Ubl Unreachable
13 Novos Objetivos 1/4 (Start)
Notas iniciais
Unreachable
13 – Novos Objetivos (01/04)
Depois do que aconteceu me senti a pessoa mais feliz do mundo. Tinha o garoto que me ama junto comigo, em meus braços. Nosso beijo não parou por nenhum segundo, parecíamos ser um só, não queríamos parar, queríamos ficar ali para sempre...
Até que paramos o beijo.
— Então você me ama? — Nicky perguntou choroso. A pergunta veio acompanhada de um beijo em minha testa.
Sua emoção era imensa. Ele não parava de lacrimejar, seus olhos estavam vermelhos. O mesmo era comigo.
— Nicky! Meu Nicky! Eu te amei desde o dia em que te conheci! — Respondi carinhosamente.
Ele ficou tão feliz que me abraçou mais uma vez. Abraçados em minha cama eu continuava minhas palavras:
— Desde a primeira vez que encontrei você! Esse garoto maravilhoso que conquistou o meu coração. Meu coração suplicava por você durante todos esses anos, desde que seguimos caminhos diferentes! Lá no fundo, sabia que nunca existiu uma inimizade vinda de mim... Era um sentimento desconhecido... o amor!
— Gui! — Falou. — Eu esperei tanto por esse momento! Eu te amo muito, muito!
Nicky fazia questão de repetir aquilo a cada minuto que passava. Minha vida estava completa. Tinha amigos que me amavam muito e o menino que sempre amei.
Acho que venci durante todo esse tempo. Não desisti sequer uma vez. Não fracassei em nenhum obstáculo. Mas eu fiquei pensando, como será minha vida daqui para frente? Qual será a opinião de meus amigos quando souberem que estamos juntos?
Ficamos cerca de uma hora nos beijando, curtindo o amor do outro... Eu estava nas nuvens. Estava prestes e viver num novo mundo... Um em que eu poderia ser feliz, mas que teria problemas com relação a opinião de pessoas. Esse era meu mais novo obstáculo, que, com a ajuda de meus amigos, talvez o superasse.
— Nicky, meu amor... — Eu suspirava enquanto era beijado por ele no pescoço. Sentia todo seu amor através daquele carinho.
— Sim?
— Como você acha que será daqui para frente? — Perguntei com preocupação.
— A que se refere? — Ele parou o beijo.
— Hei, por que parou? Você é ótimo nisso! Hehehehe.
Ele sorriu e continuou.
— Tá bom, só continuarei porque você é gostoso. — Brincou.
— Ok, mas agora quero sua atenção. Nicky, meus amigos precisarão saber que estamos juntos! — Falei meio ansioso.
— É só contar! Há algo de errado? — Perguntou se posicionando perto de mim. Entrelaçamos as mãos.
— Tem. — Respondi confuso. — Eles devem ter preconceito...
— Se eles são realmente seus amigos, irão compreender perfeitamente. Não dirão nada contra. — Explicou Nicky.
Ele tinha razão. E continuou:
— Só não quero que se importe com opiniões terceiras...
— Está bem, Nicky! Você está certo. — Suspirei. — Bom; o que faremos hoje?
— Ah sim! Pensei em irmos à praia!
— Praia?
— Sim, alguma objeção?
— Estou com uma pequena dor de cabeça, expô-la ao sol poderá fazer mal.
— Ah! — Decepcionou. — É uma pena!
Nicky levantou e tirou dos bolsos de sua bermuda preta um folheto.
— O que é isso?
— Terá uma comemoração de dez anos desde a inauguração da artificial “Praia da Morte”. — Ele falou.
— Praia da morte?
— Sim! Não é legal?
— Existem praias artificiais?
— Se refere-se àquelas que são construídas por um objetivo, sim. — Estranha sua explicação, não?
— Praias têm aniversário?
— Acho melhor você buscar isso em enciclopédias, senão ficaremos assim o dia todo.
Assenti, mas, todavia estava me sentindo confuso! Alguém aí me empresta uma enciclopédia? Eu retribuirei de uma forma inesquecível depois — piscadela maliciosa.Não se esqueça dos itens — calma, é brincadeira.
— Tá bom, “sabe tudo”.
— Já que não podemos ir à praia, podemos passar o dia na minha casa, Guillermo. — Nicky sugeriu.
Ah! Naquela hora, pulei de alegria!
— Vai ser demais! Eu quero assistir “Jogos Mortais II”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — Gritei muito. De fato, o dia seria bem legal
Então, resolvi me vestir para ir tomar café-da-manhã. Fui em meu guarda-roupaapanhar uma camisa. Resolvi vestir uma preta. Reparei em como Nicky ficou me olhando, era tão fofo!!!!!!!!!!!!!! Observava-me como se eu fosse o único. Quando terminei, me dirigi até a porta, e antes de abri-la, Nicky me abraçou por trás:
— Quando terminar seu café quero que arrume sua mochila! — “Mandou”.
— Ah é? E que planos dignos o “senhor” tem, Mister Nicky? — Entrei na brincadeira.
— Não tenho, apenas iremos.
E caímos na gargalhada!
Bom, descemos às escadas normalmente, pois não poderíamos aparecer lá embaixo “oficializando”. Mais uma coisa a pensar, seria em como conversar sobre o assunto com meus pais. Eles me entenderiam? E como seria minha relação com os mesmos?
Tentei disfarçar minha expressão de preocupação diante da minha mãe, caso o contrário perceberia e tentaria me arrancar os sentimentos sem que eu percebesse. Ela é boa nisso!
— Bom dia, querido! Espero que não tenha acertado seu amigo com um milhão de pedras na cara quando chegou em cima. — Cumprimentou minha mãe, contando uma piada.
— Não, ele tem sorte de ser meu amigo! Hehehehehehe.
— Bom dia, senhora Giacomet!— Nicky cumprimentou.
— Bom, olhem quem está aqui!
Continua
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