Tão fora da terra

19 Capítulo 19- Vamos indo.


Notas iniciais
Oi oi oi queridas e queridos. Obrigado pela companhia e pelos reviews e pelo carinho. Espero que estejam gostando!!!! Boa leitura.

Camus deixou que Milo o levasse até sua casa. Não falou nada no caminho. Estava se sentindo em pedaços. Ainda estava tudo muito recente, e ele ainda sentia raiva dos amigos, apesar de ter desculpado a maioria deles.

Ao chegarem na mansão de Aquário, Milo parou com Camus em frente a porta do seu quarto.

–Quer que te deixe aqui? Posso vir depois, se você quiser.

Camus estava atordoado com tudo aquilo.

–Milo... eu não quero ficar sozinho... ainda... e preciso falar com você...

Milo abaixou a cabeça.

–Não precisa falar nada agora. Eu não vivi essa situação, mas posso entender que você está sofrendo. Só quero ajudar.

Camus levantou o rosto de Milo:

–Por que você me ama!

Milo ficou vermelho.

–Isso.

Camus soltou um suspiro.

–Vamos entrar...

Entraram no quarto de Camus. Milo encostava a porta, quando o aquariano se sentou na cama, e colocou o rosto nos joelhos.

Continuou a chorar.

Milo estava meio sem ação. Depois de ver o surto de Camus, seu acesso de raiva que quase matara Saga, e conseguira congelar todos os outros cavaleiros... Aquilo o deixou em dúvida de como agir, Camus estava instável. E ele estável já não era uma coisa fácil de entender. Suspirou fundo, se aproximou, e abraçou Camus. Achou melhor ficar em silêncio.

Ao sentir Milo envolvendo seu corpo em um abraço, Camus sentiu sua musculatura contrair e relaxar. Aproveitou para sentir o calor do escorpiano. Um minuto, cinco, dez... quase meia hora depois, Camus se moveu. Encarou Milo, que por sua vez, segurou em suas mãos.

–Você precisa descansar.

–Não quero descansar. Não sei o que quero. Queria morrer para ver se essa dor acabava.

–Não diga isso, nem de brincadeira, muito menos a sério.

–Dói Milo, mais do que qualquer golpe. Dói muito.

–Se quiser chorar mais, meus ombros estão aqui. Se quiser reclamar, meus ouvidos. Mas agora, deita. Vou ficar aqui do seu lado.

Camus soltou um suspiro.

–Não sei se posso com isso, Milo.

–Uma hora vai poder.

–Não digo de Liko.

Milo encarou Camus.

–Eu entendo... mas agora não é hora de pensar nisso. Aliás, agora não é hora de pensar em nada. Nenhuma decisão vai ser bem tomada. Vamos só deixar as coisas se acertarem, ok? Eu só te pedi pra parar àquela hora, por que não aguento a ideia de te perder. Mas não vou te pedir mais nada. Sem pressão. Só quis que você soubesse. Pronto. Agora deita.

Camus ainda estava com a cabeça enevoada. Deixou-se levar por Milo, e se deitou. Milo deitou a seu lado, puxou sua cabeça até a curva do seu ombro e começou a passar a mão nos cabelos ruivos de Camus. Agora tudo estava quieto. Ficaram assim mais algum tempo, até um cosmo conhecido se aproximar. Na verdade, dois cosmos.

Uma batida na porta, e Aioros chamou do outro lado.

–Posso entrar? Quero falar com você, Camus.

Camus não se mexeu. Apenas olhou para Milo, que disse:

–Deixa comigo.

Milo sentiu uma pontada de ciúmes de novo. Andou até a porta, e lá estavam Aioros e Afrodite.

–Oi. O Camus...

–Imagino como está -Afrodite sorriu- Por isso viemos aqui. Pode dar isso a ele?

–O que é?

Milo pegou um cesto.

–Um pouco de comida, e um chá que vai acalmá-lo.

–Obrigado. Ele está precisando.

Aioros pegou no braço de Milo.

–Pode nos deixar com ele um minuto?

Milo ficou sério.

–Não acho uma boa hora. Ele está péssimo.

–Deixa que a gente fale uma coisa só pra ele, Milo. Depois, já avisamos os outros pra deixá-lo em paz. Aí, você fica responsável por ele, certo?

Milo não tinha como deixar de atender Afrodite. Abriu passagem.

–Um minuto. Não sei bem como ele pode reagir.

Aioros e Afrodite entraram no quarto e fecharam a porta. Milo ficou do lado de fora esperando. Mais um cosmo se aproximou.

Saga.

O geminiano parou em frente a Milo.

–Desculpe, Milo.

–Você me pedindo desculpas? Pelo que?

–Eu não agi de forma correta... com todo mundo hoje. Mas no seu caso, eu sei que você deve estar chateado mais pelo Camus que por si mesmo.

Milo corou.

–Saga, você pareceu outra pessoa. Maligno. Autoritário.

Saga suspirou.

–Eu sei. Deve ser minha separação com Aioros que tem causado tudo isso. Espero que depois de hoje, nós possamos nos acertar. Não só eu e ele, mas eu e todos.

Saga estendeu a mão. Milo a encarou por um pouco, depois apertou.

–Sem problemas. Estamos bem.

–Obrigado.

Saga foi embora. Aioros e Afrodite saíram do quarto.

–Milo, nós vamos indo. Cuide dele.

–Não precisa repetir. O que vocês falaram com ele?

Os dourados sorriram. Afrodite falou:

–Uma hora ele vai te contar.

–Milo- Aioros disse- Qualquer coisa, é só chamar.

–Sim. Aioros?

–Sim?

–Vai falar com Saga?

O sagitariano sorriu triste.

–Vou.

–Boa sorte!

Milo voltou a entrar no quarto. Os cavaleiros descansaram por mais alguns dias. Até tudo recomeçar.

– — — — — — — -

Passarem-se três semanas. A rotina voltara ao normal. Os cavaleiros saíam em missões simples, e logo voltavam. Treinavam, passavam relatórios e estudavam.

O clima estava alterado. Apesar de estarem sem brigas, os dourados andavam se estranhando. Quase todos evitavam Saga, salvo Shura e Mu. Aioros conversara com Saga, e ainda não mudara de idéia quanto a voltarem a ser amantes. O que fizera Saga ficar distante como antes.

Afrodite e MM, Shura e Aldebaram, Mu e Aioros passavam bastante tempo com Camus, apesar de ser eles sempre que o procuravam. Ele aceitava com mais facilidade a presença dos amigos, mas ainda estava se acostumando a se abrir com outros, não era lá muito fácil.

A não ser com Milo. Nunca mais tocaram no assunto de amor, mas Camus sentia isso em cada gesto do escorpiano. Milo estava lá para acordá-lo, e para fazê-lo dormir. Comiam juntos, Milo ficava sempre por perto quando possível, e parecia que sabia a hora certa de deixá-lo só também. Camus se sentia confortável agora perto dele. Aquela antipatia antiga, aquela irritação não passava de medo de assumir que também gostava dele. Como homem. Tinha desejo, tinha carinho, tinha amor.

Não que isso fosse fácil de verbalizar. Nem era época. As três vezes que Camus tentara iniciar uma conversa sobre isso, Milo sempre dizia:

–Agora não. Quando você estiver melhor falamos sobre isso.

E saia de perto do outro.

Isso deixava Camus confuso. Milo se declarara para ele, então por que não queria... conversar?

Aioros e Mu esclareceram isso quando Camus expôs sua dúvida.

–Ele não quer aproveitar esse momento que você está fragilizado pra ficar com você. Pelo que entendi de uma conversa com Afrodite e MM, ele disse que se for pra vocês ficarem juntos, você tem que realmente querer isso, mas estar bem pra tomar essa decisão. Não pode estar frágil como está agora, emocionalmente falando.

–Ele não quer que você fique com ele por que está querendo mascarar a dor que sente. Ele te quer muito, mas contanto que seja na base da reciprocidade.

Camus encarou Mu.

–Entendo.

Aioros olhou para Mu, e sorriu de um jeito travesso.

–Por falar nisso, e você Mu?

O ariano encarou o prato a sua frente. Estavam comendo com Camus.

–O que tem eu?

–Já decidiu se vai ficar com meu irmão?

–Aioros, isso é pergunta?

–Ele tem uma queda por você, Mu. Todo mundo sabe. Inclusive Shaka.

Mu ficou vermelho.

–Eu não posso ficar com ninguém por enquanto.

–Por que?

–Por que não sei o que sinto. Essa é a verdade.

–Você não gosta do meu irmão?

–Gosto.

Camus falou.

–Mas gosta de Shaka também.

–De outra forma.

–Mas do mesmo jeito que gosta de Aioria.

Mu ficou de cabeça baixa ainda.

–Depois que vi Shaka preso na ilusão do ciclo das seis existências, fiquei mexido. Quer dizer, ele gosta de mim e do Aioria, do mesmo jeito. Eu sei que gosto dos dois, mas não como ele. Ele sente o mesmo por nós dois, eu já... não sei se consigo fazer isso.

Aioros encarou Mu.

–Aioria tem essa mesma dúvida. Ele gosta de você claramente, mas Shaka mexe com ele.

–Atração por um e paixão por outro?- Camus arriscou.

Mu ficou quieto. Aioros estava com o ar pensativo.

–Acho que isso é o mais próximo de uma explicação no meio dessa confusão toda. A questão é o que por quem. Certo?

–Tenho medo de colocar as coisas assim. E se de repente, um ficar com ciúme do outro por achar que o outro gosta mais do um do que o outro?

–Hum?

–E se o Aioria ficar com ciúmes do Shaka comigo? Ou o contrário? Ou eu ficar com ciúme de um deles com o outro? Isso tem tudo pra dar errado. Não sei o que fazer. Nem quero pensar mais sobre isso, por enquanto ao menos.

–Complicado.

Os três terminaram de comer. Camus decidiu dar uma volta.

–Quer que chame Milo?- Aioros perguntou.

–Não, obrigado. Estou bem, só preciso me mexer um pouco.

–Bom, então bom passeio.

Quando Camus se afastou, Aioros aproveitou para falar com Mu.

–Uma hora isso vai ter que se resolver, não?

–Quando você se acertar com Saga, eu me acerto com Shaka e Aioria.

–Com os dois?

–Não sei. Não posso escolher um, mas não posso ficar com os dois.

Mu se levantou e foi caminhando. Aioros pensou em Saga. Realmente precisavam ter uma conversa. E agora seria a hora.

– — — — — — -

Camus foi caminhando até se aproximar do vilarejo onde Liko morava. Tinha que andar um pouco, pois a casa do garoto era afastada. Ele se perguntava o que teria acontecido com a família do menino. Já haviam se passado três semanas desde que ele fora enviado ao Olimpo. Seu avô e sua mãe deveriam estar desesperados. O que iria dizer a eles? Como iria contar algo daquele tipo a família?

Avistou a entrada da casa. Parecia deserta.

Camus entrou. Chamou mas ninguém respondeu. A casinha estava vazia.

Indo em um dos quartos, que provavelmente era onde Liko dividia espaço com o avô, encontrou uma caixa de madeira no pé de uma cama. Abriu, e lá dentro encontrou doze bonecos, representando os símbolos do zodíaco.

O único que estava pintado era o de Aquário, na forma de um vaso deitado, que deixava uma nuvem sair da boca, provavelmente a ideia de Liko de representar água.

Camus sentiu os olhos lacrimejarem. Não aguentava mais chorar, mas não conseguia controlar. Tirou do bolso o canivete de Liko, e o pousou sobre o travesseiro da cama. Pensou em como Liko lembrava Anum. Eram tão parecidos, tanto fisicamente, como em personalidade. Os dois morreram tentando protegê-lo. Anum, buscando ajuda, Liko tentando fugir com ele...

Resolveu ir embora. Pediria a um guarda que desse uma desculpa qualquer sobre o sumiço do menino a família. Não tornaria a fazer contato. Seria melhor assim.

Estava saindo, quando sentiu um chamado no cosmo. Era direcionado aos doze cavaleiros. Shion estava assustado.

“Corram até minha sala. Temos problemas.”

Camus não queria ir, mas sentiu algo estranho no chamado do mestre. Se apressou ao santuário.

– — — — — — — — — — -

Ao chegar na sala do mestre, Camus reparou que era o último, todos estavam lá.

–Uma vez que todos estão aqui, serei direto, cavaleiros. Cavaleiro de peixes, por favor.

Afrodite lançou suas rosas, e as pétalas formaram um círculo. No centro dele, uma mulher bela, com olhos amendoados extremamente azuis, e cabelos que eram lisos e cacheados, soltos e presos, loiros e ruivos, apareceu. Dessa vez ela resolveu não possuir nenhum cavaleiro.

Afrodite falou com uma voz suave, porém carregada de poder:

–Cavaleiros, desculpem a minha demora. Temo que tenha que solicitar a ajuda de vocês mais uma vez, antes de apresentar meus agradecimentos.

Camus sentiu a raiva subir em seu peito.

–Sinto dizer que fomos enganados. Aquele que foi enviado ao Olimpo não era Hefesto, apenas um garoto que recebeu uma parcela do seu poder, conhecida como “benção”. Seu cosmo pode nos confundir por causa do objeto sagrado que ele carregava, que irradiava o cosmo do meu marido. Porém, Hefesto ainda está solto.

Milo foi quem fez a pergunta que Camus mais queria fazer:

–E o menino, deusa? Está vivo, uma vez que não era quem vocês imaginaram?

Afrodite ficou embaraçada.

–Escorpião, minha intenção era devolver o menino a terra, mas eu me descontrolei um pouco...

Camus sentiu um arrepio em sua espinha.

–Eu assumi minha forma divina na frente dele. Não sabia que ele havia acordado, e como vocês sabem, um humano que contemple um divino na sua real forma...

–Morre!- Como viera, a esperança de ver Liko vivo se fora- De todo jeito, um inocente foi ferido.

Afrodite encarou Camus.

–Não foi o primeiro, e nem será o último. Ainda mais se vocês não agirem agora.

Shion tomou a palavra.

–O que podemos fazer?

–Zeus e Hera localizaram o verdadeiro Hefesto. Ele está próximo demais, a bem da verdade. Vocês precisam ir até lá, e mais uma vez, enviá-lo ao Olimpo com seus golpes.

–Mas agora não temos mais nada com sangue divino com poder suficiente...

–Eu emprestarei o meu poder a vocês todos. Isso bastará.

Os cavaleiros se entreolharam. Milo encarou Camus, não sabia se ele iria querer participar disso.

–Há uma ilha onde vocês aprisionam cavaleiros renegados, os chamados cavaleiros negros. Essa ilha possui um histórico de banhos de sangue horrendos. Para forjar uma arma com limbinus, é preciso muito sangue. Para não despertar atenção, Hefesto se refugiou lá, onde tem acesso a tanto sangue quanto deseje, sem precisar despertar seu cosmo. Vão até a Ilha da Rainha da Morte, e destruam os planos de Hefesto.

Os cavaleiros olharam para Shion. Ainda bem que a máscara cobria seu rosto. Estava cansado, e preocupado com seus guerreiros. Mais uma vez entregue aos caprichos dos deuses.

–Quanto antes, melhor. Aprontem-se dourados. Em uma hora vocês partirão.

Apenas Saga e Aioros foram detidos. Uma vez que estavam sozinhos, Shion fez seu primeiro anúncio.

–Cavaleiros, devo me preparar para uma nova guerra, e em outro lugar. Quero apenas que saibam que mais para a frente, precisarei de um sucessor, que será escolhido entre um de vocês. Basta apenas que Atena chegue para que eu me vá. Portanto, voltem vivos, e a partir de agora, deem seu melhor, pois estão sendo observados. Podem ir.

Aioros pensou no peso daquela decisão. Era muita responsabilidade ser o novo mestre. Saga desejava o melhor para Atena, mas seu alter-ego, Ares, sussurrava em seu inconsciente que chegara a sua hora de brilhar, e tomar o poder.

Outra batalha estava sendo travada agora.

– — — — — — -

Antes de se encontrarem na casa de Áries, Aioros passou em Gêmeos e entrou no quarto de Saga.

–O que faz aqui?

–Preciso te falar uma coisa.

–Aioros, sinceramente, se não for pra falar que vai voltar pra mim, prefiro que não me diga nada.

Aioros suspirou.

–Saga, você sabe o que eu sinto. Sabe que eu te amo.

–E você sabe que eu sou louco por você.

–Mas você quis coisas que não estão ao nosso alcance, e isso me assusta. Se você pensa em trair Atena...

–Pensei um dia, um delírio, uma má influência. Já passou, e eu acho que já provei o bastante para você de que isso acabou.

–Tenho medo.

–De que?

–Se você pensou em trair Atena, que é sua missão e propósito de vida, o que pode acabar fazendo comigo?

–Acha que eu trairia você?

Aioros soltou a verdade de uma forma que Saga não esperava.

–Acho que você me mataria se eu atrapalhasse algum plano seu. Acho que você seria capaz de se livrar de mim como se livra de qualquer inimigo, acho sim que você seria capaz de me trair se se cansasse de mim.

–Eu amo você seu maldito.

–Eu sei disso. Mas suas atitudes me deixam desconfortável. Também te amo, mas não me sinto seguro com você!

Saga o encarou. Apesar das acusações, ele não conseguia ficar com raiva daqueles olhos castanhos. Daquele rosto tão novo, e tão cheio de preocupações. Aioros era o fio que o prendia a seu lado real, seu lado bom.

–O que mais eu preciso fazer Aioros? Não sei mais que prova te dar, estou cheio disso. Sabe por que não consegui sair da prisão de gelo do Camus?

–Não.

–Por que estava cansado. Ali eu estava me humilhando, pedindo desculpas, e todo mundo ainda estava com severas suspeitas sobre meu modo de agir. Que sentido há em viver em um lugar onde só desconfiam de você? Camus querer me matar... foi só a expressão do que todos ali pensavam... que eu era... bem, não importa. Então para que resistir? Achei que se morresse ali, tudo isso acabaria. Então, de repente, sinto seu cosmo, ouço você me defendendo... mas se for pra continuar assim como estamos, preferia ter morrido no caixão de gelo.

Aioros se aproximou. Colocou uma mão no rosto de Saga.

–Prometa. Jure, por tudo que você considera mais sagrado.

–O que você quiser.

–Que você nunca irá me trair.

Saga puxou Aioros em um abraço apertado. Seu coração estava para explodir de alegria.

–Juro por Atena, pelo rio Estige, por tudo e qualquer coisa que há de mais sagrado. Eu te amo e nunca vou trair você.

Aioros apertou Saga dessa vez.

–Eu também. Vou ficar sempre ao seu lado.

Saga encarou os olhos do sagitariano. O ar escapou dos seus pulmões.

–Eu amo você.

Aioros o puxou para um beijo, aflito, apertado, quase que machucando.

–Eu também te amo.

Finalmente entraram em um acordo.

Das sombras, Kanon decidira que era hora de acabar com o sagitariano.

Notas finais
E até semana que vem!!!! Bjo enormeeeee