A bota de Clarisse furava a neve macia na calçada, fazendo barulhos pouco aconchegantes para si. Ela usava uma calça de cargo preta, apertada com um cinto de couro velho, vestia um moletom de lã cinza e calçava uma bota de couro. Seus cabelos estavam amarrados em um rabo-de-cavalo com um laço rosa.

Clarisse está na avenida S.A. , observando os funcionários nas lojinhas tentando ligar os rádios, tentando receber alguma notícia sobre a bomba lançada a 3 dias pela Rússia no país. Ela para em frente a padaria e observa a placa escrita "Fechado". Ela olha para trás para ver se alguém está olhando, não vê nada. Ela tira a chave do bolso e enfia na porta. Clarisse abre e entra.

- Pai? — gritou Clarisse.

Nenhum resposta.

Ela vai até o corredor onde há uma plaquinha escrita "Doces" e caminha até uma caixa de Nutella e à derruba. Nada. Caminha até outra caixa de chocolates e derruba. Não encontra o que quer, ela começa a ficar em desespero pois não acha o que escondeu. Então Clarisse consegue ver algo verde escuro perto do caixa, sua mochila, onde guarda o dinheiro que seu pai pediu para entregar a um homem de uma Gangue. O Pai de Clarisse deve muito dinheiro a Marcos, o chefe da Gangue dos Ballas que deu o prazo de 4 dias para pagar tudo, Clarisse se pergunta onde o pai arranjou 2 mil dólares.

Ela corre até a mochila e caminha até a porta onde reconhece um rosto familiar.

- Abre aqui lindinha... — Marcos está lá, com um tijolo na mão, com seu cabelos negros e lisos estilo surfista, seu macacão de prisão que costuma usar para assustar os clientes e um dos dentes da frente faltando. — Ora, vejo que está com minha grana...

- Eu já ia te.... — gaguejou Clarisse.

Ele encarou.

- Entregue-me.

Clarisse temeu, mas não entregou. Levou sua mão devagar até o galpão onde seu pai guardava a Magnum .44 .

- Vamos entregue-me. — Marcos exigiu. — ou... serei forçado a fazer outra coisa.

Ele estalou os dendos e 2 caras veio carregando seu pai do lado esquerdo. Do lado direito outro com uma AK-47 mirada pra cabeça de seu pai.

- NÃO ATIREM NELE! — gritou Clarisse.

- Olha queridinha, estamos calmos.. Esperando pelo dinheiro. Agora passe ele para cá ou matamos ele.

Clarisse encarou Marcos.

- Tudo bem. — ele pegou a AK-47 das mãos de um de seus homens e atirou na porta de vidro, quebrando-a. — Peguem a mochila. — ordenou.

Clarisse correu para a sala de funcionários mas estava trancada. Um dos homens que seguravam seu pai, com cabelos loiros e olhos castanhos, roupas rasgadas e sujas, entrou e segurou Clarisse. O outro que estava com a AK-47 pegou a mochila e jogou-a para fora. Marcos entrou e passou as mãos no queixo de Clarisse.

- É uma pena bater em um rostinho tão lindo..

- Vai se FODER! — gritou Clarisse.

Ele deu um soco em sua cara. Ela cuspiu sangue, ele continuo a bater nela.

- VADIA! — gritou Marcos e deu um chute em Clarisse.

O homem que a segurava a soltou, desmaiada. Marcos ordenou para que soltassem seu pai para que ele veja o rostinho machucado da filha.

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Clarisse acordou em seu quarto e observou o pai fazer seu remédio. Ele ainda não tinha percebido que ela estava acordada. Mas Clarisse não conseguiu ficar acordada por muito tempo, e voltou a ficar inconsciente.

Ela acordava e via uma reportagem na TV avisando sobre ataques no Colorado, onde morava. Depois acordou com tiros. Ouviu alguém gritando pelo seu nome. Olhou para o telhado e ele desabou sobre si.

O rádio dizia: "...... A Washington..."

E Clarisse desmaiou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.