrar às amiguinhas o quanto era superior a elas. Iphones, tablets, tudo, eu lhe dava tudo, eu era cego por ela! Namoremos 2 meses, ela namorava comigo por eu ser também muito popular... mas depois ouvi uma conversa com a melhor amiga dela a dizer que só namorava comigo pelo dinheiro. Nunca mais perdoei nenhum pobre! NUNCA!
— As pessoas não são iguais, Adrien. EU TENHO FOME! — Ele berrou na última frase e Júlia entrou com o seu tabuleiro com um lanchinho.
— Desculpe a demora, menino Adrien. — Acho que ela não ouviu e eu, instantaneamente escondi Edwen no bolso da minha camisa. Olhei para o tabuleiro e trazia 2 croissants acabadinhos de fazer e salada de frutas.
— Muito obrigado — peguei no tabuleiro — podia trazer queijo, por favor? — Lembrei-me que Edwen falou em queijo.
— Q-Queijo? Mas o menino disse que não gostava de queijo, não foi? — ela perguntou surpresa.
— É-É...As ideias m-mudam! — sorri com os olhos, preocupado.
— Estou já de volta.
— Muito obrigada, Júlia!
Júlia saiu.
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