Notas iniciais
Ah, os feelings... Aqueles feelings que odiamos sentir, mas amamos escrever. Deliciem-se com essa história, que infelizmente não foi como eu queria, mas pelo simples fato de ser do Itachi, não teria como terminar de outra forma. Infelizmente. Peço que leiam com atenção, pois a história é um pouco complexa e viaja entre os trechos da música, o passado e o presente. Um salve para o melhor personagem de Naruto. ♥

Estávamos debaixo de uma cerejeira.

“Eu permaneço imóvel no nosso último outono,

Você estava ao meu lado, apesar do nosso destino de amanhã”.

Lembro deste mesmo dia, há quatro anos atrás. Kisame estava ao meu lado, mas não percebeu que eu a encarei tempo demais.

Pelo seu protetor de testa, era da Vila Oculta do Céu e estava debaixo dessa cerejeira, lendo um livro chamado: “Kunoichi e Nukenin: Um amor proibido”.

Que imprevisível...

Dois dias depois, quando Kisame capturou Yonbi, voltávamos pelo mesmo caminho. E ela estava lá, dormindo.

Kisame andava na frente, desde que pegara a Bijuu. Afastava-se de mim para chegar antes até o esconderijo da Akatsuki e mostrar a todos que era o único que havia capturado aquele monstro.

Como se eu realmente me importasse.

Então, deixando-o seguir seu caminho, me aproximei dela e parei em sua frente.

Peguei seu livro e observei a capa branca e preta, demonstrando claramente o lado bom da Kunoichi e o lado ruim do Nukenin. Abri na parte em que ela parou: “Então ele morreu, deixando a pequena Kunoichi em um estado fúnebre e lamentável”.

— Quem é você? — A fina voz me assustou. Antes que eu respondesse ou apenas me virasse para ir embora, ela adiantou-se: — Um Shinobi da folha? Não... Você é um Nukenin! — O risco na minha bandana tornava sua afirmação óbvia. — É aquele... Uchiha Itachi!

Fechei o livro e entreguei em suas mãos. Ela não demonstrou medo ou pavor, o que achei estranho.

O mais estranho ainda foi o sorriso que abriu para mim, dizendo seu nome sem que eu lhe perguntasse ou demonstrasse interesse:

— Me chamo Koniwari Maiko!

“Você sorriu e me pediu para te levar junto”

— Por quê? — Ela me perguntou enquanto chorava. Eu não sabia responder a essa pergunta da forma correta. — Me responda, por que vai me deixar?

Desde o dia que conversamos pela primeira vez, passamos a nos encontrar frequentemente.

E ela falava mais do que o Sasuke...

Embora naquela época seus pais tivessem morrido em missão, conseguia ser forte e manter o sorriso no rosto, sempre me dizendo que eu era o motivo pela qual ela se sentia bem.

Ela me contava muitas coisas sobre si e eu adorava ouvi-la. Uma vez me perguntou sobre Kisame e se eu não tinha medo de estar ao lado dele.

Incrível como Maiko tinha certo temor por um shinobi que eu derrotaria facilmente, mas não possuía nenhum sentimento ruim sobre mim... Um nukenin de um país que já atacou sua pequena vila.

“Dedos entrelaçados,

A temperatura do corpo caindo rapidamente

O vento me leva junto... Agora é hora de dizer adeus.”

Me abraçou vorazmente e me beijou de forma doce e inebriante, como todos os beijos que já me dera. Ah, como eu amava isso...

Lembro-me do nosso primeiro beijo como se fosse ontem.

— Você já amou alguém, Itachi-kun?

— Sim. Meu irmão... — Debrucei minha cabeça no tronco da cerejeira, que estava florida nessa manhã primaveril. O encontrei na semana passada, quando fui para Konoha atrás do Shinjuriki da Kyuubi, Uzumaki Naruto.

E quem diria que naquela idade já dominaria um jutsu tão forte quanto o chidori? Meu irmão é um grande prodígio em Konoha.

— Não falei de amor fraternal! — Sua voz me acordara dos pensamentos — Falei de amor entre um homem e uma mulher.

— Por que está me fazendo essa pergunta, Maiko? — Ela se virou bruscamente para me dar um beijo. Me assustei, no começo. Mas era algo tão bom que desejei que jamais acabasse. Afastou seus lábios do meu, mas continuou mantendo nossos rostos bem próximos.

— Porque eu acho que estou te amando.”

“Os dedos se separam

Eu te verei novamente em algum lugar.

Segue suas lágrimas,

Não fique triste.

Agora vá!”

— Se você for, vai morrer! — Já chorava descontroladamente, batendo com os punhos fechados enquanto eu mantinha minhas mãos em sua cintura.

— Eu sei... — Sussurrei em seu ouvido, desejando inutilmente que tivéssemos nos conhecido sob outras circunstâncias. — Se tudo fosse diferente... Maiko...

“Durante a manhã eu não posso encarar

O sonho que eu continuo vendo traz você de volta para mim

É bom lembrar como nós dois éramos

Agora eu fecho meus olhos para o que aquilo significou.”

— Poucos de nós, Nukenin, têm a sorte de ter uma namorada, não? — Me disse Kisame, uma vez. — Principalmente uma tão bonita quanto a sua.

Sorri. Sim, ela era muito bonita.

— Pela primeira vez está dizendo algo sério, Kisame. Estou surpreso.

— Talvez ela tire essa ideia de auto-punição da sua cabeça. — Sorriu antes de pegar sua samehada e sair porta afora.

“Adeus minha amada

Por favor, não olhe para trás

Adeus, minha amada

Meu mau hábito de esvaziar o lugar ao meu lado também termina com isso.”

— Por favor, me leve com você e aceitarei morrer ao seu lado!

— Maiko... Viva bem e feliz em sua vila...

— E nossos sonhos juntos, Itachi-kun? Quero realiza-los!

Toquei em sua testa e sorri, mesmo que as minhas lágrimas mostrassem que esse sorriso era apenas para acalmá-la.

— Adeus, Maiko. Obrigado por esse sentimento que me fez sentir.

Me viro, deixando-a para trás.

De relance, observo-a cair de joelhos já sem forças para derramar mais lágrimas. Tocou sua barriga, como última súplica para que eu ficasse.

Meu coração ardeu.

Como é amargo o sabor do Adeus.

Como é amargo.

“Então, como se eu estivesse flutuando

Eu parto em direção ao vento e ao céu

Adeus para você...

Eu durmo deixando o silêncio para trás

Um outono calmo.

Os sonhos vivem para sempre,

Como sonhos...”

Musica: Quiet — The GazettE

Notas finais
Deixem elogios e críticas construtivas, que eu amo! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!