Uchiha's

3 Capítulo III


Notas iniciais
Oi, gente! Lembram de mim? Provavelmente não, mas depois de um tempinho eu voltei. E voltei com: S-A-R-A-D-A!!! Vamos pular, fazer festa e se abraçar! Finalmente essa linda apareceu! Tô com um carinho especial por esse capítulo, apesar de existirem certos “probleminhas”. Na verdade são só alguns detalhes de datas, já que a idade da Sarada e do Boruto são um misteriozinho. Igualmente a data de aniversário (duh). Mas enfimmmmm, eu usei a minha linda criatividade aqui. Espero que não se importem com isso. Amo a delicadeza de todos que comentam a fic, você são uns amores! Sintam-se abraçados. Xoxo

Era junho e o outono começava a se despedir. O nevoeiro da manhã já estava presente, passando solene pelas janelas de Konoha. As folhas agora eram independentes, se jogavam ao chão de terra da aldeia com sua leveza característica. Uma delas voou até a janela onde ficava a cama de uma mulher que tinha a cor de cabelo que causava inveja em qualquer fruto que caía com o outono. Ela não estava dormindo e não havia ninguém ao seu lado, apenas um emaranhado de lençóis que empurrara de si. Sakura olhava fixamente para a parede, enquanto sua mão envolvia o lugar onde Sarada ficava. Sabia que devia se levantar e ir até onde Sasuke estava, provavelmente sentado no jardim, mas não queria. Hoje era um dia diferente de qualquer outro.

–Sakura? – uma voz chamava da porta. – Está acordada?

A kunoichi se assustou. Desde que haviam ficado juntos novamente, um dia de junho era reservado só para Sasuke e seus pensamentos voltados para Itachi. No dia da morte do irmão o shinobi sentia que suas ações não correspondiam a seus comandos. Sentia-se fraco, vazio. Sakura entendia, claro, o deixava sozinho, tomando o mínimo cuidado para que ninguém o incomodasse no fatídico dia. Mas agora ele estava ali, na porta, a chamando.

–Huh, sim, Sasuke-kun. – virou com dificuldade o corpo pesado para se levantar. – Precisa de algo?

–Não, não. – o Uchiha disse meio confuso – Eu apenas pensei que...Bom, não sei, talvez você queira sentar comigo no jardim. Em silêncio, claro. Você sabe que hoje, huh, bem....

Sakura olhou para o marido fixamente. Ele nunca havia pedido isso, hoje era o dia que ela não o tinha para si. Claro que ela queria se sentar com ele. Ela sempre queria ficar ao lado dele.

–Claro, Sasuke-kun. Claro que eu quero.

Os dois foram lado a lado até a grama escura do jardim. Sasuke havia pegado alguns cobertores no armário, todos para ela. Não queria que a névoa a fizesse mal. No começo se sentaram um ao lado do outro, mas sem muita proximidade. Ele olhava para o céu, fixamente, enquanto ela olhava as mãos, com a cabeça baixa.

Um tempo se passou até que eles estavam alguns centímetros mais próximos, quase juntos. Sakura se atreveu a colocar sua mão sobre a dele. Sentiu um leve espasmo por parte do Uchiha, mas em seguida ele retribuiu o gesto. Mais um tempo e a cabeça da kunoichi estava deitada sobre o ombro do marido, enquanto vez ou outra ele virava a para sentir o cheiro daqueles fios rosados.

–Vou preparar um chá, está frio. Volto em minutos. – a esposa se levantou apoiando no ombro do marido e caminhou lentamente até a cozinha.

Começou preparar a água, sabia exatamente o ponto de fervura necessário para agradar o gosto do amado. Enquanto passava água fervente para as xícaras sentiu algo de diferente.

–Oh. – havia uma poça sobre seus pés. – Sasuke-kun!

Ela não precisou chamar mais de uma vez, o shinobi já estava na porta e olhava para ela com seu sharingan a mostra. Olhou fixamente aqueles olhos verdes e logo depois se direcionou ao chão molhado.

–Pode chamar Tsunade-sama enquanto preparo a bolsa para o hospital? Precisa ser rápido.

–Sakura, eu posso fazer os dois. Venha, sente e tudo estará pronto em menos de um minuto.

Um vulto descia e subia as escadas. Ele era realmente rápido, principalmente quando estava nervoso. Sakura achou um pouco de graça, ela estava calma por enquanto, mas pelo visto seu marido parecia mais ansioso do que ela. Não conseguia encontrar tudo que precisava levar na bolsa de Sarada e de minuto em minuto um resmungo podia ser ouvido entre o barulho do vulto que passava pela casa.

–Vamos, vou te levar para o hospital agora. – o shinobi pegou a esposa no colo.

–Sasuke-kun, eu não estou machucada. – ela riu. – Posso ir andando com você até lá, afinal não estou sentindo nada ainda.

Ele pareceu confuso, o que fez com que ela risse mais ainda. Os dois foram caminhando, rápido demais, até o hospital. A rosada foi encaminhada até um quarto, enquanto Sasuke corria até onde Tsunade estava.

Pouco tempo depois os dois estavam de volta, junto com as primeiras contrações de Sakura.

–Ótimo, Sakura, acho que não preciso te explicar sobre como funciona, certo? – a sensei disse com a mão na cintura.

Claro que não precisava, a cabeça da kunoichi já havia ensaiado esse momento tantas vezes. Sakura acenou e se deitou sobre a cama do quarto. A dor não havia sido ensaiada, nem um pouco. Cada contração conseguia ser mais forte que a outra e com o tempo a Haruno começou a se surpreender com a duração de cada uma delas.

–Sakura-chan!! – um homem loiro entrou no quarto acompanhado de uma mulher grávida de olhos quase brancos.

–Naruto, por favor, não seja um idiota hoje.

–Sasuke, o único idiota aqui é você.

–SERÁ QUE PODEM CALAR A BOCA? Naruto, Hinata, obrigada por virem, mas por favor, eu não quero ninguém aqui além do Sasuke e da Tsunade-sama.

Hinata esboçou um sorriso compreensivo e acompanhou o marido até a porta, de onde ele deu um aceno a companheira de tantas batalhas.

A dor era insuportável, a barra da cama provavelmente não suportaria a força que Sakura usava para segurar a cada vez que sentia um sinal de Sarada. Ela amava a filha, mas aquilo era desumano.

–TSUNADE-SAMA! Por favor, ela precisa sair. Precisa.

–Não venha bancar a vítima comigo, Sakura. Aguente mais um pouco e ela poderá sair.

O pouco pareceu uma eternidade. Sasuke tinha as sobrancelhas franzidas e esfregava uma mão na outra a cada cara de horror que sua esposa fazia. Ele não suportava isso. Ela estava sentindo dor e ele não podia fazer absolutamente nada, era sua filha querendo nascer afinal.

–Você já está pronta, Sakura. – a sennin disse. – Sasuke, você vai ficar aqui?

–E-eu posso? – ele gaguejou.

A esposa o olhou com dor, estendendo a mão para que ele se aproximasse.

Ela gritava, urrava a cada minuto que passava. Ele segurava sua mão, sabendo que estaria roxa ou até quebrada quando tudo acabasse. Ele estava ali, do lado dela, no momento mais importante da vida deles. Passou a mão sobre a testa suada da esposa que lutava bravamente pela filha.

Ela não desistiu, não disse que queria parar ou que não conseguia mais. Sakura deu a luz ao amor mais puro que ela e Sasuke já construíram. O choro de Sarada inundou a sala que tinha o clima de tudo que ele já haviam passado juntos. Dor, esforço, persistência, esperança, felicidade e amor.

A bebê estava no colo da mãe, que com os cabelos rosa grudados ao rosto pelo suor, chorava torrencialmente. Ela era linda, perfeita. Não queria nunca deixar de segurar aquela menina de seus braços.

–Ela é linda, Sasuke-kun.

O shinobi estava paralisado e por um momento Sakura se preocupou. Até que lágrimas começaram a rolar pelo rosto duro de Sasuke, enquanto ele se abaixava para ficar perto da filha.

–Eu amo você, Sakura. – ele fungou. – Amo vocês duas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.