Notas iniciais
Olá pessoas fofas :3 Me inspirei a escrever esta mini historia quando li uma noticia sobre um gatinho que apenas procurava um pouquinho de carinho numa sociedade que apenas liga a aparências, e está disposta a maltratas animais inocentes. Quero agradecer desde já aos que lerem, pois significa muito para mim ^^

Perambulava pelas ruas de um certo condomínio, quando perto de um caixote do lixo me deparei com um pequeno pedaço de espelho. Nele podia ver a minha imagem refletida, e com isso, o porquê de todos me acharem feio. Quem iria gostar de um pequeno gato cinza malhado com o corpo todo coberto por feridas tão profundas que quase se podia ver a sua carne. Não tinha um lindo par de olhos dourados, pois de um lado apenas havia um buraco vazio, e desse mesmo lado faltava também uma orelha. Uma de minhas patas quebrou há muito tempo atrás, ela se curou naturalmente, porem como na altura ninguém me ajudou, ela cresceu num ângulo torto. Devido a isso, quando ando parece que estou sempre querendo virar o meu corpo.

Continuei, a minha solitária viajem perto do condomínio. Cada vez que alguém olhava me olhava a reação era sempre a mesma “ Que gato horrível!”. Mesmo sendo sempre insultado tento sempre me aproximar das pessoas, ainda que elas ao me ver rapidamente se afastem. “Elas não fazem por mal” penso tentado me convencer disso. Apesar dos meus pensamentos, cada vez que tento pedir ajuda ou um pouco de afeto aos humanos, eles sempre agem da mesma maneira. Ou atirando pedras ou me perseguindo com uma mangueira de água.

Mesmo, quando sou sempre tratado do mesmo jeito, não irei desistir de encontrar alguém que me dê amor e carinho. “Tenho a certeza que deve haver alguém que me aceite como sou”. Assim sendo cada vez que me perseguiam com a mangueira de água, deixo-me ensopar até que desistam, quando me atiram pedras a única coisa que posso fazer é encolher-me esperando, e implorando que por piedade. “Um dia irei achar alguém, eu sei que sim“. Nunca percebi porque me atacam, não lhes fiz mal algum, o único que quero é um pouco de amor.

Fico muito feliz quando vejo crianças, corro sempre para perto delas. Apesar de seus pais lhes dizerem para não se aproximarem de mim, há algumas que me pegam ao colo e fazem carinho. Quando essas ocasiões acontecem eu retribuo, lambendo as suas mãos, camisetas, ou outro sitio qualquer que estivesse perto do meu focinho.

Todos os dias é a mesma coisa. Começo a perder a esperança. Passava por uma casa na vizinhança onde vejo dois cães brincarem no quintal. Parecia divertido, então decidi aproximar-me para brincar com eles. O meu pensamento foi tão inocente que não pensei nas consequências. Quando se aperceberam fui atacado sem dá nem piedade. Expulsaram-me do quintal, completamente machucado. A única coisa que podia fazer no momento era gritar e implorar por ajuda. Ninguém se aproximava, sentia pessoas a andar perto daqui, mas simplesmente me ignoravam.

Elas me tratarem como se eu não existisse doía mais do que as minhas próprias feridas. Miei o mais alto que consegui. “Por favor, que alguém me ajude” Começava a perder a voz. Conseguia perceber que o meu fim estava perto. “Então é assim. Morrerei sem ao menos conhecer alguém que me dê um pouco de ternura ou afeição”. Sentia todo o meu corpo se retorcer, e a ferida que tinha na faixa branca de pele tornava-se cada vez mais dolorosa.

Já não conseguia mais, nem chorar conseguia. Quando finalmente ia fechar os olhos, para partir, sinto algo me elevando do chão. Esforcei-me por me manter acordado. Alguém me segurava. Conseguia sentir o calor do seu corpo contra o meu. Ele estava apressado. Entramos dentro de um edifício, o qual reconheci ser um hospital veterinário. Mesmo nunca ter entrado num conseguia reconhecê-lo pelo cheiro característico que possuía. Ele implorava para que o médico me visse o mais rápido possível. Era a primeira vez que alguém se preocupava comigo, mas já não havia tempo, a minha hora estava demasiado próxima.

Lambi a sua mão como forma de agradecimento e o senti puxando-me mais para perto de si. Olhei para ele com o meu único olho dourado, ele me olhava com uma ternura enorme. “ Então isto era afeto, então isto era amor”. Um sentimento de felicidade percorreu todo o meu ser. Ronronei. Pela primeira e última vez na minha vida ronronei. O doutor finalmente chegou, mas era demasiado tarde. Encostei levemente a minha cabeça contra o seu peito e fechei lentamente os olhos. Senti uma gota de água cair na minha face.

“Obrigado. Obrigado por no fim me deixares sentir o que alguém sente quando é querido e amado”

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Se encontrarem algum erro não duvidem em me avisar. Comentem e façam uma escritora feliz :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!