Tão fora da terra
13 Capítulo 13- Descoberta
Notas iniciais
Mu acordou. Era noite já.
–Quanto tempo eu dormi?
–Algumas horas- disse Aldebaram.
–Tá todo mundo bem?
–Tirando Shaka, todos. Já sabe o que tem que fazer?
–Sim, sei.
–Acha que já consegue?
–Sim. Saga?
–Estou aqui.
Saga se levantou. Estava pronto.
–Vamos então?
–Estou pronto.
Saga olhou para Aioros. Sentiu vontade de chorar. O sagitariano sorriu para ele.
–Boa sorte.
–Obrigado.
Os dourados circularam o corpo de Shaka. Afrodite não havia chegado. MM estava inquieto.
–Vocês vão voltar, não vão?- MM perguntou.
Saga soltou um suspiro. Mu sorriu. Pôs a mão no ombro do canceriano.
–De um jeito ou de outro. Não se preocupe.
Viraram-se.
–Mu, agora!
– — — -
Milo estava se lavando. Havia terminado de secar os cabelos. Vestiu um jeans, e uma camiseta. Olhou para a porta no fundo de seu quarto, a fonte do outro lado jorrava água tranquilamente. Refletia o brilho do pôr do sol. Logo ia anoitecer.
Calçou uma sandália. Foi indo fechar a porta, quando deu uma ultima olhada na fonte.
Jorrava sangue.
Milo achou que devia ser algum tipo de coisa nas vistas. Esfregou os olhos, mas era isso mesmo: a fonte jorrava sangue. Algumas pétalas de flor estavam esvoaçando em volta da fonte. Milo se aproximou cauteloso.
Dentro da fonte, o sangue ficava cada vez mais vermelho. Algumas pétalas começavam a formar algumas palavras.
–Mas o que...?
“Cuidado, cavaleiro!”
–Hum? Cuidado? Com o que? Com quem?
As pétalas dançaram, se arrumaram em novas palavras:
“Hefesto está aqui”
Milo sentiu um arrepio no corpo.
–Como?
“Mentiras. Ele está aqui!”
–Quem...
“Afrodite”
–Ele saiu em uma missão, como...
“Eu sou Afrodite! Hefesto afastou todos.”
–Por quê?
“Distração. Vocês vão morrer.”
–Nós? Quais de nós?
“Todos. Começando por vocês que ficaram aqui.”
Milo soltou um chiado. Era uma armadilha? Todos separados? Então Hefesto já estava um passo a frente deles.
–O que posso fazer?
“Distraia-o”
–Como?
“Ele dorme. Quase consciente, mas ainda dormindo.”
–Então...
“Distraia-o. Ele está próximo.”
Milo suspirou. Precisava de uma resposta direta.
“Finja que nada acontece. Aguarde seus amigos. Aja normalmente”
–Você aparece em uma fonte de sangue, me falando que vou morrer e quer que eu aja normalmente?
“Sim”
–E onde ele está?
“Aqui. Um garoto, olhos azuis, cabelo preto.”
Milo estacou. Impossível. Mesmo sendo um dos olimpianos, seria muita audácia entrar no santuário, enganar todos, e acabar com tudo. E para que?
–O que ele quer?
“Tempo. Para se vingar.”
–E...?
Afrodite usou as pétalas para explicar mais uma vez a história. Milo ficou pasmo. Então Hefesto queria o limbinus, que estava na torre de Hades, sendo vigiado pelo mestre ancião, que junto com o mestre, tentavam impedir que ele chegasse a por as mãos no metal amaldiçoado, e fizesse suas armas para se vingar dos deuses do olimpo. E eles teriam que, sem despertá-lo totalmente, enviá-lo de volta ao olimpo.
“Ou morrerão. E Atena também.”
–Demorarão a chegar, os outros cavaleiros?
“Um pouco. Estão esgotados.”
–Até lá...
“Finja. Como se não soubesse de nada. Até. Cuidado.”
– — — -
Saga e Mu elevaram seus cosmos. Shaka parecia ainda mais debilitado. Tinham pouco tempo.
O “Outra dimensão” foi disparado contra o corpo de Shaka. Mu se concentrava em seguir a energia cósmica do cavaleiro, enquanto Saga rastreava o local exato onde Shaka poderia estar. Um clarão, e os dois desapareceram.
Aioros não se conteve mais. Caiu de joelhos e deixou as lágrimas correrem, quieto. Os outros olharam para o céu.
Era estranho, paisagens passavam em volta dos dois, cenários de todo o mundo, cidades, campinas, mares, florestas. Uns dez minutos depois, Saga disse:
–Mu, sinto que ele está próximo. Mas sinto um cosmo gigantesco por esses lados, precisamos nos esconder.
–Deixe isso comigo.
Mu elevou seu cosmo um pouco mais. Algumas placas se formaram a sua frente.
–Muro de cristal!
Os blocos cristalinos formaram-se a frente deles.
–Reflitam!
Um brilho forte invadiu o espaço. Saga fechou os olhos. De repente, estava tudo normal mais uma vez.
–O que houve?
–Estamos dentro de uma caixa espelhada.
–Como?
–Usei meus muros como se eles fossem um espelho, eles irão refletir o que há em volta. Não ficaremos invisíveis, mas ficaremos camuflados, acho que tempo o bastante para que possamos encontrar Shaka. Pode se concentrar.
Saga olhava em volta. Realmente estavam dentro de uma caixa. Haviam ganhado alguns minutos, isso mostrava outra preocupação.
–Mu, sinto a energia de Shaka indo e vindo de dois locais próximos, com energias diferentes.
Mu pensou um pouco.
–Afrodite disse que ele tentou prender Hefesto nos seis mundos das crenças budistas, mas isso não deu certo. Talvez ele esteja preso em um desses mundos.
–Você sabe quais são eles?
–Imagino que Shaka esteja no paraíso.
–Por que?
–Ele é um dos guerreiros mais próximos de uma divindade que temos conhecimento. Só poderia estar em algum tipo de paraíso.
–Faz sentido...mas a energia cósmica dele fica indo e vindo de dois lugares muito diferentes.
Mu pensou mais um pouco.
–É isso.
–O que foi?
– — — -
A fonte voltou a jorrar água limpa. Milo estava em choque. O garotinho com Camus era um dos doze deuses do olimpo. Um senso de perigo despertou em Milo. Camus não sabia de nada, e era melhor que continuasse assim. Não podia colocar sua vida em risco.
Milo foi subindo até Aquário. Ao chegar lá, encarou o céu. A noite estava fria, mas o céu estava limpo. Com um suspiro, entrou na mansão.
Na cozinha, Camus conversava com Liko. O garoto estava em um banquinho, ao lado de Camus, os dois em frente ao fogão. Um cheiro gostoso enchia o ambiente. Milo espiou por um tempo. Alguma coisa tinha que estar errada. Como aquele garotinho podia ser um deus, em busca de vingança? Era tão menino, rindo com Camus, o olhando admirado, corando quando Camus provava das panelas e dizia que estava tudo muito gostoso. Não possuía cosmo nenhum, e sim uma aura infantil, inocente, bondosa.
Alguma coisa tinha que estar errada. E muito.
Camus se virou pra pegar uma faca e viu Milo na porta.
–Ei, até que enfim! A comida está pronta. E tá muito boa. Não é, Liko?
O menininho sorriu.
–Sim!
–Hum... então quero provar.-Milo deu um sorriso todo doce, que prendeu a atenção de Camus.
Os três se sentaram, enquanto Camus estimulou Liko a contar para Milo da sua vida, das suas ideias, e da sua rotina. Milo prestava atenção, ria, perguntava. Camus até achou estranho ele estar tão gentil. Depois que jantaram, Camus disse:
–Liko, a comida estava maravilhosa, muito obrigado!
–De nada!- O garotinho sorria tímido, mas contente.
Milo simpatizara com ele. Nem tinha como ser diferente. Mas estava inquieto.
–Bom, agora acho que vou levar você pra casa, já está tarde e seu avô deve estar preocupado.
–Háááááá...
Milo se lembrou do que Afrodite dissera.
–Hum... Camus?
–Sim?
–Por que nós não deixamos pra terminar nosso trabalho amanhã? Deixa o garoto dormir aqui.
–Como?
–É... Não é todo mundo que pode dormir no santuário, acho que não faria mal... assim você poupa uma caminhada...e esse garotinho também, não é?
Milo chegou perto do garoto e cochichou algo em seu ouvido:
“Faz cara de sono!”
O menino deu um sorriso, acenou um “sim” com a cabeça, e se virou pra Camus:
–Não quero atrapalhar, mas tô muito cansado... — e começou a coçar o olho.
Camus não gostou daquilo.
–Mas e seu avô, Liko? Acha justo deixá-lo preocupado?
Quando o garoto ia fraquejar, Milo interveio:
–Eu peço pra um guarda ir avisar o avô dele que ele está com você. Fica tranquilo.
O menino sorriu. Milo olhou sério pra ele. Só mexeu a boca:
“Continua”!
Liko acenou com a cabeça. Deu um bocejo alto.
–Camus, não seja tão insensível. Vai fazer um garotinho dessa idade, que se esforçou quase o dia todo pra vir cozinhar pra você, andar essa distância toda? A noite, ainda?
–Não, seu Milo, eu não quero atrapalhar... eu vou...
–Vai dormir aqui. Se o Camus não quiser, você dorme na minha casa. Já está decidido.
Camus olhou pra Milo com uma expressão carrancuda:
–Humph... bem, você pode dormir aqui mesmo Liko. Tudo bem?
–Sim!!!!!
–Pra quem tá cansado, esse sim foi muito animado, não?
–É...
Milo interveio:
–Para de implicar com o garoto, Camus. Eu sei que você gosta dele.
Camus ficou rubro. Não era de admitir sentimentos, mas sim, esse ele admitia: ele adorava o garotinho. A simpatia foi a primeira vista.
–Eu também gosto do Camus!
Liko deu um abraço apertado nas pernas de Camus, que, meio embaraçado por estar perto de Milo, fez um afago no cabelo do garoto, e sorriu sem graça.
–Ehr... tá bom, chega né? Vamos, vou te botar na cama.
– — — -
–Ele está no inferno.
–Como assim?
–Uma vez Shaka me disse que o paraíso para os budistas, era um lugar dos mais próximos com o inferno. Que um ato falho nele, e a pessoa caia diretamente no abismo infernal. Talvez Shaka esteja indo e vindo do inferno ao paraíso.
–Assim fica difícil Mu. Onde vamos encontrá-lo? Não sei se meu cosmo aguenta tanto tempo fora da terra.
–Saga, teremos que encontrá-lo no meio do caminho então.
–Hum?
–Eu iria propor pra que fôssemos cada um a um lugar, mas separados, morreremos os três. O jeito é tentar despertá-lo no meio do caminho. Afrodite disse que ele está preso em uma ilusão, basta quebrá-la e ele voltará.
–É nossa única chance?
–Parece.
Saga fechou os olhos.
–Mu, encontrei.
–Onde?
–Muito tranquilo. Deve ser o tal paraíso.
–Podemos...?
Saga apontou o dedo a frente. Mu enxergou uma porta. Havia correntes em volta.
–O que será?
–Shaka está ali dentro. Mas essas correntes devem ter sido colocadas por Hefesto.
–Se isso é obra divina, não podemos destruir.
–Nem tentaremos.
–O que faremos então Saga?
Saga concentrou-se. No espaço entre as correntes, dava pra ver uma pequena fechadura.
–Passamos por aqui.
–Enlouqueceu?
–Vou usar meu golpe mais uma vez, guie-o com sua telecinese, e usaremos os dois como ponte de acesso ao outro lado. Devemos passar através de outra dimensão.
–É seguro usar um golpe dentro dele mesmo?
–Não tenho outra ideia.
O cenário continuava mudando, mas de forma mais lenta agora. Mu ficou preocupado, sentia uma presença estranha ao redor.
–Faça. Seja o que for, faça.
Um outro clarão. Os cavaleiros desapareceram.
Um garotinho saltitava por perto. Sorria. As correntes caíram.
– — -
Camus pegou na mão de Liko e foi indo em direção ao quarto. Milo o seguia. Chegando lá, quando abriu a porta, o menino fez uma cara de espanto:
–Uau!!!!
–Gostou?
–É muito grande!!!!
–Hum...
Camus levou Liko pra cama, o colocou lá, o cobriu, e perguntou se ele queria alguma coisa, ou precisava de algo.
–Não, tá tudo bem. Você vai dormir também?
–Daqui a pouco.
–E eu vou ficar sozinho nesse quartão?
–Eu volto daqui a pouco. Vou conversar um pouco com o Milo, e já venho dormir. Mas fica tranquilo, aqui é super seguro, e ninguém vai te incomodar. E pra você não ficar com medo, que tal eu deixar uma luz acesa?
Camus acendeu uma vela, e a colocou dentro de um abajur que o avô de Liko havia feito, com desenhos de flocos de neve. O quarto ficou levemente iluminado. O menino sorriu, agora com sono de verdade.
–Bom descanso.
Quando ia saindo da cama, Liko segurou na mão de Camus.
–Meu avô segura na minha mão até eu dormir...
Camus sorriu.
–Tudo bem.
E ficou segurando a mão do garotinho. Não demorou muito, ele pegou no sono. Milo observava tudo da porta do quarto. Camus saiu em silêncio, encostou a porta, e encarou Milo.
–Bom, acho que por hoje é só, não?
Milo ficou um tempo calado. Estava sério.
–Milo? O que foi?
–Por que você gosta desse garoto, Camus?
–Ora, por nada...eu só... já te expliquei, não?
–Só simpatia mesmo?
–O que mais seria, Milo?
–Sei lá, ele pode ser seu filho, talvez?
–Meu filho? Tá louco Milo? Eu já te disse que nunca...bem, você sabe...
–Um parente...
–Milo, já disse, não tenho nada com o Liko, parentesco nenhum. Só me apiedei da situação da família, ele é uma criança maravilhosa, e pronto.
–Espero que seja assim mesmo.
–Hum? Do que você está falando?
–Camus, eu tenho que te contar uma coisa.
–O que?
Milo soltou um suspiro. Não ia ser fácil contar aquilo pra Camus.
–Eu...
Um barulho de passos ecoou pelo salão.
–Tem alguém aqui.
Foram juntos em direção a sala. Era um dos soldados.
–Senhor, já informaram o parente do menino. Ele disse que está tudo bem ele ficar com o senhor.
Camus relaxou.
–Obrigado.
–Por nada, senhor! Com licença.
Quando ficaram sozinhos de novo,Camus perguntou:
–Então, o que você tinha pra me contar?
–Eu... é... bem...
Camus não gostou da hesitação de Milo.
–Fala logo, Milo, o que foi?
–Camus...é que...
– — — — --- -- — — — — — — — — — -
No outro lado, Saga e Mu encontraram-se em um campo aberto. Havia flores por todos os lados. Mu olhava em volta, desconfiado.
–Onde ele está?
Saga estava ajoelhado. Ofegava.
–A alguns metros.
–Está tudo bem?
–Estou muito cansado, meu cosmo está quase no limite... Vamos logo...
Mu olhou em volta. Atrás dele, viu alguém caminhando.
–Saga, vem vindo alguém lá.
Qual não foi sua surpresa ao ver que era ele próprio que vinha andando. Sua cópia parecia não vê-lo. Passou por eles, e foi seguindo.
Seguiram o segundo Mu. Ele parecia muito tranquilo.
Um pouco mais, e viram os outros cavaleiros. Estavam todos ali, juntos, rindo, conversando, em uma paz sem igual. Shaka estava recostado em uma árvore, ouvindo Shura e Aldebaram falarem. Camus e Milo olhavam para o chão, Aioros estava no colo de Saga, MM e Afrodite estavam deitados rindo, e Aioria se aproximava de um lado, enquanto Mu vinha de outro.
–O que diabos é isso tudo?
–A ilusão de paraíso do Shaka. Todos nós juntos, e em paz...
Shaka se levantou. Correu a abraçar Mu. Riram, então, Aioria se aproximou. O abraçou também. Estava feliz entre os dois, seus olhos estavam abertos, eram de um azul límpido. Sorria muito.
Mu se aproximou sem entender. Que cena era aquela?
–Saga, não é estranho?
–Muito.
De repente um grito.
–Traidor.
Todos se viraram. Saga e Aioros estavam lutando.
–Mas que diabos...?
Saga e Airos estavam se xingando. O geminiano ficou por cima de Aioros. Acertou um golpe de energia em sua barriga.O sangue corria pelo chão. Aioros estava morto.
–O que...?- Saga estava perplexo.
Shura estava sem seus braços e pernas. Afrodite estava enrolado entre espinhos, se esvaindo em sangue. Camus estava congelado. Milo e Aldebaram estavam com o corpo cheio de cicatrizes, estendidos um em frente ao outro. MM estava decapitado. Shaka deu um grito.
–Parem com isso.
Mu e Aioria lutavam. Não como cavaleiros, como malucos. Socavam, chutavam, xingavam.
–Ele é meu, Mu.
–Nunca, ele é meu Aioria.
Shaka se colocava no meio deles.
–Parem com isso. Eu já disse, eu amo os dois, vocês não precisam...
–Ou eu, ou ele Shaka.
–Claro que sou eu, alienígena- Aioria deu um soco em Mu.
–Isso é o que veremos.
A “Revolução estelar” e a ”Cápsula do poder” foram disparadas. Shaka gritou mais uma vez e tudo ficou escuro.
–Mu, Mu.
Mu despertou como de um sonho. Saga o chamava.
–Mu, estou sentindo uma mudança ao redor, acho que aqui é a divisa.
Mu estava perplexo. Shaka disse que o amava, mas também amava Aioria.
–Mu?
–Desculpe Saga. Sim, acho que é aqui.
Estavam em um caverna. Shaka se esfaqueava.
–Por que, por que vocês, meus amigos? Por que vocês, meus amores?
Um dedo. Uma orelha. Um pé. Shaka estava se decepando.
–Mu, se for fazer algo...
–Preciso de você.
–Humph... última chance, não aguento mais.
Mu segurou a mão de Saga. Entraram na frente de Shaka. Este não parecia vê-los.
Mu usou sua telecinese. Saga tentava se conectar a energia cósmica do virginiano, mas cada vez que se aproximava, uma névoa o repelia. Na terceira tentativa, estava quase sem forças.
–Mu, o cosmo de Hefesto...
–Está perto?
–Sim...só pode ser ele...cada vez que me aproximo, sou repelido por uma névoa. Estamos perto, mas estou quase sem forças.
Mu pensou mais um pouco. Fez outro espelho de cristal.
–Use isso. Coloque a sua frente. Quando a névoa aparecer, deixe o espelho no ar e tente dar um salto direto ao cosmo de Shaka.
–Torça pra que funcione.
Mais uma vez...Saga se lembrava, tinha que ser forte. Por Aioros. Tinham que viver para ficar bem, e para que isso acontecesse, precisavam ficar vivos, e garantir a paz até Atena reencarnar.
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