Notas iniciais
Hi o/ Olha quem chegou em plena sexta feira pós prova, meio morta meio viva, isso mesmo, tia Laryh. Boa leitura!

Tempo

時間

O sol bateu em suas coxas e foi acordada quando percebeu que algo a esquentava demais, espreguiçou-se bagunçando a cama e quando finalmente encarou o teto, lembrou da noite anterior que tanto queria esquecer.

Casar não estava nos planos de Sakura, queria ser uma boa profissional, qualificada, bem remunerada, reconhecida e quem sabe depois de tudo isso, dar chance a qualquer um dos tantos que lhe cortejava, menos Uchiha Sasuke.

Ela o conhecia melhor que ninguém, era genioso, mal criado, teimoso e chato, extremamente chato, respondão, resmungão e chato, muito chato. Era também galanteador, implicante, comilão e irritantemente chato. Nunca daria certo.

Por outro lado, sabia do coração puro do moreno, era bonzinho quando queria, caridoso, gentil, amável, mas tudo isso, apenas com sua mãe e quando lhe era conveniente. E tudo isso era um problema.

Na juventude, Sakura apaixonou-se por seus defeitos e virtudes, o amava exatamente como ele era, mesmo sendo uma droga de um chato de galochas que podia lhe atazanar o dia inteiro se necessário. E ai estava o grande problema, nunca esqueceu o Uchiha, mas aprendeu a conviver com a distância, mas como diabos seria sua vida tendo que morar sobre o mesmo teto daquele energúmeno durante um ano inteiro?

Revirou-se na cama revoltada, depois de seu leve ataque de fúria sentou com o travesseiro agarrado nos braços e encarou o relógio que marcava 6h37 da manhã de sábado. Seus pais ficariam até domingo, mas naquele momento, ela decidiu ter outros planos.

Levantou procurando o celular em meio a bagunça que fez nos lençóis e quando encontrou discou o numero que durante todos esses anos que passou fora, continuava o mesmo.

–- Bom dia senhorita Sakura – Falou a voz disposta do outro lado da linha, e ligeiramente contente.

–- Bom dia Sato – Respondeu tranquila – Você pode me fazer um favor?

–- Qualquer coisa senhorita! – Afirmou e ali, Sakura arrumou a primeira solução de seus problemas, como livrar-se desse fim de semana.

***

–- Acorde Sasuke – Itachi lhe lançou outra almofada para enfim ver os olhos negros abrindo-se – Finalmente!

–- O que quer? – Resmungou coçando o olho e virando de barriga para baixo abraçando o travesseiro

–- Hora do café – Suspirou o mais velho – E venha logo porque da próxima vez quem vira te acordar é a mamãe, e o balde de água gelada que ela trouxer causara mais danos que a almofada! – Concluiu saindo com Neji e Shikamaru porta a fora, para Sasuke, dividir o quarto era um verdadeiro martírio.

Levantou antes que sua mãe realmente cumprisse o que prometia há anos, escovou os dentes, jogou água no rosto e se trocou. Saiu do quarto rumo a cozinha, às 9h da manhã seu estomago realmente já pedia por qualquer coisa que fosse, estava com fome, e não era pouca.

Antes de descer passou pela porta do quarto de Sakura, prosseguiu a caminhada, mas desistiu logo em seguida voltando três passos para trás, sorriu de canto e segurou a maçaneta, às vantagens de ser o noivo de Sakura começariam agora.

***

Ainda estava de pijama, com seu costumeiro short preto e a regata branca, os cabelos presos em um rabo bagunçado, meio lateral, meio centra, meio desfiado, meio arrumado. Não estava dos melhores, mas também não estava dos piores e estava ali apenas para que ela pudesse escovar os dentes sem molhar o cabelo, era aquele tipo de penteado que fica até que bom, mas você faz apenas uma vez na vida em momentos assim, como na hora do banho ou na hora de regar as plantar ou limpar a casa.

A perna direita apoiava-se descontraidamente sobre a esquerda, enquanto a escova passeava junto a espuma branca pelos dentes bem tratados, cantarolava uma música qualquer, tentando distrair a mente e não pensar na bomba que explodia de pouco em pouco em suas mãos.

Ouviu a porta abrir enquanto cuspia na pia e encarava a própria porta do banheiro, sua mãe não ousaria entrar sem bater, ousaria? Guardou a escova, pegou a toalha branca e saiu do banheiro enxugando-se e procurando pela mãe.

–- Okaasan? – Chamou quando deu um passo fora da porta e suas palavras morreram quando os olhos encontraram os negros de Sasuke – O que faz aqui? – A voz saiu incrédula

–- Vim te chamar para o café – Respondeu simplesmente analisando o quarto e mais do que isso, analisando a roupa curta da mulher a sua frente – Alias, belas pernas – Concluiu sorrindo de canto.

–- Fora do meu quarto Sasuke – Apontou a porta sem deixar de encara-lo, quem ele pensava que era? – Agora!

–- Estou apenas fazendo uma visita a minha noiva – Dois passos a frente deixaram seus corpos próximos demais para Sakura manter o bom humor.

–- Aproveite que estou pedindo com educação Sasuke – Murmurou com a voz baixa e contida – Saia agora do meu quarto, e não ouse voltar a entrar sem minha autorização.

–- Muito nervosa – Murmurou ele

–- Eu não sei que merdas você andou pensando nessa noite – O encarou altiva dando um único passo a frente para ficar com o rosto mais próximo do dele – Mas seja o que for, esqueça! Não sou sua noiva porque quero, não serei sua esposa por opção minha, então não ache que pode entrar no meu quarto quando quer, ou fazer qualquer coisa quando bem entender, pois as coisas não funcionaram assim – Rosnou – Mantenha-se a uma distância segura, para mim e para você.

–- Vou deixar passar sua grosseria por agora – Retrocedeu três passos – Mas nossa realidade será bem diferente, acho que teremos que deixar algumas coisas claras nesse contrato.

–- Obviamente – Sorriu falsamente – E uma delas, é que você, não toca em mim. – Sasuke a encarou, primeiramente nervoso, depois debochoso

–- Veremos – E com essa palavra, deixou o quarto batendo levemente a porta.

Sakura recostou-se a parede branca, de onde tinha tirado raiva suficiente para falar tudo aquilo não sabia, mas o que importava mesmo, é que se não colocasse Sasuke em seu devido lugar agora e não deixasse coisas verdadeiramente sérias, tudo poderia ficar muito pior depois, e claro, virar-se contra ela, afinal, Sakura tinha a consciência que era a mulher apaixonada pelo bandido que não prestava, e isso a deixava extremamente vulnerável.

–- Tenho que me defender agora – Murmurou apertando a toalha – Para que eu não caia depois – Bateu levemente a cabeça na parede, como diria Shikamaru em seus tempos de escola, isso é tão problemático.

***

–- Até que enfim Sasuke – Mikoto murmurou apontando a cadeira ao filho – Sente-se logo.

–- Fui chamar Sakura para o café – Murmurou servindo-se com suco

–- Que ótima iniciativa – Sayuri sorriu – Não vejo como o casamento de vocês pode não dar certo – A porta foi aberta inesperadamente

–- Bom dia senhor – O homem curvou-se levemente a Raiden – Senhora – Fez o mesmo à Sayuri.

–- O que faz aqui Sato? – Raiden perguntou deixando o café de lado e encarnado o motorista da família.

–- Vim trazer o carro da senhorita Sakura – Respondeu simplesmente retirando o capelo e o colocando sob o braço.

–- O carro de Sakura? – Sayuri encarou Raiden que deu de ombros – Porque Sato?

–- Porque estou voltando para casa – Sakura respondeu descendo as escadas com a única bolsa que trouxera, impecavelmente arrumada como sempre e dessa vez, havia feito isso em uma velocidade extraordinária.

–- Casa? – Tsunade arregalou levemente os olhos – Como assim casa?

–- Não se preocupe – Murmurou entregando a mala a Sato -- Coloque no meu carro – Voltou-se a mesa de café da manhã – Não estou voltando para Lisboa, mesmo que vontade não me falte – Encarou os pais – Estou indo para casa, simplesmente.

–- Mas porque? – Raiden levantou-se a mirando entre o nervosismo e a incredulidade

–- Porque quero ficar sozinha – Respondeu no mesmo tom do pai

–- Deixe disso Sakura – Jiraya a encarou descontraído – Sente-se conosco, e tome café da manhã, vamos passar o fim de semana entre familias e amigos, lembra? Essa era a proposta.

–- Não vai Sakura – Hinata encarou a amiga

–- Isso testuda, pra quer sair daqui em pleno sábado? Vamos voltar amanhã mesmo! – Ino tentou junto com as demais, mas a rosada não era facilmente convencida.

–- Entendam uma coisa – Respirou profundamente vendo Sato voltar e lhe entregar as chaves – Se eu disse que vou embora – Olhou sobre o ombro – Eu vou embora! Então, até amanhã.

–- Haruno Sakura – Sayuri se fez presente – Com que autorização esta deixando essa casa?

–- Com que autorização vocês me arrumaram um casamento? – Todos se calaram – Não pense que tudo são flores mãe, porque não são. Posso até realizar o desejo de vocês, mas não esperem que eu esteja contente e jogando confetes pelo caminho. Por hoje, apenas me deixem.

Estava quase alcançando a porta quando ouviu a voz mal humorada de Sasuke

–- Porque não me avisou? – Perguntou autoritário

–- Porque? – Sakura virou sobre os próprios pés e o encarou – Porque não lhe devo satisfações. – Sorriu para em seguida atravessar a porta, quando Sayuri levantou para tentar impedir, o carro já havia dado a partida e provavelmente alcançado alguns metros.

–- Devia ter me avisado Sato – Raiden resmungou

–- A senhorita disse que era algo urgente – Respondeu – Apenas cumpri ordens.

–- Sem problemas – Sayuri encostou a mão sobre o ombro de Raiden – Como voltará para casa? -- Perguntou levemente abatida pelas duras palavras da filha.

–- Meu filho veio dirigindo nosso carro – Concluiu curvando-se antes todos – Voltarei agora.

–- Vá com cuidado e mande lembranças a Satoshi – Sayuri sentou-se e viu o homem vestido de preto partir, rapidamente o silencio caiu sobre a sala que antes era tão barulhenta perante o café da manhã.

–- Melhor voltarmos hoje? – Mikoto perguntou e viu Raiden menear a cabeça negativamente

–- Deixe que Sakura tenha o tempo dela – Murmurou encarando Sasuke – E tenha o seu também Sasuke.

–- Eu não preciso – Respondeu pegando uma torrada com geleia – Sakura será a mais prejudicada, afinal, não são as mulheres que tem o sonho de casar vestida de noiva com o amor de sua vida? – Encarou os futuros sogros – Não fui eu que pisei em cima deles.

–- Sasuke! – Fugaku encarou o filho que logo se levantou

–- Se vocês destruíram os sonhos ou a vida de Sakura agora, problema é de vocês, sintam-se culpados o quanto quiserem – Respondeu dando meia volta – Porque eu vou fazer do meu jeito para que esse casamento seja menos dolorosa para mim e para ela – Sumiu pelas escadarias, e tanto ele quanto todos que ali na mesa estavam sabiam, Sasuke podia ter todos os defeitos, mas ele jamais seria culpado pela infelicidade de alguém.

***

Abriu a porta do quarto e depois de jogar a bolsa dentro do closet, jogou-se sobre a cama, fazia anos que não dirigia por tantos quilômetros assim. Estralou cada osso que pode do corpo e levantou-se para pegar o remédio da enxaqueca, já sentia uma fina dor aproximando-se.

Depois de tomado o remédio e tomada banho sentou-se na varanda do quarto, que era menos clássica que da casa de campo, mas acompanhava os mesmos tons brancos e verde água do quarto (http://migre.me/lNHAM) encarou a piscina que ficava em frente a seus olhos e perdeu-se nas águas claras (http://migre.me/lNHIn) certamente, pensou ela, seus pais haviam desembolsado uma fortuna para fazer a casa dos sonhos e claro, eles tinham um bom engenheiro.

Sua barriga roncou, era hora do almoço e todos os empregados estavam dispensados, pois supostamente, não haveria ninguém em casa no fim de semana. Até pensou em arregaçar as mangas e ir até a cozinha preparar algo, mas quando levantou determinada desistiu no momento seguinte. A verdade era que estava morta de preguiça.

Vestiu-se rapidamente, pegou a bolsa, carteira e cartões, chave do carro e documentos para em seguida sumir porta a fora da casa, iria a um restaurante, ou a um shopping qualquer, comeria e passaria o dia fora, para esquecer dos problemas e tentar não arrumar outros. A única coisa que precisava, era ficar sozinha.

***

Comprar podia ser uma obsessão, um hobby, uma doença, um distúrbio... Mas para Sakura, era sua válvula de escape. Quando qualquer coisa estava fora dos trilhos e ela não conseguia realinhar, chamava o 190, que lhe dizia o saldo do cartão e ia para os shoppings Europeus, e pelo que parecia em Tókio, não seria diferente.

Tinha almoçado em um restaurante italiano e seguido até o Shopping, onde decidiu passar a tarde. Comprou um sorvete e pensou que ali havia encerrado-se seus gastos, ledo engano. Quando passou em frente a primeira loja ZARA, soube que aquilo era apenas o começo.

Comprou tudo que precisava e o que não precisava, roupas, sapatos, acessórios, bolsas, carteiras e absolutamente tudo que lhe interessava em qualquer loja que passasse.

Em outra loja comprou alguns objetos fofos de pelucia e plush para espalhar pelo quarto, queria acabar com aquela neutralidade, e nada melhor do que personagens Disney adornando suas estantes lotadas de livros jurídicos.

Depois de 4 horas caminhando e comprando, não havia mais espaço nos braços e os pés já clamavam por descanso. Pagou o ticket do estacionamento e quando abriu o porta malas, livrou-se literalmente de um peso, sentou em frente ao voltante e respirou profundamente, seu coração batia mais tranquilo, sua carteira estava mais vazia, mas mesmo assim, a sensação era ótima.

Aos vinte, em uma viagem a Paris, Sakura gastou impressionantes 4mil euros em um único dia, e foi nesse momento que imaginou que seria compulsiva. Estava passando por um problema na faculdade, então comprar foi sua única solução, mas não imaginava que as coisas sairiam do controle assim.

Tsunade a obrigou a fazer sessões com terapeutas, ela acatou e adorou, era um modo de colocar para fora tudo que lhe afligia, e gastando apenas 40 euros por sessão. Era prático, confortável e econômico, tudo que ela mais desejava. Todavia, a própria terapeuta aconselhou que em momentos de stress, se o que lhe acalmava era comprar, que fosse feliz, mas tentasse agir com moderação, afinal, ela não saia todos os dias em busca de alguma coisa, era apenas em momentos extremos.

Concentrou-se, diminuiu, repensou e se recuperou, continuou comprando sem grandes extravagancias... Até hoje.

–- Pelo tamanho do meu problema eu devia ter comprado o shopping – Bateu a cabeça no volante, era revoltante dar um passo para trás graças a um fato que não seria mudado e que ela teria que acostumar-se. Não tinha solução.

Dirigiu até sua casa, onde quando finalmente conseguiu alcançar o quarto jogou sacolas e mais sacolas sobre cama, tapete e sofá. Roupas e sapatos, principalmente sapatos saiam por todos os buracos, ela não sabia exatamente onde enfiaria aquilo tudo, e também não estava se importando muito. Tomou um banho, jogou as sacolas de cima da cama no chão e cobrindo-se com o edredom vislumbrou a lua pela primeira vez na noite, e era linda.

No fim, o dia havia passado, seus problemas não tinham se dissolvido em purpurina e agora ela teria uma fatura imensa do cartão para pagar. A única coisa que pensou antes de dormir foi

–- Preciso encontrar um escritório logo – E caiu nos braços de Morfeu.

Acordou no dia seguinte e sentou-se na cama assustada, havia pego no sono sem intenção, sendo assim, havia deixado coisas por fazer. Quando olhou ao redor vendo aquela imensa baderna, bagunçou os cabelos lisos os deixando desalinhados, saiu a contragosto da cama e às 8h da manhã já dava uma de Amélia para si própria, mas esse era o preço que pagava por fazer o que bem entendia.

Quando tudo estava em ordem e viu o relógio marcar 12h e sua barriga implorar por comida, vestiu-se e saiu rumo a um restaurante qualquer, encontrou um de comida brasileira no centro da cidade e não achou ruim comer churrasco com batata frita, alias, era uma ótima forma de se alimentar no domingo.

Deu uma volta pelo centro, vendo as grandes empresas que nasciam ali, quando alcançou a parte mais antiga da cidade encontrou uma casa de chá que aparentemente sobreviverá desde sua infância, já que lembrava dos passeis com a mãe.

Não perderia nada entrando, olhou alguns quadros pintados a nanquim, admirou algumas bonecas de porcelana japonesas e quase morreu do coração quando uma senhora brotou de algo que ela julgava ser uma parede bem em sua frente.

–- Sakura? – Perguntou a senhora e Sakura não pode corresponder ao conhecimento, apenas assentiu – Como você cresceu!

–- Pois é – Respondeu encarando a mulher – Desculpe senhora, mas não lembro...

–- É pouco provável que lembre-se de mim mesmo – Deu uma risada fina e graciosa, para Sakura, era uma risada engraçada. Passou pela menina com a bandeja que trazia e sentou-se em frente a uma mesa, depositou as xícaras e o bule que soltava sua fumaça úmida e quente e logo estendeu o braço para que Sakura sentasse a sua frente – Você passeava com sua mãe aqui quando tinha seis ou sete anos, não poderia mesmo lembrar da velha Chiyo.

–- Chiyo? – Ajoelhou-se em frente a mesa – Me soa realmente familiar seu nome.

–- Muito bom que não fiquei realmente esquecida – Serviu o chá com toda a delicadeza do cerimonial – Como esta? – Perguntou com a voz gentil

–- Bem – A voz soou mais baixa do que gostaria

–- Pelo seu tom, nada bom pequena menina – Suspirou servindo seu próprio chá e depois depositando o bule levemente sobre a mesa – Conte-me o que te aflige, quem sabe posso ajuda-la.

–- Não acredito que possa, são... – Foi cortada pela senhora

–- Compartilhar com pessoas alheias ao problema, fazem dele menor e te dão uma nova visão de como resolve-los – Concluiu soprando o fumaça da xícara e sorvendo o líquido em seguida

Sem argumentos para vencer a mulher de cabelos brancos e sorriso gentil, Sakura contou a história com todos seus pormenores, estranhamente confiava na figura idosa e bondosa e talvez, ela pudesse lhe dar alguma luz. Quando concluiu viu Chiyo depositando sua xícara calmamente sobre a mesa e sorrindo.

–- Tudo que desejamos com afinco, acontece de forma inesperada – Concluiu

–- Quer dizer que desejei me casar com Sasuke com afinco? – Sakura encarou a mulher – E aconteceu essa catástrofe? Mas nos anos que estive em Portugal pude ignora-lo por 80% do tempo, pelo menos.

–- Querida – Chiyo levantou-se depois de recolocar tudo em sua bandeja, encarou a mulher que permanecia sentada e sorrindo falou – Não existe só você nessa relação – Suspirou voltando ao caminho que fizera antes – Tenha uma ótima semana Sakura, e nos veremos em breve – E assim, sumiu pela parede – porta por qual havia surgido.

Realmente, aquilo havia sido a coisa mais estranha que Sakura já passara na vida. Levantou-se para sair do estabelecimento quando parou seriamente para analisar as palavras da senhora.

–- Então Sasuke pode... – Sorriu sem humor – Impossível, Sasuke jamais... – Encarou a mesma boneca de porcelana de momentos atrás e viu em sua expressão um sorriso fino e aparentemente alegre – Isso é loucura! – Desse modo, atravessou a porta para voltar ao estacionamento em busca de seu carro.

"O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos."

William Shakespeare

Notas finais
E então meu povo, gostaram? Estou sem condições físicas ou psicológicas para me demorar aqui, só digo a vocês que espero muito que tenham gostado, pois esse capítulo foi escrito com muita dificuldade graças a minha canseira depois de uma semana inteira de provas e uma gripe fortíssima. Esqueci de anotar a placa que passou em cima de mim, mas me recupero bem. Esse fim de semana tem show do NU'EST e se alguém que for fã de K-pop ai for amanha, bom show meus amores, estarei lá também admirando JR do meu cantinho Hahahaha' Fiquem com Deus, deixem comentários, e vamos lá, sexta feira que vem estou ai novamente. Até breve!