Tão fora da terra
8 Capítulo 8-Improvável
Notas iniciais
Agora quem estava enciumado era Camus! E ainda não sabia que a raiva que sentia era ciúme.
–Bom, vou indo. Preciso falar com Mu.
–Mais tarde nos encontramos?
–Já não combinamos? Na biblioteca, mais a noite.
–Sim, só queria confirmar...
Camus se virou e foi saindo.
–Camus?
–Mais tarde, Milo.
Camus saiu pisando duro. Milo havia sido um completo idiota, mais uma vez provando que era um cara com problemas muito sérios. Insinuar que ele e Aioros estavam tendo alguma coisa, sendo que estava vendo o estado que Aioros se encontrava... Tinha que ser cego ou burro pra agir daquele jeito, em uma situação daquelas.
Foi passando pelas mansões de seus companheiros. Algumas estavam vazias, em outras sentia que seus cosmos estavam ocupados, em algum treino, provavelmente.
Ao passar pela casa de Touro, encontrou Aldebaram encostado a uma pilastra, com o olhar perdido, meio distraído.
–Aldebaram?
O taurino se assustou.
–Camus! Que susto!
–Tava longe amigo. Tudo bem?
–Tudo, tudo. Só olhando um pouco pro céu.
–Treinando com Shaka?
–Hum... sim... mas eu não o vi hoje, parece que ele saiu cedo pra uma missão. Aioros está bem?
–Sim, na medida do possível. Todo mundo está sabendo já, é?
–E tem como não saber? Saga sumiu, Aioros não apareceu, Mu e Aioria estão pra cima e pra baixo, senti o cosmo de Shaka com eles mais cedo, mas sumiu também. Máscara e Afrodite brigaram,certo? E você e Milo estão andando de uma casa pra outra... se não aconteceu nenhum ataque ao santuário, então alguma coisa acontece com todo mundo. Pelo menos a parte de Saga e Aioros eu sei por que o Mu e o Aioria quando passaram por aqui me falaram. Você tem um minuto pra me atualizar do resto?
–Um minuto sim. Além disso, é verdade, Afrodite e MM brigaram também...
–Por que?
“Tara, tesão recolhido, paixão reprimida, doença”- pensou Camus.
–Hum... implicância mútua, ao que parece...
Aldebaram deu uma risada enorme.
–Ao que parece...eu sei bem o que parece...haha
Camus sorriu pro grandalhão.
–Bom, é isso aí. O que eu sei. O Aioros está péssimo por causa do Saga. Eu conversei um pouco com ele, agora ele deve estar dormindo. Cuidei dos machucados do MM, o Milo cuidou do Afrodite, agora só falta falar com Mu e Milo, e ver se descanso um pouco por hoje!
–Hum... por falar nisso, você e o Milo estavam brigando?
–Quando?
–Agora há pouco senti o cosmo de vocês explodir muito, mas foi rápido, aconteceu alguma coisa?
–Nada sério. O Milo é um idiota, só isso. Não pensa antes de abrir a boca.
–Haha...é, é bem a cara do Milo mesmo...mas enfim, você vai falar com o Mu?
–É, ele me disse que o mestre deu ordem pra ele me passar alguma coisa sobre treinar o Milo, já que o Saga vai ficar “indisponível” por algum tempo, e como eu derrotei o Milo na batalha de ontem, parece que sobrou pra mim!
–Você não parece muito satisfeito com isso.
–Está tão na cara assim é?
–Muito! Por que?
–Não sei. O Milo me irrita. No começo, quando nos reencontramos já como cavaleiros, ele ficava me encarando... depois passou a me cercar, puxar assunto. Eu não sou desses de muitos amigos, você sabe... aí ele começou a passar do limite com aquele...
Camus parou. Estava começando a falar demais.
–Passar do limite com aquele...
–Aquele jeito intrometido. Sabe, falando pra todo mundo que eu tinha que ser lembrado, como se eu fosse meio que deixado de lado pelos outros. Isso me incomoda, ficar lembrando pro mundo que eu existo. Sei me fazer presente muito bem sozinho, não preciso dele pra isso.
–É só isso mesmo que te irrita nele?
–É, e ele acabou de falar umas besteiras lá em cima, fica com umas atitudes estranhas também.
–Que tipo de atitude?
–Hum, fica emburrado do nada, começa a ficar grosso de repente, age como se... não sei, é esquisito.
–Hum...
–O que você acha?
–Eu? Não acho nada, meu amigo! Prefiro ficar de fora.
–Sério mesmo? Eu quero saber outra opinião, de alguém de fora, mas que conviva com os dois.
–Por que?
–Por que se continuar assim, vai ter uma guerra de mil dias logo logo. Se o Milo continuar me irritando, pretendo duelar com ele, mas de forma definitiva. Vão ter que encontrar outro cavaleiro pra constelação de Escorpião.
–Camus, nunca te vi tão fora do sério.
–O Milo consegue criar esse efeito em mim.
–E você já se perguntou o por quê?
Camus estranhou a pergunta de Aldebaram.
–Oras... por que... irrita, só isso. Me incomoda, e eu detesto ser incomodado.
–Só isso mesmo, Camus?
–Ora, Aldebaram, o que mais poderia ser?
Aldebaram sorriu.
–Shura, o que você acha?
Camus se virou. Entretido como estava na conversa, não reparou que o capricorniano estava chegando, ainda de armadura, segurando o capacete nas mãos.
–Eu? Sobre o que?
–Camus está incomodado com Milo, com o jeito dele, e como eles tem se tratado. Há pouco, quase que eles entram em batalha. Camus disse que o Milo fica atrás dele, e incomoda com a mania de querer fazer com que notem sua presença, além de falar algumas besteiras.
–Besteiras de que tipo, Camus?
–Ora Shura, besteira é besteira.
–Existem vários tipos de besteira pra mim. Me acusar de traição é uma delas, me chamar de chato, orgulhoso...
–Nesse caso-Aldebaram interrompeu- falar a verdade, fora a questão de traição.
–Você me acha chato e orgulhoso Aldebaram?
–Sim.
–E por qual motivo?
–Orgulhoso por que você fica se gabando de ser o mais leal dos cavaleiros, como se os outros fossem inferiores nesse aspecto. E isso também te torna chato, mas o fato de você não fazer outra coisa a não ser treinar, procurar afiar sua excalibur o tempo todo, te afasta dos outros. Não te vejo conversando muito com ninguém... estou mentindo?
–Eu sou o mais leal dos cavaleiros sim. Isso é indiscutível.
Aldebaram revirou os olhos.
–Mas quanto a ser chato, isso é questionável. E eu me relaciono bem com quase todo mundo.
–Comigo ao menos, não.
Aldebaram disse isso quase em tom de sussurro. Camus o olhou de lado, achou aquela atitude estranha.
–Camus, nós não nos damos bem?
–Sim. Não tenho queixas de você!
Camus e Shura eram vizinhos próximos, e sempre que tinham que passar por suas casas, conversavam nem que fosse dois minutos. Camus gostava do jeito apaixonado com que Shura fazia as coisas, ele era sério, e fiel em suas convicções. Não era alguém volátil, sua constância trazia segurança, e Camus admirava isso no companheiro. Já Shura gostava da discrição de Camus, era alguém que também transmitia segurança por ser muito na sua, tranquilo, e focado em seus objetivos. E ambos eram cultos, cada um admirava a inteligência do outro. Camus sabia que sempre seriam bons amigos. E Shura sentia o mesmo.
Aldebaram disse, meio nervoso:
–Bom, se vocês dizem isso... não é o que eu vejo. Mas são dois contra um, então...
Camus sorriu, Shura também.
–Isso aí. Pra ficar provado que eu não sou chato, que tal se nós jantarmos e conversarmos um pouco, Aldebaram?
–Bom, é um começo.
–Passe na minha casa então daqui a pouco. Preciso de um banho, fui atrás de alguns desgarrados do santuário, corri dois dias sem parar, estou em péssimo estado.
–Mas não está cansado? Podemos deixar isso pra depois...
–Não mesmo, ninguém me chama de alguma coisa, e eu fico sem provar o contrário se não gostei do comentário. Vou te provar hoje que não sou chato. Vou te fazer engolir essa língua grande.
–Essa eu pago pra ver!
Aldebaram não conseguia disfarçar a alegria. Camus achou que estava acontecendo algo mais que pura simpatia ali.
–Nos vemos. Tudo certo Camus?
–Tudo, Shura! Vou falar com Mu!
–Certo! E o Milo, tá bem?
–Imagino que sim!-“por enquanto, sim”, pensou Camus.
Shura deu um sorriso simpático, e disse para Aldebaram:
–Bom, esperamos que continue assim. Aldebaram, uma hora no máximo!
–Estarei lá!
Shura foi saindo. Aldebaram o seguia com o olhar, uma expressão distraída no rosto.
–Bom, vou indo também.
–Boa sorte!
–Com o que?
–Milo.
–Hum... já viu que vou precisar não?
–Se vi!
–Bom jantar.
Camus saiu, deixando Aldebaram sorrindo feito uma criança que acaba de ganhar um presente.
O dia estava quase terminando. A tarde estava começando a se despedir, o céu mudava do azul claro, pra um violeta, logo mais estaria escuro. Camus pensou que aquele havia sido um dia longo. Logo mais terminaria.
Entrou na mansão de Áries. A vista dali era linda, com o santuário em sua parte habitável pelos vilarejos aos pés das doze casas.
–Mu?
–Aqui na cozinha Camus!
Camus seguiu a voz na direção da cozinha. Mu estava terminando de mexer algo em uma panela.
–Cozinhando Mu?
–É, eu gosto de preparar minha própria comida.
–Bom, você deve gostar muito da sua comida pelo jeito- Camus espiava por cima do ombro de Mu- essa panela aí tem comida pra umas cinco pessoas no mínimo. O que é?
–Um guisado de javali que o meu povo costuma comer. Prato típico dos lemurianos.
–O cheiro está muito bom. A aparência também!
–E você ainda não viu o gosto. Isso sim vai te deixar maluco.
–Então eu vou jantar aqui é?
–Por que acha que eu fiz tanta comida?
–Tá me chamando de guloso Mu?
–Não, não me entenda mal- Mu sorria- Como tinha que conversar com você, achei por bem te convidar pra jantar comigo. Aioria vem também. Vou deixar dois pratos separados, um pra levar pro Aioros, e outro para o Kiki.
–Kiki? Quem é Kiki, Mu?
–Meu pupilo, o provável herdeiro da armadura de Áries. Ele é só uma criança, mas como você sabe, o tempo demora mais pra passar para o meu povo. Logo a noitinha ele deve vir para o santuário, vai estar faminto. Prefiro ficar prevenido.
–Puxa, não sabia que você tinha um pupilo. Tem que ter paciência, heim?
–Sim...mas é a sina do todo cavaleiro, temos que treinar alguém para ser cavaleiro um dia...então...é bom ir se acostumando!
–Bom, então, o que o Mestre te disse pra me falar?
–Pegue os pratos na prateleira por favor.
–A de perto da porta?
–Essa mesmo.
Camus ia montando a mesa enquanto Mu falava:
–Camus, o mestre me disse que Afrodite e Máscara foram reconhecidos por suas armaduras. Junto com Shura, Saga, Aioros, eu e Shaka, faltam poucos para assumirem plenamente suas vestimentas. Você, Milo, Aioria e Aldebaram.Você é o mais racional dos quatro. Tem alguma suspeita do por que disso?
–Só conjecturas...
–Por favor-Mu estendeu a mão para que Camus se sentasse, e se virou para pegar o guisado na panela.
–Imagino que as armaduras queiram que o seu dono seja realmente digno do poder que as acompanha?
–Isso é básico, elas já reconhecem isso em vocês.
–Queiram provar a nossa lealdade a Atena?
–Também não.
–Nível de força?
–Não.
–Então, não faço a mínima ideia do que seja.
–A armadura considera pronto um homem que seja forte, leal, digno, mas também consciente.
–Consciente? Como assim Mu?
– Consciente do que sente. Um homem que sabe quem é. Para onde vai. O que quer e o que não quer. Que tenha conhecimento de si, claro e transparente.
–Então, nós estamos precisando apenas fazer isso? Saber o que somos e o que queremos de verdade?
–Exatamente. O que você acha que fez Peixes e Câncer reconhecerem Afrodite e Máscara?
–Não imagino.
–Você esteve com algum deles hoje?
–Com MM, sim, tratei de alguns de seus ferimentos.
–Ele estava diferente do que você já viu?
–Sim, ele me confessou estar cheio de dúvidas, mas apaixonado.
Mu sorriu para Camus.
–Viu? Ele reconheceu algo que estava em seu interior, mas ele não conseguia nem expressar em palavras. Afrodite deve ter feito o mesmo.
–Mu, por favor. Você não vai me dizer que as armaduras querem que nós nos apaixonemos pra nos reconhecerem.
–Não Camus. O mestre me disse que você talvez pensasse isso, mas não. Sua armadura quer que você entenda o que se passa dentro de si. Quando você conseguir fazer isso, então conseguirá entender a essência de ser um cavaleiro, e poderá usar plenamente o poder que lhe é conferido. No caso dos dois, a paixão teve que ser verbalizada. Se vai funcionar ou não isso é problema deles. Mas eles precisavam admitir para si, mesmo que fosse confuso, como Máscara disse.
Camus ficou alguns segundos calado. O cosmo de Aioria estava se aproximando .
–Entende agora?
–Sim, entendo. Bom, quanto mais cedo eu fizer isso, mais cedo fico livre.
–Livre?
–Do Milo.
–E é isso mesmo que você quer?
Camus ia responder quando Mu o interrompeu:
–Não precisa me falar nada agora. Aioria vem aí, vamos mudar de assunto. Mas era só isso, entenda o que você sente!
Aioria entrou na cozinha. Uma expressão preocupada no rosto.
–Oi gente...
–Tudo bem?- Mu perguntou?
–Tudo... só estou preocupado com meu irmão... enquanto ele fica mal, não posso treinar. Só isso.
–Há, não se preocupe, eu vou te ajudar até o Aioros ficar bem... se você quiser, é claro.
–Com certeza Mu. Muito obrigado.
–De nada. Agora senta e come, fiz um prato típico do meu povo, quero que você experimente.
–Eu aprovei Aioria!
–Bom, se o Camus diz gostar, então tudo bem.
–Quer dizer que você confia mais no Camus que em mim Aioria?
–Digamos que o Camus não iria me meter em roubadas... certo Mu?
O ariano sorriu, e ficou um pouco corado. Camus achou engraçado e perguntou o que era aquilo.
–Mu me pregou uma peça uma vez. Depois disso, ando sempre com um pé atrás com ele.
–Por que é paranoico. Leão com complexo de gato doméstico.
Os três ficaram comendo e conversando um pouco. Camus estava começando a gostar desses pequenos espaços de tempo com os amigos, sem muito assunto sério, só um tempo juntos, conversando, curtindo a companhia.
Algumas casas acima, Shura estava em seu quarto, agora banhado e mais descansado. Estava meio inquieto, não era do seu feitio ser tão expansivo como fora a pouco com Aldebaram. Mas o grandalhão com seu jeito simpático mexera com ele, já havia alguns dias.
Aldebaram sempre estava por perto. O olhava de canto de olho várias vezes, bastava Shura se virar e cruzava seu olhar com o dele. Mas Aldebaram o olhava de um jeito diferente dos outros. Era algo que no começo deixou Shura inquieto, irritado até. Um dia, quando resolvera ir perguntar o por que daquele olhar tão penetrante, cruzara com Saga, que havia dito para Shura ser mais esperto e perceber que o taurino devia ter algum “interesse a mais” nele, mas por medo de ser rejeitado, nunca demonstrara nada.
Shura começou a olhar Aldebaram com outros olhos a partir daquele dia. Até tentou puxar conversa, mas ao contrário dos outros, Aldebaram ficava meio nervoso, grunhia algumas coisas, e saia de perto dele. Saíram em missão juntos algumas vezes, e Shura tentava perceber algo a mais no comportamento do taurino, mas ele não demonstrava nada de mais. A conversa era pouca, e eles faziam o que tinham que fazer.
Até o começo da semana passada.
Saíram em uma missão em uma ilha para oferecer um acordo de paz a alguns cavaleiros renegados. Shura teve problemas, eles não aceitaram o acordo, e ao invés de paz, Shura se viu em uma situação em que teve que enfrentar muitos homens de uma vez, em um terreno cheio de armadilhas. Foi nocauteado, e foi lançado em uma cratera vulcânica. Teria sido consumido pela lava, se não fosse salvo por Aldebaram, que chegou no momento que ele fora jogado. Com um golpe fantástico, ele dizimou os inimigos, e salvou Shura depois de quase três minutos. Ele seria churrasco espanhol se não estivesse trajando sua armadura, e Aldebaram não fosse rápido. Mas mesmo assim ele ficou com algumas queimaduras muito sérias. Que foram tratadas por Aldebaram.
Shura estava meio tonto, a dor começava a mostrar que iria incomodar. Aldebaram retirou sua armadura, e o colocou dentro de um lago, encostado em uma pedra. Foi no mato, e voltou em poucos minutos, com um punhado de folhas. Fez Shura mastigar algumas, dizendo que eram para a dor. Shura adormeceu.
Quando acordou, estavam em um quarto pequeno. Shura tentou se mover, mas seus braços e pernas estavam enfaixados. Aldebaram estava sentado no chão, olhando para o fogo em uma lareira a sua frente. Uma chaleira estava no fogo.
–Aldebaram...
O grandalhão se virou.
–Shura. Já acordou? Pensei que demoraria pelo menos mais uns dois dias pra você voltar. Como se sente?
–Preso.
Aldebaram sorriu.
–Você queimou muito onde sua armadura não te cobriu. Te amarrei por isso, pro caso de você se coçar ou algo assim. Vou te soltar já, sente alguma coisa?
–Dor... mas não muita.
–Onde?
–Onde estão essas faixas. Tá muito apertado.
–Deve ter sido o curandeiro do vilarejo. Deixa eu trocar suas ataduras.
Shura estremeceu com o toque da mão de Aldebaram. Um homem daquele tamanho não deveria ser nada delicado. Achou que iria sentir dor ao toque do taurino.
Mas qual não foi sua surpresa quando não sentiu nada além do contato do pano sendo afrouxado, primeiro nos braços, depois nas pernas. Aldebaram continuava sorrindo.
–Puxa,está bem melhor. Tudo cicatrizado, só vermelho! O pajé do vilarejo é bom mesmo!
–O o que do vilarejo?
–Há, desculpa, o curandeiro. Eu sou brasileiro, na minha terra essas pessoas que usam mato pra curar os outros, em comunidades indígenas são chamadas de pajés. Os homens mais velhos, que conhecem o poder das ervas.
Shura sentou. Estava mais aliviado.
–Aldebaram, obrigado. Se não fosse você na ilha, eu acho que...
–Teria se saído muito bem sozinho! Eu só dei uma forcinha.Você derrotou aqueles renegados muito bem, e muito fácil. Só bati os dedos, e eles viraram pó, graças ao estado que você os deixou antes.
Shura sorriu.
–Achei que fosse morrer ali!
–Enquanto eu estiver por perto, pode ter certeza que não vou deixar nada ruim te acontecer.
Shura sorriu de novo. Aldebaram ficou vermelho, se virou de novo pra lareira.
–Pode se lavar, vou trocar seus curativos. Quer comer alguma coisa depois?
–Sim, quero sim. Mas acho que vou precisar de ajuda no banho.
Aldebaram ficou quieto uns momentos.
–Tudo bem. Vamos lá.
O banho correu normalmente. Shura estava sentado em uma banheira, e Aldebaram pediu que ele não se mexesse. O banhou devagar e de forma gentil. O capricorniano quase dormiu, impressionado com a constatação do fato que Aldebaram era mesmo delicado, não sentiu dor nenhuma além do incomodo que já era esperado. Já Aldebaram estava analisando cada centímetro do corpo de Shura, e corando fortemente a cada vez fixava a atenção em algum lugar: os músculos, a pele, o rosto... Aquilo era uma tortura para Aldebaram, que há dias estava sentindo uma atração muito forte por Shura. Entre todos os cavaleiros, Aldebaram era o que sabia que o que sentia era atração, mas tinha medo de se expor e ser rejeitado, ou perder o amigo.
No final, Shura falou:
–Aldebaram, você me surpreendeu.
–Com o que?
–Um homem do seu tamanho, com um toque tão leve. Confesso que fiquei com medo de você ser todo desajeitado, e acabar me machucando mais do que eu já estava machucado.
–Todo mundo acha que eu sou um troll...
–Mas eu posso dizer que não é verdade. Você tem mãos mágicas. Mãos gigantes de dedos grossos, mas mágicas.
Aldebaram apenas sorriu, muito vermelho. Cuidou de Shura nos dias seguintes com muito carinho e zelo. O assunto era pouco, mas Shura gostava de se virar e ver o grandalhão esparramado no chão a seu lado, ressonando em seu sono leve. Se Shura se mexesse ou espirrasse, Aldebaram já abria os olhos e procurava ver se tudo estava bem.
Depois disso Shura viu que realmente Aldebaram gostava dele, e de um jeito especial. Queria retribuir, mas não sabia como, afinal nunca havia se relacionado com homens antes. Se fosse só por amizade... mas ele sabia que mexia com o taurino, reparava que ele ficava nervoso nos banhos, e o volume em sua calça era indisfarçável. E Shura queria experimentar, já que havia alguém que gostava dele, tanto mais que fosse Aldebaram.
Decidiu por fim que seria hoje, ali naquele jantar que iria tomar uma atitude.
Secou o cabelo, vestiu uma calça jeans azul marinho e mais nada. Foi a cozinha, e pediu a uma das serviçais uma comida simples, mas saborosa, que já estava pronta pela metade.
Quase duas hora depois, Aldebaram entrou, meio tímido, na casa de Capricórnio.
–Shura? Está por aqui?
–No quarto. Vem cá.
Ideias absurdas passaram pela cabeça de Aldebaram. Mas decidiu se conter, era um jantar de amigos, e mais nada.
Quando entrou no quarto, Shura estava de quatro no chão, procurando algo embaixo da cama.
–Entra aí, estou procurando alguma coisa pra calçar.
Aldebaram ficou olhando Shura ali, de quatro no chão, a linha da coluna terminando onde a calça estava um pouco baixa, mostrando sua pele alva, e parte de sua bunda. Um calor repentino subiu pelo rosto do taurino. Shura se virou, reparou o rosto corado de Aldebaram, sorriu e se virou novamente:
–Achei. Até que enfim!
Aldebaram sentou-se no chão mesmo. Estava com uma calça moletom, e como a ereção já estava a meio caminho, não podia deixar aquilo a mostra. Shura se levantou, calçando os chinelos.
–Tudo bem? Por que está sentado aí?
–Hum, pra você se arrumar com calma. Vestir uma camiseta, enfim...
Shura se sentou na cama.
–Amigo, to cansado heim?
–Muita correria?
–Bastante.
–Precisa descansar então...
–Daqui a pouco, ainda tenho um pouco de energia pra gastar com você.
Aldebaram ficou meio confuso. Aquilo não era a cara de Shura, mandar frase de duplo sentido.
–Como?
–Jantar, conversar... entendeu?
–Há sim... mas então...
Ficaram uma meia hora conversando. Bateram na porta, Shura passou por Aldebaram. Estavam avisando que o jantar estava pronto.
–Podem trazer aqui.
–Vamos comer no quarto mesmo?
–Sim. Eu prefiro fazer as coisas boas aqui no meu quarto, e comer é uma das principais.
Aldebaram queria acreditar que Shura estava conversando normalmente, e as frases dúbias eram coisas da sua cabeça, mas estava ficando difícil acreditar nisso...
–Bebemos...?
–O que você quiser. Como bom anfitrião devo oferecer o que você queira pra sair daqui satisfeito. Hoje você vai ter que admitir que eu não sou chato!!!
–Haha... se continuar assim, vai ser breve.
–Quer beber o que?
–Suco, pode ser?
–O que você quiser.
“Eu quero é você”- pensou Aldebaram.
–Do que?
–Uva.
–Então vamos tomar vinho logo.
–Não tem nada pra fazer amanhã?
–Próximas missões para os outros cavaleiros, tenho uns dias de folga.
–Então eu aceito o vinho.
A comida chegou, carne, um tipo de sopa, e uma massa de batatas com ovo.
–Hum, Shura, muito apetitoso.
–Também acho. Tive sorte, minhas serviçais cozinham bem.
–Muito bem, diga-se de passagem. Isso tá muito bom.
Comeram, beberam, conversaram e riram bastante. O tempo passou, e quando o jantar acabou, Aldebaram bateu as mãos na barriga.
–Shura, to super cheio. Acho que engordei mais uns três quilos agora.
–Eu também. Depois dessa só descansando um pouco.
–Concordo. Vou indo então...
–E aí, to menos chato?
–Hum... melhorou, mais umas duas dessas e eu admito que você tá ficando bom.
–Assim não vale, mas ok, mais dois jantares então.
–Combinado. Boa noite então...
–Não quer ficar por aqui? Quer dizer, nós bebemos bastante, está tarde, sei que moramos muito perto, mas fica aqui pelo menos até a comida ficar mais assentada na barriga. Tira um cochilo, depois você vai.
–Hum... bom, a ideia é boa. Acho que vou aceitar.
Aldebaram retirou a camiseta branca, ficando só com a calça, e se deitou no chão.
–Ei, que história é essa?
–Que foi?
–Nada de ficar no chão, vem aqui.
–Na cama?
–Claro. Tem espaço pros dois aqui, e minha cama, como todas as outras, é super resistente. Não tem desculpa, não vou te deixar ficar no chão de novo, já bastaram aqueles dias que você cuidou de mim.
Aldebaram ficou um pouco preocupado.
–Não tem problema mesmo Shura? Tá meio quente, eu posso suar muito...
–Eu também sou calorento, sem problema. Vem, deita aqui.
Aldebaram se levantou, e foi caminhando devagar até a cama.Shura apagou as velas do quarto, abriu as janelas, e se deitou no lado direito, com as mãos atrás da cabeça. Aldebaram se deitou do outro lado, meio tímido, mais pra ponta da cama. A luz que havia no quarto já era da lua e das estrelas, que entrava pela janela, meio fraca, mas suficiente pra se enxergar.
–A noite hoje está bonita- Shura disse olhando pra janela.
–Dá pra ver...- Aldebaram estava com as mãos cruzadas no peito.
–Ei, vem mais pro meio da cama Aldebaram. Vai cair aí, e descruza essa mão.
–Por que?
–Parece posição de morto, detesto isso.
–Nossa Shura, que coisa mórbida.
–Por isso mesmo. Vem mais perto.
–Não, aqui tá bom...
–Deixa de frescura. Vem logo antes que eu te faça vir heim?
–Hum, e você acha que consegue?
–Não me desafie... eu tenho a técnica perfeita pra te dominar.
–Sei... e qual é?
–Eu não vou falar, vou te mostrar.
Shura começou a fazer cócegas em Aldebaram, ele já ouvira Mu falar que esse era o fraco do taurino.
Aldebaram quando viu que Shura estava em cima dele, fazendo cócegas, não conseguiu conter as risadas. Ele realmente odiava cócegas, mas Shura parecia mais estar cutucando ele com os dedos do que fazendo as cócegas propriamente ditas.
–Ué, você não tá sentindo nada?
–Só o seu peso. Já fez cócegas antes em alguém Shura?
–Bem, devo ter feito quando criança...
–Hum...reparei a falta de prática. Desculpa, mas fiquei mais é cutucado que senti cócegas...
–Assim não vale- Shura fez cara de zangado- o Mu estava mentindo.
–Não, não mentiu não. Eu realmente sinto muita cócega, e odeio, me dá uma sensação horrível, parece que vou morrer se não pararem. Mas tem que fazer nos lugares certos, não é assim como você tá fazendo...
–Como é então?
–Quer que eu faça cócegas em você?
–Se não tem outro jeito de aprender...
Aldebaram sorriu, e virou Shura que estava em cima dele.Ficou por cima do capricorniano.
–Ei, eu disse pra fazer cócegas, não me matar Aldebaram.
–E acha que vai morrer só por que eu estou em cima de você?
–Quer mais motivo? Eu sou alto, mas olha o seu tamanho...
Aldebaram sorriu, ergueu as mãos de Shura em cima da cabeça, e com uma mão segurou os dois braços.
–Confia em mim?
–Devo?
“Não mesmo”- pensou Aldebaram.
–Confia ou não?
Shura respondeu com um suspiro, e abanou a cabeça.
Aldebaram começou a fazer cócegas no baixo ventre de Shura, que começou a se contorcer na cama. A medida que ele ria, Aldebaram ia subindo a mão. Barriga, costelas, axilas... aí Shura não aguentou mais.
– Aldebaram, tá bom, tá bom, chega. Já aprendi, pode parar...
Aldebaram ria com as risadas de Shura.
–Aprendeu mesmo?
–Sim, sim, vou te mostrar, mas me solta, não aguento mais.
–Pede com jeito...
–Me solta ou te encho de porrada.
–Mau jeito. Homem mau, merece ser mais torturado.
Aldebaram continuou as cócegas mais rápido. Shura entrou em uma crise de riso nervosa, realmente aquela sensação era terrível.
–CHEGA, POR FAVOR! Por favor, me solta, não aguento mais...
–Assim que eu gosto, bom garoto....
Aldebaram soltou Shura e se deitou ao seu lado, achando graça de tudo aquilo. Shura colocou a mão no peito, mais aliviado com o fim da brincadeira.
–Concordo com você, é horrível.
–Não é?
–Sim. Agora é sua vez.
–Duvido que você aprendeu de primeira.
–Nunca duvide de um capricorniano, taurino.
Shura pulou em cima de Aldebaram, e prendeu suas pernas na altura da cintura dele. Deu um sorriso malicioso, e disse:
–Agora é minha vez.
–Vou até erguer os braços pra facilitar pra você.
Aldebaram ainda duvidava que Shura tivesse êxito nisso, mas qual não foi sua surpresa quando as mãos de Shura começaram a percorrer seu corpo com tanta velocidade que parecia que estava passando uma pena, ou pequenas formigas pelo seu corpo. Aldebaram ainda tentou parar Shura, mas esse foi mais rápido, e Aldebaram, de repente, estava em um crise de riso enorme, se sacudindo todo na cama.
–Tá bom, tá bom Shura, para aê, por favor.
–Nãoooo, não paro. Aprendi ou não?
–Sim, aprendeu, você é o melhor, nem precisa mais continuar, tá vendo? Já to no meio da cama também, chega, por favorrrr...
–Agora sim!
Shura saiu de cima de Aldebaram, que sorria muito.
–Seu chato, fiquei todo suado com isso.
–Admita, você não esperava que eu fosse conseguir, esperava?
–Não... não mesmo. Logo você, tão sério...
–Quando necessário.
–Hum... sei... ufa, cansado e suado, acho que agora eu devo ir mesmo...
–Não, fica... tá bom ter você aqui...
–Tá muito quente...
–Tira a calça,oras.
–Shura!
–Oras, só estamos nós dois aqui. Qual o problema?
–Oras...é...
–Vai dizer que tá com vergonha? De mim ainda?
–Eu já tenho vergonha de me ver pelado no espelho Shura, que dirá de ficar pelado na frente de um amigo....
–Vergonha por que?
–Por que sim Shura. Quer dizer, olha pra mim, todo gigante, e tal...
–E? Qual o problema em ser grande?
–Nem sempre é bem aceito pelas pessoas... assusta...enfim, muita coisa.
Aldebaram ficou um pouco calado olhando pro teto do quarto. Shura olhou para ele, e colocou a mão em seu peito.
–Se te julgarem só pelo seu tamanho, vão perder a chance de conhecer, literalmente um grande homem. Eu sei, eu provei na pele o quanto isso não quer dizer nada.
Aldebaram ficou um pouco tenso com toque de Shura, mas depois relaxou. Sorriu.
–Assim é melhor. Vai, tira essa calça logo. Ou quer que eu tire? Haha!
–Shura!!!
–Eu acabei de ver que você tá todo suado mesmo. Vai logo, deixa de ser bobo. Se te deixar mais tranquilo, eu tiro a minha também. A gente fica quieto, descansa um pouco, depois você vai. Melhor assim...
–Sem brincadeira?
–Sério. Prometo.
–Então tira primeiro.
–Tá bom...
Shura ergueu as pernas, e puxou o jeans. Jogou no chão do lado da cama.
–Satisfeito? Sua vez.
–Shura!!!!
–Que foi agora?
–Tá sem cueca?
–O que parece?
–Isso não vai prestar...
–Deixa de ser bobo. Pronto, já fiz minha parte, sua vez agora.
–Humph.
Aldebaram puxou o moleton. Não ia conseguir disfarçar, seu pau estava começando a latejar. Ver Shura deitado a seu lado, pelado... era demais. Mas já que tinha chegado a esse ponto, agora era ir ver no que ia dar.
–Vai ficar de cueca?
–Não.
Aldebaram tirou a cueca branca, jogou ao lado da cama, e olhou pra Shura.
–Satisfeito?
Shura não respondeu.
–Shura?
–Hum?
–Tudo bem?
– Aldebaram...
–O que?
–Como você? Uau...
–O que?
– Aldebaram você...
–O que foi caramba?
–Você é um tesão?
–Hum?
Aldebaram nem teve tempo de entender. Shura pulou em cima dele, e colou seus lábios em sua boca. Aldebaram não sabia se sorria ou se chorava. Abriu a boca e deixou a língua de Shura passear por ali. Colocou as mãos em suas costas, e começou a corresponder ao beijo. Shura soltou um gemido longo quando sentiu o pênis de Aldebaram latejando junto ao seu.
–Isso é bom...
–Também acho... Shura... você quer?
–Quero... com você eu quero... você quer?
–Você?
–Isso.
–Há muito tempo...
Voltaram a se beijar. Shura, depois de um bom tempo, começou a beijar o pescoço de Aldebaram, e foi descendo pelo pescoço, até chegar no peito. Olhou aquela caixa torácica enorme, e devagar mordiscou um dos mamilos de Aldebaram. A resposta que queria veio em forma de líquido em seu baixo ventre.
–Já gozou?
–Não ainda...tô excitado, fico muito melado...
–Hum... quero provar isso...
–Shura...
Antes de conseguir falar mais alguma coisa, Shura desceu até membro de Aldebaram e olhou com apetite. Era mais grosso do que grande, mas era bonito... e cheirava tão bem. Shura passou a língua nos lábios, de um beijo na ponta melada, o que fez o cavaleiro de Touro arquear o corpo, então abriu a boca e abocanhou o pênis do guerreiro. Começou a fazer um movimento de vai e vem, devagar, enquanto Aldebaram gemia fundo e rouco.
–Shura... oh Shura...
Aumentou a velocidade, começou a masturbar o cavaleiro enquanto lambia os lábios sentindo seu gosto. Era bom. Começou a se masturbar também. Quando Aldebaram percebeu, o puxou para cima.
–Que foi, não tá gostando?
–Tô adorando... mas quero fazer em você também...posso?
–Só se for ao mesmo tempo...
Shura virou o corpo, deixando seu pênis muito próximo ao rosto de Aldebaram, que timidamente o colocou na boca. Assim que sentiu o gosto, disse “bom”, e continuou, agora mais a vontade. Shura gemeu, pegou o membro de Aldebaram e continuou de onde havia parado. Ficaram assim por quase quinze minutos, até que Aldebaram começou a lamber o saco de Shura. O espanhol gemeu alto.
–Não para. Por favor não para...
–É tão bom assim?
–NÃO PARA!
–Tá, desculpa...
Shura delirava, gemia alto.
–Vou te mostrar como é, mas não para...
Colocou uma das bolas de Aldebaram na boca, e chupou de leve. Depois a outra, e então começou a circular a língua por ali, fazendo um “oito”. Enxergou o ãnus de Aldebaram piscando.
–Para Shura. Não consigo me concentrar assim...é bom demais...
–Pode melhorar...
–Como? Impossível...
–Confia em mim?
–Sim.
–Então abre mais as pernas. E continua me chupando, sem parar...
Aldebaram obedeceu. Shura enxergou o buraco do parceiro, encheu a boca de saliva e cuspiu ali.Então começou a lamber, ora pra cima e pra baixo, ora circulando. Aldebaram foi ao delírio.
–SHURA!!!!
–Bom não é?
–Hum hum...
–Shura comçou a brincar com um dedo.Colocou a pontinha, Aldebaram piscou. Voltou, colocou mais um pouco, tirou. Aldebaram delirava, gemia, quase chorava, quase ria, estava maluco em meio a tantas sensações.
Shura quando conseguiu colocar o dedo, começou a procurar com calma a próstata de Aldebaram, ao mesmo tempo que o masturbava leve e chupava. Quando encontrou, rolou o dedo levemente. Aldebaram não aguentou e encheu a boca do capricorniano com sua semente. Shura sorriu. Ia sair de cima dele, quando Aldebaram disse:
–Ainda não...
E enfiou a língua na bunda de Shura, que disse:
–Hum... Aldebaram, isso tá ótimo...vai mais devagar, quero aproveitar mais...
O que Aldebaram fez foi exatamente o contrário. Enfiou a língua mais fundo, puxava o pênis de Shura, depois as bolas, então voltou a lamber o saco, mas colocou um dedo em Shura, que quando sentiu aquele dedo grosso e enorme dentro de si, não aguentou, e gozou em cima do peito de Aldebaram, tremendo o corpo todo.
– Aldebaram...
Desabou em cima do taurino. Aquilo fora simplesmente maravilhoso.
–Tá tudo bem?
–Melhor que isso só dois disso. Aldebaram onde você aprendeu a transar assim?
–É... eu nunca transei antes Shura...
–O que?- O espanhol se sentou, agora mais sério- Nunca mesmo? Com ninguém?
–É sério... fui bem?
Shura o encarou com carinho.
–Muito bem... melhor impossível...falta ainda aprender mais algumas coisas, mas estou aqui se te interessar...
–Com certeza...
–Eu sou seu primeiro? Por que?
–Oras...por que aconteceu...só isso...
– Aldebaram... fala a verdade...
–Preciso mesmo falar Shura? Oras...eu to gostando de você, é isso...
–Desde quando?
–Já tem um tempo... não me pergunta por que, certo? Só sei que gosto.
Shura sorriu, e deitou a cabeça no peito de Aldebaram.
–E eu gosto do fato de você gostar. Eu desconfiava, queria que fosse verdade... agora que vi que é...
–E o que vamos fazer?
–Um dia de cada vez! Por hora, vamos descansar um pouco... quando acordarmos, pensamos nisso...pode ser?
–Pode... só não concordo com uma coisa...
–O que?
Aldebaram passou a mão no pênis de Shura.
–Descansar agora não... eu quero mais...
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